Face it: a direita é dona e senhora da imprensa portuguesa

Telejornais de Domingo: na SIC, o comentário político de Marques Mendes. Na TVI/TVI24, o comentário político de Paulo Portas. Hoje, aposto o meu dedo mindinho, inúmeras “notícias” baseadas nas verdades absolutas proferidas por Marques Mendes e Portas surgirão nos jornais portugueses, porque as opiniões destes impolutos barões, todos sabemos, não são opiniões: são factos. E tudo isto acontece em Portugal, esse país onde a direita de Marques e Portas passa os dias a vociferar contra uma imprensa alegadamente dominada pela esquerda. Agora imaginem o que seria se fosse controlada pela direita.

Comments

  1. Carlos Almeida says:

    Boas

    Então o canal de TV SIC, não é o “Laranja Canal”

  2. Rui Naldinho says:

    É por essas e por outras tantas como essas, que o “FaceBocas” está para durar.
    E desenganem-se aqueles que pensam na morte das redes sociais a curto prazo. Elas morrerão, pelo menos na forma atual, mas levarão ainda muitos anos de vida.

  3. Ana Moreno says:

    É isso e a absurda dominância do futebol nos noticiários. Primeira notícia no noticiário das 7h da TSF.

  4. Fernando Antunes says:

    Mais do que serem de Direita ou de Esquerda, o mais grave é que os dois, num país normal, em vez de lutar por despertar o interesse das audiências do “prime-time”, deveriam mas é ser alvo do interesse da Justiça.
    Quando vemos o seu background, é inaceitável estarem ambos a desempenhar alegremente o papel de opinion-makers de Domingo. Um pelo seu papel, enquanto Ministro da Defesa, na compra de equipamento militar super-inflacionado, num caso de burla que teve consequências na Alemanha, mas não na nossa república das bananas. O outro, pelo seu papel de consultor de uma das Sociedades envolvidas no Panama Papers, também poderia ser alvo de uma investigaçãozinha – mas, pelo contrário, toda a suspeita é censurada e o sujeito é elevado a sumidade do comentário político nacional (comentário que é, ele mesmo, elevado a facto noticioso), mesmo falhando 90% das previsões ou “profecias”, algumas até de forma risível, se recordadas em retrospectiva.

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