Guerra Fria 2.0

Pode ser uma imagem de o salão oval

Regressamos a um passado de má memória em que duas superpotências ombreiam numa nova corrida. A falta de melhor termo, vou referir-me a ela como A Nova Guerra Fria.
A diferença – uma delas – está nos protagonistas, com os EUA na figura do incumbente hegemónico, ao passo que a China assume agora a posição que outrora pertenceu à (felizmente!) extinta URSS. E, convenhamos, mal por mal, Xi Jinping não é tão monstruoso como Estaline. O que não faz dele um tipo frequentável.
Outra diferença está na corrida. Esta não é uma simples corrida ao armamento. É à tecnologia, à robótica e, claro, em busca da supremacia no culto messiânico dos nossos tempos: a inteligência artificial. Bem vistas as coisas, acaba por ir dar ao armamento também. E à vigilância. E a supressão de direitos. Tudo aquilo que temos direito.

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