Os bandalhos

Câmara de Lisboa simula consultas ao mercado para contratar histórico do PS
Joaquim Morão, antigo autarca-modelo e membro da Comissão Política Nacional do PS, foi consultor da Câmara de Lisboa até Setembro. Para o contratar, o município simulou uma consulta ao mercado, recorrendo por duas vezes a duas empresas de um amigo de Morão

Terá sido, certamente, um autarca-modelo, vá saber-se de quê.

História miudinha


Ele estava doente. Não se alarmou. De imediato, pôs em acção os melhores recursos terapêuticos. Fez-se tratar pelos melhores biomagnetistas, evocou a energia universal com a prática intensiva de reiki, tomou cápsulas de extracto de barbatana de tubarão, rabos de lagartixa liofilizados e pó de bigodes de tigre de Bengala que é, como se sabe, o mais eficaz. Tudo em doses homeopáticas, claro. Queimou incenso. E tencionava, até, tomar cogumelo do tempo para rejuvenescer não fora o caso de, entretanto, ter morrido. E foi então que, pela primeira vez, foi ao médico. Sujeitar-se à respectiva autópsia.

[imagem: Animation Over Frozen Frame – Dr. Seuss]

Páscoa para que te quero

Na sua oração no final da Via Sacra no Coliseu de Roma, realizada ontem, o Papa Francisco pronunciou palavras que, de tão verdadeiras e dolorosas, ultrapassam todas as fronteiras, sejam elas religiosas ou as do mais profundo ateísmo: “Vergonha porque as nossas gerações estão a deixar aos jovens um mundo fracturado por divisões e guerras, um mundo consumido pelo egoísmo onde os jovens, os fracos, os doentes e os idosos são marginalizados”.

Entre a indiferença individual e a entrega à manipulação pelos poderosos, estamos – nós, os privilegiados que podemos fazer escolhas – não só resignados, mas também a contribuir activamente com o nosso comportamento quotidiano para deixar aos nossos filhos e a todos os outros um mundo de egoísmo e um planeta devastado.

Não nos esqueçamos de comprar coelhinhos da Páscoa para as nossas criancinhas.

Como matar um americano

Há duas formas de matar um americano. A primeira está sob controlo e consiste em meter um bip quando alguém diz na televisão ass, fuck ou shit, ao mesmo tempo que se desfoca a boca do assassino, pois quem saiba ler os lábios pode morrer só pela constatação das terríveis palavras. Pela mesma razão, símbolos que representem essas palavras também têm que ser disfarçados. A simples ideia destas palavras mata o pobre americano logo que ele pensa nelas. São uma espécie de feitiços do Harry Potter, mas em versão The Killer Joke dos Monty Python. 

A segunda consiste em continuar a permitir a venda livre de armas a todos os lunáticos, os quais acabam, de facto, por as usar. 

[na imagem: reportagem sobre uma mulher americana despedida por ter mostrado o dedo do meio à comitiva de Trump]

Um par de tomates contra a opressão

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Foi no final do mês de Março, há 15 anos atrás, que uma aliança liderada pelos Estados Unidos invadiu o Iraque, um estado soberano. Os dois grandes argumentos usados para justificar a ofensiva perante a opinião pública foram a existência de armas de destruição maciça e a colaboração do regime iraquiano com a Al-Qaeda. Bush, Blair, Aznar e o seu mordomo asseguravam-nos que as provas eram irrefutáveis. Mas tudo não passou de um grande barrete.

