Congresso Democrático das Alternativas

O meu desafio este Sábado vai ser outro, sem colisões entre águias e dragões. Essas ficam para os doentes da bola, que entra ou bate  em postes e travessões.  Quem ganhar será campeão, com paraguaios, colombianos, uruguaios, argentinos e brasileiros a manjar o pastelão, de que  o ‘Zé Povinho’ abdica para comer sandes de côdea com pão, regada por uma caneca de verde tinto limiano. Que ajudará à euforia dos vencedores ou causará o engano da alegria aos vencidos.

Sem renunciar ao futebol, e aos amigos que o saboreiam, vou, de facto, a outra luta, das muitas que temos a empreender para correr à força com os filhos da puta.

Programa CDA

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Garcia Pereira na luta contra os ‘swaps’

garciapereira101212Garcia Pereira, que conheço pessoalmente e de quem discordo politicamente em muitas matérias, tem, ao menos, o mérito – e a seriedade – de se manter fiel ao seu MRPP, por onde passaram: Durão Barroso, Fernando Rosas, Arnaldo Matos, Saldanha Sanches, Ana Gomes, Maria José Morgado, Maria João Rodrigues, Pinto Ribeiro, Franquelim Alves, José Lamego (ex-marido de Assunção Esteves) e muitos, muitos outros que se espalham por aí entre a vida partidária no ‘bloco central’, a comunicação social e o “tacho” compensador de subserviências e serviços prestados com interesseira devoção.

Claro que, do grupo, excluo aqueles que, por acreditarem no ideário perfilhado e no combate contra a tentativa hegemónica do PCP, se perfilaram pelo crer nos objectivos da luta em que se embrenharam. Têm de aceitar, todavia, o erro. Os acima listados vivem em lugares e condições sociais próprias de elites, ao passo que os crentes comuns estão submetidos à arrogância de sucessivos governos injustos – de Cavaco a Coelho, passando por Guterres, Barroso e Sócrates – uns mais do que outros, mas geminados nos desmandos contra o interesse do País e dos Portugueses. [Ler mais ...]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (V)

- continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas(IV) -

‘Swaps’ Exóticos

Até agora tratámos com carne e batatas dos mercados de derivados, ‘swaps’, opções, contratos a prazo e futuros. Exóticos são as complicadas misturas daquilo que muitas vezes produzem resultados surpreendentes para os compradores.

Um dos mais interessantes tipos de exóticos é a chamada taxa variável inversa. No nosso ‘swap’ fixo para flutuante, os pagamentos flutuantes oscilaram com a LIBOR. Uma taxa variável inversa é aquela que varia inversamente com alguma taxa como a LIBOR. Por exemplo, o padrão pode pagar uma taxa de juro de 20% menos a LIBOR. Se a LIBOR é de 9%, então o inverso paga 11%, e se a LIBOR sobe para 12%, os pagamentos sobre o inverso cairiam para 8%. Claramente, o comprador de um inverso lucra desde que o inverso das taxas de juros caia.

Tanto o flutuador normal e como os flutuadores de taxas variável inversa têm uma versão sobrecarregada chamada ‘super-flutuadores’ e ‘super-inversos’ que flutuam mais do que um para um, com movimentos nas taxas de juros. Como um exemplo de um ‘super-inverso’ de taxa variável, considere um flutuador que paga uma taxa de juros de 30 por cento menos duas vezes a LIBOR. Quando a LIBOR é 10 por cento, o inverso paga

30% – 2 x 10% = 30% – 20% = 10%

E se a LIBOR cai 3% para 7%, então o retorno na taxa variável inversa aumenta de 6%, de 10% para 16%.

30% – 2 x 7% = 30% – 14% = 16% [Ler mais ...]

Cristas – não se assusta uma grávida!

Crista assustou-se: mais 53,1% de desemprego agrícola. Chuvas prolongadas, agricultura incipiente, trabalho agrícola  decadente.

