A banca portuguesa é o cancro da nação

Até os terroristas da Moody’s concordam que o maior risco para Portugal continua a ser a banca. Esqueçam o que dizem os pulhinhas jornaleiros, que servem os pulhas que mandam nisto tudo: não trabalhamos pouco, não vivemos acima das nossas possibilidades nem somos despesistas, excepto nos casos em que o caro leitor acumula funções com a de pulha autárquico que usa dinheiro dos contribuintes para propaganda pré-eleitoral e derivados corruptos.

A culpa não é do Estado Social, nem do acesso aos depauperados serviços públicos ou tampouco de haver Estado a mais, como esganiçam os liberais de pacotilha, que estrebucham por mais liberdade para pilhar a economia, mas que não abdicam do Estado para financiar os colégios elitistas que os seus filhos frequentam, e que alguns deputados sem vergonha na cara usam para comprar viaturas de alta cilindrada.

O cancro desta nação chama-se banca e serve, não raras vezes, de plataforma giratória para que corruptos e traficantes de influências, que se retiram da política, após uma série de fretes em benefício do futuro empregador, lá possam ir buscar uma segunda reforma, dourada, paga com mesmo dinheiro que todos os dias nos é subtraído para resgatar bancos das aventuras terroristas dos seus donos. Resta saber até quando estaremos dispostos a financiar a festarola.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    O cancro da nação é a sociedade política que legisla para proteger bandidos e um presidente da república que não é responsável por uma instituição chamada justiça. Estes são os cancros da nação. A banca é apenas a parte visível do iceberg

  2. Paulo Marques says:

    O problema não é a banca, a banca é um conjunto de empresas que, como tudo o resto, tem o poder que lhe querem dar – normalmente através de subornos directos e indirectos, mas também, e acima de tudo, muita ignorância económica de quem nunca se questionou como é que a “ciência” económica não acerta uma. Tudo apoiado por um manto de fundos perdidos vindos da eurolândia, porque os sacrifícios não são para todos.
    Quem ficar cá depois do colapso que apanhe os cacos.

    On completely unrelated news on economic nonsense… http://bilbo.economicoutlook.net/blog/?p=39278 . Como quem quer pode ver, a banca não é O problema.

  3. Rui Naldinho says:

    Esta é aquela parte onde o PSD / CDS estão enterrados até à medula óssea. Mas como ninguém quer falar disso, tem de ser a Moody’s a lembrar-lhes que os nossos banqueiros são trafulhas.


  4. eu também juntava a justiça e jurisprudência, grande criação da academia de Coimbra e que contribui para o nosso “grande” nível de desen.. atraso. há uns anos fiquei chocado ao ler as recomendações de investimento do departamento de comércio americano: boa gente, boa formação, bom clima, péssima e lenta justiça, muitas vezes vindo de fora dói mais. E atenção, o problema não é processo do Sócrates, é a lentidão nos processos com empresas, salvo erro há poucos anos demorava em média mais de dois a executar dívidas e pagamentos não feitos, assim não há empresas que sobrevivam e queriam investir cá, ser caloteiro compensa em Portugal.

  5. Bento Caeiro says:

    Banca, bancos – como quem diz – sistema financeiro e negócios que o mesmo proporciona. Os mercados, pá!
    São como todos nós sabemos os que lidam com os rendimentos do trabalho e das empresas, os dinheiros. Aquilo que mais atrai e é factor de corrupção, também porque o sistema financeiro – banca, mercados – convenceu o sistema político que a sua boa saúde depende dele. Mas a chantagem funciona – porque convém a muitos que assim seja – e os governos e estados actuam nessa base, daí o socorro imediato quando surgem os alertas. Apesar dos problemas serem causados pelo próprio sistema financeiro.
    Nesta situação – de quanto pior melhor – as próprias instituições aproveitam para reforçar os seus poderes, sempre à custa dos outros, como é o caso do sistema judicial face ao executivo e ao legislativo.
    As leis que saem; rapidamente, pelas jurisprudências, interpretações e convicções dos magistrados, transformam-se em algo que pouco ou nada têm com a sua finalidade original; com um sistema legislativo que depois de conceber a lei se demite do processo; e de um executivo que, por tudo e por nada, coloca nas mãos da justiça aquilo que a ele compete – veja-se a novela do processo do ex vice-presidente de Angola.
    Para além da questão financeira, que à banca diz respeito, e da gente que vive, prospera e leva à ruína os bancos; não resolvido o problema da judicialização da vida política nacional – pela maior intervenção do legislativo e do executivo, no que às suas funções dizem respeito – muito pouco será possível fazer.
    A não ser continuar-mos a pagar as ineficiências dos bancos, a suportar as corrupções, vistos Gold, pagamentos indevidos à EDP, destruição de empresas, como a PT, PPP; tudo isto sem que os responsáveis pelas situações sejam responsabilizados e os dinheiros sejam repostos – tal como se pode ver.

  6. Jose Faustino says:

    Os jornalixos avençados dizem o contrário.


  7. ….o cancro tuga já tem muitas metástases, algumas chamam-se JEFTA e CETA cozinhados á revelia dos cidadãos em Bruxelas e em Lisboa e outros virão que não tarda começam a dar sintomas e a asfixiar-nos ainda mais !!!

    …” até quando é que estamos dispostos a financiar a festarola”, João Mendes ? dêem ao povo os paliativos de todos os ffffs tugas, agora até festivaleiros, que ele lá vai cantando e rindo, que em manifestações e á porrada é só entre as claques de futebol !

    • Paulo Marques says:

      O cancro não é português, é europeu.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Já agora, é americano com a diferença que eles se protegeram muito melhor que nós e lá foram regulando.
        Por isso Madoff foi preso.
        Nós (Europa) copiámos, não regulámos e por isso Oliveira e Costa e quejandos estão em liberdade, protegidos pelos deputados que trabalham em escritórios de advogados e que fazem as leis que lhes convêm, enquanto o regulador da justiça , o sr. presidente, anda a tirar selfies e a elevar os nossos “embaixadores”

        • Paulo Marques says:

          É mundial, mas isso não é relevante. Grande parte da Ásia violou as regras de comércio e cresceram com isso, nomeadamente a China e o Japão. Já Timor-Leste segue tudo à risca e quando acabar o petróleo não saiu do sítio.
          Não, quisesse a Europa ser socio-economicamente responsável e poderia sê-lo, incluindo fechar a porta a paraísos fiscais e até à fuga de capital – os capitalistas americanos que fossem especular com a mãe deles.

      • João Mendes says:

        Mundial.

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