Por favor, não matem os velhinhos (a menos que a “economia” exija o seu sacrifício)

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Rodrigo Constantino é um dos opinion makers mais influentes e seguidos do Brasil. Apresenta-se como “Economista, jornalista, liberal com viés conservador contra extremistas de todos os lados“, e é um dos mais fervorosos apoiantes de Jair Bolsonaro nas redes sociais. O debate político no Brasil atingiu um patamar de surrealidade tal, que um tipo que se assume “contra extremistas de todos os lados”, pode apoiar um extremista como Bolsonaro, sem se transformar numa anedota nacional.

Segundo este jornalista, em suma e sem perder muito tempo, os idosos devem estar preparados para se oferecer em sacrifício pela economia, tal como os jovens de 20 anos que vão para a guerra, como se a esses jovens fosse dada a possibilidade de escolher. No fundo, é aquilo que defendem inúmeros políticos conservadores e liberais, no Brasil, nos EUA e noutros pontos do globo, apesar da hipocrisia compulsiva que não lhes permite verbalizar que o modelo de sociedade que realmente defendem é o que melhor serve os interesses da elite económica e financeira, com a qual, regra geral, andam de mão dada. Morra quem tiver que morrer.

Rodrigo Constantino diz aquilo que muitos por cá gostariam de dizer, não estivessem eles reféns do politicamente correcto e de um eleitorado envelhecido: que a importância da economia suplanta a da vida de um qualquer comum mortal. Em particular dos comuns mortais que andam de transportes públicos, dos que não têm dinheiro para recorrer a hospitais privados e dos que vivem num Estado falhado que não protege os mais desfavorecidos. Não fosse a farsa religiosa que muita desta gente encena, e todos seguiriam o exemplo de Junior Durski, o empresário brasileiro que, no final de Março, recusava fechar os seus restaurantes, só porque cinco a sete mil pessoas iam morrer.

Reparem que este jornalista, como a maior parte dos bolsonaros do seu país, dos bolsonaros americanos ou dos bolsonaros portugueses, é um forte um opositor da legalização da eutanásia. Ou seja, dar opção a uma pessoa de, em condições muito específicas, e após um processo longo e complexo, por um ponto final ao seu sofrimento, é “matar velhinhos”. Contudo, se ao invés de garantir a escolha de um cidadão, estiver em causa o “salvamento da economia”, então que se lixem os velhinhos. É deixá-los morrer. Estes liberais “com viés conservador” já não enganam ninguém. Só lhes falta ter a coragem de se libertar do politicamente correcto e assumir, de uma vez por todas, o que são.

 

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Este é o Rodrigo Moita de Deus, lá do sítio. Todos nós temos um Rodrigo com veia para o disparate. O que só vem demonstrar, que no planeta há muito idiota letrado.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Tudo o que diz é verdade. Também é verdade que nem todos os idiotas letrados são liberais ou conservadores. Alguns (muitos) são “de esquerda”, “progressistas”, quiçá militantes bo BE, e apoiantes das causas LGBTKJHDHFDSAKUY, “SOS Racismo”, e outros “chiquismos” da moda.

      • Rui Naldinho says:

        Todos os partidos têm cromos para troca. Sim, o BE também tem alguns cromos. Não há virgens, nessa matéria.
        Por exemplo, a Juíza Clara Sottomaior. Como juíza, talvez algum comedimento lhe fizesse bem. A revolta que o caso Valentina nos faz sentir, não deve ser razão para palpites ou estados de alma nas redes sociais, de quem tem responsabilidades judiciais.

  2. Filipe Bastos says:

    Ah, sim: mais um “liberal conservador” (ou conservador liberal?) na corajosa cruzada contra a ditadura do “marxismo cultural” e do politicamente correcto.

    Não que seja uma ditadura particularmente eficaz: todos dias descobrimos mais 5980 corajosos tuítadores / feicebuquers / bloggers / etc. a dizer o mesmo, a tal ponto que os ‘marxistas’ já parecem a minoria.

    O tal Constantino diz o que muita gente pensa: se não morrerem do covidas, os velhotes morrerão doutra coisa qualquer. Ninguém cá fica. E os números, até ver, são ridiculamente baixos.

