Uma semana ovo-lacto-vegetariano (desculpem-me o meu checo)

Estive uma semana em Praga, numa formação, pois estou a fazer voluntariado numa terra checa chamada Karviná, e toda a alimentação foi vegetariana ou, para ser mais preciso, ovo-lacto-vegetariana. Isto num restaurante à frente de outro chamado Meat Vandals. É brincar com o menino!

Gostava de conseguir não consumir produtos de origem animal, mas obviamente nunca o irei fazer. No entanto, os ditos ativistas deveriam alterar a sua forma de passar a mensagem. De que vale haver um vegan, se há outros 10 a comer carne todos os dias? Seria mais importante todos reduzirmos na carne de forma moderada. E são dados como os da imagem que nos deveriam fazer repensar conscientemente.
Eu não vou deixar de comer carne, ovos, nem nada disso. Se calhar, estou errado, mas continuarei a estar. Porque sou boa pessoa, mas não o suficiente para deixar as minhas francesinhas e os cachorros de madrugada.

Hoje dá na Net: Libertação Animal


Libertação Animal, livro do filósofo e professor australiano Peter Singer. O seguimento natural dos filmes apresentados anteriormente nesta rubrica, Earthlings: Terráqueos e Food, inc..
«Libertação Animal» é considerada a Bíblia dos Vegetarianos. Neste livro, a que se seguiram muitos outros, Peter Singer desenvolve o conceito do Especismo, equivalente ao Racismo mas direccionado para as Espécies. Ou seja, a discriminação contra determinados seres por causa da sua espécie é intolerável. Assim, considera, a dieta vegetariana é a única aceitável e a única que não implica sofrimento para os animais.
Para os interessados, aconselho a leitura de dois textos, «Vegeterianismo Ético», publicados no Aventar por Maria Pinto Teixeira.
O livro completo de Peter Singer, Libertação Animal, Edição Portuguesa, pode ser lido aqui.