Informação de qualidade

cm

Correio da Manha, what else?

via Uma Página Numa Rede Social

Eu não pago o Imposto sobre o Tabaco!

Por uma razão simples: não fumo.
Por esta razão simples e acessível mesmo ao mais primário analfabeto, será difícil perceber que as pessoas X e Y não pagam o imposto Z pela razão simples de que não possuem o bem tributável?

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Parabéns, Correio da Manhã, por ter já ultrapassado a fase da notícia-sensação à sensação da não-notícia.
Parabéns. A sério.
Não, não vou linkar. Os leitores do Aventar merecem respeito.

Tenham a coragem de escrever o que insinuam

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“Fizeram a lei porque não pagam IMI”, lê-se no que não está escrito neste escarro.

Mas, curiosamente, a deputada que dá nome ao imposto, assim como a irmã, não pagam renda nem IMI.”

Curiosamente, ainda há quem chame jornal ao pasquim.

Coitadinho do Sócrates

cm

Por vezes dá-me para conspirar e fico com a sensação que os supostos haters de José Sócrates lhe estão na verdade a fazer fretes. Não, não estou a falar do juiz Carlos Alexandre, personagem com quem simpatizo e pela qual até tenho alguma admiração mas que, após a sua inenarrável entrevista, me deixou com a sensação de ter feito um enorme favor ao ex-primeiro-ministro, providenciando novos argumentos para a estratégia de vitimização de alguém que, apesar de tudo, tristemente suspeito, ainda há-de governar. [Read more…]

Pulhices à moda do Correio da Manhã

otdip

Incansável na exposição dos mais variados esquemas de manipulação da opinião pública, a página Os truques da imprensa portuguesa apresenta-nos hoje um caso em que o Correio da Manhã procura enfiar Jerónimo de Sousa no mesmo saco onde pontificam as mais variadas sanguessugas do bloco central. A peça versa sobre políticos reformados antes do 50 anos, alguns dos quais, com menos de 40 anos, a receber subvenções vitalícias, grupo no qual não se inclui o líder do PCP, que ainda assim foi escolhido para ilustrar esta manifestação de jornalismo de sarjeta. [Read more…]

Correio do saque

CM

Imprensa sensacionalista e manipuladora em todo o seu esplendor. Deontologia no caixote do lixo. Mais um dia normal na redacção do Correio da Manhã.

Lixo jornalístico via Os truques da imprensa portuguesa

Viva Cristiano Ronaldo! Abaixo Cristiano Ronaldo!

Real Madrid's Cristiano Ronaldo celebrates after scoring a goal during a Spanish La Liga soccer match between Real Madrid and Real Sociedad at the Santiago Bernabeu stadium in Madrid, Spain, Wednesday, Dec. 30, 2015. (AP Photo/Daniel Ochoa de Olza)

(AP Photo/Daniel Ochoa de Olza)

Há muitos anos, um amigo meu soube que um dos seus escritores preferidos iria estar em casa de um outro amigo e pediu-lhe que os pusesse em contacto, porque quem gosta de livros tem, quase sempre, o estranho desejo de apertar a mão que os escreve. Esse pedido foi-lhe terminantemente recusado, com o argumento de que o referido escritor era uma pessoa tão desagradável que estar na sua presença iria destruir a imagem de um dos heróis desse meu amigo.

Nos últimos dias, tem havido uma espécie de debate sobre as virtudes e os defeitos de Cristiano Ronaldo. Pode parecer um assunto fútil e também é, e ainda bem, porque não há coisa mais saudável que uma futilidadezinha controlada. De qualquer modo, o futebol,  com os territórios contíguos, goste-se ou não, é um fenómeno social importantíssimo. [Read more…]

Correio da Manhã queixa-se de ser alvo de “boatos”

Não, não é invenção do Inimigo Público, nem do Portugalex. O campeão dos boatos e da não notícia, cujo expoente máximo é a CMTV, canal que enche chouriços com horas a fio de perseguição televisiva, escreveu um comunicado em quatro línguas (acordês, inglês, francês e espanhol) a ameaçar que “serão processadas nos tribunais todas as pessoas que afirmarem e propagarem tais falsidades.” Tiveram azar. É que não traduziram para alemão, a língua de quem manda na Europa, pelo que vão ser ignorados.

