Terrorismo fascista

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A Nova Zelândia, um país pacífico que ocupa o topo da cadeia alimentar das nações mais desenvolvidas e com maior qualidade de vida do planeta, foi na Sexta-feira palco de um atentado terrorista, o mais grave da sua história (se é que houve outro), que resultou em dezenas mortos e feridos.

O autor do atentado é um terrorista de extrema-direita, que afirma inspirar-se em personagens sinistras como Anders Breivik, e que elogia Marine Le Pen e Donald Trump como “símbolo de identidade branca renovada”. A agenda da violência, da intolerância, do racismo e da islamofobia começa a colher os seus frutos.

Importa ter presente que este é exactamente o tipo de pessoas a quem os trumps e os bolsonaros desta vida querem dar mais armas, ou não fossem eles o grosso da sua base eleitoral. Os tais que defendem a perseguição de migrantes e refugiados e que acham que o lugar das mulheres é na cozinha, que as alterações climáticas não existem e que os homossexuais são doentes que podem e devem ser espancados. E que temos liberdade a mais. A única liberdade que toleram é a liberdade de praticar a selvajaria neoliberal.

O algodão não engana: a maior ameaça contemporânea à sobrevivência das democracias liberais é esta nova extrema-direita. Porque, ao contrário do fundamentalismo islâmico, que tem cada vez menos recursos, os novos fascistas estão instalados na Casa Branca e a ocupar cada vez mais lugares de poder na Europa e não só. Fascistas com recursos, influência e financiadores poderosos. E é urgente ganhar consciência do que se está a passar, porque, em breve, podemos ter que levar com um destes monstros por cá. E ainda nos arriscamos a ver os gajos ilibados, por um desses juízes que prefere a Bíblia à Constituição.

Comments

  1. Antônio Araújo says:

    👏👏👏

  2. JgMenos says:

    A cretinice esquerdalha gera e gerará a cretinice que se lhe oporá.

    Esta ladainha de generalizações e associações arbitrárias sortidas traduzem o essencial do ministério da cretinagem: onde houver um problema logo se lhe atira com um dogma extraído do corretês.

    • abaixoapadralhada says:

      oH Cruz

      Mais uma cassete em que não dizes nada

    • Paulo Marques says:

      O Kiwi era um cretino, nisso concordamos.

      • João Mendes says:

        Essa é a única parte em que o menos não concorda contigo, porque o terrorista é da exacta mesma laia que o menos.

    • ZE LOPES says:

      “A cretinice esquerdalha gera e gerará a cretinice que se lhe oporá”.

      Que máxima colossal. Ou não fosse V. exa. especialista, consagrado autor da obra seminal “Cretinice – Introdução e Toeria Geral” onde V. Exa. expõe um saber que não engana: é de experiência feito!

    • ZE LOPES says:

      Mais uma profecia deste Grande Mestre Astrologo. Desta vez verdadeiramente apocalíptica: o Armagedom está para breve e vai ser uma guerra entre cretinos. JgMenos já está a preparar-se para o que der e vier. A vitória é certa!

  3. Ricardo Almeida says:

    Qual é a diferença entre o pamonha que decidiu abrir fogo em duas mesquitas e o pamonha que se deixou convencer ao ponto de vestir um colete de explosivos e detonar-se numa carruagem de metro? Um morre e o outro vai passar o resto da sua vida a ser sodomizado numa prisão, mas de resto, absolutamente nenhuma.
    Com as suas ilusões de superioridade, Trumps e Bolsonaros não são mais que versões ocidentais dos Ayatollah e demais quejandos. São cobardes ao mais alto nível, convencidos que a sua cultura nojenta e retrógrada é superior à cultura nojenta e retrógrada dos outros. Tal é a aflição destes em combater uma fictícia invasão muçulmana que no processo se transformaram exactamente naquilo que tenta combater. Seria irónico se no meio desta trapalhada não estivesse milhões de inocentes que não têm culpa nenhuma das obcessões religiosas que guiam qualquer um dos lados.
    Qualquer semelhança com as cruzadas e invasões mouriscas, o pináculo da “evolução” medieval, é pura coincidência.