‘Swaps’ – abordagens teóricas (IV)

- continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas (III) -

‘Swaps’ de Moeda

FX (moeda estrangeira, abreviatura em inglês) representa o câmbio em moeda estrangeira, e os ‘swaps’ em moeda são algumas vezes designados ‘FX swaps’. Os ‘swaps’ em moeda são permutas de obrigações de pagar fluxos de caixa (cash-flows) numa moeda para obrigações a pagar noutra moeda.

‘Swaps’ de moeda surgem como um instrumento natural para cobertura do risco no comércio internacional. Por exemplo, suponha que uma empresa dos EUA vende uma ampla variedade de produtos da sua linha no mercado alemão. Todos os anos, a empresa pode contar em receber receitas da Alemanha na moeda alemã, ‘Deutschemarks’ ou DM em versão abreviada. As taxas de câmbio flutuam, isto submete a empresa a riscos consideráveis.

Se a empresa produz os seus produtos nos EUA e os exporta para a Alemanha, então a firma tem de pagar aos seus trabalhadores e fornecedores em US $ (dólares). Mas, está a receber algumas das receitas em DM (marcos alemães). A taxa de câmbio entre o US $ e o DM altera-se permanentemente. Se o DM aumenta de valor, as receitas recebidas da Alemanha têm um valor maior em US $, mas se o DM cai tais receitas descem. [Ler mais ...]

F.C. Porto – Benfica, jogo de alta tecnologia.

Sábado no Dragão. Futebol de alta tecnologia. Jesus mudará o ‘chip’. Vítor Pereira usará o ‘Simplex’. O árbitro o ‘Magalhães’. País avançado, o nosso.

Comissão Europeia e da Confiscação

A SIC Notícias exibe no seu ‘site’ este vídeo.

Em título, a estação de Carnaxide anuncia:

Bruxelas admite que depósitos de 100 mil euros sejam convertidos em ações nos países em resgate

Por sua vez, o texto da notícia diz:

A Comissão Europeia admite que os depósitos bancários acima dos 100 mil euros sejam reduzidos ou convertidos em ações em países alvo de um resgate financeiro, tal como aconteceu em Chipre. Esta é a resposta de Bruxelas, depois de uma questão colocada pelo eurodeputado português, Nuno Melo.

Sublinhei propositadamente acima, uma vez que o texto altera radicalmente o anunciado em título – serão depósitos de 100 mil euros ou acima de 100 mil euros? A dúvida é mais do que natural. O erro jornalístico parece-me flagrante, sendo indispensável saber qual a informação que prevalece.

Sei também que este anúncio, divulgado pelo eurodeputado Nuno Melo do CDS, numa ou noutra versão, é claramente um ataque à classe média e, sobretudo, à propriedade privada de que a direita tanto se ufana de ser ideológica e intransigente defensora. Ainda existe razoável número de depositantes que, ao longo de décadas de trabalho, teve a oportunidade de aglutinar poupanças até 100.000 euros ou de verbas acima desta. [Ler mais ...]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (III)

- continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas (II) -

‘Swaps’ de taxa de juro (2.ª parte)

É óbvio, a empresa podia também ir aos mercados de capital e contrair um empréstimo a taxa variável e então usar as receitas para transformar o seu empréstimo em taxa fixa. Conquanto isto seja possível, geralmente é bastante caro, porque exige a subscrição de um novo empréstimo e a recompra do empréstimo existente. A facilidade de entrar num ‘swap’ é a consequente vantagem.

O ‘swap’ especial seria um dos que permutou a sua obrigação fixa para um acordo de pagar uma taxa flutuante. Cada seis meses, concordaria em pagar um cupão com base em qualquer que fosse a taxa de juros vigente à época, em permuta de um acordo com outra parte  para o cupão fixo da empresa.