O que se passou com o Iraque não foi caso isolado. Aconteceu com inúmeros países, sob a forma de invasões alicerçadas em pretextos falsos, golpes de estado patrocinados ou false flag attacks. Morreram centenas de milhares de vítimas inocentes, destruíram-se cidades e sociedades, abriu-se o caminho à ascensão novos déspotas e os suspeitos do costume lucraram a reconstruir, a garantir a “segurança” e a explorar recursos naturais. [Read more…]

País desmembrado

(c) jmc

Era um Janeiro frio em Bath, Inglaterra, e procurei um pouco de calor escrevendo um postal aos amigos. Com tantas possibilidades de satisfação instantânea, incluindo a de estarmos em  contacto com quem nos é querido, um postal chegado à caixa de correio traz com ele uma pequena parte de nós que uma fotografia partilhada pelos skypes da modernidade não capturam: aquele breves momentos enquanto compomos uma prosa de ocasião, antecipando o sorriso no destino perante a inspirada lembrança.

Não sabia, porém que a surpresa seria recíproca.

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Gente perigosa

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O Expresso destaca na edição online um relatório de segurança que alerta para os grupos de extrema-direita e de extrema-esquerda em Portugal. Um tipo lê um título destes e fica a pensar que existem em Portugal organizações de extrema-esquerda que espancam emigrantes até à morte ou que bloqueiam ruas para levar a cabo batalhas campais urbanas.

Porém, ao ler a notícia, a desilusão abate-se sobre este tipo. Afinal, aquilo que é referido no tal relatório, segundo o Expresso, é que alguns militantes portugueses não-identificados de grupos de extrema-esquerda não-identificados participaram em protestos violentos contra o G-20, na Alemanha. Isso, e, valha-nos Deus, ocuparam uns edifícios devolutos no Porto e em Lisboa. Isto sim, é gente perigosa.

A violência de extrema-esquerda é, felizmente, um fenómeno que não tem expressão em Portugal. Não que a violência da extrema-direita seja um grande flagelo, até porque não tem a dimensão que tem noutros países europeus, mas existe. Vimo-la no Prior Velho há uns dias atrás. Conhecemos os nomes de várias organizações. Sabemos quem são os seus líderes. Não façam de nós parvos.

Quanto é que é mesmo a dívida da Madeira?

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Fotografia via Dinheiro Vivo

E o que é que isso interessa? Para quem em 10 anos “emprestou” 17 mil milhões de euros a bancos geridos por piratas e incompetentes, sabendo que nunca os irá receber de volta, manter o buraco madeirense não dói nada. E Alberto João Jardim sempre fez umas autoestradas e umas praças catitas, já os piratas e os incompetentes comeram tudo e não deixaram nada. Merece ou não merece a mais alta condecoração madeirense?

Ao cuidado do próximo governo privatizador de direita

A Companhia das Lezírias é pública, dá lucro e fabrica produtos para os quais existe boa procura. Com certeza que haverá um oligarca chinês interessado.

Diplomacia, demagogia e hipocrisia: o caso Skripal e o oportunismo político

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Indústria petrolífera à prova de sanções diplomáticas. Fotografia via CBS

Percebe-se o desespero de Fernando Negrão e a necessidade de se pôr em bicos de pés para tentar marcar a agenda mediática com declarações como as que proferiu ontem, que de resto mais não foram do que uma espécie de retweet parlamentar das declarações proferidas no dia anterior por Paulo Rangel na SIC Notícias. Ou não estivéssemos perante um líder parlamentar desorientado, cuja primeira linha de oposição que enfrenta está no interior do próprio grupo parlamentar que tenta, sem grande sucesso, dirigir. Um líder parlamentar fragilizado, em sintonia com uma direcção partidária enredada em casos que se sucedem, sob fogo cerrado da imprensa afecta ao passismo. É natural que recorra ao facilitismo deste tipo de subterfúgio. [Read more…]

Posição soberana

Serão vários os motivos pelos quais o governo português decidiu, e muito bem, não acompanhar a expulsão colectiva de diplomatas russos, levada a cabo por vários países, num movimento concertado sob a liderança do Reino Unido, país que se encontra de saída da União Europeia.

A decisão anunciada por Augusto Santos Silva – o melhor e mais sólido ministro deste governo – foi certamente tomada com o conhecimento e o acordo do Presidente da República, e espelha os princípios de uma política diplomática responsável e equilibrada, que foi sempre apanágio das relações externas portuguesas e que faz de Portugal uma das maiores potências diplomáticas do mundo.