Aguentem-se.

Lixo jornalístico

Doces

O ministro da Saúde quer acabar com a venda de doces e salgados nos hospitais. O Correio da Manhã chama-lhe cortes, que fica sempre melhor e tem aquele odor a austeridade que ajuda à propaganda. Mas o pior, oh heresia, é que o vilão como chocolates. Porque tem tudo a ver. Hoje os hospitais, amanhã o estalinismo absoluto contra a liberdade de escolha alimentar dos portugueses. O drama, o horror, a tragédia. Já imaginaram o sacrilégio que seria um ministro da Saúde fumador que ousasse implementar medidas antitabágicas mais apertadas? Portugal não aguentaria. [Read more…]

A cruzada pela manipulação da opinião pública

LdI

O Correio da Manhã celebrou o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa com este simpático truque. A cruzada pela manipulação da opinião pública avança, gloriosa, com pepperoni e extra-queijo. Aplausos!

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

O artista formalmente conhecido por Prince?

Ah! Formerly known as PrinceCorreio da Manhã. Depois da história do ‘fato’, eis o ‘formalmente‘. Não, Correio da Manhã, não é ‘formalmente’. It’s English. It’s formerly, ou seja, é ***********. Efectivamente, Correio da Manhã. Efectivamente.

Prince formalmente

Correio da Manhã: assim se vendem jornais (e se manipula a opinião pública)

CM

Não vale a pena gastar muitas linhas com isto. O Correio da Manhã é assim e está no direito de o ser. Tal como qualquer um de nós está no direito de o acusar de sensacionalismo, manipulação ou aldrabice compulsiva. Mas devo dizer que esta tirada de primeira página me deixou boquiaberto. Eu até compreendo que o grande catavento esteja a causar algum mal-estar junto do seu eleitorado natural (e de grande parte do público-alvo do CM), aquele que tanto lutou para o eleger. Mas daí até uma tirada destas, com certeza parida num momento de alucinação, é caso para ficar estupefacto. Quererá o CM fazer concorrência à imprensa cor-de-rosa?

Imagem@Os truques da imprensa portuguesa

Porque é que foi o juiz a publicar as escutas?

No Brasil não há um Correio da Manhã?

Correio da Manhã não actualiza template há quatro dias


A newsletter tem como default falar do Sócrates e já nem se dão ao trabalho de mudar o título. Havendo ou não noticia, há que mencionar o filão de vendas.

É favor não vomitar no computador

correio da manhã

Quando o país falha (2)

Criança com multideficiência perde apoios

Se não erra, o Correio da Manhã mente

Ontem, na sequência das suspeições lançadas pelo candidato presidencial Cândido Ferreira, num trabalho de investigação carregado de labor jornalístico, o CM noticiou que “Suiça valida falsa licenciatura de Nóvoa“.

Hoje, sob o inefável título “Nóvoa diz que tem curso na Suiça“, afirma que “Sampaio da Nóvoa confirmou ontem, em resposta enviada ao CM, que a única licenciatura que possui é o diploma em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra, na Suíça, em 1982“.

O leitor assíduo do jornal terá, perante isto, que gerir quatro caóticas dúvidas: então a falsa licenciatura foi tirada na Suiça? Ou é mesmo verdadeira mas a única que possui? Se sim, será que é preciso mais do que uma licenciatura para que um cidadão se candidate à Presidência da República? O Tino de Rans terá quantas licenciaturas?

A confusão desvanece-se um pouco com o período seguinte: “Tal como o CM avançou, em Portugal, o candidato frequentou um curso superior no Conservatório Nacional de Lisboa, em 1976, mas que não confere o grau de licenciatura.