Um ponto de referência comum para compromissos de taxas flutuantes é a chamada LIBOR. Representa a LIBOR (London Interbank Offered Rate – Taxa Oferecida no Mercado Interbancário de Londres) e é a taxa que bancos internacionais mais usam para cobrar uns aos outros por empréstimos titulados em dólar no mercado de Londres. LIBOR é regularmente usada como taxa de referência para um compromisso de taxa flutuante, e, dependendo da credibilidade do mutuário, a taxa pode variar de LIBOR para LIBOR mais um ponto sobre LIBOR.  [Ler mais ...]

Alemanha é o grande depósito de adidos

Regressámos aos tempos da ‘valise en carton’. Portugueses e outros desafortunados incham a Alemanha. Oxalá um dia rebente nas ventas de Merkel e Schäuble…e que o Gaspar esteja presente.

‘Swaps’ – abordagens teóricas (II)

- continuado de ‘Swaps –  abordagens teóricas (I) -

Contratos de ‘swaps’

‘Swaps’ são parentes próximos dos contratos cambiais e de futuros. ‘Swaps’ são acordos entre duas partes para trocar fluxos de caixa ao longo do tempo. Há uma enorme flexibilidade nas formas que os ‘swaps’ podem tomar, mas os dois tipos básicos são os ‘swaps’ de taxa de juro ou ‘swaps’ de moeda. Muitas vezes estes são combinados quando o juro recebido numa moeda é trocado pelo juro noutra moeda.

‘Swaps’ de taxa de juro (1.ª parte)

Como outros derivados, ‘swaps’ são ferramentas que as empresas podem usar para facilmente mudar as suas exposições ao risco e as suas estruturas de balanço. Consideremos uma empresa que contraiu uma dívida e registou nos seus livros a obrigação de reembolsar um empréstimo a 10 anos de US $ 100 milhões de capital, a uma taxa de cupão de 9%/ano. Ignorando a possibilidade de reembolsar o empréstimo, a empresa espera ter de pagar de US $ 9 milhões anualmente, por 10 anos e um pagamento total de US $ 100 milhões no final dos citados 10 anos. Suponha-se, porém, que a empresa está desconfortável por ter esta obrigação fixa nos seus registos contabilísticos. Talvez a empresa tenha um negócio cíclico, em que as suas receitas variam e possam, decididamente, cair até um ponto em que seria difícil fazer o pagamento da dívida. [Ler mais ...]

‘Swaps’ – abordagens teóricas (I)

Segundo o ‘Dicionário Inglês-Português de Economia’, de F. Nogueira dos Santos,  ’swap’ significa:

Permuta; 2. Operação de reporte cambial; 3. Linha de crédito recíproco entre bancos centrais; 4. Substituição de um programa por outro.

Ultimamente, na comunicação social, na blogosfera e em debates informais na sociedade, tem-se, falado, de facto, de ‘swaps’ de forma abundante, avulsa e em muitos casos sem a noção do conceito subjacente ao termo, nem de outros que lhe estão associados.

Iniciei este texto com a reprodução dos significados de dicionário especializado, sobretudo atendendo ao que João Garcia, na página 8 do ‘Expresso’, edição de Sábado, apropriadamente, escreveu:

O problema é que, em geral, há uma incapacidade cognitiva e epistemológica (vivam os jargões!) para os entender. [Os ‘swaps’, acrescento eu]. [Ler mais ...]

PSD, campeão de irregularidades e caloteiro

Quem quer arrumar (com) o País, navega em mar de ilegalidades e de calotes. Estou a falar do PSD, claro. Não sei se do Passos, do extinto Relvas ou de outros energúmenos - dívidas a instituições de crédito de 11.142.000 euros é obra!

Manuela Ferreira Leite antecipou-se a Passos

Reforma do Estado. MFL  já desacreditou na TVI o DEO de Gaspar. Passos falará logo ou irá ouvir e ver a ‘Nini’?

Gaspar, o louco e cobarde carniceiro

Bênção de Cavaco e conivência de Portas. O louco Gaspar anda à solta. Corta o cabelo às 7 da manhã na Av. Igreja, Lisboa. Tem medo, o cobarde.

