É a justiça ineficaz…

… que abre caminho aos bolsonaros – BPN: Seis mil milhões de prejuízo, zero presos

Espera lá! E a direita não tem culpa?

Durante milhares de anos, poucos homens exploraram muitos sem que os explorados tivessem verdadeiramente à sua disposição instrumentos mentais, morais ou intelectuais que lhes permitissem perceber que estavam a ser escravizados, que a exploração era uma realidade. Pelo meio, claro, houve revoltas, houve Espártaco, houve jacqueries, houve Galileu e muitos outros que chegaram a mártires, mas foi preciso esperar por tempos mais recentes para que alguns filósofos, independentemente da sua condição burguesa, dessem aos explorados meios para, finalmente, pensar sobre a sua condição. Foi então que os oprimidos começaram a estrebuchar, a incomodar, a exigir, para espanto das classes altas, que, invariavelmente, reagiram com brutalidade, até que, em muitos casos, foram obrigadas, para sobreviver, a aceitar a democracia, sendo que, ainda assim, nunca deixaram nem deixarão de a minar.

O poder, ao longo de milhares de anos, encontrou sempre maneiras de se legitimar, legitimando a opressão que exercia, com a ajuda, entre outras, da religião. No caso da nossa Europa, basta lembrar que o rei era ungido (o mesmo que se disse, por exemplo, do Bolsonaro e já fora dito acerca de Salazar), o que lhe dava direito, na prática, a algo semelhante à impunidade. O equilíbrio de poderes era um equilíbrio entre poderosos (reis, papas, duques e outros) e não entre patrões e servos. [Read more…]

Sobre o silêncio selectivo

Se há tema que leva a direita a ser mais determinada do que um cão a não largar o osso, é a situação na Venezuela e em Cuba. Trata-se de uma obsessão, comprovada pelo que se escreve sobre esses regimes e pelo constante chapar à cara da esquerda dos problemas nesses países. A tónica habitual pretende difundir este spin: “Portugueses, fujam da esquerda e, se não perceberem porquê, vejam o que se passa na Venezuela e em Cuba”.

Sem inocência alguma, essa mesma direita fica completamente muda com as décadas de governação de direita no México e os enormes problemas que trouxe ao país. Um caso típico de duplo-pensar, agora com o caso do Brasil a juntar-se ao cardápio. [Read more…]

Os bufos: a propósito de Ana Caroline Campagnolo

No dia em que Bolsonaro foi eleito Presidente do Brasil, a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo publicou a abjecção que se pode ver mais acima e que está ao nível dos delatores da Inquisição ou dos “bufos” da PIDE: o medo, a delação anónima que pode nascer de motivações pessoais, a imoralidade (mesmo que legal) de filmar às escondidas, enfim, um conjunto de circunstâncias que não podem fazer parte de uma democracia civilizada. [Read more…]

Deputado do PSD elogia António Costa

De uma assentada, Duarte Marques, uma das musas de alguns aventadores, consegue, num único tweet, dizer que, afinal, António Costa não foi assim tão mau, que Passos Coelho estava errado quando temeu o diabo e que, portanto, Bolsonaro talvez não seja tão mau como prometeu, o que pode querer dizer que, no fundo, Costa, Passos e Bolsonaro estão todos ao mesmo nível e que há a possibilidade de que o brasileiro venha a ser melhor do Passos e Costa, sendo que o actual primeiro-ministro português leva alguma vantagem, por ter sido desdiabolizado. Bolsonaro poderá estar, assim, a caminho da desdiabolização. Para Passos Coelho é que parece não haver grande esperança, coitado. Ditosa pátria, que tais analistas políticos dá ao Twitter.

Brasil: a Santa Inquisição do séc. XXI terá início dentro de momentos

Na sua primeira aparição pública após a confirmação dos resultados, Bolsonaro montou um circo evangélico, que muito terá agradado aos fundamentalistas religiosos que o financiaram. O Brasil é um Estado laico? A ver vamos. A julgar pelo início auspicioso, quem sabe se amanhã não muda o nome para República Evangélica do Brasil? O homem parece ter queda para exorcismos e instrumentos medievais de tortura.

