Talant de Bien Faire

2265288571_bcb76aca6e_z

Cuecas de fio dental, vestidos e camisas de seda, charutadas, uma geleira tailandesa, viagens à Montgolfier ou a bordo de Boeing ou Airbus, cartonagem de crédito em barda, comezainas à volta do mundo em alguns dias, jóias – não ficámos a saber nadica de nada acerca dos broches, camafeus, escravas, etc -, livros para as estantes etc e tal. Tudo alambazamento Por Bem, umas parquitas despesas necessaríssimas ao funcionamento e promoção de uma orquestra.

O pior de tudo é que saiu da instituição completamente depauperado, conduz um carro emprestado e vive numa casa também posta à disposição por uma alma caridosa.  Como ele diz, deve ser o “mais estúpido dos burlões”. Ah, pelo que parece é e por isso mesmo bem podia ir aprender umas coisas em Paris.

O Baú das Músicas Portuguesas – VIII

Foi um fenómeno breve, mas contribuiu decisivamente para a renovação da música portuguesa e talvez até das mentalidades. Chamaram-lhe punk português. Faíscas, Minas & Armadilhas, Aqui d’el Rock, UHF, abriram um caminho que possibilitou o caldo onde nasceria o dito rock português, uma “new-wave” local em que surgiram nomes como Xutos & Pontapés, Corpo Diplomático (ex-Faíscas, mais tarde Heróis do Mar e depois Madredeus, com algumas cisões pelo meio) e até Rui Veloso. Estava-se em 1978.

O Baú das Músicas Portuguesas – VII

Um baú como este, cheio de discos mais ou menos antigos, diversificados e de géneros distintos, tinha que lá ter umas canções de um rapaz de Braga, cabeleireiro, que sonhava fazer uma música onde coubessem o Minho e Nova Yorque ao mesmo tempo. António, era o nome do rapaz.

O Baú das Músicas Portuguesas – VI

Abram a boca e espantem-se, até com o autor. Portugal 1978, um disco considerado pela Bilboard um dos 100 melhores do rock progressivo de sempre.

O Baú das Músicas Portuguesas – V

Desta vez dou mesmo um doce a quem conseguir cantar isto (e já nem peço que seja afinado e sem engasganços).

O Baú das Músicas Portuguesas – IV

Também havia esta, ainda por cima com o Zé Nabo ao vivo. Hesitei. Entre duas pérolas, o melhor é ouvir as duas.

O Baú das Músicas Portuguesas – III

Sem mais comentários… uma música com mais de 30 anos.

O Baú das Músicas Portuguesas – II

Puro Pop Dell ‘Artês, um idioma dos anos oitenta.

O Baú das Músicas Portuguesas

Se não fosse cá por coisas, oferecia um doce a quem conheça esta pérola.

(para ouvir, de preferência, com auscultadores)