Os swaps e a leviandade de críticas insustentáveis.

Tenho ouvido e lido por aí a condenação generalizada do governo de Sócrates, no que respeita ao fecho de contratos de ‘swaps tóxicos’ – parte dos críticos nem sequer estão habilitados a perceber a diferença entre ‘tóxicos ou exóticos’ e os ‘vanilla swaps’ – estes últimos correspondem  a níveis de segurança mais elevados e são utilizados por gestores competentes. Sem os  enjeitar à partida, recorrem ao seu uso, numa óptica prudente de riscos pré-avaliados.

Deprimidos pelo desconhecimento, optam por personalizar a discussão. Segundo os padrões anglo-saxónicos, refugiam-se na subjectividade de acusações gratuitas a este e aquele, furtando-se à objectividade por ignorância, mentira ou motivações sectárias.

O pior de tudo é que, mesmo no plano da subjectividade, distorcem a verdade para atacar adversários e inimigos políticos que, natural e legitimamente detestam, fazendo da inconsciente ignorância uma arma pérfida de dolosa falsidade. [Ler mais ...]

Karzai, um investidor de risco controlado

Karzai usou dezenas de milhões de dólares da CIA para subornos. O exemplo do investidor prudente e de risco controlado.

Passos só relatará confrontos físicos entre governantes

Passos escusa-se a comentar “rumores” de divisões no Governo. Compromete-se, no entanto, a relatar em directo confrontos físicos. Na Antena 1 e TSF.

Maria Luís Albuquerque, a ‘swinger’ dos ‘swaps’

Jornal de Negócios de 29--04-2013

Jornal de Negócios de 29–04-2013

Vá lá saber-se por que razão. Reminiscências de infância?  Resíduos de subconsciência? Ignoro o motivo. Sei que cada vez que me deparei com a figura de Maria Luís Albuquerque em declarações, discursos ou debates na TV, é infalível equipará-la à pureza de imagem da noviça Maria (Julie Andrews) em ‘Musica no Coração’.

A comparação é mero fruto de incontrolado sentimento. De facto, colocando os óculos a preceito e observando em pormenor, a noviça Secretária de Estado, do cariz purificado e credível, apenas tem ilusório aspecto. O lenço bem alinhado ao pescoço favorece-a na imaculada imagem. Distanciando-se das poses e do estilo ‘négligé de Saint Germain de Pres’ dos extensos cachecóis da Teresa Leal Coelho, a jantar, por hipótese, na Cervejaria Lipp com Carla Bruni e demais amigas da sociedade ‘snob’ parisiense. [Ler mais ...]

Um PS dos mais frágeis de sempre, desenhado à vontade de Soares

De Seguro a Passos Coelho, há alguma distância ideológica. Todavia, é insuficiente para garantir alternativa séria, corporizada em modelo e objectivos de governação de que o País carece – de resto, em acto de uma espécie de mimetismo dos masoquistas islandeses, o povo português, tudo indica, permanecerá, por teimosia e culpa, enredado no círculo dos partidos do ‘arco do poder’.

Há dias, vi a reportagem do almoço do 40.º aniversário do PS, na sede do Rato, apenas entre Soares e Seguro. O tom laudatório do patriarca socialista a louvar Seguro foi elucidativo do empenho proteccional ao reeleito secretário-geral do PS. Há afirmações pueris, apenas no aspecto: No fundo, trata-se de juízos intencionais e de uma modalidade de autoritarismo suave na aparência, mas plasmado na determinação do objectivo, semelhante à finalidade do ataque do pérfido felino a dominar a presa. E Seguro é, de facto, presa fácil.

Soares, desde sempre, nunca abdicou da prerrogativa de comandar o Partido Socialista, mesmo quando deslocado para funções incompatíveis com a militância – Presidência da República é um dos casos. Os vergonhosos afastamentos de Vasco da Gama Fernandes e Salgado Zenha são dois actos de ‘vendetta’ soarista que jamais a História deixará esquecer.

