Artistas da política e artistas do subsídio…

Unidos no TV Fest. Uma vez mais a RTP ao serviço de parasitas, dizem-nos que é cultura. Sei onde procurar, ouço o que quero, não preciso que dêem música na Páscoa, muito menos que ressuscitem canastrões frustrados que sairam da ribalta há várias décadas, a quem apenas favores e amizades políticas mantêm o acesso ao palco mediático.
Cantores e demais músicos têm acesso aos apoios que o governo decretou aos portugueses afectados pela presente crise que atravessamos. É lamentável, mas nada surpreendente, o oportunismo agora revelado, do qual muitos respeitáveis artistas já se demarcaram.

Actualização às 16h30 – Avança o Expresso que após um coro de protestos, o evento terá sido cancelado. O Ministério da Cultura permanece em silêncio, provavelmente em ponderação, buscando a melhor estratégia para subsidiar os amigos…

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    A ideia de que os artistas estão a passar dificuldades económicas para mim é um pouco redutora. Há artistas e há artistas. Há profissionais do espetáculo que nunca serão ricos. Mesmo sendo muitos deles excelentes actores ou actrizes. O teatro em Portugal não faz milionários. O Cinema também me parece que não.
    Admito perfeitamente que os artistas de teatro, cinema, circo, muitos deles já viviam com algumas limitações em termos de rendimentos, estejam a passar dificuldades. Pois então apõem-nos. No entanto não me parece que a maioria das bandas e dos grupos musicais portugueses da ribalta, fartos de dar concertos o ano todo, por largas dezenas de milhar de euros, cada um, estejam assim em tantas dificuldades. Há bandas e cantores a facturar mais de duas centenas de milhar de euros/ano, excluídas as despesas. Parece-me sim, é que aquilo “é chapa ganha chapa batida”. Mas aí o problema já é deles. Não é nosso.
    O problema deste país sempre foi a “triagem”. Mesmo em tempo de normalidade, quanto mais em períodos de emergência. E isso percebeu-se aquando dos apoios à reconstrução de casas no interior, após os fatídicos fogos do Verão de 2017.

  2. António de Almeida says:

    Quem conhece o meio, sabe que os artistas em início de carreira vivem com dificuldade. Alguns nem chegam a iniciar carreira, outros saltam para a ribalta de um dia para outro. Alguns, investem o dinheiro, de aplicações a poupanças financeiras, ou investindo em pequenos negócios. Outros gastam à tripa forra como se não houvesse amanhã. Mesmo em Hollywood, conhecemos casos de artistas que desbarataram fortunas que em Portugal ninguém ousaria sequer pensar em alcançar.
    Dito isto, porque razão surge agora este apoio? E quais os critérios de selecção? Porque os artistas são cidadãos, que passam recibos verdes. Porque razão terão que receber tratamento diferente dos restantes cidadãos?

  3. JgMenos says:

    Que insensibilidade!

    Então quereria o autor que o Tordo voltasse a desamparar a cultura nacional indo para o Brasil, como desgraçadamente ocorreu mo tempo do PPC

    https://www.publico.pt/2014/03/04/culturaipsilon/entrevista/fernando-tordo-o-pais-esta-irrespiravel-para-uma-pessoa-que-faz-musica-1626900

  4. António de Almeida says:

    O Tordo bem poderia ter ficado no Brasil. Mas por lá não o subsidiavam. É mais um daqueles que julga que o país lhe deve algo…

    • Fascista eu ? says:

      Comentário de um facho que tem andado aqui a fingir que é liberal.

      • Abstencionista says:

        Tu deves achar que os prezados aventares não têm mais nada que fazer do que responder às tuas perguntas idiotas.

        Se és fascista ou burro o que é que isso nos interessa?

        Olha, vai fazer nexo com os termómetros do mata frades aí de cima e desampara a loja.

