Primeiro contacto técnico do FMI

Por divergências óbvias, não sou exactamente um fiel leitor do Ferreira Fernandes, embora lhe reconheça o talento para a crónica. Neste caso foi o talento, foi a pontaria, tudo no alvo,  e aqui a copipasto:

Hotel Tivoli? Daqui, do aeroporto, é um tiro… Então o amigo é o camone que vem mandar nisto? A gente bem precisa. Uma cambada de gatunos, sabe? E não é só estes que caíram agora. É tudo igual, querem é tacho. Tá a ver o que é? Tacho, pilim, dólares. Ainda bem que vossemecê vem cá dizer alto e pára o baile… O nome da ponte? Vasco da Gama. A gente chega ao outro lado, vira à direita, outra ponte, e estamos no hotel. Mas, como eu tava a dizer, isto precisa é de um gajo com pulso. Já tivemos um FMI, sabe? Chamava-se Salazar. Nessa altura não era esta pouca-vergonha, todos a mamar. E havia respeito… Ouvi na rádio que amanhã o amigo já está no Ministério a bombar. Se chega cedo, arrisca-se a não encontrar ninguém. É uma corja que não quer fazer nenhum. Se fosse comigo era tudo prà rua. Gente nova é qu’a gente precisa. O meu filho, por exemplo, não é por ser meu filho, mas ele andou em Relações Internacionais e eu gostava de o encaixar. A si dava-lhe um jeitaço, ele sabe inglês e tudo, passa os dias a ver filmes. A minha mais velha também precisa de emprego, tirou Psicologia, mas vou ser sincero consigo: em Junho ela tem as férias marcadas em Punta Cana, com o namorado. Se me deixar o contacto depois ela fala consigo, ai fala, fala, que sou eu que lhe pago as prestações do carro… Bom, cá estamos. Um tirinho, como lhe disse. O quê, factura? Oh diabo, esgotaram-se-me há bocadinho.

O meu «reveillon» em tempos de crise

São tempos de dificuldades, aqueles que estamos a viver. Tempos de incerteza, em Portugal e no mundo, com a crise económica e financeira e o desemprego a um nível nunca visto. Como será o futuro? Isso ninguém sabe.
É por isso que este ano, por muito que me custe, vou limitar o orçamento das habituais férias de Inverno e «reveillon». Terei de me contentar com uma semana em Paris. Parto amanhã, dia de Natal, e regresso no dia 1 de Janeiro. É que, como sou professor, não posso sequer escolher as datas das minhas férias – algo que considero particularmente escandaloso e discriminatório!
Mas como terei acesso diário à internet, o Aventar não será esquecido. Conto enviar diariamente uma crónica da cidade-luz, que neste momento está coberta por um branco manto de neve. Estarei alojado no centro de Paris, perto da Bastilha, mas faço questão de visitar e fotografar todos os locais que tenham interesse para o Aventar, incluindo os locais onde me deleito com a deliciosa comida francesa. Pas de problème, tenho grande facilidade de circulação na cidade – praticamente só ando de táxi. [Read more…]