O truque

 

Imagem daqui: http://vagueando.forumeiros.com

 

O ethos que caracteriza o nosso actual universo cultural, social e político é o resultado das profundas transformações operadas nesses três níveis da ordem colectiva, determinadas pela imposição, à escala global, de um modelo de civilização que desvalorizou radicalmente o ser vivo e o conceito ecológico e homeostático de sociedade.

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Mulheres Nuas? ah, isso faz dói-dói

nu_Schiele

Estamos a ficar muito sensíveis à luz, não?
Em Braga, capital lusa da moral pudica e bons costumes (conferir os anúncios do Correio do Minho), aconteceu o mesmíssimo há uns quantos anos.
Veio a polícia dar-se ao ridículo e levar uns livros de pinturas antigas.
E isto na cidade onde os ditos representantes de Cristo apadrinham, de estola e hissope, supermercados construídos nos seus terrenos.
À revelia da lei dos homens, à sombra do arcebispo e empresário da Fé, o jorge ortiga.

Bela moral. Pudor!

Offshores

São o vestígio da verdadeira lei que há pelo menos cinco séculos governa o mundo: a Pirataria.

Os políticos enganam os cidadãos

A lei da limitação dos mandatos foi vendida desta forma:

2005-04-08-Público-Primeira_página

Governo aprovou limitação de todos os mandatos políticos – Público – 8 de Ablil de 2005

Ou

O governo liderado por José Sócrates aprovou a lei que limita a duração dos mandatos para cargos políticos a um máximo de 12 anos ou três mandatos consecutivos. Aqui se incluem primeiro-ministro, autarcas e presidentes dos governos regionais. – TVI24 8 de Abril de 2005

Sem ambiguidades foi anunciado que os dinossauros seriam extintos em breve. Todos sabem qual foi a decisão do Tribunal Constitucional sobre este assunto: passamos a ter dinossauros itinerantes.

O maior problema nesta questão é a facilidade com que os políticos enganam os cidadãos (propositadamente ou por simples incompetência). Esta é apenas mais uma instância em que os cidadãos são burlados pelos políticos.

22 tempos e 50 minutos

Caro leitor, se me permite uma pausa, desta vez escrevia directamente para os Profs. Aqui vai:

Meu caro, Concordo contigo! Já está a valer a pena a GREVE!

O Despacho  não impede as aulas de 45 minutos, sendo que continua a referência genérica aos 50 minutos. Mas, mais importante: os 1100 minutos do horário lectivo são para continuar, isto é, 22 tempos de 50 ou 24 de 45.

O corte maior vem por via da Direcção de Turma: 1,5 tempos por cada turma que passam para a componente não lectiva. Em cada 17 turmas, mais coisa menos coisa, vai um horário ao ar.

E por agora, o que me ocorre dizer é que valeu mesmo a pena marcar estas GREVES! Mais um bocadinho e a Mobilidade desaparece!

Os poderes do Estado

a-constituicao-da-republica-portuguesa-a-troika-e-o-estado-de-sitioA Constituição da República portuguesa define a soberania do estado, como foi citado em outro texto meu no blogue Aventar, e que reitero em esta frase:

Artigo 3.º
Soberania e legalidade

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.

2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.

3. A validade das leis e dos demais atos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.

Acrescenta a Constituição em artigos a seguir, que a soberania se exerce por sufrágio universal em que podem participar todos os reconhecidos como nacionais portugueses. No artigo 4 define que são cidadãos portugueses todos aqueles que como tal sejam considerados pela lei ou por convenção internacional. Cidadãos que têm direitos e obrigações.

Nos artigos 24, 25 e 26, diz:

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Legislativas 2011: meditações

meditações

Lei ou Direito? Lei ou Código? Direito ou Ciências do Direito? Lei ou sem Lei?

