O VAR não é de agora

Saudades dos dias em que era o futebol o tema de conversa. Dos dias em que os números que nos faziam lamentar era o de golos sofridos. Dos dias em que os números que nos faziam celebrarar eram os 3 pontos conquistados. Das discussões por foras-de-jogo de 3 centímetros. De comparar uma grande penalidade de hoje com uma grande penalidade de há 14 anos em vez de compararmos uma pandemia de hoje com outra de 1920. Do Corona ser apenas um jogador de futebol que nos fazia meter em loop um vídeo no telemóvel. Dos dias em que a previsão para o fim-de-semana andava à volta de vitória, empate e derrota, em vez da quantidade de pessoas que terão contraído o vírus. Dos dias em que a minha maior ânsia era que chegasse o jogo do FC Porto, não a ânsia de poder sair de casa livremente. Saudades da altura em que o nosso rival tinha o nome de um clube adversário em vez de Covid. Péssimo nome para clube, digo-vos já.

Penso que todos temos saudades. Até as mães dos árbitros devem ter saudades.

Separados uns dos outros, unidos pelo país e, homenageando o senhor do vídeo, unidos para que o Vítor possa voltar a analisar os foras-de-jogo.

 

Comments

  1. Francisco Figueiredo says:

    Se alguém não conseguir aceder ao vídeo através do artigo, em vez de andar em trabalhos de copiar e colar, é só pesquisar “Vítor do poste”.

  2. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Até que enfim uma publicação de jeito. Estava a ver que aqui, com excepção dos artigo do Francisco Valada, e alguns do Nabais, só se publicava lixo.

    • Francisco Figueiredo says:

      Ó diabo, estou a ver que tenho de escrever mal do Socialismo urgentemente para manter os níveis tradicionais de discussão. Fora de brincadeiras, obrigado e que tudo corra bem nesta altura difícil.

  3. Luís Lavoura says:

    a ânsia de poder sair de casa livremente

    Pode-se sair de casa livremente. Aliás, em larga medida mais livremente do que outrora, na medida em que as ruas estão sem automóveis e portanto pode-se andar pelo meio da rua sem receio de se ser atropelado.
    Eu todos os dias saio de casa livremente, para ir passear, para ir às compras, para ir trabalhar, etc.

    • Francisco Figueiredo says:

      E para passear o cão.

      • Luís Lavoura says:

        Isso não, que não tenho cão.
        Mas saio de casa totalmente livremente. Ninguém me impede. Não vejo um único polícia nas ruas. Passeio-me à vontade. Se quiser, tomo transportes públicos sem pagar. É uma alegria. Somente tenho que tomar cuidado em não me aproximar muito de outras pessoas – o que não é muito esforço, dado haver tão poucas outras pessoas nas ruas.

    • Paulo Marques says:

      Se puder evitar pessoas, podemos e devemos apanhar vitamina D nas trombas, que também faz bem contra as infecções.

  4. POIS! says:

    Pois!

    É tudo o que tenho a dizer sobre este post. Porque eu gosto muito de dizer coisas.

    É claro que poderia não ter dito nada mas tive receio de que algo tivesse ficado por dizer.

    • Francisco Figueiredo says:

      Até digo mais… Mais!
      Um post sem o POIS! não seria igual. Abraço!

      • abaixoapadralhada says:

        O POIS deu-te a resposta correcta ao teu post.
        Também não disseste nada. Estão-se a acabar-te a pilhas liberoides ? É natural, com 200 anos !

        • Abstencionista says:

          …e os “termómetros”, mata frades, a 12 euros…eheheheheh…tu e o pois sois danados prá malandrice…eheheheh

        • Francisco Figueiredo says:

          Se acha que não disse nada, não tenho culpa que não saiba ler. As ideias liberais de 200 anos são as tais ideias que fazem países crescer. Mas claro, só é para países preparados para fazerem pela vida, visto que aqui o pessoal prefere andar agarradinho ao Estado. Aqui nem se falou de política, mas o seu complexo de inferioridade obrigou-o a falar. Até dá pena. Abraço

          • POIS! says:

            Pois já entendi!

