Chapeau, Ana Gomes!

Já uma vez lhe prestei uma humilde homenagem: Ana Gomes, a corajosa e consequente.

E continua a merecê-la.

Aqui https://observador.pt/2018/05/26/ana-gomes-erramos-deixando-que-o-pantano-atolasse-o-pais/

aqui https://www.publico.pt/2018/05/11/sociedade/noticia/transferencia-para-angola-e-tremenda-demissao-da-justica-portuguesa-1829651

ou aqui https://www.youtube.com/watch?v=QafVCcHF0gg&feature=youtu.be

Ana Gomes é uma voz que dignifica a classe política, enfrentando os dissimulados, seja do seu partido, seja da união europeia.

Sobre a 5a Diretiva Anti Branqueamento de Capitais aprovada no mês passado pelo Parlamento Europeu, Ana Gomes afirma que, embora sendo um passo na direcção certa: Ficamos aquém de um resultado que poderia ter um impacto global no que respeita à transparência financeira, por responsabilidade do Conselho onde se sentam os nossos governos”.

(…) ainda há muito por fazer, – alguns dos “paraísos fiscais” e esquemas desregulados que facilitam o branqueamento de capitais por organizações criminosas, corruptos e corruptores do mundo inteiro estão instalados – e bem instalados na UE, valendo-se do vazio de décadas de desregulação financeira neoliberal. Há muito a fazer, em especial, contra a captura de alguns Estados Membros por interesses sinistros, como os das máfias que controlam o “e-gambling” e investem em criptomoedas”.

Ana Gomes é genuinamente íntegra e destemida e, como tal, só pode ser desconfortável para o PS e para o PE. Chapeau, Ana Gomes!

Comments


  1. Há pessoas que estão nos partidos errados.
    Ana Gomes e, por exemplo, Isabel Moreira e João Galamba são casos por demais evidentes.


  2. O Aventar agora enfia Barretes aos seus leitores, é isso?

    Y que Barrete!

    Só num país desmazelado y desinformado até à agonia, se tira o chapéu a uma Criminosa com sangue nas mãos. Infame passar a borracha sobre o papel que essa tipa teve na destruição da Líbia y de vidas de milhares de Líbios, tudo em nome da sua promoção, protecção y colaboração com os terrorista da Al Qaeda, só por exemplo.

    A promoção dos rebeldes Líbios foi dos eventos mais sórdidos y nojentos a que se assistiu em Portugal, protagonizados por essa fulana que passa o tempo a apontar o dedo do nepotismo a todo o mundo, mas dessa, ela própria não se livra

    Vergonha Aventar. Muita Vergonha em estender a passadeira vermelha a uma aberração humana que devia estar a responder em Haia pela sua cumplicidade com terroristas na destruição da Líbia.

    Deixem-se de barretes a limpar criminosos de crimes de Sangue.

    • Ana Moreno says:

      Valham-lhe os ys minha senhora, é fake newista pura ou baseia-se em quê???
      Passar “o tempo a apontar o dedo do nepotismo a todo o mundo” é precisamente um grande mérito de Ana Gomes. Pelos vistos, a si faz-lhe mossa, porque será?

      • Rui Naldinho says:

        Este tipo de escribas são os mesmos que criticam a postura de Ana Gomes, Isabel Moreira, Francisco Louçã, Pacheco Pereira, entre muitos outros cidadãos nacionais, relativamente à promiscuidade de interesses entre o Poder despótico de Angola, seja pela mão de José Eduardo dos Santos ou mesmo de João Lourenço e os negócios da Tugalândia. Para eles vale tudo, desde que os seus interesses económicos estejam salvaguardados. Como muito bem dizia Ana Gomes, até se fabricam processos judiciais adequados às circunstâncias, para que não se ponham em causa as relações económicas.
        Por outro lado, falar no povo líbio pela mão de Kadhafi, um dos maiores terroristas da História recente da humanidade, um tirano comparável a Pol Pot ou Kim Jong Un, só me pode provocar náuseas.
        É óbvio que este tipo de discurso se enquadra naquela velha retórica que já vem do tempo da descolonização portuguesa em África, “o problema foi a descolonização ter sido precipitada, e não os 500 anos de colonialismo português em África”. Como se um erro maior, o colonialismo, pudesse ser apagado por erros, que os houve, num processo de descolonização feito sob pressão internacional.
        Acresce que só uma pessoa muito distraída pode acreditar que Ana Gomes decidiu ou ajudou a decidir por ela própria, os bombardeamentos à Líbia. Mesmo Durão Barroso, muito mais responsável pela catástrofe no Iraque e países periféricos, do que Ana Gomes na Líbia, fez papel de mordomo, numa cimeira em que os Americanos mandavam e os outros se limitavam a anuir, gostassem ou não da ementa.
        Haja paciência para tanta hipocrisia!

