José Tolentino Mendonça

José Tolentino Mendonça, poeta e padre português, foi convidado pelo Papa Francisco para orientar e dirigir as suas meditações de Quaresma.

Honra ímpar.

Trata-se de um Poeta Absoluto:

[A tua sede]
A tua sede peregrino
não se aplaca na água
mas pela pedra

José Tolentino Mendonça

O palhaço

Se ele pode chamar moinantes aos portugueses, podemos retribuir o cumprimento, certo?

Repare-se nos preciosismos:

  • “Ainda por cima, hoje vive-se mais anos e qualquer dia trabalha-se até aos 80 anos.” – então, afinal, os portugueses são trabalhadores.
  • O Fórum Económico quer saber que empresas cresceram acima da média “porque são essas empresas que deveriam ser apoiadas em termos estratégicos e pontualmente deveriam ser ajudadas para comprarem as empresas que dentro do seu sector cresceram menos.” – Portanto, venham daí os subsídios e, ainda para mais, para acabar com a competitividade.
  • “Uma das razões [da falta de crescimento] deve-se à carga fiscal.” – Alguém lhe pode explicar porque é que na Alemanha e na Finlândia, só para dar dois exemplos, há crescimento?
  • Diz ele que “há falta de mão-de-obra”. Que as empresas não conseguem contratar. E que “não crescemos mais porque não encontramos pessoas.” O Sr. Ferraz da Costa que agradeça ao amigo Passos Coelho & c.ia que convidaram as pessoas a emigrar. Mas qual é a explicação dele? “Porque [as pessoas] não querem trabalhar…“. No entanto, qualquer dia trabalha-se até aos 80 anos. O Sr. Costa já pensou sugerir que se passasse a pagar decentemente aos empregados? Dava-lhe muito jeito, imaginamos, que o pessoal tivesse que aceitar cem euritos ao dia e era  se quisesse um caldo quente à noite. Mas temos pena, o tempo dos negreiros, supostamente, já lá vai.

Ferraz da Costa é aquele que é liberal quando se trata de falar do vínculo laboral dos outros, mas é estatizante quando se trata de tentar mamar nos impostos para subsídios nos negócios. Da laia deste há muitos. Chora menos e vai trabalhar, pá. Ou como escreveu Pedro Marques Lopes, “faz lá o recorte do jornal, vai mostrar aos amigos e no caminho vai à merda”.

Obrigado, Pedro.

Hoje é, para mim, um dia singular: o dia em que Pedro Passos Coelho deixa a presidência do PSD. Como singulares são, sempre, os momentos em que se encerram ciclos. Neste caso, e pela proximidade que mantive com os seus mandatos, a singularidade da data é bastante mais emotiva.

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No aniversário de Carlos Paredes

Nascido em Coimbra há 93 anos, a 16 de Fevereiro de 1925, Carlos Paredes é não apenas a mais proeminente figura do mundo da Guitarra Portuguesa, mas um dos Artistas que a partir de Portugal conquistou com o seu talento único um grau artístico universal e com o seu génio o espaço da eternidade.

A música de Carlos Paredes brota de uma fonte a que os antigos chamavam fons vitae, um não-lugar que pertence ao território telúrico da Alma e que, por isso, ascende por si própria, pelas suas próprias forças ocultas e inesgotáveis, a um plano esférico que tudo contém e que está contido em tudo.

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