Cada uma destas questões tem uma resposta. É evidente que a Lei, criada pelo Império Romano antes da nossa era, é o braço armado do Direito, resumida numa frase pelos advogados do Império: dura lex, sed lex. A lei é dura, mas manda e deve ser obedecida, em português. A lei é um conjunto de prescrições, reunidas normalmente no corpo jure, denominado Código, como fez Justiniano I em Roma a partir de 535, e que perdurará até a divisão do Império em 1473. Foi a fonte de inspiração para o Código liberal de Napoleão, de 1813, até aos nossos dias. Os Códigos estão divididos por [Read more…]

a lei foi criada pela burguesia para a burguesia

Há um ditado português que diz: quem pode, pode; quem não pode, arreia, sendo arreia uma palavra invulgar é, no entanto, muito usada, o dicionário define-a, entre outras, da seguinte maneira: largar pouco a pouco.

O conceito burguesia é para mim o mais vulgar dos conceitos, criado no século XIX por Kart Marx: classe social dominante no regime capitalista, porque os seus membros possuem os meios de produção. A classe trabalhadora, oposta à burguesia, possui apenas a sua força de trabalho para produzir, sendo designada de   proletariado.

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educação cívica

…para o meu próximo neto, filho de Felix e Camila Isley (nascida Iturra), irmão de May Malen I. Isley

a educação cívica devia ensinar as felonias dos governantes, baseados na lei que eles criam para o seu lucro

Defendo, como sabem, uma educação pública, sem colégios privados, gratuita e com textos fornecidos pelo Estado, para formar bons cidadãos, cientistas, gente de bem, saibam ou não as mais recentes descobertas no campo da investigação. O mais importante, além de saberem, é que sejam bons cidadãos, pacíficos, solidários e recíprocos. Pensava continuar por essas avenidas, mas uma entrevista feita por Ricardo Costa às Editoras sobre se os livros de estudo deviam ser grátis, levantou um coro de protestos entre as editoras. Donde, vamos falar do bom cidadão e não do comerciante que vende manuais diferentes todos os anos, porque o comércio governamental muda os programas para vender os seus novos livros e ganhar direitos de autor.

Vamos, pois, ao que é formar um bom cidadão. Por falar para as crianças e seus progenitores, vou-me endereçar na segunda pessoa, não por falta de respeito, mas sim, para ganhar a sua confiança.

Bem sabes que incutir simpatia e disciplina, é uma das tarefas mais difíceis entre os seres humanos, seja entre adultos, seja entre crianças. Nos lares existem dois conceitos que parecem contraditórios: gritos e colaboração. Todavia, são conceitos derivados do mesmo sentimento: a necessidade de amarmos e de sermos amados, ao procurarmos justiça para nós e assumirmos (por vezes) a nossa injustiça no tratamento com os outros. É o que em casa te querem ensinar, especialmente ao teres que confrontar seres humanos que nada têm a ver com a nossa relação familiar, mas sim com esse vai e vem que o povo usa para criticar, obedecer à ordem social e à disciplina no tratamento simpático entre vizinhos. É o que se quer ensinar no 2º e 3º ciclo das escolas e se denomina de análise de Gestão Política nas Faculdades da Ciência do Direito. [Read more…]

as minhas memórias-8-sindicatos

os sindicatos marcham para protestar por falta de pagamento

Tinha eu 19 anos, era estudante e junto com outros duzentos, andávamos pelos campos a falar com os trabalhadores com o objectivo de fomentar a sindicalização. Éramos todos estudantes universitários e utilizávamos as nossas férias de verão para dinamizar a criação de sindicatos. No Chile havia sindicatos para técnicos, docentes e outras actividades que usavam a sua mente no seu trabalho e não o corpo. Os sindicatos para operários[1], formados pela classe operária industrial, caracterizavam-se, sobretudo, pela desunião entre os seus membros, dada a sua orientação ser regida por partido políticos e não por princípios sindicais, até aparecer na actividade sindical chilena, Clotário Blest Riffo, fundador da Central Única de Trabalhadores, sem afiliação partidária. [Read more…]

as minhas memórias-7-o código civil de Bello

escrito pelo venezuelano Andrés Bello, feito chileno por graça

Desde o sítio em que escrevo é-me impossível usar o texto completo do Código Civil do Chile. Felizmente, a Internet disponibiliza excertos possibilitando, assim, a sua consulta e comentários. No entanto, esta maravilhosa tecnologia, recentemente criada, guarda o texto completo da autoria de Andrés Bello e, paralelamente, a modificação introduzida, no ano de 2001, sobre filiação. O Código de Bello, como é conhecido, foi tão completo, que somente de verificaram, posteriormente, mudanças quanto à filiação e às heranças. Há quem diga que o Código foi retirado do de Napoleão, outro texto perfeito que, como o chileno, soube organizar a vida civil, desde a interacção social até às transacções comerciais, como os contratos, acordos ou convenções para a execução de algo sob determinadas condições.

