Se alguém diz “pára”, é mesmo para parar, percebem?

Quando rebentam casos como o que envolve Rúben Semedo, logo surgem dois grupos, proeminentes, que impõem ferozmente a sua narrativa e assumem o controlo do espaço mediático. Um destes grupos, sobejamente conhecido, advoga a total galderice da alegada vítima, que estava mesmo a pedi-las com aquela foto na praia que publicou no Instagram, motivo pelo qual a culpa da violação é dela. O outro, igualmente influente, advoga a total e inquestionável inocência da vítima, e recusa terminantemente a mais remota possibilidade de gold diggin’, o que é particularmente favorável à prática, uma vez que, aconteça o que acontecer, o risco do plano rebentar nas mãos de uma qualquer gold digger é zero. Outras pessoas advogam coisas mais moderadas, ou in between, mas dificilmente fazem manchete ou chegam às trends do Twitter.

Independentemente desta relação de forças, e seja qual for a nossa opinião (que para o caso interessa pouco, para não dizer “nada”), há uma coisa que é certa, irrefutável e inalienável: ninguém tem o direito de coagir outra pessoa para ter ou manter relações sexuais. Independentemente de qualquer circunstância. Se alguém diz “pára”, é mesmo para parar, imediatamente, e não é por se estar muito excitado, ou até se ter trocado uns beijos mais intensos, que se torna legítimo violar uma pessoa. E a lei é clara, ou pelo menos devia ser. Nada, rigorosamente nada, legitima uma violação. E se um homem não se consegue controlar e passa para a agressão, não interessa se a mulher é galdéria ou gold digger. Consumada e comprovada a agressão, ela será sempre a vítima e ele criminoso violento que deve ser encarcerado.

Comments

  1. Pedro Luiz de Castro says:

    …e falta referir mais hipóteses de que adianto uma: De tudo não ter passado de uma armadilha, ou seja não ter havido qualquer ordem ou pedido para parar, e antes possa ter havido incentivos para se continuar, na expectativa de depois, se poder lucrar com isso.
    Não diretamente com o ato, claro está, mas através de uma coisa chamada chantagem.
    Atenção que eu comecei por dizer que esta é apenas, e somente, mais uma hipótese. Tal como qualquer investigação deve considerar: Todas as hipóteses devem ser averiguadas, e os detetives começam sempre as averiguações com uma singela pergunta: «Quem poderia ganhar com este crime…?»

  2. JgMenos says:

    Os progressista são da superior opinião de que aos 16 anos já podem decidir mudar de sexo, mas se decidem usar o que têm, o caso é sempre e necessariamente um terrível crime por parte de quem acorra à chamada.
    E há mais, Pára é mesmo para parar, não interessa quando como e onde.
    Há mesmo nome para a cena, em línguas mais refinadas mas que desgraçadamente ainda não tinham reconhecido a igualdade dos sexos.:
    Allumeuse -Femme coquette, qui se plaît à éveiller le désir des hommes.
    Allumeur – 1. Anciennement. Personne préposée à l’allumage et à l’extinction de l’éclairage public. L’allumeur de réverbères.
    2. MARQUE DE DOMAINE :TECHNIQUE. Dispositif servant à l’allumage d’un moteur à explosion, à la mise à feu d’une charge explosive, etc.

    • António Fernando Nabais says:

      Ó menos, a tua mãe é uma “allumeuse”?

      • POIS! says:

        Que pergunta tão tola!

        Então o Menos não é um iluminado? Existe coiso mais luzidio neste mundo? Que outra poderia ser a origem de tamanha resplandecência?

        • POIS! says:

          Et qui sait si JêgêMoins ne sera pas, lui-même, un allumeur?

          • luis barreiro says:

            Ó pois a tua mãe também parava muito atrás do ginásio, juntos ás escadas.

          • POIS! says:

            Pois talvez!

            Foi enquanto a mãezinha de V. Exa. estava no estábulo a dar à luz um luisinho barreiro.

            E que lindo e gordinho que ele se tornou. E muito educadinho, uma maravilha!

    • Paulo Marques says:

      Pense no violador como utilizando um turbante, se lhe ajuda. Vestido ou nú, conforme lhe aprazir.
      Mas, bom, fica confirmado que o menino é tão fraco que não consegue controlar o corpo a estímulos externos, e precisa que cuidem dos sentimentos dele.


    • Sim menos, os progressistas são de opinião que cada um deve seguir a sua soberana vontade.
      Mudar de sexo poderá fazer parte da soberana vontade. Ser-se violado nem por isso.
      Só alguém com um cérebro do tamanho de uma allumette (fósforo em língua refinada) será incapaz de entender isso.

  3. Paulo Marques says:

    Tem a certeza que é zero? Por muito menos ainda se goza com Paula Jones à frente da mesma.
    Eu não sei onde vê o influente a dizer que não há hipótese, o que vi é que não deve andar a pairar como o mais provável, ou então são tão eficazes que acaba quase tudo em acordo. Mas quando se passa horas por dia a encher chouriços a dourar a pílula dos meninos, não continuar e não duvidar que sejam modelos ideais estragava o negócio.

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