Crónicas do Rochedo XXVIII -Boa Sorte, Brasil.

brasil

Não falei nada sobre as eleições brasileiras ao longo de todos estes meses. Porquê? Não conheço a realidade brasileira para me atrever a tal. Fiquei a saber, com enorme espanto, que em Portugal existem dezenas e dezenas de especialistas em política interna do Brasil, da realidade social brasileira. Nunca me passou pela cabeça ver tanto comentador(a) a lavrar sentenças, e definitivas, sobre o Brasil. O problema é que estou desconfiado que, do Brasil, conhecem apenas os enredos das inúmeras novelas brasileiras que as nossas televisões transmitem. Pode ser que esteja equivocado.

Porém, estas eleições permitiram ficar a conhecer alguns pormenores: que no Brasil foram assassinadas mais de 60 mil pessoas no último ano. Que a justiça brasileira colocou na cadeia inúmeros políticos e empresários brasileiros que foram condenados por corrupção (e não com pena suspensa). Nos últimos dias, com a aproximação do dia das eleições, fiquei a saber que em Portugal existe um estranho sentimento racista. O racismo que leva algumas “personalidades” da vida pública portuguesa a afirmar que os brasileiros que votaram no candidato Bolsonaro devem ser recambiados para a sua terra pois Portugal é uma democracia. Fiquei a saber que o Brasil, pelos vistos, não é uma democracia. É preciso ter lata.

O país que está perante o processo Marquês, o escândalo BES, sem esquecer o BPN e o BPP, a escandaleira que são as rendas vitalícias da EDP ou as famigeradas PPP, que deixa morrer o seu povo em incêndios florestais fruto de descoordenação e de um sistema de emergência que não funciona em emergências mas que custou e custa uma fortuna. O país cujos principais responsáveis políticos fecharam os olhos aos desmandos do ditador angolano Eduardo dos Santos e sua família, que patrocinou a entrada de uma ditadura na CPLP. A sério? A sério que conseguem criticar o Brasil sem se rir?

Os brasileiros fizeram a sua escolha. Em democracia. Os brasileiros que vivem em Portugal fizeram o mesmo. Em liberdade. A nós, que não somos brasileiros, resta-nos desejar boa sorte. E recordar que são muito bem vindos a Portugal. Aproveitando para lhes dizer que é profunda a vergonha que tenho por aquelas reacções de alguns, poucos, portugueses anteriormente referidas.

Boa sorte.

Vamo metralhar o clima, car****!

Imagem via Change.org

E estas alterações nada vertiginosas de temperatura, que tal? Ontem estava ameno, de manhã roçou o polar, durante a tarde esteve ameno outra vez e, se tudo correr como esperado, voltará ao polar dentro de minutos.

Mas está tudo bem, não há nada de anormal. Aliás, recebi há minutos uma mensagem num grupo do Whatsapp, ao qual fui adicionado por um empresário brasileiro, onde um pastor da IURD me garantiu que as alterações climáticas não existem, e se existem a culpa é das mulheres, dos homossexuais, das feministas, dos negros e de tudo o que mexe à esquerda.

Se ao menos pudéssemos comprar armas semiautomáticas no supermercado, para enfiar dois balázios no ambiente, vocês logo viam se o planeta não arrefecia sem piar. Ai arrefecia, arrefecia.