A filiação, precisava de uma ordenação dos descendentes por causa, especialmente, das heranças, que o código refere como designação dos pais de alguém, define, até onde eu lembro pelos meus estudos e graduação em Ciências do Direito e Ciências Sociais, quem é descendente de quem e qual o direito à herança dos bens, definidos dentro do articulado do código, como referi no ensaio 6 das minhas memórias – escrevo a partir das minhas lembranças, com o apoio dos artigos necessários para apoiar uma hipótese ou um facto. [Read more…]

amor e doença

 

Estou consciente de ter escrito, de forma abundante, sobre a doença. Não deve ser por nada especial e, no entanto, esse fantasma continua a galgar o meu corpo. Se come o meu corpo, também enreda o meu espírito. Mas, um espírito educado na ética da que falara ontem, é difícil abater. Pelo que é mais simpático falar de amor, do bem-querer, do receber gente em casa, de visitar as casas dos outros como convidado, comer imenso e se divertir, rindo até saltarem as lágrimas da histeria do riso imbatível.

A vida não nem simples nem complicada, é como a fazemos, é como a orientamos. Pode apresentar-se uma doença em frente de nós e nos fazer sofrer. Se nos queixamos dessa doença, ficamos mais enfermos ainda. Pelo que a receita mágica, é ignorar o que é evidente em frente de nós.

Há muitas formas éticas de fugir à dor. Mas, a mais certa não é o médico que pode curar, é o amor que nos dá alegria, tranquilidade e paz. É a presença de uma pessoa querida que toma conta de nós, a que cura. O luto apenas causa mais desespero.

O luto faz parte das dores da vida e deve ser aceite para o ultrapassar… um dia. Esse dia que deve aparecer, quanto antes, melhor. Há quem tenha paz por causa do luto, é uma emotividade muito humana. Nunca esqueço a resposta da minha vizinha, no dia em que o seu marido, após cinquenta anos de casados, foi a enterrar. Um senhor amável, simpático, dava gosto falar com ele. Se era assim amável com os vizinhos, como não serias dentro de casa. Quis apresentar os meus sentimentos à vizinha. A sua resposta foi rápida e directa: senhor doutor, agradeço a sua simpatia, mas não ajuda em nada. Ele me traiu, foi-se embora antes de eu morrer, traiu-me. Eu o quero vivo e ao pé de mim… [Read more…]

Lei das garantias de móveis e imóveis: o prazo para reparação ou substituição de coisas móveis

Os consumidores desesperam porque, por vezes, ao pretenderem fazer actuar as garantias dos equipamentos que adquirem, os prazos alongam-se desmesuradamente, campeando a maior impunidade.

Nem sempre sabem, porém, que direitos têm neste particular.

E é necessário esclarecê-los para que ajam de modo conveniente sempre que resistências se registem ou sobrevenha o incumprimento ou a inobservância das regras mais elementares vertidas a este propósito.

O que diz a LG – Lei das Garantias? [Read more…]

a vida eterna

ideia de vida eterna que nos salva do orçamento de estado

Não são os livros, nem as pinturas, nem as palavras: é a concepção de um caminho com ideias novas, para todos e de todos por igual. Como já estava prometido. Os que prometiam a vida na terra, eram revolucionários mencheviques, como tenho narrado em outros textos referidos a Émile Durkheim e Marcel Mauss, uma minoria a respeitar a realidade da luta de classes e contribuir para o seu sucesso, esse aceitar sermos seres humanos iguais em direitos, liberdades e fraternidade, como tinha sido referido e definido em 1788 pelo Manifesto dos Plebeus, síntese das ideias de Grachus Babeuf, quem, com esse Manifesto, colaborara a provocar a Revolução Francesa em 1789. Parte do texto original diz : “O que é uma revolução política em geral ?  E em particular, o que é a revolução francesa?”, pergunta-se Babeuf no seu jornal La Tribune du peuple. A sua resposta é: “uma guerra declarada entre os patrícios e os plebeus, entre os ricos e os pobres”. Em 1796-97, a Revolução já não uma revolução. O Directório procura acabar com ela, para proveito dos proprietários, dos que especulam, s… Babeuf suspeita que os “ricos” enganam ao povo, conspiram contra ele para manter o seu