    • Carlos Almeida says:

      Sr António Almeida

      O seu pretenso liberalismo, nunca me enganou e julgo também `não terá enganado a maioria das pessoas que frequentam o Aventar.
      Mas não há como tiradas destas, para acabar com qualquer duvida dos distraídos. Muito obrigado pela “escorregadela”

      • António de Almeida says:

        Não há aqui qualquer escorregadela. Nesta questão estou acompanhado por muita gente, o espectro político dos que estão contra este evento é amplo, incluindo até muito boa gente sem posição política assumida.

  5. Paulo Marques says:

    Porquẽ não sei, talvez para devolver alguma normalidade a quem fica em casa.
    Espero que durante o fim de semana também pergunte porque é que está ao serviço de parasitas a darem-lhe música há vários séculos sobre o zombie.

  6. Democrata_Cristão says:

    De Antonio de Almeida

    “Uma vez mais a RTP ao serviço de parasitas”

    É natural que os liberoides gostem mais do “Laranja Canal”, do Dr Balsemão e orgão do PSD ou dos canais do lixo informativo como o CMTV.

    Entende-se perfeitamente. São opções politicas

  7. António de Almeida says:

    PSD, essa referência do liberalismo…
    E se fala na SIC, um canal dirigido pelo irmão do primeiro-ministro…

    • Democrata_Cristão says:

      A SIC é do PSD do Balsemão. Ponto. deixe de tretas
      O PSD é o partido do Marcelo Caetano recauchutado

      • António de Almeida says:

        O PSD é o que os militantes e dirigentes quiserem que seja. Para mim é irrelevante, não voto PSD.
        A SIC é o que lhe convém em cada momento…

        • Democrata_Cristão says:

          “A SIC é o que lhe convém em cada momento…”

          Claro, o oportunismo liberoide assim aconselha

        • Paulo Marques says:

          A SIC sempre foi o braço armado da propaganda da nossa “elite”, basta recordar a noite da má língua.

          • abaixoapadralhada says:

            A SIC é o Avante TV ou se quiser o Correio da Bosta TV, do partido de Marcelo Caetano recauchutado, que foi o partido fundado por Sá Carneiro, Magalhães Mota e Balsemão, vindos todos da área liberal na Assembleia Nacional do Marcelismo.
            Social democracia ?
            Essa gente deve cuidar que somos todos ignorantes

  8. JgMenos says:

    A intelectualidades dos rótulos está activíssima como habitualmente.

    O que essa maioria rotuleira está sempre de acordo é que cabe ao Estado organizar o sustento da manada dos que repeitam o léxico esquerdalho..

    • anticarneiros says:

      cala-te reco !

    • POIS! says:

      Pois mas à direita, a começar naqueles que respeitam o léxico direitrolha…

      Também há quem queira que o Estado organize o sustento da manada. Pelo menos a que alimenta as touradas essa inagualável tradição que representa a expressão suprema da Raça. O problema é que a esquerdaria, por razões puramente ideológicas, não grama a tão nobre arte do espetanço.

      A propósito: não vi ainda nada relativo a touradas nesta era de covides. Várias prementes questões se colocam:

      Será que terão de decorrer à porta fechada? Quem participa? O gajo da cornete vai ser obrigado a tocar para dentro para não espalhar covides?

      Quem gritará “olé”? Ou vão aproveitar gravações dos aficioneiros nas corridas do ano passado?

      Os toureiros terão de usar máscara? E os touros? E os cavalos? E os forcados?

      Será que todas as pegas terão de ser de cernelha para evitar o contágio dos touros (sim, imaginemos o que é um touro nos cuidados intensivos de uma clínica veterinária…)?

      Os bandarilheiros vão continuar a pregar farpas ou recorre-se a drones?

      • POIS! says:

        Pois há erro!

        Na quarta linha é obviamente “inigualável”. Embora inagualável não estivesse mal. Nos meios tauromáquicos há muita gente a meter água.