    O total oficial do covid no Brasil são 12.000 mortes. Parece muito? Em dois meses normais morrem no Brasil 230.000 pessoas. É uma questão de escala: entre centenas de milhões, 12.000 é quase nada. Nem em Portugal seria muito.

    Claro que pimenta no cu dos outros é refresco; ninguém quer fazer parte dos números, altos ou baixos. Como todos os direitalhas, o Constantino fala assim porque não lhe calha a ele; e jamais questiona porque há-de ser assim: porque há-de a economia assentar em dívida infinita e crescimento infinito.

    E que raio de capitalismo, que raio de sistema, que raio de sociedade é esta que não resiste a uma semi-paragem de um ou dois meses?


  3. Sendo um (ex?) asmático a caminho dos 51 anos, que tem utilizado os transportes públicos para ir trabalhar, será que posso dizer que são sociedades doentes aquelas que comprometem a sua viabilidade económica (incluindo, quem sabe, a daqueles que, por controlarem o Tribunal Constitucional, acreditam estar a salvo da falência do Estado) para combater uma doença à qual 80% das pessoas é imune e cuja vítimas são, na sua quase totalidade pessoas com reduzida esperança de vida? E que esse é um “luxo” que só é viável em Portugal, Espanha, Itália, França, ou Bélgica porque temos (ou julgamos que temos), noutros países, a almofada financeira sem os quais esta política seria, pura e simplesmente, impraticável, pois o inevitável colapso económico causaria, directamente, muito mais mortos do que os causados pela Covid-19? A meu ver, o que explica tudo “isto” é que, friamente, políticos de todos os quadrantes ideológicos perceberam que os eleitores preferiam a acção (mesmo que irracional) à inacção, e com a fé que alguém “pagará” o custo da acção, actuaram. Mas o facto é que a Suécia, com a mesma população que Portugal, e o mesmo tipo de dispersão demográfica (80% concentrados numa estrita faixa litoral, com 2/3 grandes áreas metropolitanas) e medidas muito menos radicais de combate à pandemia, tem menos do triplo dos mortos de Portugal, e um sistema de saúde que não foi pressionado (com o dobro de internados de Portugal). É muito? Depende. Compare-se os números suecos com aqueles que os Imperial Colleges e Buescus andavam a propagar e que fundamentaram a adopção dos “lockdowns”, e veja-se quem actuou com base na boa ciência. E só por má-fé se pode ignorar os colossais efeitos dos “lockdowns” na saúde pública, os futuros e os actuais, e o custo social, actual e futuro, da política do pânico (é ouvir o que dizem as crianças), do isolamento social, da “normalização” de medidas de segurança próprias de Estados totalitários (logo acompanhadas da obediência acéfala e da “bufaria”), e do uso generalizado de máscaras em público, algo que, até há meses, era considerado ofensivo da dignidade da pessoa humana.

    • Paulo Marques says:

      A escolha não é entre menos mortes e pior economia ou melhor economia, é entre menos mortes (por sobrecarga) e problemas económicos, ou mais mortes e problemas económicos. A menos que haja algum país a aproveitar para encher os hotéis, centros de conferência, restaurantes e afins. E a economia é uma questão de escolha, quem criar dinheiro do éter sair-se-à melhor do que quem andar a procurar migalhas no orçamento para criar mais dívida a quem não tem a quem vender.


      • Quanto a evitar a sobrecarga, estamos todos de acordo (a capacidade de resposta do SNS Portugal não é a Suécia). Mas, como é evidente, há mais de um mês que isso deixou de ser um problema. Num blogue de arquitectos dizem que é culpa da CML (que, há dois meses, mandou a malta para “teletrabalha” – a minha rua, em Campolide, parece Panjim a meio da monção) que já não haja gansos nem patos no Jardim da Estrela. Não: é culpa de quem achou suportável dois meses sem esmolas, sem sobras de restaurantes, e sem o peditório da Jonet. Mas, lá está, a miséria em Portugal só acontece quando não há aumentos para os funcionários públicos ou quando os mandam a trabalhar 40 horas. Guias, motoristas de tuk-tuk, empregados de mesa, instrutores de ginástica e restante malta que não descontava – azar o deles, descontassem. Agora vão mas é guiar um “Uber Eats”, que a malta da repartição ou da escola fechada quer almoçar.

