Se alguém diz “pára”, é mesmo para parar, percebem?

Quando rebentam casos como o que envolve Rúben Semedo, logo surgem dois grupos, proeminentes, que impõem ferozmente a sua narrativa e assumem o controlo do espaço mediático. Um destes grupos, sobejamente conhecido, advoga a total galderice da alegada vítima, que estava mesmo a pedi-las com aquela foto na praia que publicou no Instagram, motivo pelo qual a culpa da violação é dela. O outro, igualmente influente, advoga a total e inquestionável inocência da vítima, e recusa terminantemente a mais remota possibilidade de gold diggin’, o que é particularmente favorável à prática, uma vez que, aconteça o que acontecer, o risco do plano rebentar nas mãos de uma qualquer gold digger é zero. Outras pessoas advogam coisas mais moderadas, ou in between, mas dificilmente fazem manchete ou chegam às trends do Twitter.

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Correio da Manhã: a aldrabar portugueses desde 1979

Fake news. Fake news nojentas, manipuladoras, canalhas.

Eis o jornal mais vendido deste país. Explica muita coisa.