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Post de não incitamento ao terrorismo

Tenham cuidado, muito cuidado…

No conselho de ministros do dia 11 foi aprovada uma proposta de lei que visa criminalizar o incitamento ao terrorismo. Foi publicado o seguinte resumo:

4. Proposta de Lei que criminaliza o incitamento público à prática de infracções terroristas, o recrutamento para o terrorismo e o treino para o terrorismo, dando cumprimento à Decisão-Quadro n.º 2008/919/JAI do Conselho, de 28 de Novembro, que altera a Decisão-Quadro n.º 2002/475/JAI relativa à luta contra o terrorismo, e procede à 3.ª alteração da Lei n.º 52/2003, de 22 de Agosto (pdf)

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a (des)igualdade da criança

menina pobre, desigual e doente

O estatuto socioeconómico dos pais é determinante do incremento da (des) igualdade fisiológica das crianças denominadas de educação integrada ou especial.

Parece-me evidente que, ao falarmos em criança, estamos a pensar num ser humano novo, rechonchudo, de riso aberto, olhos azuis, cabelo encaracolado, impossível de atingir na sua rápida corrida. Ou, num pequeno que adora esconder-se dos adultos, ouve histórias lidas à noite, sabe contar contos e é espontâneo para colocar os seus braços em redor do nosso pescoço. Ou nessa pequena menina que brinca a ser mãe e canta às suas bonecas, as suas preferidas canções de embalar. O mundo ideal, do tipo Huxley. Mundo ideal que raramente acontece, na vida real. Ou, por outra, verdade que atribuo mas não concerta com o mundo material.

Porque esses olhos azuis podem não ver e perguntar aos seus ascendentes como é que é…tudo. Porque essas orelhas cor-de-rosa, podem não ouvir. Porque essa boca de

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O São Valentim, ou o São Bartolomeu das crianças?

a punição do povo conforme a lei

Retirado do calendário romano em 1963, o Dia de São Valentim continuou, no entanto, a ser o que era: uma instituição para comemorar o dia do amor. Amor que resulta da ligação de duas pessoas que um dia se encontram, olham uma para a outra e ficam mutuamente seduzidas. Subordinadas uma à outra, diria eu. Subjugadas. Subsumidas ou incutidas umas nas outra. Como acontece nesse dia único, em que a mãe vê, pela primeira vez, a criança que acaba de produzir. Em parceria com o homem que, com ela partilha uma paixão. Desta vez, pai e mãe ficam de olhos abertos ao contemplar o resultado da sua paixão, do seu reprodutivo desejo.

São Valentim começa para a criança e os seus progenitores, tal e qual como antes acontecera entre eles e os seus pais. Uma festa reiterada de carinho, cuidados e delicadezas, festa que inclui as correcções que o carinho manda exercer no mais novo, para aprender. Para entender que a vida é São Valentim, mas que, às vezes, e ai dos pais que o não ensinem, pode ser São Bartolomeu.

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a criança dita incapacitada

jovem mãe a capacitar filho, para entrar na vida de interação social com sabedoria

Estamos habituados a definir os limites da infância. Habituados a comandar os seus afazeres, bem como a desenhar os seus dias, hora após hora. Mandamos nelas. Dispomos delas. Pensamos por elas. Dizemos em vez delas. Pensamos que as conhecemos e até, sem as conhecer, as definimos. Eu, nos meus textos, Freud, na sua teoria. Os pedoanalistas e pedo-psicólogos, nas suas teorias que, como diz Alice Miller, no seu texto de 1988: Das verbannte Wise , traduzido pela Tusquets de Barcelona como El saber proscrito, refugiam-se nas teorias com o intuito de não se confrontarem a si próprios ao analisar uma criança, ou não encontrar, nelas, rastos das crianças que foram. A própria Alice Miller afirma, no mesmo texto, Capítulo 3 da III Parte, que a criança impõe limites. Donde, a criança define a vida. Leitor, preste bem atenção, esta é a realidade.