Seguro, ‘jota’, pardo ministro de Guterres e sem qualificações para chefiar a governação do País na complexa encruzilhada em que vivemos, é a réplica de um Passos Coelho para quem Mário Soares se chamou Ângelo Correia. [Ler mais ...]

Porra!, esqueceram-se da Ruth Marlene

ruth marlene

João Pinto e Jorge Gabriel candidatos do PSD a freguesias do Porto. Porra!, esqueceram-se da Ruth Marlene.

25 de Abril, em tempos de governo maldito

Estou bem no interior do Alentejo. Terra de pouca gente, larga maioria de idosos, mas de memória bem viva e sólida. Jamais esquecem a data. No café da vila, à hora do café e do bagaço após o almoço, combinavam os festejos para a meia-noite. Haverá febras, pedaços de Javali caçado na reserva do clube local e mais uns petiscos, pão alentejano… ah!, e o vinho d’um cabrão oferecido pela Junta, a escorregar pelas goelas abaixo, que é uma maravilha.

Sempre foi e continuará a ser assim – juram-me – as comemorações do 25 de Abril aqui na terra. – Não nos vergamos a esta cambada que nos rouba e desgoverna – diz-me um homem de cinquenta e tal anos. – Hão-de cair, como todos os que nos atraiçoam – acrescenta, confiante.

Ouvi apenas. Sem comentar. Evitei desiludir quem comemora e sente com alegria o 25 de Abril, desde sempre. De mim para mim, penso no Passos Coelho, na Paula Teixeira da Cruz, no Relvas que já partiu e no Pedro Pinto. Todos estes e congéneres, no 25 de Abril de 1974, viviam em Angola. Sem saber sequer  das mortes, dos sacrifícios e de inúmeros riscos de militares, idos da Metrópole, para defender as vidas e patrimónios das suas famílias. Iguais a tantas da burguesia colonial.

Um dia destes, falando dessa gente ignóbil e dos ‘gaspares’ que se lhe juntaram, dizia-me um alentejano: – Eles não são retornados…são apátridas. – É isso, apenas um conjunto de apátridas, à frente da governação, por escolha de um povo sem saber, sorte e norte, é capaz de tranquilamente transformar Portugal, no País envelhecido, deserto, falido, sem rumo, que os mais novos, e portugueses legítimos, são forçados a deixar para trás. Uns com amargura e saudade, outros ressentidos e dispostos a não regressar tão depressa.

O País, por força de políticas desumanas e anti-patrióticas,  está gravemente enfermo. Sem querer quebrar o ânimo alentejano dos festejos de logo, à meia-noite, com foguetes no ar, gritos de alegria, canções que a revolução inspirou, e vice-versa, lá regarei o pedaço de pão e a febra com o vinho que, também a mim, me transportará à excitação e esperança de ver regressar o 25 de Abril, do lugar onde está amarguradamente prisioneiro, livrando-se de amarras semelhantes àquelas que aprisionavam tantos  anti-fascistas libertados na histórica data de 1974, no derrube da ditadura.

Viva o 25 de Abril!

Já um Isaltino não pode almoçar descansado

Anos a fio sem actuar, resolveram deter o homem ao almoço. Isaltino, em vez de bem almoçado, ficou exaltado, claro…

Euro evasão fiscal: Hoeness o Depardieu alemão

Controlar míseras centenas de euros dos cidadãos pobres ou remediados é fácil. Negar o direito ao trabalho e a salário mínimo é imperativo para solucionar a crise europeia. Todavia, conjugar esforços da UE com outros países desenvolvidos no sentido da desactivação dos paraísos fiscais e combate das evasões ao fisco de milhões sobre milhões transformou-se em objectivo esquecido, em prateleiras do arquivo morto. Isto, a despeito de reiteradas promessas dos dirigentes do G-20; em especial, lembro os discursos pronunciados em Nice por Obama e pelo anfitrião Sarkozy, em Novembro de 2011.