Democracia a votos…

Quando os chamados partidos do sistema não dão respostas aos problemas e aspirações das pessoas, estas acabam nos braços da demagogia e do populismo. Jair Bolsonaro, apesar dos anos que já leva em eleições, é um fenómeno político recente, que está a aproveitar o desgaste dos principais partidos por se terem deixado cair nas teias da corrupção. Também a falta de resposta ao flagelo da criminalidade, preocupam os cidadãos que clamam por segurança. [Read more…]

A extrema-direita a meter o focinho de fora

Jaime Nogueira Pinto votaria em Bolsonaro. Afirma que as declarações do facho são uns meros “excessos retóricos” e que a esquerda apenas anda a tecer um “processo de intenções”. Face ao que o facho brasileiro tem dito sobre a intenção de silenciar os seus opositores políticos e dado o apoio sem reticências do Nogueira Pinto a este candidato, é a altura certa para pedir uma actualização de posições quanto ao tema “ai jesus que calaram o Jaime”. Chamam-se a recepção os excitados Mário Amorim Lopes, Rui Carmo, ente outros, incluindo toda a redação do Observador.

Entre rodriguinhos, Luís Nobre Guedes diz que iria votar no Bolsonaro, caso fosse brasileiro, por causa da corrupção do PT. Vejamos, este é um destacado membro do partido onde o Jacinto Leite Capelo Rego doou um milhão de euros ao CDS em notinhas. Foi o ex-ministro do ambiente que assinou o despacho que deu origem ao caso Portucale. Pertence ao partido onde os submarinos comprados por Portas tiveram condenados por corrupção na Alemanha, sem que ninguém tenha sido condenado em Portugal.

Por fim, há Cristas e o seu apoio dissimulado. Mais virão, ou não tivesse uma multidão passado de salazaristas a democratas num espaço de horas em 1974.

Antes Cristas que Bolsonaro

O título deste texto é inspirado num comentário escrito no facebook por um amigo meu que é comunista dos sete costados, numa polémica em que desafia um centrista a pronunciar-se sobre a opinião de Assunção Cristas.

A líder do CDS, instada a escolher entre Bolsonaro e Haddad, numa hipotética situação em que seria eleitora brasileira, declarou que votaria em branco (na verdade, declarou que não votaria), colocando ambos os candidatos no mesmo nível, quando se sabe que Bolsonaro defende abertamente a ditadura, com direito a tortura, censura e outros mimos, elogiando, pelo meio, Brilhante Ustra. Haddad, independentemente de todos os defeitos ou erros do PT, faz parte do campo democrático, tal como Assunção Cristas, por muito medíocre que seja ou por muito má que tenha sido a sua passagem pelo governo.

O argumento usado para não votar em Haddad é extraordinário: “A corrupção leva à ditadura. Destrói, mina a democracia e leva à ditadura.” É extraordinário porque admite que ainda não se chegou à ditadura. Entre um que não admite senão a ditadura e outro que ainda não chegou à ditadura, Cristas encolhe os ombros.

Entretanto, não defendendo a corrupção, o salto que chega daí à ditadura é um vazio argumentativo. Por outro lado, tenta deixar, implicitamente, a ideia de que a corrupção, no Brasil, é toda de esquerda.

Na verdade, Assunção Cristas, ao colocar ao mesmo nível dois candidatos tão diversos, põe-se ao lado da ditadura, mas terá vergonha de o confessar. As redes sociais, no entanto, estão cheias de gente declaradamente saudosa de Salazar e que suspira por bolsonaros, gentinha perigosa que mina a democracia muito mais do que a corrupção.

 

Saudades do 24 de Abril

Se Cristas votasse no Brasil, não votaria nem em Haddad nem em Bolsonaro. Abstinha-se.

Entre um democrata declarado e um ditador em potência, a senhora Assunção prefere não escolher. Sendo que escolhe na mesma – escolhe não contrariar o favorito, que é o mesmo que votar no fachosolnaro.

O resto é paleio de encher. Clarinho que nem água é que, para a senhora Cristas, o mal menor não é repudiar o sujeito que ameaça aniquilar os opositores, que defende a tortura e a polícia que atire a matar, que classifica as mulheres como seres humanos de segunda e os homossexuais como uma aberração e que os pobres devem ser capados para que não tenham filhos.