    • JgMenos says:

      Só o facto de o pamonha 2º se suicidar a contar ir para o paraíso, dá para o identificar como um cretino sem remédio possivel, arauto de uma perigosa cretinagem..

      • João Mendes says:

        Lá está, a defesa do fascista. Classic menos!

      • ZE LOPES says:

        Obrigado pelo aviso! O melhor é enviar o comentário lá para o Paraíso. Mas mande ao cuidado do Pai, que daí para baixo aquilo é tudo uma seita de esquerdalhos canonizados que fazem tudo para o manter na ignorância.

      • Ricardo Almeida says:

        Para os fachos afinal à diferenças… Até porque a sua suposta “superioridade” não têm qualquer inspiração num certo livro. É impressão minha ou Trump e Bolsonaro têm ambos uma turba de evangélicos a suspirar aos seus ouvidos? Não? Deve ser porque não rezo com fervor suficiente…

  4. estevesayres says:

    Os Jairs Bolsonaros em Portugal que se cuidem, porque os que votaram nele perderam a confiança, tb era de esperar..
    O ex-capitão fascista perde para todos os seus antecessores…

    “(…)Levantamento realizado pelo IBOPE Inteligência entre os dias 16 e 19 de março aponta que três em cada dez brasileiros (34%) avaliam de forma positiva (ótima ou boa) o governo de Jair Bolsonaro. A mesma parcela considera a gestão como regular e praticamente um quarto (24%) como ruim ou péssima. Aqueles que não sabem ou não respondem à pergunta somam 8%.

    Nota-se uma retração de 15 pontos percentuais (p.p.) na avaliação positiva entre as pesquisas realizadas de janeiro a março. No primeiro levantamento, aqueles que avaliavam a gestão como ótima ou boa eram 49%, em fevereiro caíram para 39% e recuam para 34% em março. Já a avaliação ruim ou péssima registra um aumento de 13 p.p. no mesmo período: os que avaliavam negativamente a administração de Bolsonaro totalizavam 11% em janeiro, passando para 19% em fevereiro e atualmente somam 24%.

    O estudo também investiga a aprovação da forma com que Jair Bolsonaro está governando o país. São 51% os que aprovam, ao passo que 38% desaprovam e 10% não sabem ou preferem não opinar. Entre janeiro e março observa-se que a aprovação registra uma queda de 16 p.p.: 67% aprovavam em janeiro, caem para 57% em fevereiro e recuam agora para 51%. Por outro lado, a desaprovação apresenta crescimento de 17 p.p., passando de 21% para 31% e 38%, respectivamente.

    No que diz respeito a confiança no presidente Jair Bolsonaro, quase metade (49%) da população declara confiar no presidente, contra 44% que não confiam e 6% que não sabem ou preferem não responder. Comparando com os estudos anteriores, em janeiro a maioria (62%) afirmava confiar no presidente ante 30% que não confiavam. Em fevereiro, os percentuais eram 55% e 38%, respectivamente. Desse modo, a queda da confiança entre janeiro e março é de 13 p.p. e o crescimento dos que não confiam é de 14 p.p.
    (…)

    DESTAQUES POR SEGMENTOS

    “apresenta avaliação positiva mais expressiva entre aqueles com renda mais alta.
    – Bolsonaro tem avaliação mais positiva (49%) entre aqueles com renda superior a 5 salários mínimos (S.M.), estrato no qual apresenta a segunda menor queda no acumulado dos três meses, uma vez que tinha 57% em janeiro (a menor delas é verificada entre os mais jovens, pois era avaliado positivamente por 44% em janeiro e é agora por 37%, ou seja, diminuição de 7 p.p.).