Os casos multiplicam-se por vários pontos do globo: corrupção, enriquecimento ilícito e incumprimento de obrigações fiscais constituem o prémio de uns; austeridade severa e cega, pobreza e miséria formam a penitência de outros.

À tradicional fuga de capitais – para as 20 sociedades do PSI-20 português até é legal e os autores adquirem o direito a condecorações no 10 de Junho – está a surgir um novo fenómeno. Se necessário, exportam-se os milhões e muda-se de nacionalidade. O Putin é amigo e, se complicar, terá concorrência no negócio.

O antigo internacional de futebol alemão e actual presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, denunciou às autoridades fiscais alemãs a impossibilidade de liquidar milhões de impostos, por ganhos em activos colocados na Suíça – fala-se de 20 milhões. O eixo franco-alemão, mesmo neste domínio, está funcionar em sintonia. Diz-se até que Hoeness é o Depardieu em versão germânica. [Ler mais ...]

Portas compareceu à posse dos novos secretários de Estado

O requinte da deferência do Dr. Portas. O meu obrigado e votos de célere demissão.

Zona Euro está bem, Portugal também

O primeiro segmento deste texto parece contraditório em relação ao título, mas a razão ficará demonstrada ‘à posteriori’.

Comecemos pela parte negativa. O alemão Wolfgang Munchau, residente no Reino Unido e editor do ‘Financial Times’, afirmou ao ‘Expresso’:

Portugal vai precisar de um segundo resgate

Negando o acesso fácil de Portugal aos mercados – ponto de vista oposto ao de Gaspar e da ‘troika’ – Munchau prognostica para o nosso País um nível significativo de incumprimento da dívida, negociado ou não.

Sucede que Munchau e a mulher, Susanne Mundschenk, são fundadores do blogue Eurointelligence. Publicou, com sarcasmo, o ‘post’ intitulado ‘All is well in the eurozone’ (Tudo está bem na Zona Euro), a seguir traduzido:

Num texto ‘op-ed’ no New York Times, celebrando a capacidade de resolução de problemas da zona do euro, o presidente do Eurogrupo Dijsselbloem, o comissário Rehn, O conselheiro do BCE Asmusen, Regling do FEEF e Hoyer do BEI dizem que a evidência é clara e que a resposta política à crise é reequilibrar a economia e garantir a integridade do Euro. Eles explicam que a crise do Euro é a consequência da ‘falta de reforma’ do passado, levando a um acumular de desequilíbrios macroeconómicos e orçamentais que a UE está a trabalhar duramente para corrigir. A falta de uma união bancária é igualmente mencionada como uma falha de projecto estrutural, que também está a ser tratada. O ‘sério desafio social’ do ‘desemprego inaceitavelmente elevado’ é um lamentável custo das reformas necessárias, mas o BEI está expandir os seus empréstimos para solucioná-lo. O artigo também explica que as políticas do BCE não convencionais têm resolvido com sucesso a fragmentação dos mercados financeiros. [Ler mais ...]

O romântico Coelho usa a cenoura para seduzir os socialistas

O debate desta manhã, na Assembleia da República, revelou um Primeiro-Ministro dócil, em vez de severo, terminando as intervenções com uma declaração romântica, deveras enternecedora:

Tenho felizmente namorado com a minha mulher,

Disse em resposta a Heloísa Apolónia dos ‘Verdes’, a propósito do “namoro pegado” do chefe do governo com a ‘troika’, o CDS e o PS. Creio que apenas o incontido Berlusconi, ex-PM de Itália, foi mais longe neste tipo de confidências, em actos públicos.