Estará esta cartilha fachista em linha com o seu credo cristão? E com o seu desejo de evitar o populismo? Onde é que encaixa aqui o Centro Democrático Social / Partido Popular?

Mais do que as palavras, os actos definem as pessoas. E esta senhora, se votasse no Brasil, ficava em casa. Tal como no dia 24 de Abril.

Se eu disser muitas vezes “gajas boas!”, elas caem-me às carradas no colo?

Se assim for, espero que o João Miguel Tavares tenha razão na sua complexa análise da situação no Brasil.

A ignorância é a mãe de todos os males

Rosali Henriques

Estou à espera da consulta da médica ginecologista no centro de saúde.
Várias brasileiras aguardando consulta na sala de espera, algumas grávidas.
Começam a falar sobre política brasileira. O marido de uma delas começam a falar bem do Bolsonaro. Não pude me conter e começa uma discussão. Eu digo que o Bolsonaro é fascista e vai ser como o Salazar.
O brasileiro diz que mora aqui há 30 anos e nem sabe quem foi Salazar, mas diz que o filho do Lula tem fazendas e jatinhos. Olha o naipe da gente que vota nele aqui.

Solução BES: a Nova Direita e a Direita Má

Pedro Mota Soares já foi Ministro da Solidariedade Social. Peço o favor de não se rirem, porque é verdade. Esse extraordinário currículo transformou-o em professor da chamada Escola de Quadros do CDS.

Em dada altura, enquanto ministro da Solidariedade Social (vamos tirar esse sorrisinho da cara, já!), chegou a criticar o facto de que havia gente a ganhar fortunas à custa do Rendimento Social de Inserção, como todos os bons direitolas do mundo inteiro que se dedicam a chamar parasitas aos que recebem alguma ajuda do Estado, essa entidade que só deve existir para entregar dinheiro aos grandes empresários, que é para isso que servem adjudicações e simulacros de concertação social e outros fingimentos.

Por outro lado, há tanta gente tão pouco recomendável na direita mundial que até Mota Soares se sente na obrigação de fazer de conta que não quer a mesma sociedade que é defendida por Bolsonaro. O centrista chega mesmo a distanciar-se de Le Pen, que, por sua vez, anda assustada com os exageros do mesmo Bolsonaro. Pelo meio, Mota Soares até recicla um discurso que está muito em voga, dizendo que a culpa de todos os disparates da extrema-direita é da esquerda e que, no fundo, a extrema-esquerda é igualzinha à extrema-direita, unidas pelo populismo e que, se formos ver bem, uma pessoa, estando ali na extrema-esquerda, basta contornar o quiosque e já está na extrema-direita, porque é tudo malta que frequenta o mesmo café, ao contrário de Mota Soares, cliente habitual de um outro snack-bar que, por acaso, até serve uns preguinhos muito bons.

No fundo, Mota Soares quer para a direita uma solução como a do BES: de um lado, está ele, da Direita Boa, a Nova Direita (a da “tradição humanista”, disse Henrique Burnay, humorista involuntário); do outro, está a Direita Má. Entretanto, o Novo Banco, a parte boa do BES, parece que precisa de mais dinheiro, o que nos leva a pensar que, se calhar, não há grande diferença entre o banco bom e o banco mau, mas isto pode ser o meu populismo a falar.

As palas

Para um conjunto de pessoas, a ascensão do facho que faz a preferência dos brasileiros deve-se a Lula e ao PT. João Miguel Tavares faz parte da trupe, afirmando que “Bolsonaro é uma erva daninha que foi diariamente regada por um PT profundamente corrupto, que os brasileiros (à excepção dos nordestinos) querem hoje ver para trás das costas.”

Para esta gente, o golpe de Estado que depôs Dilma, para colocar no seu lugar um corrupto de todo o tamanho não é chamado para estas contas. A ausência de um partido credível que possa servir de alternância não interessa.