Dirá o leitor do CM, se Sampaio da Nóvoa tem uma licenciatura em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra e não tem nenhuma licenciatura em Portugal, provavelmente a lei exige que os candidatos à Presidência da República tenham concluído os seus estudos superiores em território nacional.

Não, afinal não é isso.”Sampaio da Nóvoa explica ainda que conseguiu fazer a licenciatura, na Universidade de Genebra, em apenas dois anos porque era um aluno exemplar” Diz ele ao CM que “o curso não tinha uma duração fixa. No meu caso, devido à dedicação total e exclusiva ao curso, consegui concluí-lo em dois anos. É esta, como referi, a minha única licenciatura“.

E é assim que, não havendo na realidade qualquer notícia, fica o caldinho feito para que o leitor crie a sua, fazendo a síntese: Dois anos? Ah, então a licenciatura foi uma borla. Se assim foi, não admira que o homem tenha dois doutoramentos! E que, para os conseguir, os tenha ido buscar, à sorrelfa, lá fora! O primeiro, claro, na Universidade da licenciatura, fica tudo em casa, não é?, e com classificação máxima, como convém para espantar a caça. E o segundo na Sorbonne, pois, e já sabemos como os franceses aceitam teses que nem são escritas pelos próprios. Assim também eu sou reitor, etc.

Há uma norma no Código Deontológico do Jornalista português que diz o seguinte: “5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas.”

Ao não corrigir a notícia da véspera (ela sim, falsa, não a licenciatura) e ao tentar endrominar os leitores apresentando os novos dados como uma confirmação daquela (“tal como o CM avançou, em Portugal, o candidato frequentou um curso superior no Conservatório Nacional de Lisboa, em 1976, mas que não confere o grau de licenciatura”, como se essa fosse a verdade do dia anterior), o CM demonstra que não faz jornalismo, antes descarada mente quando lhe dá na real gana.

 

 

O sector, o setor, o projecto e o projeto: bem-vindos a Portugal

Obviamente, o vencedor do concurso é o Jornal de Negócios.

Savile Row

saville row

© Yu Fujiwara (http://bit.ly/1Hv1jQy)

She’s hangin’ on his arms

like a cheap suit

— David Bowie

***

Hoje, o director do Correio da Manhã escreveu o seguinte:

Vai uma enorme polémica e uma ainda maior onda de indignação nas redes sociais por o CM ter dito que uma cega é cega e que um cigano é cigano.

Lembro-me bem da polémica e da indignação que não houve, quando o director do Correio da Manhã garantiu que

A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, caro Leitor, quando já ninguém estranhar a palavra “facto” escrita sem cê.

Efectivamente, quer há cerca de um mês, quando voltei a passar por Savile Row – desta vez, a caminho da rua do Ziggy–, quer hoje, ao ler uma entrevista relativamente recente,

fato

lembrei-me dessa indignação e dessa polémica que não houve. Não houve polémica? Não houve indignação? Claro que não. Não houve nem polémica, nem indignação. Contudo, há fatos.

Sócrates, o “processador”

Depois do Correio da Manhã, Sócrates processa o Sol.

Liberdade de informação: ainda o caso Cofina

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(c) Shannon Stapleton/Reuters
Julho de 2011. Empregadas de hotelaria em manifestação junto ao Palácio de Justiça de Nova Iorque

Sim, “as trevas do fascismo” (designadamente o autoritarismo e a censura) pesam ainda na natureza profunda de um povo habituado a comer e a calar o que lhe estende uma elite que a democracia não conseguiu transformar em capazes representantes desse povo, antes tendo-se regenerado através dos serviços que tem prestado a todos menos a esse povo. Passados mais de 40 anos, as marcas desse tempo demasiado ainda estão presentes nos lugares mentais de todos: dos que detêm o poder, com a naturalidade perpétua de ser assim, numa sociedade fortemente desigual (herdeira de um feudalismo que prossegue determinando composições sociais que negam a mobilidade social que a democracia justamente favorece), e dos que o sofrem, pois o poder exerce-se quase sempre contra o Outro, mesmo quando se diz dele que é representativo. Trata-se de um padrão humano, que em Portugal toma a forma de característica constitutiva.