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Polícia Municipal de Braga – para que serve?

Para que serve (ou não) e a quem serve ((ou não)) a Polícia Municipal de Braga?

De que meios dispõe (ou não) a Polícia Municipal de Braga?

A Polícia Municipal de Braga movimenta-se (ou não) regularmente no perímetro do concelho? De olhos selectivamente vendados? Sim? Não?

Darei as respostas apesar de …

o kaos da criança. a economia deriva da religião

crianças a rir entre alternativas opostas e contraditórias, esse seu kaos...

1. Introdução

A vida da criança parece ser uma grande paz. É o ser que depende de outros, é acarinhado, é cuidado, é considerado como o senhor da casa. Ou não. O mundo não é a preto e branco. A vida social tem por característica ser heterogénea. Um conceito com o qual tenho já tanto batido, que remeto para os meus textos. Apenas lembrar que é heterogénea por existir o carinho ao pé da mágoa, o beijo ao pé do berro, o exemplo ao pé do desatino. Tudo isto, entre adulto e criança. Ou entre crianças. A criança é denominada o centro do lar por estar a ser ensinada a comportar-se. A comportar-se entre os outros com respeito e subordinação; ou com decisão amável para saber dizer não. À criança é-lhe ensinado os limites do seu afazer e da sua interacção. Ai dos pais ou adultos que o não saibam fazer! A crítica social cai forte sobre eles e, ainda por esse temor do que vão dizer se… o grupo da criança é comedido com a mesma. E, no entanto, a criança vive em kaos. Kaos, esse conceito da mitologia grega que diz que do espaço inacabado e profundo, surgiu o Olimpo desde o qual foi espalhada Gaeia ou a maternidade de todos os negócios do mundo. Uma maternidade endereçada a manter a calma e a serenidade entre as pessoas. Como Hesiodo e Homero descrevem nos seus texto do Século VIII antes da nossa era. A criança vive no caos descrito pela tradição grega, transferida como foi ao nosso imaginário. Imaginário já povoado de realismo político por Aristóteles nos seus tratados, especialmente o da Öikonomia ou as actividades reprodutivas dentro de um lar. Toda criança vive necessariamente dentro de um Kaos por não entender as opções dos seus adultos na vida da cidade ou Polis, como Aristóteles designa no Século IV antes da nossa era.

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o casamento entre pessoas do mesmo sexo

uma nova forma de casamento e de formar familia conforme a lei

Nova forma de casamento para homens e mulheres, apesar do costume associar esta forma de amar apenas a jovens adultos, pela injustiça do machismo cultural que impera na sociedade ocidental.

Como é habitual, com um Bach muito baixinho por companhia, dedicava o dia ao meu prazer, a escrita, espalhada entre livros, ensaios e posts para os blogues  onde colaboro. Era o dia, esse 17 de Maio deste ano de 2010, em que íamos saber se o Presidente da República  promulgava ou vetava uma proposta de lei sobre o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo. Acabada a escrita, comecei a ler alguns textos publicados num dos blogs e soube, pelo de Ricardo Santos Pinto, que o Presidente da República, tinha mandado promulgar a lei. Contra a sua vontade, comentaria mais tarde. Comentário que, em minha opinião, não deveria ter feito. Conforme a Constituição de Portugal, um Presidente preside aos órgãos de Soberania, ele próprio é a mais alta representação da confiança emanada do povo. Há quem diga que é seu dever falar. Talvez, se é dito por pessoa certa, que conhece a lei, deve ser verdade. Mas, como Advogado que sou, além de Doutor em Etnopsicologia da Infância, o Presidente promulga ou não, mas não comenta. O comentário é do chefe do executivo, o Primeiro-ministro, ou do Presidente da Assembleia da República, dependendo da matéria a tratar.

