Domingo, o Estado Vai a Enterrar

No próximo Domingo, há um País esmagado que vai votar e não tem alternativa senão votar. Vai votar contra o PSD-CDS? Claro que sim. Instintivamente, primariamente, vota-se primeiro no primeiro sócrates fajuto e fraudulento que nos apareça pela frente como em de 2009 para logo depois lamentar ter votado na bancarrota de 2011 só possível por um avolumar corrupto e brutal de dívida. Mas Domingo, esse País também votará, se for inteligente, contra a demagogia primária do PS, contra o eleitoralismo básico do PS, contra a lágrima fácil do Seguro e o condoimento impostor do PS, contra a recusa do diálogo do PS, contra a irresponsabilidade de apoucar Portugal e os esforços portugueses do PS, contra a omissão manhosa da história socialista em quinze anos de governações e respectiva devastação nacional, contra a cegueira aos sinais positivos de evolução da economia, contra a mensagem de desespero e inutilidade dos esforços e grandes privações dos portugueses.

Domingo votaremos em quem nos puxa para cima e nos eleva na Esperança, em quem inspira orgulho e enaltece o mérito de empresários locais, de quem não se limita a imputar ao Estado e ao Governo todo o ónus de carregar com as multidões às costas. Votaremos nos que garantem as estratégias de desenvolvimento que promovam a autonomia e a liberdade das pessoas. Afinal, o que impede PSD, CDS e PS de se entenderem contra a eventualidade de um segundo resgate? Nada. Só a baixeza do Regime e a caquexia dos Soares, dos Alegres e de toda a fauna negativista da Esquerda. O Centro e a centralidade decisórias são um nó cego. Temos de apostar é nos autarcas dinâmicos, capazes de pensar fora da caixa, que não se limitam a dizer, como Rui Moreira, «Isso é impossível! Aquilo tem inúmeros inconvenientes. Essa ideia ainda terá de ser pensada.», incapaz de ousar.

Domingo, escolheremos autarcas com inteligência para procurar o melhor e fazer o melhor. Não contamos com o Governo do País, mas poderemos e deveremos contar com o Governo da Cidade, não com os que ainda não sabem se farão, mas com os que querem fazer. Se ainda há pouco havia um Estado em Portugal que chegava aos interstícios das mais milimétricas necessidades individuais ou grupais, esse Estado está morto e o melhor que fazemos é espicaçar o burro metafórico das nossas vidas, único animal em que montamos, e seguir em frente, seguir como se não houvesse Governo, somente as minhas mãos, as minhas ideias, a minha capacidade de lutar e acreditar. Esperar pelo Estado é como esperar por uma nova aparição de Fátima. Não aparecerá. No entanto a Aparição-que-houve pode morar no nosso coração e impulsionar-nos em frente. O Governo omnipresente e assistencialista morreu. O Estado Central está a esvair-se e a desaparecer como a bruxa Má do Leste. Era preciso matar a Bruxa Má, qualquer criança sabe isto.

Tudo se joga, portanto, ao nível local. Ao nível local ou há soluções para as pessoas ou soluções para as pessoas. Os partidos e as cores políticas digladiando-se não resolvem problemas às pessoas. Portanto, autarcas escolhidos pelas gentes, autarcas preferidos pelas massas que votam, uni-vos! Abram os vossos parques industriais. Dinamizem o mercado de arrendamento. Comportem-se igualmente como se nada, quase nada, coisa nenhuma, dependesse do Estado Central. O Estado Central está morto. Paz à sua Desalma. Viva o Estado Local.

Comments


  1. ENTERRE BEM no domingo pk vai estar mau tempo !

  2. nightwishpt says:

    Já não tenho paciência.
    Não. O teu clube não vai reduzir o estado nenhum e faz o mesmo que o clube rival. As rendas já aumentaram para substiuir as obras e um estado mínimo é um estado enormemente desigual.


  3. Que horror,,,
    Tanta demagogia


  4. Fica um Estado bem entregue, fica…


  5. Quem diz que o estado central está morto ?’ Creio que só por “agora” desde a autodestruição da qual fez parte destruir até a própria MFerreira Leite a ponto de envelhecer e entristecer que parecia uma velhinha múmia – mas arrebitou o partido e, depois, ela, pois que este partido é como as ervas daninhas – não há herbicida que o faça desaparecer – E entretanto entrará de pousio, e reabilitará com maldade e incapacidade renovadas – Quanto ao PS também merece um requiem conveniente – Não é tão ordinário como a direita-direita mas não presta para nada – a decadência dos partidos é confrangedora – Devíamos entrar em autogestão como esteve a Bélgica 2 anos e ninguém morreu – Mas as autarquias são o quê com aquela multidão de senhores que reduzidos a 50% bastariam para fazer até melhor do que fazem, já que não fazem nada que valha a pena – E, já agora, reduzam a AR a 1/3 – Bem como os de bruxelas que nem sei o que e serão necessários tantos ?? – Creio que não – são todos empregados do “alto-estado” e eu que me lixe com estes senhores ??? que só conseguiram meter o país no LIXO como não recordo


  6. SIC – 23:01 – mas que xatice – tenho de ir ouvir o mais que anormal do PS Jósé Magalhães que a TV promoveu a ministro da administração interna e agora reaparece não sei de onde mas está bem certamente – o alimento que o país tem para tantos miseráveis – está mais gordinho

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  1. […] O Joaquim desistiu do governo. Ainda acredita nos Menezes das dívidas. Com o tempo passa-lhe. […]

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