E amanhã há mais Marcelo

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Cartoon de António Jorge Gonçalves

Por volta das 21h, alguns órgãos de comunicação social deram conta de um motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Um motim à portuguesa, apesar dos colchões à arder, ao qual o Grupo de Intervenção de Segurança Prisional da GNR foi chamado, apesar de não ter chegado a entrar. É que o motim, do qual resultaram zero feridos, teve início pelas 19h e pelas 20:30h já estava concluído. Tipo aquelas manifestações que começam tarde e desmobilizam por volta da hora do jantar.

Já o presidente Marcelo, que não falha uma, terminou o jantar com o seu homólogo chinês, fez a resenha do Livro Vermelho do Mao, abandonou o Palácio da Ajuda, parou para ver as luzes de Natal e deu um salto ao Estabelecimento Prisional de Lisboa, onde se inteirou da situação, confortou pessoas, tirou selfies e deu abraços. Meio país sem saber o que se passava e já Marcelo tinha ido e regressado.

Marcelo – lapalissada alert – está mesmo em todo o lado. E tende a ser o primeiro a chegar. Na cerimónia e na tragédia, na Websummit ou no Estoril Open, Marcelo é omnipresente e, reza a lenda, ainda tem tempo para ler e dormir. Porém, há quem não aprecie o estilo. Há quem prefira aristocratas cinzentos com pulsões autoritárias. Eu, que não votei nele, e que deixei isso bem claro por estas bandas, não estou desagradado. Gosto de o ver em sítios, a conversar com pessoas e até a criar conteúdos para redes sociais. Podia ser pior, o que, nos tempos que correm, sempre dá algum conforto.

E amanhã há mais Marcelo.

Vila Nova de Gaia e a China

Numa altura em que Portugal recebe, em visita oficial, o Presidente da República Popular da China, vale a pena recordar o que pensa sobre o assunto o mais alto responsável do Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, precisamente o chefe de gabinete de Eduardo Vítor Rodrigues. São dele as seguintes tiradas, plenas de sentido diplomático:

Na China nem os mortos (e nem os vivos…) são respeitados. Só o lucro capitalista merece respeitinho”, como se pode verificar no exemplo seguinte:

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Xi Jinping, o bem-amado

Foto: Reuters/ Thomas Peter

O presidente da China veio visitar Portugal, a convite do presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A ideia por trás – e mesmo pela frente – da prosa: promover deals. Colocar sectores estratégicos, como a energia, nas mãos do estado mais poderoso do mundo, de regime ditatorial, com um presidente que diligenciou, num pseudoparlamento, a emenda da constituição chinesa para se tornar presidente vitalício? No problem. Investimento é a palavra de ordem. Banca, seguros, saúde, aviação, transportes (olha a CP que tanto precisa, coitadinha)? Tudo à escolha em Portugal, baratinho, é aproveitar. Dependência? Qual o quê!

Questionado se a iniciativa chinesa de investimento em infraestruturas “Uma Faixa, Uma Rota” “podia atravessar Portugal” num dos seus “principais portos”, diz Marcelo: “É possível que durante a visita do Presidente Xi a Portugal se venha a assinar o memorando de entendimento sobre este assunto? É. „Estamos a negociar, estamos a trabalhar nisso. Portanto, é possível“, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Fixe, até o Presidente da República se encarrega pessoalmente dos negócios, em Portugal.

Mas está tudo óptimo, desde que haja touradas para os Portugueses.

P.S. – E futebol, claro.

António Costa em Pequim

O Primeiro-Ministro António Costa foi recebido hoje em Pequim, por Xi Jinping, o líder da República Popular da China.

Portuguese Prime Minister Antonio Costa visits Chinese President Xi Jinping

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