            Andam há 200 anos a preparar os países mas há sempre um crash aqui, uma guerra ali, uma pandemia acolá que fazem tudo voltar à estaca zero!

            Estou a ver que a missão dos liberais neste mundo é ainda mais difícil que a dos pastores de almas! Estão rodeados de social-pecadores por todos os lados!

            Quando a preparação não se alcança pela persuasão não há melhor que converter o pessoal à força. Até uma ajudinha do Pinochetanás foi benvinda!

            Ou seja: “quer tu queiras, quer não queiras hás-de ser liberal!É para teu bem e cala-te!”

          • abaixoapadralhada says:

            “aqui o pessoal prefere andar agarradinho ao Estado”

            Quem anda agarradinho ao Estado são sempre os mesmos mamões que seguem a cartilha liberoide.
            No tempo da vacas gordas é encher a mula e dizem que o Estado só atrapalha. No tempo das vacas magras, é vê-los na pedinchice desavergonhada.
            Alias é alguns representantes do Estado que lhe enchem os bolsos, logo que as coisas correm mal por incompetência e vigarice própria, como foi o caso da Banca.
            Nos 200 anos após o liberalismo, muita coisa felizmente aconteceu nas sociedades e para melhor.
            Mas não foram as ideias liberais que trouxeram essas coisas boas, porque se dependesse dos liberais, as elites iam-se governando bem, mas 80 ou 90 % do povo passava fome.E esta é a realidade a não ser que os liberoides queiram reescrever a Historia.

            Quanto a “Se acha que não disse nada, não tenho culpa que não saiba ler”, já cá faltava o ataquezinho pessoal que é alias uma constante da direita

          • Paulo Marques says:

            Infelizmente, os estados não são as únicas entidades capazes de limitar a liberdade, muito pelo contrário. E essas andam muito mais agarradas aos estados, ou não dependessem destes para estabelecer mercados “livres”.

  5. Abstencionista says:

    Olá querido Xô Pois,

    Analisando Zzzzzzz…

    … dizendo ou não dizendo não é igual a dizer nada, ou seja, utilizando uma linguagem infantil, (inspirada no National Geographic), mais adequada à tua idade mental, diria que dizendo equiparas-te ao hipopótamo a fazer cocó, abanando o rabo, espalhando-o pelo Aventar.

    • Democrata_Cristão says:

      Abesta Sionista

      Abstem-te de vomitar
      Cheira mal

    • POIS! says:

      Pois claro Sr. Abostacionista!

      Vá lá que deixou de lado a sua atividade proselitista a favor da sua orientação sexual. Já estávamos a ficar um bocado fartos!

      A não ser que essa fixação em hipopótamos, cocós e rabos também tenha algo a ver com isso. Não conheço assim tão profundamente todas as parafilias para dar uma resposta. Talvez seja. E se lhe dá prazer o que temos nós a ver com isso?

  6. Abstencionista says:

    Querido Xô,

    E tu como vais das parafilias? Já experimentaste o xarope de carcela do padre Brás?

    (Os tolos como tu dizem que curar não cura mas que põe a voz fininha que é um encanto ouvir.)

    • POIS! says:

      Pois não experimentei, nem tenciono!

      Mas a si pode dar bastante jeito! Para aqueles números que faz vestido de sevilhana a imitar a Lola Flores. Assim já poderia cantar o “Olé Mi Torero” no tom certo. O falsete fica sempre um bocado mal e estraga até certo ponto o efeito.

      • Abstencionista says:

        eheheheheh … “olé Mi torero”…confesso que me fazes rir pela primeira vez Pois imagino-te mais o mata frades a brincar com os “termómetros”.

        E agora vai para a cama que amanhã cá estarei para te “orientar”.

        • POIS! says:

          Pois sim, Sr. Abestancionista!

          A imaginação fértil é realmente uma qualidade de V. Exa. Pode-me imaginar onde quiser, não paga imposto!