Vêm estas considerações histórico-político-filosóficas ainda a propósito do caso Correio da Manhã (CM) e da proibição decretada por um tribunal de toda e qualquer publicação relativa ao caso Sócrates no conjunto de títulos detidos pelo grupo Cofina. Considerada excessiva – entre outros por mim própria neste texto –, a medida censória choca pela aparente desproporção da sua abrangência. [Read more…]

O Correio da Manhã não é Charlie mas isso não interessa para nada

Hoje em dia gerou-se o lamentável hábito de trazer à baila o Je Suis Charlie a propósito de qualquer assunto relativo à liberdade de expressão. Isto é uma infelicidade porque se está só a banalizar o “ser Charlie”. Como já afirmei antes neste blog, a maior parte das pessoas e dos órgãos de comunicação social não são Charlie. Na realidade, há muito poucos Charlies. Para mim, os verdadeiros Charlie são os originais, os que ainda lá estão a fazer o jornal e poucos outros, como o blogger saudita que foi torturado por aquela coisa muito desagradável que se chama “ter opiniões”. Comparar o Charlie Hebdo ao Correio da Manhã é como José Sócrates se comparar a Luaty Beirão.

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Afinal havia outro (precedente grave)

Uma providência cautelar de um jornalista do Correio da Manhã contra O Independente (2004).
Daqui.

Democracia e liberdade de informação

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(imagem Rui Tukayana/TSF)

A proibição de publicação no Correio da Manhã (CM) e demais órgãos de comunicação social detidos pelo grupo Cofina de notícias ou outros conteúdos informativos sobre a investigação que prossegue no DCIAP ao ex-primeiro-ministro José Sócrates é um evidente excesso. Um excesso censório que atenta contra a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e o direito à informação.

Podemos não gostar do jornalismo que é praticado pelo CM, considerar que peca por manifesta falta de isenção e pluralismo, e também por excesso de perseguição política a determinados actores e/ou sectores da sociedade portuguesa, isto é, por falta de imparcialidade – condição do jornalismo deontologicamente auto-enquadrado, o único que aceitaríamos legítimo num mundo idílico, onde para além de jornalismo tablóide e sensacionalista não houvesse também médicos esquecidos do juramento de Hipócrates, advogados a soldo, etc.

Podemos considerar que esse jornalismo cabe na categoria do entretenimento mediático ou que é propaganda, por evidente e reiterada manipulação da informação e dos dados e factos que a sustentam, omissão de contraditório, anulação de adversários, violação do segredo de justiça, etc., práticas que revelam um exercício deliberado de desinformação, em favor da manutenção de audiências populares. [Read more…]

Cavaco Silva disse que “pode haver excepções para a Grécia”?

É possível e já aconteceu algo de semelhante com o ‘factor de perturbação’ de Carvalho da Silva. Segundo o Correio da Manhã, Cavaco Silva disse que “não pode haver exceções para a Grécia”.

A lama há-de engolir-nos

Não deve ter chegado a cinco minutos a “reportagem” (algum nome haverá que dar-lhe) a que assisti na Correio da Manhã TV. Quando passo por lá é em zapping acelerado, não vá salpicar-me naquele lamaçal interminável, mas desta vez, e suponho que seria porque era tarde e eu estava exausta e sem sono, deixei-me ficar a olhar. A notícia contava que uma mulher fora assassinada, outra ficara em estado crítico, ambas muito jovens. O homicida confesso, já detido, era o ex-namorado de uma delas. Depois de várias imagens dos familiares das vítimas lavados em lágrimas à porta do hospital, o “repórter” (algum nome haverá que dar-lhe) levou-nos a conhecer a mãe do homicida.