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Estes também podem entrar nos restaurantes

Mas só pela cozinha.

O Brasil real é brutal

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[Gil Sotero]

O mito do Brasil cordial, sem violência foi criado e perpetuado ainda no século 19 e os quadros pintados, bem longe daqui, foram financiado por uma elite que queria passar uma imagem nova da identidade brasileira. Como este quadro do Victor Meirelles de 1860 que “retrata” a primeira missa no país como um momento mágico com indígenas dóceis sendo meros espectadores da luz do homem branco colonizador. O próprio pintor era um dos artistas preferidos de D. Pedro II.
Nesta edição do Café Filosófico o historiador Jorge Coli disserta sobre esses mitos criados no Brasil, até hoje, mesmo no cinema brasileiro, contribuem para uma percepção muito limitada do que é o Brasil de verdade: um país violento, dominado por boçais racistas, sinhás, fanáticos e lacaios que mantém as estruturas que lhes convém.
O BRASIL REAL É BRUTAL.

 

“Cenário de guerra” no hospital de Gaia

A 20 de Outubro de 2016, o Jornal de Notícias garantia que as obras do Hospital de Gaia iriam finalmente avançar. Na mesma notícia ficava a saber-se, pela voz do presidente da Câmara, que essas obras não apenas iriam avançar, como já estariam em curso “em meados do próximo ano”, ou seja, Junho do ano passado. Vítor Rodrigues garantia um co-financiamento municipal de 3 milhões de euros para uma obra que, três anos antes, tinha prometido, no seu programa eleitoral, como a reivindicação de “um novo Hospital público para Gaia”.

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Os bancos são uma parceria público-privada

Segundo parece, existe um arco da governação. Por vezes, chamam-lhe bloco central, que é uma maneira de dizer que a direita parece descaída, mesmo que nunca saia do sítio em que sempre esteve, um sítio em que se defendem privilégios e se atacam direitos. Com a interrupção dos primeiros tempos da revolução, aproveitando maiorias absolutas para dominar a democracia, a direita esteve muito pouco tempo fora do poder, mesmo que continue a fingir um complexo de calimero, queixando-se, por exemplo, de uma inexistente hegemonia da esquerda numa imprensa cujos donos têm nomes como Balsemão ou Luís Delgado.

O chamado arco da governação, desde que Mário Soares meteu o socialismo na gaveta, tem-se dedicado, graças a uma alternância que só o é na distribuição de tachos, a meter a mão nos cofres públicos para ajudar os amigos e/ou os patrões, numa parceria público-privada que, mesmo sem o ser na letra, sempre o foi no espírito. Basta ver que o discurso dos governos sempre pôs à frente de tudo as empresas, os empresários, o empreendedorismo, deixando os cidadãos ou a administração pública para os discursos dos feriados e nunca para o exercício governativo. [Read more…]

Putin, Skripal e os bravos do pelotão ocidental

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O incorruptível e imaculado mundo ocidental protagonizou ontem uma grande demonstração de bravura, decidindo retaliar contra a alegada-mas-quase-certa execução do ex-espião russo Sergei Skripal, a mando do Kremlin, em território britânico e com recurso a uma sofisticada arma química.

E o que fizeram os corajosos Estados que se alinharam com a posição britânica? Terão eles cortado relações comerciais com a ditadura putinista? Terão dado instruções para que as suas multinacionais cessassem actividades em solo russo, fazendo com que as principais marcas de luxo americanas e europeias perdessem um dos seus principais mercados? Terão eles cancelado toda a qualquer parceria entre as petrolíferas ocidentais e as estatais russas, sempre imunes a sanções ou outros diferendos políticos e geoestratégicos? [Read more…]

A serpente que estrebucha

Nunca gostei de Rui Rio e daquele arzinho bafiento que dele emana, pelo que estou à vontade para, aparentemente, o defender neste momento que o PSD está a viver.