Longe de mim desviar-me do tema central, o Matrimónio entre pessoas do mesmo sexo. A minha inclinação pessoal é a de defender os direitos, inclinação que se manifesta no facto de ser, há já vários anos, membro de Amnistia Internacional e de Human Rights Watch e de defender, entre outros assuntos, a sagrada liberdade de amar. Esse cultivo de sentimentos pelos seres humanos que se procuram por se amarem. Ao longo dos anos, eu e a minha família, temos defendido esse direito, que inclui o divórcio e o respeito pela pessoa que já não nos ama: vemos, ouvimos, agimos e calamos qualquer tipo de sentimento de abandono que o divórcio define. Aprendemos a amar outra vez, e, com a nova lei, abre-se um universo maior para quem tenha esse sentimento.
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Zeca, ouviste o Cavaco amor ? teu Luis

Estamos ambos desempregados, o rendimento mínimo não chega, o teu fundo de desemprego é uma miséria, ninguem nos dá uma casa, as rendas são um horror ou então só em Chelas, já vendi o carro para a lipoaspiração, tu ainda não conseguiste  marcação para a operação aos olhos, já fiz as contas, o melhor mesmo é cada um de nós ficar na casa dos pais, está bem Zeca?

O teu muito amado,

Luis

PS: tentei a França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca…tudo proíbido, os outros três que não se importam ainda são piores que nós (suspiro)

iPod – Um pedido de ajuda pascal:

Confesso, sou um dos últimos parvos que compra música. Sim, é verdade, eu ainda compro música. Depois de anos com a Tubitek elevada a minha herdeira, surgiu a FNAC que se amantizou violentamente com a minha carteira.

Até ao dia. Ao dia em que uma boa alma decidiu por fim ao meu calvário na FNAC e as suas constantes mudanças do escaparate de música alternativa e sucessivos atrasos na disponibilização das últimas boas novidades, oferecendo-me um iPod nano de 16GB. Ok, passei a ser extorquido pelo iTunes. Para cúmulo, o rádio do meu carro não tinha uma entrada auxiliar. Dass. Até que arranjei uma maquineta meia doida que punha a minha música a tocar no rádio, via frequência, mas que se perdia constantemente nas viagens mais longas, ou seja, sempre que me desviava mais de 10km de casa.

Entretanto, uma troca de carro resolveu o assunto. Tinha entrada auxiliar. Maravilha…ups, tinha que mudar as músicas à mão. Quem considera perigoso conduzir e falar ao telemóvel nunca experimentou iPod e conduzir. Entretanto fui informado que o rádio tinha disco duro ou coisa do género. Uns vinte gigas, pelos vistos. Esfreguei as mãos de contente. Vi a luz!

Novo balde de água fria: o caraças do iPod não passa as músicas para o rádio! Inferno. Ando eu a cumprir a lei, a comprar música e o iPod não deixa passar as músicas para o tal disco do rádio. O cabrão! E saber que todos me chamavam/chamam totó por comprar música…

Por isso, escrevo este post a pedir ajuda aos leitores: alguém conhece um meio de eu enganar a Apple e conseguir passar as minhas várias centenas de músicas para o rádio do carro???

A fé, a lei e o casamento

Ensaio de Antropologia Jurídica

Durante vários anos, tem-se discutido em Portugal uma nova modalidade de casamento: o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Após ter revisto vários textos legais sobre o casamento, equiparado à noção de matrimónio, nenhum deles fala de união entre um homem e uma mulher. Refere, sim, esta frase, na mais recente revisão do Código Civil Português: ARTIGO 1619º (Carácter pessoal de mútuo consenso). 

A vontade de contrair casamento é estritamente pessoal em relação a cada um dos nubentes.