          Até porque, nesta época de quarentena é melhor usar a imaginação. Deve ser perigoso arranjar parceiro. Tenha cuidado!

          • POIS! says:

            Pois, e só mais uma sugestãozinha, Sr. Abostacionista::

            Aquele número do “Olé Mi Torero” já está muito batido. Sugiro-lhe que mude para aquela canção “Que me coma el tigre”. Mantendo o trage de sevilhana, mas em vez do vermelho com bolinhas pretas metia o azul-forte de lantejoulas. Vai ser um sucesso! A Belle Dominique que se cuide!

          • POIS! says:

            Pois antes que fique horrorizado…

            é “traje”!

        • Democrata_Cristão says:

          Abesta Sionista

          Abstem-te de vomitar
          Cheira mal

  7. Filipe Bastos says:

    “Saudades dos dias em que era o futebol o tema de conversa.”

    Nenhumas. Zero.

    A febre futeboleira era tão ou mais enjoativa que a do covid. Este sempre é menos boçal que a bola e os seus 2945 comentadeiros, mais a carneirada que os segue, de baba ao canto da boca, em permanente fascínio pelos milionários tatuados que mamam num dia ao pontapé o que ela não ganha numa vida a trabalhar.

    Tomara que o covid passe, mas terá esta grande desvantagem: voltará a bola, os broncos mamões e a carneirada embasbacada.

    • Abstencionista says:

      Gosto de um bom jogo de futebol.
      (Aquele Liverpool vs Atletico de Madrid foi incrível).

      Mas tal como v/ não suporto os “… os seus 2945 comentadeiros, mais a carneirada que os segue, de baba ao canto da boca…”!

      Que falam durante semanas num jogo de 90 minutos (+ ou -) sem mostrarem um lance de futebol.

      Mas tenho saudades do desporto, chamado de alta competição, e das emoções que ele provoca.
      O adiamento dos JO e da curiosidade do desempenho dos atletas portugueses, do Giro e do Tour, dos open de tenis, etc. são uma chatice para um desportista de bancada como eu.

      Salvou-se o Europeu de andebol, que a RTP não transmitiu, pois também considera que o futebol é uma espécie de eucalipto que seca tudo à sua volta.

      Mas prefiro aturar os “comentadeiros” a ouvir diariamente a contabilização das vítimas do corona mais os novos nazistas que, em teoria já muito divulgada e resumida, dizem “que os avós não se importavam de morrer para salvar a economia”.

      Apetece dizer que o texano deve ir à frente para ensinar o caminho aos avós!

      • Filipe Bastos says:

        Não consigo ver um jogo há anos. Já não tenho a pachorra nem o estômago. É máfia a mais e desporto a menos.

        Mesmo que valesse pelo desporto, é impossível ignorar a alienação, a anestesia colectiva, os valores obscenos.

        Mamões como o Ronaldo, o Mourinho ou o Jasus são duplamente contraproducentes: distraem a carneirada do que interessa, e normalizam a desigualdade extrema. Por mim acabava o futebol profissional. Com ou sem vírus.

        • Francisco Figueiredo says:

          Ronaldo ajuda pessoas. Mourinho ainda agora se voluntariou para ajudar idosos. Eles não têm culpa de serem dois seres geniais que conquistaram aquilo que têm. O objetivo não é haver menos Mourinhos, mas mais. Muitos mais. Vamos tentar nivelar por cima e não por baixo, como o português gosta de fazer.

          • Fernando Manuel Rodrigues says:

            O português, salvo seja. Não confunda a cáfila rasca que por aqui anda com os portugueses. Esta gentinha gosta de nievlar por baixo porque são demasiado medíocres para almejar algo mais.

          • Filipe Bastos says:

            Ronaldo ajuda quem os seus marketers e assessores de imagem mandam ajudar. Cada gesto e tweet rendem-lhe ainda mais que os golos que marca. É sempre, sempre a mamar.