        • Ana Moreno says:

          Uhm… Rui… esta crispação toda não me parece derivada de uma distracção, isto traz água no bico…

          • Rui Naldinho says:

            Como é perceptível. Há sempre um “negócio rentável” que fica estragado com as mudanças políticas entretanto ocorridas.


      • Dona Ana Moreno, uma nota prévia: o primeiro post do Aventar, por acaso, até é meu. (Pergunte no forúm interno quem usa Y; em vez de um grosseiro “abaixe a bola”, isso é mais o seu estilo, vá lá y pergunte). Fake é a sua parca sabedoria até da vida interna do país.

        Quanto à fulana, a quem dona elogia, y que devia estar a responder em Haia por colaboração, promoção, cumplicidade com terroristas da Al Qaeda na destruição da Líbia (se o mundo fosse sério y com gente séria y com instituições sérias) investigue onde a cria dela está a trabalhar y espreite-lhe o curriculum ( duvido que o consiga ver, pois, a fulana tratou de o retirar da net onde ele aparecia).

        É triste que uma cria aceda a lugares de top quando nem para uma Universidade Pública conseguiu entrar, mas é o país que temos, y a sua elogiada aponta o dedo, mas ao mesmo mal não conseguiu fugir, na hora da verdade tratou de proteger a cria.

        Rui Naldinho: a informação cura o seu mal, até sabe ler.

        • Ana Moreno says:

          “o primeiro post do Aventar, por acaso, até é meu. ” Isto tem algum fundo de verdade, Aventadores?

          Primeiro é o Al Qaeda, agora é a cria.
          Vossemecê deve estar escaldadíssima, a julgar pela profusão de ys.

        • Rui Naldinho says:

          Glória Sacer, o facto de a senhora utilizar a filha de Ana Gomes e o seu curriculum académico, que desconheço por completo, como instrumento de arremesso para justificar qualquer atitude menos abonatória da ex diplomata e dirigente do PS, demonstra bem a sua fraqueza de argumentos.
          E mais não digo, ficando-me em definitivo por aqui.

  3. Paulo Marques says:

    Não “há muito a fazer”, há só uma coisinha: controlo de capitais. Basta querer e a torneira desaparece.

  4. Bento Caeiro says:

    A atitude de denúncia que a Ana Gomes tem tomado, nomeadamente em relação a casos como o de Angola-Portugal, no que respeita à apropriação e desvio de recursos por parte de alguns, é por demais conhecida e reconhecida.
    Agora, quanto à idéia de implementar o controlo de capitais, num quadro em que os pressupostos do sistema financeiro mundial se mantêm, é por demais evidente que – para além de umas medidas avulsas, que não vão mexer no essencial – nada será mudado, porque o próprio sistema encontrará sempre forma de as tornear e ultrapassar.
    Se até as economias e as políticas dos países estão tomadas por esses pressupostos – bem patentes em organizações como a UE -, como quererão que os mesmos países lutem contra eles?
    No actual quadro político, a luta – contra a corrupção e a apropriação da riqueza das nações por algumas entidades e organizações -, no essencial, está perdida.
    As atitudes, mesmo que atabalhoadas – caso da França e agora da Itália -, de alguns países para reverter a situação são, neste quadro, sempre tomadas como atitudes populistas e, logo, combatidas por todos aqueles que estão interessados em manter o sistema.