    A avaliação positiva também é mais alta entre os que se autodeclaram como brancos (42%) – mesmo percentual que tem entre os que vivem nas regiões Norte/Centro-Oeste – único segmento em que Bolsonaro se recupera em relação a fevereiro. Além disso, obtém 41% entre aqueles que moram no Sul e também entre os evangélicos e 40% entre os mais instruídos.
    É entre os moradores do Nordeste que a avaliação ótima ou boa apresenta maior retração: queda de 19 p.p. considerando o acumulado dos três meses, caindo de 42% para 31% entre janeiro e fevereiro e atingindo 23% em março. Em seguida, destacam-se aqueles que possuem renda familiar entre 2 e 5 S.M., estrato que apresenta recuo de 18 p.p. no mesmo período, variando de 53% em janeiro para 46% em fevereiro e para 35% em março.
    Considerando o mesmo período, observa-se uma perda menor entre as mulheres em comparação aos homens, visto que decresce 11p.p. entre elas de janeiro a março e 17 p.p. entre eles.

    Avaliação negativa é mais acentuada entre os moradores das cidades com mais de 500 mil habitantes
    – O maior percentual de avaliação negativa (soma da avaliação ruim e péssima) é registrado entre os entrevistados que residem nas cidades mais populosas, ou seja, aquelas com mais de 500 mil habitantes. Além disso, há um aumento de 18 p.p. entre o período de janeiro e março neste segmento (14% em janeiro, 23% em fevereiro e 32% em março).

    Também chama atenção o aumento de 21 p.p. da medida negativa, neste período, entre os que residem nas cidades das periferias brasileiras (8% avaliavam como ruim ou péssima em janeiro, passando para 19% em fevereiro e a 29% em março).
    Cabe destacar, ainda, um aumento de 17 p.p. entre os que têm de 45 a 54 anos (9% consideravam ruim ou péssima em janeiro, 20% em fevereiro e 26% em março).

    Evangélicos e moradores das regiões Norte/Centro-Oeste são os que mais aprovam a maneira que Bolsonaro vem administrando o país
    – Considerando apenas o levantamento de março, a aprovação da maneira de governar do presidente Jair Bolsonaro atinge 61% entre os evangélicos e entre aqueles que vivem nas regiões Norte/Centro-Oeste. Já entre os homens e aqueles que moram em municípios menores, com até 50 mil habitantes, atinge 57%. Além disso, comparativamente, a aprovação é maior entre os homens do que entre as mulheres (57%, contra 46%).

    Na comparação entre o primeiro e o último levantamento, a queda na aprovação é superior a 20 p.p. entre a parcela da população que têm de 45 e 54 anos, entre os que residem nas cidades da periferia e entre aqueles que têm o ensino fundamental completo. Nesses segmentos a medida varia, entre janeiro e março, de 70% para 45%, de 63% para 42% e de 69% a 49%, respectivamente.

    Moradores do Nordeste são os que mais desaprovam a forma do presidente administrar o país
    – A desaprovação é mais expressiva entre os que vivem na região Nordeste (49%), segmento que registra maior crescimento, dado que 25% desaprovavam a administração em janeiro, 44% em fevereiro e agora, em março, 49%, ou seja, 24 p.p. entre a primeira e a terceira pesquisa. Ademais, também é alta a desaprovação nos municípios com mais de 500 mil habitantes (44%).

    Evangélicos são os que mais confiam no presidente

    A confiança no presidente Jair Bolsonaro ultrapassa os 50% em 12 dos 31 segmentos avaliados na pesquisa de março, sendo mais significativa entre os evangélicos (56%), entre os homens, aqueles que vivem na região Sul e os que têm renda familiar superior a 5 S.M. (55% em cada um dos estratos). Ainda, alcança 54% entre os mais velhos, entre os que vivem no Norte/Centro-Oeste e entre aqueles que residem em municípios menos populosos, de até 50 mil habitantes.
    Apesar dos que confiam no presidente representarem metade da população, a queda no percentual é mais acentuada entre os que têm de 45 a 54 anos (21 p.p.), entre os menos instruídos (20 p.p.) e os residentes da região Nordeste (18 p.p.), variando de 67% a 46% no primeiro grupo, de 67% para 47% no segundo e de 59% para 41% no terceiro.

