A Medicina Tradicional Chinesa

Huang Di Nei Jing

Foi publicada no passado dia 9 de Fevereiro, em Diário da República, a Portaria nº 45/2018, que “regula os requisitos gerais que devem ser satisfeitos pelo ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado em Medicina Tradicional Chinesa”.

Esta é uma medida muito positiva e importante – talvez uma das mais importantes que este governo tomou – que abre a possibilidade de introduzir no sistema de saúde português, de modo regulado, a prática de uma Medicina cujas vantagens são de grande significado e expressão. Sendo uma Medicina preventiva e profilática, a Medicina Tradicional Chinesa é também curativa, sendo que se baseia em conceitos que, uma vez apreendidos e convenientemente aplicados, podem suscitar importantes alterações no quadro da prestação de cuidados de saúde à população e até na viabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

O que se afigura fundamental, a partir de agora, é que a Medicina Tradicional Chinesa seja de facto colocada ao serviço daqueles que, até aqui, a ela não podiam aceder, por motivos de ordem económica. A sua democratização trará significativos benefícios não apenas no quadro estrito dos cuidados de saúde, mas na própria ordem social, que não deixará de sentir os efeitos de uma transformação profunda, que se deseja, no conceito de Saúde.

Parabéns ao Governo por este passo decisivo e, reconheça-se, corajoso.

Transformando Zuckerberg

Tem sido acesa a discussão sobre o papel do Facebook na sociedade, especialmente depois das fake news se terem tornado assunto banal e de esta empresa, juntamente com a Google, ter capturado a quase totalidade do mercado publicitário online, se bem que este tópico não seja tão falado.

Desde a eleição de Trump que o Facebook tem estado em introspecção, uns porque querem que este seja uma melhor plataforma, onde o tempo é bem gasto, outros, cinicamente, apontado que é o medo de desaparecer que move a empresa. O receio não é infundado. Veja-se a transformação a que a Microsoft foi obrigada devido à guerra dos browsers quando a União Europeia lhe aplicou medidas de defesa da concorrência. Ou repare-se, ainda, como o próprio Facebook levou ao declínio do MySpace e de outras plataformas concorrentes. Zuckerberg tem telhados de vidro, garantidamente.

A Wired publicou um extenso e interessante artigo sobre estes e outros assuntos, realçando os tumultos que o Facebook sofreu nos últimos dois anos. É um notável artigo de análise, com muita informação interna, que coloca em perspectiva reacções e decisões da empresa. Leitura muito recomendada.