  9. Filipe Bastos says:

    Curiosamente, concordo com o post. A RTP é, de há muito e quase sempre, um antro de parasitas. É verdade.

    O “TV Fest” será mais uma festa de chulos para a carneirada que os paga.

    Só que parece haver um estranho e permanente estado de excepção para os ‘artistas’. Não é só cá.

    Muitos protestam a desigualdade extrema, os salários excessivos de pseudo-gestores como o Ulrich ou o Mexia, mas nem piam quando broncos mamões como o Ronaldo ou o Jasus abicham mais que todos eles. E o mesmo acontece com actores, cantores, apresentadores, etc.

    Disse acima o Rui Naldinho que “há profissionais do espetáculo que nunca serão ricos”. E porque haviam de o ser? Porque hão-de meros entertainers ganhar mais que enfermeiros, professores, limpa-chaminés, profissões reais e úteis à sociedade?

    Concordo com o António de Almeida: sei onde procurar, ouço o que quero, não preciso que dêem música. Nem mais. Os ‘artistas’ que vão trabalhar, como toda a gente.

    • anticarneiros says:

      Mais um da geração de merda !

    • Albino manuel says:

      Tenho zero a ver com futebol, mas que saiba Ronaldo e Jesus ganham o que ganham porque lhes pagam os valores que lhes pagam. Não andam na gamela dos bancos e das ppp.

      Quanto a professores, enfermeiros e companhia, monte uma orquestra com eles e fique a ouvi-los um mês inteiro.

      Ao tratar Jesus de Jasus mostra bem os seus preconceitos sociais.

      Ao atirar as artes para a qualificação de inúteis diz tudo do seu entendimento à Pol Pot da sociedade.

      Faço votos para que não seja nem professor, médico ou enfermeiro porque seria de certeza um mau profissional.

      Agora que revela muita inveja, lá isso revela. É a vida, o dinheiro não chega a todos da mesma maneira. Contente-se com o fim do mês. Também eu.

    • Filipe Bastos says:

      Sim, Albino, ninguém disse que Ronaldo e Jasus roubam os milhões que abicham por mês ou por dia. Claro que alguém lhos paga.

      Também alguém paga ao Mexia e ao Salgado, também alguém paga à máfia calabresa e aos barões da droga mexicanos. E então?

      O que estou a dizer, Albino, é que é descabido e imerecido. O entretenimento tem o seu valor, como qualquer actividade, mas é remunerado de forma completamente desfasada das outras actividades. São valores excessivos, grotescos, obscenos.

      Mamões como o Ronaldo são nocivos de três formas:

      — normalizam a desigualdade extrema;

      — distraem a carneirada do que interessa;

      — dão um péssimo exemplo – porque há-de qualquer criança sonhar ter uma profissão a sério? para quê estudar e trabalhar, se ganha mais num mês ao pontapé do que numa vida inteira de trabalho sério e útil?

    • Filipe Bastos says:

      Ah, e quanto à “inveja”.

      Se vamos pelos ad hominems, Albino, e se já me atribui intenções, posso também concluir que v. é um otário que defende e lambe o cu a mamões que se estão a borrifar para si?

    • Paulo Marques says:

      Ninguém disse que deviam ser ricos, mas também é um trabalho como outra qualquer. Ou podemos continuar a ficar alegres por Camões, Pessoa ou Camilo terem morrido pobres, mas honrados.
      Se o critério é justo, não sei, não é a minha especialidade, mas, diga-se o que se dizer, a promoção da cultura faz, sempre fez, e sempre fará parte das funções do estado. Ou acham que os acordos de protecção de direitos de autor são leis naturais sem qualquer intervenção de quem mais ganha com as distorções que introduzem as versões extremadas que temos?

    • Filipe Bastos says:

      OK Paulo Marques,

      Então que sejam pagos como outro trabalho qualquer, não estes valores absurdos. Taxe-se a 100% os rendimentos acima de um valor razoável, e compatível com a remuneração de profissões normais e úteis à sociedade.