            Os futeboleiros não são seres geniais. São tipos com jeito para jogar à bola. Se o critério for o “mérito”, até qualquer atleta, qualquer corredor ou halterofilista treina e sofre mais. E é geralmente menos bronco.

            A ‘solidariedade’ futeboleira devia era enjoar-nos. Esta cambada não devia mamar estas fortunas obscenas; como sociedade não devíamos permiti-las. São injustas, imorais, absurdas. Medíocre é tolerar e até louvar isto: é estar de cócoras perante mamões.

          • Democrata_Cristão says:

            “Vamos tentar nivelar por cima e não por baixo, como o português gosta de fazer.”

            Pura demagogia liberoide

            Se tens um bolo e repartes igualmente por 10 pessoas, ficam cada uma com 1/10 do bolo. Não é muito, mas é igual para todos. Não é possível é dar um bolo inteiro para cada uma das 10 pessoas, porque os recursos são limitados em apenas 1 bolo.
            Qualquer garoto de 5 anos percebe isto, os chamados liberais não percebem ou fingem que não percebem.

          • Paulo Marques says:

            Ajudava mais se pagasse impostos e não violasse mulheres.

          • Francisco Figueiredo says:

            Peço-lhe desculpa, Fernando Manuel Rodrigues. Por vezes, ficamos tão perplexos com certos comentários, que fazemos generalizações injustas. Abraço

        • Francisco Figueiredo says:

          Não é muito, mas dá para todos. Resposta típica do tuguinha que prefere andar na corda bamba do que crescer à custa de trabalho. Já cansa este discurso comodista!

          • Paulo Marques says:

            O tuguinha prefere emprego à economia dos biscates, que, como é óbvio, não cresce coisa nenhuma. Minto, cresce a carreira dos Centenos, até dar nisto.

      • Francisco Figueiredo says:

        O Ronaldo e o Mourinho ganham aquilo que criam. O Ronaldo não tem de contribuir para nada, não é obrigado a isso. O melhor contributo que ele pode ter é quando adquire produtos, quando compra algo. Isso sim, é fazer a economia andar. Só que o tuguinha não gosta de criar, gosta que os ricos dêem o que ganharam ao Estado e este que lhe dê a parte que sacou a quem cria riqueza.
        Por mim, o assunto acabou aqui. Até ao próximo artigo!

        • Paulo Marques says:

          O Panamá agradece, não fossem os espanhóis irem comprar comida e um tecto, esses esbanjadores. É muito mais reprodutivo deixá-lo guardadinho numa conta qualquer à espera de um RERT para ir para outra.

        • Filipe Bastos says:

          Ronaldo e Mourinho mamam o que os deixam mamar. Na bola e na publicidade.

          Pseudo-profissões inúteis, como agora bem se vê, meros entertainers obscenamente sobrepagos por uma sociedade sem noção e sem valores.

          Enquanto isso, milhares de milhões – os mesmos que lhes enchem o rabo – trabalham uma vida inteira por peanuts. Este mundo precisa de uma grande volta, amigo Francisco.

        • César P.Sousa says:

          Sr. Francisco Figueiredo,já enjoa o deslumbramento de tantos incautos perante as fortunas e a ostentação de algumas personagens da bola deste país .No caso do CR ,ainda bem que não caiu no lugar-comum de lhe atribuir o estatuto de Herói como tantas vezes vemos alguns palermas fazer.É genial sim senhor,como atleta e como futebolista. É pena que ninguém lhe mostre o despropósito de exibir a toda a hora a fortuna e os bens de luxo que dispõe em excesso e num momento em que
          a miséria e a desgraça tomaram conta do planeta.Faça um pequeno esforço e se tiver mote e vontade fale-nos
          de verdadeiros homens e mulheres “GENIAIS”como Albert Schweitzer, Louis Pasteur, Robert Koch , Marie Curie ,etc.etc. e deixe lá os seus idolos geniais entretidos a brincar aos benfeitores.
          Cumprimentos

        • Democrata_Cristão says:

          Proximo artigo ?

          Vai dar banho ao cão, liberoide