    Nordestinos e moradores dos grandes centros urbanos destacam-se entre os que não confiam em Jair Bolsonaro
    – Os que moram no Nordeste e aqueles que vivem em municípios com mais de 500 mil habitantes (53% em cada um desses segmentos) são os que mais declaram que não confiam no presidente em exercício. Destacam-se também os que residem nas capitais (52%), as mulheres e os entrevistados com idade entre 45 e 54 anos (49% em cada estrato). Este último grupo é o que apresenta maior crescimento entre as rodadas: 23% deles diziam que não confiavam no presidente em janeiro, 39% em fevereiro e 49% agora em março. Portanto, foram 26 p.p. de aumento entre o primeiro e o terceiro levantamento.

    Ademais, nas capitais a medida cresce 19 p.p., de 33% na primeira pesquisa para 52% na atual e o percentual dos que não confiam no presidente na região Nordeste aumenta, na proporção exata que recua o dos que confiam, 18 p.p., variando de 35% em janeiro para 53% no estudo atual.

    COMPARATIVO – AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DOS ÚLTIMOS PRESIDENTES ELEITOS

    Considerando os resultados de pesquisas de avaliação da administração dos últimos presidentes eleitos, realizadas também no mesmo período de governo, observa-se que a avaliação positiva de Jair Bolsonaro é inferior àquelas registradas para Fernando Henrique Cardoso (1º mandato), Lula (1º e 2º mandato) e Dilma Rousseff (1º mandato). No entanto, ela é mais expressiva do que as de Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff no início do segundo mandato”.

    DADOS DA PESQUISA
    Retirado do http://ibopeinteligencia.com/

    • Policarpo says:

      Quando o assunto é Bolsonaro, esse tal de IBOPE tem credibilidade zero. Aliás, o ‘coroné’ esquerdista Ciro Gomes afirmou que o presidente desse instituto vendia até a mãe.

      • ZE LOPES says:

        Quando o assunto é Bolsonaro todos os que se lhe opõem têm credibilidade zero. Aliás. Bolsonaro foi recentemente proclamado DCT: Dono da Credibilidade Toda.

  5. Policarpo says:

    O que faz uma foto do PR, Jair Messias Bolsonaro, abaixo de uma manchete “Terrorismo Fascista”? Afinal, a máxima fascista não é a mesma da escumalha socialista “tudo no Estado”?
    Não é o Bolsonaro que está tentando desmontar o fascismo estatal brasileiro, iniciado com o Estado Novo varguista?
    O autor parece estar longe, bem longe, da realidade brasuca e, por isso, escreve pelos ouvidos.

  6. ZE LOPES says:

    “O que faz uma foto do PR, Jair Messias Bolsonaro, abaixo de uma manchete “Terrorismo Fascista”?”

    Realmente é caso para perguntar. O João Mendes ainda pensou lá colocar uma foto do Trump com uma jarra de flores mas, lá da Casa Branca responderam-lhe que não havia havia nenhuma. Restava-lhe apenas escolher entre duas: o Trump com uma das raparigas que agarrou pelo pipi e outra com o Bolsonaro (que não sabemos por onde foi agarrado, mas calcula-se…). O João escolheu a segunda, nem sei porquê. Mistérios.

  7. Julio Rolo Santos says:

    São só estes, e em Portugal? No último programa “Deus e o Diabo” entrou em cena um senhor com uns fones nas orelhas e um microfone na sua frente apresentando-se como locutor de uma radio local, e do pouco ou nada que se percebeu do que disse ressaltou a seguinte dúvida que Eduardo Muniz não se deu ao trabalho de o esclarecer e que foi a seguinte: o senhor não entendia porque é que o Partido Socialista está no governo não tendo ganho as eleições? Estas dúvidas só podem permanecer na cabeça de caciques locais, que infelizmente ainda os há, dúvidas que até Passos Coelho e Assuncão Cristas, já dissiparam, pois já perceberam a razão de ser. Pois, aí vai o motivo. O PS teve e tem a sorte de ter um homem que privelegia o diálogo para chegar a consensos, característica que faltou a
    Passos Coelho, sendo essa qualidade que lhe foi reconhecida como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e replicada na formação deste governo.Para formar governo não é condição necessária e suficiente ganhar as eleições, mas sim, conseguir uma maioria parlamentar É o que fica para a história de uma democracia parlamentar.

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