A Single Postcard from Amsterdam

No bikes for tourists

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Hoje dormi mais um bocadinho. Levantei-me às 9h20, tomei o pequeno almoço no hotel no meio do bosque e depois, com o Luis e outra pessoa que não conhecíamos que também esperava um táxi, fui para a estação de Ede-Wageningen, tão familiar já, por tanta espera de comboios. Quando vivi 3 meses em Wageningen, em 2009, já o disse de outras vezes, apanhava aqui frequentemente o comboio para outras paragens, aos fins de semana, que Wageningen é uma terra pacata e de vez em quando sempre é necessária alguma agitação.
Hoje, na estação, despedi-me do Luís que tomava um comboio diferente para o aeroporto de Schiphol e ali fiquei a ver os comboios que chegavam e partiam, antes do meu. Um rapaz ajudou-me a por a mala grande dentro do comboio e um senhor ajudou-me a tirá-la de lá, certificando-se que eu conseguia levar as duas malas sozinha em Amsterdam Centraal. Consegui, claro, têm rodas e se o caminho for a direito não há problema. Saí da estação e Amsterdão acertou-me em cheio na memória. Não vinha a Amsterdão há 6 anos mas bom, é como se tivesse saído daqui ontem.

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Postcards from Wageningen #3 (2016)

Just another ordinary day at the ‘office’

2016-10-20-14-08-09
Já ontem disse que os holandeses são um povo organizado. Contam o tempo das intervenções e das reuniões ao minuto e andamos todos num virote o dia inteiro. Foi mais um dia em que me levantei extraordinariamente cedo. Às sete da manhã mais concretamente. É uma violência para uma noctívaga como eu, convenhamos.
 
O dia de trabalho – embora andemos num virote – corre bem. As apresentações dos investigadores são geralmente boas e estão já bem encaminhadas. As reuniões são rápidas e sucedem-se (um virote, pois, já disse). As sessões e reuniões de hoje são no campus da WUR – Wageningen University and Research. O campus é muito bonito. Menos que o da Universidade de Aveiro (mas eu sou suspeita, obviamente) mas ainda assim bonito. Muito verde, salpicado de vermelho e de castanho aqui e ali. É outono. Absolutamente outono em Wageningen. Um outono que equivale a um inverno em Portugal. Está frio e chove de vez em quando. O costume, portanto.

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Postcards from Wageningen #2 (2016)

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 A Holanda é, provavelmente, o país mais organizado do mundo

Penso isto desde que, há muitos anos, vim pela primeira vez aqui. É tarde e não tenho muito tempo para elaborar. Amanhã o despertar será igualmente às 7 da manhã e, depois de um dia inteiro a falar inglês, a ser organizada, a não ter um momento de solidão, estou prestes a desfalecer.
Mas foi um bom dia. A organização é quase sempre uma boa coisa, acho eu, que tenho também a mania da ordem. Fomos a Nijmegen, que – apesar de ser a quinta vez que venho à Holanda – não conhecia. Vimos um rio a que foi dado mais espaço. Estivemos numa espécie de Lx factory, mas sem Lisboa. Conversámos bastante. Rimos alguma coisa. Observámos, da janela do autocarro, as paisagens ordenadas e muito verdes. E a àgua, claro, sempre a àgua. Também ela ordenada nos canais.
Ao fim da noite bebemos um vinho tinto chamado ‘just fucking good wine’. A Holanda é, provavelmente o país mais organizado do mundo. Mas os holandeses têm sentido de humor e isso salva-(n)os.

Postcards from Wageningen #1 (2016)

Do not walk outside this area

Há um ano, mais ou menos, também estava em Wageningen. O João tinha morrido há uns dias. Todos os postais de então foram para ele. Hoje, mais ou menos um ano depois, o João continua morto. Vim a pensar nisso – de há um ano mais ou menos estar aqui e do que senti nessa altura com a morte do meu amigo – no avião para Amsterdão.
A Sandra e o Luís, que vieram pelo Porto, estavam já no aeroporto de Schiphol quando aterrei. O Luís ajudou-me com a mala grande até ao comboio. Encontrámos o Talis na plataforma 3 e viemos os 4 para Wageningen. Pouco a pouco foram chegando outros colegas ao hotel no meio do bosque. Um hotel moderno, clean, muito confortável onde vou ficar 3 noites. Amanhã começamos cedo, às 8h30 da manhã. Tenho de dormir e não me apetece. Na verdade, nunca me apetece dormir e resisto até o sono me vencer sem dar por isso. Custa-me entrar dentro do sono, aqui como em qualquer outro lugar.
Passei a tarde toda em viagem. Há pouco para contar. A Holanda é, mais a mais, um país tranquilo, de casas com janelas sem cortinas, de casas transparentes. Isso agrada-me, confesso. Gosto de espreitar para dentro das casas das pessoas. Aqui nem é preciso espreitar. Elas mostram-se. Já eu fechei as cortinas da grande janela do quarto. Hábitos.

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