Uma mulher assustada, envelhecida, que respondia às perguntas como se estivesse a ser interrogada pela polícia, sem saber que não tinha porque fazê-lo. Abriu as portas de casa para que a filmassem. Pobre casa, de paredes de pedra, escasso mobiliário. Sobre um móvel, algumas garrafas de vinho, nas quais a câmara se detém com minúcia e malevolência. Este repórter quer deixar clara a sua mensagem. Não lhe chega acossar uma mulher assustada, é necessário que devassemos a sua intimidade e que o país lhe veja os pobres trastes e as garrafas de vinho. Vejam, ela bebe. Ou ela, ou o homicida, ou ambos. [Read more…]

Objecto (✓) e objetivo (sic)

Isto é, “tem como objetivo evitar a partilha do objecto”. Exactamente. Via ILC contra o Acordo Ortográfico.

A falta de pessoal para urgências do 112

Exactamente: a falta de pessoal para urgências do 112. Esta falta de pessoal provoca a paragem das urgências do 112. Sim, porque ‘pára’ e ‘para’ não são bem a mesma coisa. Já terão lido, por aí, que  os “órgãos de comunicação social” têm contribuído, “numa base quotidiana e de forma progressiva e natural, para a familiarização da população com as novas regras ortográficas”. Pois, “a roda não pára“.

Os meus agradecimentos aos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico.

CM

Acordo Ortográfico de 1990: alto e para o baile!

Hänninen

Peter Spinney/ Lat Photographic Archive (http://bit.ly/19vk417)

Dizem-nos que “a comunicação social já está quase toda a usar a nova ortografia” e garantem-nos que “a adoção [sic] do AO está em curso acelerado“.

Convém refrear o entusiasmo.

Segundo nos informam,  “[e]sta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico”. Parece que esta também. No Correio da Manhã, escrevem ‘pára’ e assumem. Hoje, no Diário da República, mais três ocorrências de ‘fato’ em vez de ‘facto’. Na TVI, “Tino comenta o fato [sic] de não ter ficado nomeado” e a FERLAP pronuncia-se sobre “o fato [sic] de o Ministério da Educação…”. N’A Bolao “curso” da “adoção [sic]” da “nova ortografia” é tão acelerado que até se despistam nas traduções (sem a elegância de Hänninen).

Efectivamente, está na altura de o baile parar.

Expresso e Visao 762013

O Correio da Manhã não sabe adoptar o AO90

Correio da Manha 15 de Março de 2013

Pelo menos, é aquilo que esta notícia de Março deixa transparecer, considerando que o número de ocorrências em ortografia portuguesa europeia (‘Março’, Novembro e ‘pólo’) ultrapassa o das que respeitam o AO90 (uma singela ‘atividade’): estaremos perante um meritório acto de insurreição relativamente à vontade de adopção assim-assim do AO90 manifestada pela direcção do Correio da Manhã? Obviamente, as co-ocorrências apreciadas impedem igualmente que possamos falar de aplicação da norma de 45, mas essa é outra conversa.

Claro, o respeito pelas directrizes de Octávio Ribeiro poderá servir de atenuante para aquele *fato, porque, afinal de contas, o AO90 não interessa nada, aquilo que interessa são as orientações do Correio da Manhã, pois, como é público, quem manda na ortografia portuguesa não é o Governo, quem manda nesta tropa toda é o Correio da Manhã. Por isso, aprendam: facto passa a fato e pára não passa a para. As bases IV e IX do AO90 só servem para inglês ver.

Como hoje estou bem-disposto, não direi desta mistela ortográfica o mesmo que o Dr. Christian Couzinou disse acerca do problema apreciado na notícia, mas só porque – e repetindo-me – estou bem-disposto. A propósito, ao contrário daquilo que se crê no Correio da Manhã, o Dr. Couzinou não se chama Couzino. Claro, a imprensa francesa. Pois, eles lá saberão. Exactamente.

Post scriptum: Ia aproveitar o refrão dos Black Company para o título (‘adoptar’ em vez de ‘nadar’), mas contive-me. Fica prometido. Um dia.