Sinistra destra, 7.02.10

redescoberta da pólvora

Basicamente, a ideia é reduzir o Governo. Indica-se um funcionário da Agência de rating para Primeiro-Ministro. Coloca-se um funcionário do Banco Central Europeu nas Finanças.

Na prática, a soberania e o poder de decisão do Estado não ficam afectados.

João Correia, A Minha Gazeta

já uma vez lhe disse para ter cuidado com as bebidas destiladas, mas como se vê não me ligou nenhuma

Pergunte-se ao Mundo: quantos gostariam de viver num país onde 9 em 10 trabalhadores estão empregados, vivem em algomerados servidos por água, electricidade, gás, redes viárias, redes de transportes públicos, medicina, escolas, polícia, bombeiros, diversão, cultura, desporto e podem escolher livremente os seus governantes? Depois, é só pesar a resposta para nos descobrirmos num clima de altíssimo sucesso económico.

Valupi, aspirina b

salários

Se há perigo de inflação, é preciso conter os salários.
Se há perigo de deflação, é preciso conter os salários.
Se a crise é económica, é preciso conter os salários.
Se a crise é financeira, é preciso conter os salários.
Se não estamos em crise, é preciso aproveitar para melhorar a competitividade – e portanto conter os salários.
Se o défice das contas do Estado está alto, é preciso conter os salários.

José Luiz Sarmento, As Minhas Leituras

todos preferimos, sobretudo os que não a lemos

Logo de seguida li um livro da Ana Teresa Pereira. Pensava que existia apenas uma Mafalda Ivo Cruz na literatura portuguesa. Afinal há duas. E calo-me, estrangulo os dedinhos, por consideração a quem aprecia escritores que gostam de descrever ambientes atafulhados de aprumo intelectual, onde se fode ao som das variações goldberg. Criada nos arrabaldes, reconheço, sou uma pobre criatura iletrada, boçal e suburbana. Os escritores assim dão-me náuseas. Prefiro, de longe, a MRP (nunca lhe li nenhum livro, mas prefiro.)

Ana Cássia Ribeiro, Ana de Amesterdam

o tempo mudou

Até agora, algumas corporações e muitos políticos tentavam esconder-nos as patifarias que cometiam. Hoje em dia devem perseguir comportamentos exemplares ou, em alternativa, enfrentar a ira da opinião pública. Eu sei que isto torna o mundo menos interessante, mas não há remédio. Nem exércitos de constitucionalistas, nem jornais a soldo, nem uma corte de aduladores conseguem tornar invisível o que todos conhecemos.

Luís M. Jorge, A Vida Breve

humor querido

O Paulo Querido não precisa de computador para tweetar. Ele fala directamente com o router.

anónimo que pelo estilo até acho que sei quem é mas não acuso e  desminto que seja alguém do Aventar, mas que era uma grande aquisição era, Paulo Querido Facts

classe

Hoje, disse-lhe, “senhor Simões, careço de imaginação para vender mais línques no meu blogue. Os meus leitores são pessoas de classe. Não apreciam”.

Isabela Figueiredo, Novo Mundo

Comments

  1. Luis Moreira says:

    E mesmo que não haja salários há que reduzi-los…

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