Afastado há algum tempo da politiquice que habitualmente marca o dia-a-dia político-nacional, chegam-me ecos da lama onde se movem os laranjinhas. Por exemplo, ao ouvir na Antena 1 o programa Antena Aberta do passado dia 14, a certa altura pensei estar a escutar algum quadro do PSD, tal era o discurso praticado, populista e claramente tendencial a desfavor de Rio.  Afinal, era Miguel Pinheiro, Director do Observador, quem estava a falar. Acabou por me fazer sentido. Sempre soube que o Observador é um órgão de propaganda do PSD, mas agora percebo que não o é para todo o partido, mas sim para uma facção deste, aquela que chegou ao poder graças a Passos Coelho, a qual não têm relevância política para além da resultante dessas nomeações e que, com Rio, se arrisca, com elevada probabilidade, a ficar fora das próximas listas de deputados. [Read more…]

Marés Vivas: nova derrota judicial de Eduardo Vítor Rodrigues

Foto: Público

O Ministério Público acaba de arquivar as queixas-crime apresentadas por Eduardo Vítor Rodrigues, o cacique de Gaia, contra os ambientalistas que se opuseram à realização do Festival Marés Vivas junto à Reserva Natural do Estuário do Douro.

Prosseguindo a saga judicial que o traz entretido praticamente desde que tomou posse – sendo fácil perceber o motivo pelo qual Gaia é hoje uma cidade parada no tempo -, o presidente da Câmara, agora promovido também a presidente da Área Metropolitana do Porto, apresentou contra dois activistas queixas-crime por difamação e calúnias, na sequência da sua oposição à realização do Festival Marés Vivas junto à Reserva do Estuário do Douro, em Vila Nova de Gaia.

Um dos cidadãos acusados por Vítor Rodrigues – e agora ilibado pelo Ministério Público – proferiu, na altura, as seguintes afirmações, constantes do Despacho de arquivamento da Procuradoria da República da Comarca do Porto, ao qual foi possível ter acesso:

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Juntar o insulto à injúria

[Santana Castilho*]

António Costa virou a página da perda de rendimentos de um universo significativo de portugueses. Com isso e uma conjuntura europeia mais favorável, gerou um clima de optimismo, de que vai vivendo. O que fez contrasta, inequivocamente, com o ambiente de esmagamento do Estado social e empobrecimento da generalidade dos trabalhadores e reformados, promovido por Passos Coelho. Mas não acabou com a austeridade. Fino, apenas a redistribuiu de modo menos bruto e evidente. Que o digam os diferentes serviços públicos, com o SNS à cabeça, garroteados pelas cativações de Centeno.

Pese embora o crescimento verificado, a verdade é que a acção do Estado, como dinamizador económico, está fortemente condicionada pelo custo da enorme dívida pública. Assim, não se vê uma significativa correcção dos desequilíbrios persistentes na economia portuguesa. A industrialização é pouco expressiva, particularmente quando comparada com a terciarização, onde o turismo marca destaque. A precariedade laboral e os salários baixos persistem e é o poder financeiro que continua a captar o maior quinhão da riqueza produzida. A reestruturação da dívida da banca, politicamente acarinhada e protegida por Costa e Centeno, custou e continua a custar milhares de milhões retirados à coesão de todo um território, ciclicamente fragilizado e desprezado.

É neste contexto que devemos analisar o contencioso entre os professores e o Governo.

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Páscoa subtil

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O Lidl Portugal deseja-lhe, subtilmente, uma Páscoa muito feliz.
O resto, tudo o resto é publicidade grátis.

Mais um self made coiso Dos Santos em apuros

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Fotomontagem via Minilua

Desta vez é José Filomeno, filho do eterno ditador angolano, constituído arguido e investigado na sequência de uma transferência suspeita de 500 milhões de dólares para um banco britânico.