Primeira ideia que aparece para o meu argumento. Entende-se por nubente quem está ajustado para casar ou que vai casar; noivo, noiva. Note o leitor que não define nubente como pessoas de diferente género: fala de noivo, noiva. Conforme a semântica, a vírgula entre os dois substantivos, é apenas uma enumeração de pessoas que realizam um acto. No caso que falamos, é o do casamento. Entre os artigos 1615 a 1624, fala-se de casamento civil, sem distinguir género. Fala, mais uma vez, apenas de nubentes. Se o casamento for católico, deve ser homologado pelo Registo Civil dentro do prazo de noventa dias, semelhante ao prazo do Registo Civil para homologar o casamento, caso haja oposição ao mesmo. Passado esse período, o casamento é válido. Todo o Livro IV do Direito de Família do Código Civil, refere o casamento da forma definida no artigo citado antes e o artigo 1795, refere a filiação, Título III, Livro IV. No meu texto de 24 de Outubro de 2009: O Matrimónio Homossexual, Direito Mínimo à Liberdade de Amar, como noutros de Novembro de 2009, refiro detalhadamente a liberdade de amar concedida por Karol Wojtila no seu Catecismo de 1991 e nas formas matrimoniais livres adoptadas por vários países, entre pessoas do mesmo sexo. Interessados, a minha família e eu, revimos as leis e em parte nenhuma se fala de casamento entre homem e mulher, apenas de matrimónio entre pessoas com direito à adopção de crianças. Matéria que, conforme o Primeiro-ministro proponente e o seu partido, passa para uma segunda etapa no caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Antes, é preciso resolver a crise económica que nos afecta e o temporal de neve e água que tem azotado Portugal ao longo destes últimos dias. Entre a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e as tormentas, conjuntamente com a crise económica que nos tem afectado, um largo passo foi dado para sermos como o resto dos países da União Europeia. A primeira notícia, é uma notícia feliz, se não for vetado o projecto pelo Presidente da República, que, por lei, tem esse direito. As outras duas são uma calamidade pública, para a qual o país não estava preparado. [Read more…]

A Lei Parece Uma Peneira

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BURACOS E MAIS BURACOS
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A lei que o PS quer fazer passar, está cheia de buracos. No que diz respeito à adopção de crianças por casais homossexuais, então, a coisa parece uma peneira. Um “gay” ou uma “lésbica” podem adoptar enquanto solteiros, mas não o podem fazer enquanto casados. Uma “lésbica” pode recorrer à inseminação artificial ou então arranjar um parceiro que a “ajude”, podendo assim ter um filho, mas não pode adoptar enquanto casada. E por aí fora.
É o que acontece quando se querem fazer as coisas à pressa, atropelando tudo e todos, e fazendo com que as coisas importantes para o País percam a importância, e que problemas de poucos se sobreponham à maioria.
Pobre País em que vivemos.
Pobres de nós, governados assim.

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O Direito a Heresia

Heresia (do latim haerĕsis, por sua vez do grego αρεσις, "escolha" ou "opção") é a doutrina ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema de um ou mais credos religiosos que pressuponha(m) um sistema doutrinal organizado ou ortodoxo. A palavra pode referir-se também a qualquer "deturpação" de sistemas filosóficos instituídos, ideologias políticas, paradigmas científicos, movimentos artísticos, ou outros. A quem funda uma heresia dá-se o nome de heresiarca.

ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema de um ou mais credos religiosos que pressuponha(m) um sistema doutrinal organizado ou ortodoxo.

A palavra pode referir-se também a qualquer "deturpação" de sistemas filosóficos instituídos, ideologias políticas, paradigmas científicos, movimentos artísticos, ou outros.

A quem funda uma heresia dá-se o nome de heresiarca. A definição não é minha.

O título deste texto, também não. O conceito está definido em http://pt.wikipedia.org/wiki/Heresia é o título foi retirado de um Alerta Google, que me fora enviado pelo motor de pesquisa assim denominado, a pedido meu e que diz:Saramago advoga "direito à heresia"

Se a definição fosse minha começaria por dizer que heresia era uma opinião ou doutrina diferente às ideias recebidas. Por outras palavras, aprendemos uma ideia ou várias delas e pasamos a pensar de forma diferente em todos os campos do saber material ou ideal.

 Heréticos seriam Karl e Jenny Marx e a sua família, que pensavam de forma dierente aos outros membros da família extensa. Família extensa que costumava pensar apenas em eles e não em factos sociais legais e religiosos que acnteciam en torno deles. O interesse deles era estar bem acomodados na vida tomar conta dos seus bens e ser  sempre bem recebidos na corte do Rei da Prússia, ou do seu substituto, o Imperador.

A família Marx, de Karl e Jenny, não tinham essa pretensão. Conviviam com os operários, os convidam a sua casa e eram atendidos como se fossem Imperadores.

 

Era a heresia da família Marx e de vários outros de classe social aristocrata ou burguesa, como Engels, Owen, o Conde de Saint-Simon e o próprio pai de Jenny, o Barão Johann von Westpalen. A cosequência era evidente: o acesso aos seus iguais era-lhes negado.