      E não se chame ‘cultura’ e tudo e mais umas botas, seja o pontapé na bola, as pimbalhadas e cançonetas fabricadas por marketers e autotunes, ou o ferro-velho na marginal de Leça.

      Essa visão de cultura, tão abrangente que cabe lá os Himalaias, só serve para justificar o injustificável: da máfia da bola aos Tony Carreiras, dos ‘youtubers’ que mamam numa carneirada basbaque aos pseudo-artistas que mamam no erário público.

      • Albino manuel says:

        Filipe Pasto,

        Como um outro trabalho qualquer? Assim, tipo construção civil?

        Pode explicar o qure é 100 por cento acima de um valor razoável? onde está o threshold? O que é que é compativel? Um enfermeiro? Pois eu odeio essa gente e tenho por errado que sejam considerados licenciados. São auxiliares dos médicos..Só causam desordem nos hospitais.

        O que é para si cultura? Às tantas o que tem por cultura é para mim uma coisa superficial. Quem são os verdadeiros artistas ? Provavelmente o que entende por cultura é para mim uma merda. Peggy Guggenheim dizia que quando mais de 10 por cento gostava de um quadro era porque ele não valia nada. Concordo absolutamente. É o jazz? Abomino; coisa de surdos adeptos de whisky. É o cinema? Fujo. Então o nosso… Hollywood? Tralha.

        Queria pôr David Hockney assalariado? Os bons sempre foram uma excepção. A maioria vive mal; a larga maioria vive mal porque não vale dois tostões. Alguns também porque estão demasiado avançados para a época deles. Foi o caso de Modigliani. A maioria porque são uns pobres diabos.

        Pedro Cabrita Reis? Concordo. Mas prefere o Medina de Braga?

        Os escritores que por aí andam? Livra! Um deles apresenta-se como estando entre os 1000 escritores europeus mais promissores. Com 2000 anos de História precisávamos de 100.000.

        Essa concepção de cultura tem algo de Estado Novo, de salazarista e de rancho folclórico a cantar o vira do Minho. Todo o estado autoritário precisa da sua política de propaganda. Pode por a camisa preta e esticar o braço.
        Se o Estado Novo ainda cá estivesse daria um excelente inspector da censura.

      • Filipe Bastos says:

        Albino,

        Sim, tipo construção civil. Ou padeiro, ou electricista, ou mulher da limpeza, ou homem da limpeza, ou programador, ou operário, ou empregado de café. Onde está a dúvida?

        Um valor razoável. O salário médio em Portugal ronda 14.000€ por ano. Ninguém devia ganhar mais de dez ou, vá lá, vinte vezes isso. É um limite muito generoso.

        Não concorda com vinte? Referende-se. Mas tem de haver um limite. Tudo, absolutamente tudo tem limites. Porque havia a riqueza de ser excepção?

        Meros entertainers deviam ganhar menos. Os seus talentos podem ser raros, mas e depois? Os pontapés do bronco Ronaldo não avançam o mundo um milímetro. Não é a cura do cancro. Nem sequer é a cura do covidas.

        A definição de cultura pode ser discutível, mas deve haver mínimos. Creio que também vê isto, simplesmente prefere o maniqueísmo do ‘mercado é que sabe’!

        O mercado é o que os mamões quiserem que seja: se só se dá trampa às pessoas, se estas crescem a ver e a ouvir trampa, é natural que depois prefiram trampa. Basta abrir a TV ou o Youtube e ver a trampa que a carneirada come.

  10. Albino manuel says:

    Bom, e que tal poupar oito milhões de euros em subsidios do estado para a Casa da Música? Ficavam com os 200 mil da câmara mais o milhão e tal dos benfeitores.
    E já agora, cortar nos 5 milhões do São João..

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