Estes gajos não fazem por menos. E enquanto os pequenos déspotas torram os cofres públicos como bem lhes apetece, mais de 70% dos angolanos vive em situação de pobreza. E depois são todos self made coisos.

Centro Histórico de Gaia

Existirão Centros Históricos sem História?

Aconteceu em Loures

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via Expresso

Deparo-me com alguma frequência com artigos de opinião, publicados em jornais ditos de referência deste país, que me alertam para o perigo da extrema-esquerda portuguesa, essa herdeira do mais violento estalinismo, que planeia secretamente uma golpada com vista à instauração de um regime totalitário.

Esta corrente de opinião, que se alimenta do clima de medo para o qual contribui activamente, vive da exploração incansável das emoções e dos sentimentos mais básicos e primários do ser humano. Não obstante, em certos e determinados projectos políticos disfarçados de comunicação social, assistimos à desvalorização da violência da extrema-direita nacional, que já chegou inclusivamente a ser romantizada por um desses projectos encapotados. [Read more…]

Propaganda, disse a direita do costume

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via Uma Página Numa Rede Social

A direita radicalizada indignou-se ontem com a presença de vários membros do executivo socialista numa série de acções de sensibilização para a protecção da floresta. E sim, é claro que há ali a dose do costume de propaganda, que as Legislativas estarão aí num abrir e fechar de olhos, apesar da ausência de oposição à direita que possa preocupar António Costa, por muitos saltinhos que Assunção Cristas tente dar.

Desconhece-se por onde andaria essa mesma direita, como de resto vem acontecendo em muitos outros casos que em pouco ou nada se distinguem deste, quando Cristas, Portas e João Almeida, entre outros, se dedicavam a acções similares. E nem quero imaginar o que por aí se diria se tivesse sido um partido de esquerda a convidar Nádia Piazza para colaborar na elaboração do programa eleitoral para 2019.

O milagre da multiplicação dos ministros

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Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

O governo minoritário de António Costa tem 17 ministros, número ao qual acresce o próprio Costa, como 18º e primeiro-ministro. Já a SIC Notícias detectou 20 ministros a acompanhar as operações de limpeza de matas e florestas que ontem se realizaram. É o milagre da multiplicação dos ministros, que convém não se repetir muitas vezes, que não há erário público que aguente tanta ajuda de custo.

A esperança saiu à rua nos EUA

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Shawn Thew/EPA@Expresso

Sem medo, contra a poderosa NRA e contra o fanatismo bélico da América violenta, a esperança saiu à rua em várias cidades norte-americanas. As imagens (a galeria disponível no Expresso é extensa) falam por si.

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Cimeira da Descentralização, um hino à Igualdade de Género

54 “descentralizadores”, entre os quais 6 mulheres. O retrato da demagogia.

Retrato “oficial” da Cimeira da Descentralização

Ex-secretário de Estado do PSD acusado de corrupção no caso dos colégios GPS

Cinco anos depois, chegamos à acusação. Começou com esta reportagem da TVI.

Montepio

Conta a lenda, que o Pelicano arranca a própria carne para a dar a comer aos seus filhos. A carne sempre foi fraca e hoje há um problema insolúvel de natalidade. Há que arrancar o próprio Espírito para alimentar os que têm fome de Espírito.

Para que cresçam e se multipliquem.

Analytica

 

Fonte: internet

 

O Estado – o Soberano – sabe mais sobre cada um dos seus súbditos do que cada um desses súbditos sobre si próprio. É esse, aliás, um dos fundamentos do poder do Soberano.

Estando o Estado – o Soberano – capturado e detido por Ordens multinacionais cuja característica principal é o ilimitado poder económico e financeiro, são essas Ordens que, de facto, constituem o verdadeiro Soberano e é a ele que os cidadãos estão subjugados, por interposto ritual cívico-político, mero ecrã institucional que não é mais que uma terceira ordem de poder, destinada a revelar (cobrir de novo) a sua real origem.

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