Donde, a heresia não é apenas em matéria de ideias religiosas, é tambem dentro do campo social. É considerada uma heresia o texto publicado por mim ontem no Aventar, ao advogar pelo matrimónio homossexual. Várias opiniões foram exprimidas, de forma irónica sobre o direito a formar família. Como se a família fosse apenas pais e filhos e não duas pessoas que se amam, capazes de ou adoptar filhos ou de entregar esperma deles a ventres femininos alugados, como acontece hoje em dia e terem filhos próprios a partir de essa relação. Relação que não é herética por ser usada por casais heterosexuais que não podem formar descendência entre eles Há a heresia da liberdade de opinião. Leio no jornal de hoje que Saramago denomina a Bento XVI ou Ratzinger, um hipócrita, por não gostar da sua imagem e figura, acrescentando que o assunto não é com ele, é entre so fieis da confissão que ele governa, confissão que deve opinar, mas nada diz por ser Ratzinger um Papa, um representante da divindade na terra. Vê-se bem que a heresia, desta vez, é literária.

O Nobel português nem conhece a doutrina cristã nem sabe que Ratzinger basseia parte dos seus argumentos na teoria dos Marx. Heresia hipócrita: a seguir a sua opinião de como Marx entendia tão bem a alienação de bens e salário por parte do espólio ou despojos da guerra que a buguesia tem começado, desde o primeiro dia da Revolução Industrial, e os agumentos nos textos Ratzinger que era pena que Marx não fosse cristão.

Ignorância de Bento XVI. A obra de Marx está toda baseada na Bíblia e nos Evangelhos.

O primeiro escrito de Karl Heinrich, aí pelos seus 15 anos, era um texto denominado União dos Cristãos na base do Evangelho de São João. Ignorância de Saramago, quem diz ter assistido apenas duas vezes a missa ao longo da sua vida. É possivel ver que há vários tipos de heresia, todas elas definidas ao mencionar os factos narrados por mim neste texto. Duas outras heresias, é não ter falado do matrimónio homossexual das mulheres que têm os mesmos direitos que os matrimónios entre homens. Estou certo que quem defende o matrimónio homossexual, não discrimina géneros. Dentro dessa luta, somos todos iguais. Luta que para nós, pais, pode passar a ser uma heresia se não entendemos que existe e liberdade de amar. Amor que pode mudar ao longo da vida para os incertos: começam como heterossexuais, amando pessoas do sexo mal chamado oposto – outra heresia, não sou capaz de entender o facto de luta por serem homens e mulheres, excepto se já não existe paixão nem devoção e se muda de género para amar um igual. Como Freud tinha previsto.

O que não estava nada previsto, é a entrada à eternidade de Luís Miguel Pimentel Correia, de férias com amigos, adormece e nunca mais acorda. Um jovem alegre, simpático, amigo dos seus amigos amante da sua família, novo na vida que adormeceu para sempe. Uma heresia para os seus pais, especialmente a sua mãe que o teve, criou e ensinou durante 32 anos. Uma heresia que nos prega a vida sem sabermos como e porquê. Heresia imperdoável. Ele já não está, mas mata de desespero a sua família, longe dele. Família que não entra em heresia de desespero: estão estonteados pela inesperada dor que causa a morte de quem a não merece, em idade nova, cedo na vida.

Heresias há muitas, mas esta é a pior. Saramago tem todo o seu direito as heresias que entende, mas a desaparição não esperada de um jovem galã, é, de entre todas, a pior. Paz e serenidade para a família que nunca tem sido herética dentro de nenhuma das espécies descritas. Paz e amor e uma lei para apagar estas heresias que matam e que resultam das arrogâncias da luta de classes ou da ignorância, sempre transferida a outros. Luta de classes que levara ao Luís a ganhar a vida longe da sua terra e família.

Heresia, esta, de divindade maldosa, impossível de perdoar. Ratzinger e Saramago, fazem teatro de exibição. O Luís, antes o tiver feito: estava connosco. De uma maneia especial, sinto que o está…

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Escultura de Gustaf Vasakyrkan em Estocolmo "Os santos triunfam sobre a heresia"

 

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