Galiza é Portugal

Aproveitando a situação política no Reino de Espanha, a Galiza declara unilateralmente a sua independência e integração na República de Portugal. Isto a julgar pelo novo mapa no noroeste peninsular bordado numa camisola desportiva, hoje, numa loja da especialidade em Dosenbach, em Zurique. “Seguimos juntos!”
© Márcio Silva

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Para as economias emergentes o importante é mesmo vender, produzindo barato, sem grande critério e gosto. Mesmo que a bandeira portuguesa tenha pagodes em vez de castelos, ou a península ibérica seja toda ela Espanha. Não admira portanto, que Portugal também cresça até à Galiza, para estes estilistas de meia tigela.
    Mas já fico bastante preocupado, quando vejo chegar aos escritórios, novas máquinas fotocopiadoras multifunções, última geração, de uma prestigiada marca anglo americana, e na embalagem se pode ler:
    MADE IN VIETNAM

  2. Fernando Antunes says:

    Quando estou na Galiza, sinto que é a continuação natural do Minho, mas essa foto é de facto um achado 😀

    Os únicos mapas de Portugal extendido assim até ao topo Norte da Península que vi até hoje, vi-os precisamente na Galiza. Quem fez esses polos até pode nem ter nada a ver com isso, mas deve ter copiado um mapa que encontrou nalguma publicação galega. Uma das correntes do nacionalismo galego é precisamente a do reintegracionismo, ou movimento Portugaliza.


    • Quando estou na Galiza sinto uma vontade enorme de visitar a Andaluzia. O Minho? Bom, o Minho foi bem definido pelo Torga, e mais não digo.

      • Fernando Antunes says:

        Até pensei em Torga, ao escrever o que escrevi, portanto obrigado pela referência: ele escreve, em relação ao Minho na sua obra “Portugal”, que ela é a Portuguesa Galiza.

        Não o diz de modo necessariamente elogioso, se contextualizarmos no resto da descrição, mas não poderia haver uma mais clara expressão da tal contiguidade óbvia que falei entre as duas regiões, de modo que foi bem lembrado (não sei se com essa intenção) 😛


        • Mas eu não contestei a contiguidade ou continuidade, mas o FA disse tudo quando se referiu ao “necessariamente elogioso”. Acho somente uma patetice esta de querermos a Galiza quando Portugal é muito mais que o entre Douro e Minho, e foi precisamente contra esse aperto entre rios que Afonso fundou Portugal para além dele e contra o norte do Minho. Se vamos por aí fazemos o quê ao Algarve e ao Alentejo? Entregamo-los à Andaluzia? Damos a independência às Beiras, antigo reino lusitano? E Braga? E Santiago? Esquecem-se das suas rivalidades? É que não foi contra Castela que formámos Portugal. Foi contra Leão. E a Galiza temeu a união de Leão e Aragão com o 2º casamento de Urraca. É por isso que só uso tshirts de cor lisa, sem bordados. Por falar em bordados, onde é que vamos meter Peniche e Vila do Conde? Na Flandres ou em Veneza? Só coisas que me ralam.

          • Fernando Antunes says:

            Ninguém disse que queremos a Galiza. Alguns galegos é que se identificam com Portugal. Deve ser por causa da língua, sei lá.. 😀

            Você dispersou-se um pouco na resposta, na minha humilde opinião. Há muita coisa aí que eu poderia rebater, mas não há necessidade de fugir ao tema do post.


  3. Que raio! Mas se Portugal se formou contra a Galiza?!!!


    • …”se formou contra a Galiza”, Xico, com base na birras contra a mãe de um filhote ganancioso de metro e meio que veio pelejando por aí abaixo e acabou a ser o fundador e rei deste portucalo possível com ouro pago ao Império da Santa Sé e outras circunstancias de poder geopolítico , ….que eu por exemplo bem que quereria ser portu-galega !!


      • Com birra ou sem ela, foi assim (talvez fosse mais correto falar de birras entre Braga e Santiago). Se não tivesse sido assim, teríamos ficado portugaleses até ao Mondego. O resto pertenceria a Castela, uma vez que já o avô de Afonso Henriques tomara (e perdera) Lisboa e Santarém. Pois eu não quero ser nem português nem galego, mas europeu. Farto de ser nacional de entre rios, que qualquer dia teremos um com primeiro ministro.

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