A conclusão do ilustre cronista é que a corrupção é de esquerda, assim podemos inferir.

Bolsonaro é uma erva daninha que foi diariamente regada por um PT profundamente corrupto, que os brasileiros (à excepção dos nordestinos) querem hoje ver para trás das costas. A esquerda brasileira demorou muito tempo a perceber isso. A portuguesa ainda não percebeu. A corrupção mata os regimes democráticos. Está a acontecer no Brasil. Era bom que não viesse a acontecer em Portugal. [JMT]

Sai um par de orelhas ali para o canto, s.f.f.

Fazer mossa sem aleijar

Por enquanto, rimo-nos dos outros. Um dia estaremos nós no vídeo. Entretanto, rir vai fazendo mossa no facho, sem o aleijar, no entanto.

Bolsonaro bolça

O extraordinário conselheiro Acácio, uma vacuidade do tamanho de Cavaco Silva, nunca empregava palavras vulgares, o que o levava a substituir “vomitar” por “restituir”.

Nós, nos dias que correm disfémicos, usamos palavras ainda piores que “vomitar”, que o léxico está cheio de brutalidades e o humor não pode ser apenas inteligente e refinado.

Todas as palavras e expressões que se referem a funções excretórias mais ou menos voluntárias têm servido de metáfora para designar actos ou palavras dignos de compaixão ou de repulsa moral. Lembre-se, por exemplo, uma frase como “Já fiz merda!”, que não se refere ao acto de defecar.

Nos últimos dias, a propósito de afirmações de Jair Bolsonaro, muitas delas infelizes, para usar um larguíssimo eufemismo, as redes sociais têm recorrido à metáfora “bolçar”, a propósito do conteúdo do discurso. Demasiadas vezes, a ortografia tem fugido para um “bolsar” homófono mas errado, como poderão confirmar os que seguirem as ligações.

É certo que Bolsonaro só diz merda, vomita pus, mas não é caso para esconder o cê e a cedilha, sem a qual o caçador não poderia ir à caça, antes indo à procura daquilo que sai da boca do, pelos vistos, futuro Presidente do Brasil.

Fazer regressar a poesia ao Brasil

Rui Correia

Escutava com muita atenção hoje na tsf um homem a perorar contra a esquerda do Brasil. Dizia que foi a esquerda quem levou o país à ruína. Falou de corrupção.

Não foi, não.

O que fez e faz com que tantos países adiram agora aos extremismos ultranacionalistas de direita (SVP na Suiça, o PPD dinamarquês, o Finns da Finlândia, Norbert Hofer na Áustria, Geert Wilders na Holanda, Le Pen, Mateusz Morawiecki na Polónia, Orban na Hungria, Trump, Bolsonaro…) não é, nunca foi, a corrupção.

Foi algo muito mais potente do que a corrupção.

O que põe o Brasil nas mãos de um alucinado é a aflição de não haver esperança num futuro melhor. A poesia como espécie em extinção.

Sempre existiu uma forma simples de esmagar o ultranacionalismo como impostura vigarista e barata que sempre foi e é.

A solução esteve sempre em saber escutar com atenção aqueles que agora chamamos “descontentes”, eufemismo horrível.

A única forma de parar com os “descontentes”, é perceber o que põe “descontentes” os “descontentes”. E o que os põe “descontentes” é – será sempre – o mesmo de sempre. [Read more…]

Preocupações com a estrema-direita

Le Pen, Áustria, Bolsonaro, só para enumerar três. Muitas preocupações, justas, com que se tem passado e com o que pode vir a acontecer. Mas observo amiúde que há muitos olhos que se fecham perante o que se passa na América. A extrema-direita está no poder numa das nações mais importantes do mundo. Trump é o fascista, ou lá o que lhe queiram chamar, que chegou ao poder. Fica a lembrança, para que não se vista a cara de estadista preocupado num lado e se faça de conta que nada se passa no outro.