Todavia, nas supostas passagens mais sérias dos discursos de PPC, ressaltam dois temas de especial significado para a vida dos portugueses:

  1. A reunião extraordinária do Conselho de Ministros de 3.ª feira próxima, com o objectivo único de aprovar ‘as linhas da estratégia de crescimento e fomento industrial’, a submeter em documento aberto aos partidos, PS em especial, parceiros sociais e à sociedade em geral.
  2. A intenção de repetir o convite ao PS para debater e obter maduro consenso das medidas de ‘poupança de carácter estrutural’ – o programa da tal economia de 4 ou 4,5 mil milhões de euros na despesa pública. [Ler mais ...]

O salário mínimo é um incentivo ao desemprego?

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A excelente  professora Merkel e o bom aluno Passos Coelho

Merkel debitou para a imprensa – através do diário Bild Zeitung citado pelo ‘Público’ – a teoria de que numerosos países europeus se confrontam com uma taxa de desemprego mais elevada do que a alemã, porque o salário mínimo garantido favorece o desemprego.

O axioma da dita teoria não constitui novidade para os portugueses. Passos Coelho, em inícios de Março passado, já havia garantido:

Medida mais sensata para combater desemprego seria baixar salário mínimo

Desconfiado de que a ignorância o obstaculiza a saber e pensar pela própria cabeça – excepto no prodígio de acções e disputas de golpes baixos – é um óptimo transmissor de recados da fonte inspiradora da ‘sensata medida’, a amiga Merkel.

Não é surpreendente que se mova e profira sentenças, sobretudo tolices, ao estilo de marioneta usada no mimetismo da figura caricata que o artista levou para divertir a criançada. O risco de Passos Coelho enveredar pelo absurdo é, de facto, muito elevado, submetendo-se ao papel de personalidade, acrítica e ignara, naturalmente manipulável e apropriada a objectivos de refinadas estratégias de especialistas da ‘realpolitik’, caso de Merkel, Schäuble e companheiros holandeses, austríacos e finlandeses, em especial. [Ler mais ...]

O relato do funeral de Tatcher

O funeral de Tatcher já entrou na Catedral de S. Paulo. Gooolo!

Vasco e o debate da igualdade no Século XVIII

frade

VPV é homem de roteiros imprevisíveis. Agora queria levar-nos junto de Locke e Rousseau para debater o conceito de igualdade no séc. XVIII. Deixemos os filósofos em paz  e VPV em conversa pastosa com a Constança, à mesa do ‘Gambrinus’. Venha um John Locke de 25 anos, s,f,v.!

Belenenses campeão da II divisão!

Este ´post’  é dedicado ao meu amigo, Ricardo Santos Pinto, portista de ‘sete costados’, opção que respeito. O FCP, por tradição, tem uma relação de amizade com o Belenenses – a deposição de flores na estátua do Pepe no Restelo e a entrada em campo da equipa azul com a bandeira do FCP, nas Antas e agora no Dragão, são provas do bom relacionamento histórico entre dois clubes de futebol.

Clube da capital, e esmagado por Benfica e Sporting, por culpas alheias e próprias, o Belenenses sempre foi achincalhado e classificado de ‘clube de fascistas’.

Gonçalo Rapazote, benfiquista, o mais sinistro ministro do interior do Salazarismo, e uma plêiade de presidentes “leoninos” fanáticos defensores do Estado Novo – Góis Mota, Casal-Ribeiro e Brás Medeiros, por exemplo – não entram nas contas. Importa sim é identificar o clube de Belém com Américo Tomás e Tenreiro que, entre muitos oficiais, sargentos e praças da Marinha Portuguesa, de direita e de esquerda, se identificaram com o clube por efeito da simbologia das Caravelas. Sem esquecer que Belém foi o ponto de partida para a construção do Império.

Já publiquei imagem semelhante no ‘Aventar’, mas lembrar é preciso:

mariano amaro

Ambos jogadores do Belenenses,  Simões e Mariano Amaro, este operário do Alfeite, foram os únicos a contrariar a saudação fascista, de punho cerrado. [Ler mais ...]