    • Paulo Marques says:

      Isso é porque se chama controlo de capitais ao que não faz nada. Não, controlo fiscal é proibir todas as transações para países que não rastreiam o dinheiro, sob penas monetárias pesadas e cadeia para quem viole a lei.

  5. Ana Moreno says:

    “Se até as economias e as políticas dos países estão tomadas por esses pressupostos – bem patentes em organizações como a UE -, como quererão que os mesmos países lutem contra eles?”

    Mas, Bento Caeiro – por enquanto – são os povos que elegem os políticos que mantêm o sistema…
    Any way, que haja alguém a denunciar o status quo é de grande coragem. Vê-se até aqui, no assanhado comentário de Glória e seus likes.

    • Bento Caeiro says:

      Obviamente Ana, que o que disse não exclui a atitude de denúncia. Mas uma coisa é a denúncia e a chamada de atenção e outra é a eficácia das mesmas – questão que muito afecta pessoas como Ana Gomes e muitos de nós..
      Escolhemos – ou pensamos que escolhemos – os políticos, mas estes fazem, ou passarão a fazer parte do status, sob pena de não continuarem. Veja-se agora o caso italiano: o indigitado, acusado, logo à partida, de populista, nem conseguiu formar governo; veja-se quem foi escolhido para o substituir – exactamente, um do mais do mesmo. Aquele nem começou e outros que começam – caso de Centeno – rapidamente mudam de direcção; quero crer que não por eles, mas porque entraram em combóio que os leva noutra direcção.
      Podem saltar! – Lá isso podem, mas para o suicídio também é preciso coragem. E, também, terão de ter cuidado, não vão alguns dar-lhe um empurrãozinho e então – mesmo sem o quererem – já é eutanásia.

      • Ana Moreno says:

        Bento Caeiro, concordo que as pressões são imensas, basta ver o que sucedeu ao Varoufakis; Porém, tb. o Varoufakis poderia ter recebido um apoio dos colegas do sul e nicles; era um contra 27. A Alemanha não precisou de se esforçar minimamente para poder alardear que todos queriam o mesmo.
        Refere-se à TINA? Creio que tb. à custa dela é que está a extrema direita a ganhar tanta força. Lamentavelmente, menos a esquerda. As eleições para o PE no próximo ano é que vão mostrar quem irá saltar. É grande a expectativa.

  6. Bento Caeiro says:

    A convicção de que não há alternativa às leis do mercado, ao capitalismo, ao neoliberalismo e à globalização (TINA), que, afinal, até seriam não só necessários mas benéficos, como sabe Ana, tomou conta dos sistemas e das políticas mundiais e das mentes das pessoas. Veja o caso da China, a qual já vinha há longo tempo a preparar o caminho – eu até acho que foram os primeiros a vê-lo: um país (um regime) dois sistemas).
    Como é óbvio, nesta situações, nascem e desenvolver-se-ão oposições que, como já se viu, não puxam para o mesmo lado – como é o caso do avanço de regimes intolerantes e, ainda, de outros que poderão ter algo a dizer – de tendência nacionalista – mas que, à partida – por não interessarem ao sistema instalado -, são classificados e tidos por populistas e, de imediato, combatidos pela generalidade dos partidos (direita, centro, esquerda) – talvez por se apresentarem como movimentos anti-sistema?
    Voltando aos chineses e à questão de um país dois sistemas; mas só para lembrar que o neoliberalismo nasce e cresce em torno de empresas encostadas ao estado: precisamente, como funciona hoje em dia a economia chinesa, em que as empresas estão sob a tutela do centralismo do estado – mesmo as que actuam a nível global.

  7. Ana Moreno says:

    Acredito que já faltou muito mais para o sistema levar um abanão, Bento Caeiro. Cada um de nós contribui – mais ou menos – para a sua manutenção. Entregarmo-nos aos seus braços de polvo, não (desculpe – se o incomodar – a militância que é apenas na cidadania :-))

  8. Antonio Medeiros says:

    Viva, Ana Moreno e Viva Ana Gomes!

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