        • Paulo Marques says:

          A capacidade da Suécia também não é a que era da Suécia, tem é empregadores melhorzitos que mandaram as pessoas para casa sem serem obrigados.
          Não acho que seja nada evidente hoje que se exagerou na cautela, e muito menos era há um mês.
          A culpa é de governantes que não são capazes, e quem assinou restrições para o efeito, de repor os ordenados desaparecidos para manter a actividade com um ligeiro atraso – fora no turismo, mas isso havia de rebentar de uma maneira ou de outra.

    • Pimba! says:

      JPTV é um reles mentiroso.
      NINGUÉM é “ex-asmático”, a não ser quando morre.
      Muita verborreia para esconder ao que vem, que é o mesmo do “jornalista” eugenista referido no artigo.

      Com essa verborreia toda em cassete, não consegue responder a isto, sim, a pergunta a fazer a todos os energúmenos:
      E que raio de capitalismo, que raio de sistema, que raio de sociedade é esta que não resiste a uma semi-paragem de um ou dois meses?


      • É um excelente sistema económico. Qualquer outro sistema económico (ou até este, sem a prosperidade atingida no último século) e o povo estaria a morrer de fome e/ou a saquear lojas e armazéns, como sucedeu durante 99% da história da humanidade (e, regularmente, em regimes comunistas, como na URSS, na China ou na Coreia do Norte) como você saberia, se os seus pais lhe tivessem dado modos e uns livros para ler. PS: sou um asmático que não tem um ataque, nem dá uma bombada de Ventilan, há mais de 20 anos, se faz questão nessa precisão.

        • POIS! says:

          Pois realmente!

          Eu nem sei porque é que há tanta gente farta de capitalismo.Como diria o célebre economista gaulês Cotrin de Figueiréde “le sistéme capitaliste est bel, les hommes est que parfois donne cap d’el”.

          Por mim nada tenho contra o capitalismo e os capitalistas. Até acho que cada português devia ter um capitalista.

        • abaixoapadralhada says:

          “o povo estaria a morrer de fome e/ou a saquear lojas e armazéns, como sucedeu durante 99% da história da humanidade (e, regularmente, em regimes comunistas, como na URSS, na China ou na Coreia do Norte) ”

          Deves a andar a ver muitos filmes de Hollywood.

          Sim porque eles deixaram de fazer filmes sobre cowboys (os bons) e índios (os maus), para lavarem a cabeça dos totós com outras tretas

          Devias era informar-te sobre os muitos milhares de americanos que morrem porque não têm dinheiro para comprar um seguro


          • URSS, grande fome de 21-22: 1 a 1,5 milhões de mortos; grande fome de 31-33: 6 a 7 milhões de mortos; RP China, grande fome de 58-62: 30 a 45 milhões de mortos; Etiópia, 83-85: até 1 milhão de mortos; Coreia do Norte 94-98: até 2 milhões de mortos De acordo, os EUA não tem cuidados de saúde decentes para os mais pobres. Mesmo assim, uma multidão de pobres arrisca a vida (e muitos perdem-na) para migrar para lá. Já a URSS e o restante bloco comunista tinham cuidados de saúde para os mais pobres (ou seja, todos, tirando a “nomeklatura”) e milhões arriscaram a vida (e muitos perderam-na) para fugir de lá. A realidade é f*a.

  4. Luís Lavoura says:

    O João Mendes põe-se logo a imaginar grandes empresários exploradores, lá onde eles não existem necessariamente.

    Considere antes o caso de um micro-empresário (um daqueles que o PCP tanto gosta de defender) que é dono de um pequeno restaurante, no qual ele trabalha com a mulher e mais uma cozinheira e um empregado de mesa. O restaurante é compulsivamente encerrado, o empresário e a sua mulher e os seus dois trabalhadores ficam sem rendimentos. Esta miséria e esta arbitrariedade são justificadas em nome de quê?

    • Paulo Marques says:

      Em nome de não mandar muitos dos clientes para o hospital ao mesmo tempo, sendo que os restantes deixavam de ir.

    • Pimba! says:

      Bom bom é na Suécia, que o governo local não mandou fechar nada, mas o pessoal evita os bares e restaurantes, tanto que a actividade económica de Estocolmo caiu 70%.

      Ou seja, tão mau ou pior que Lisboa. Mas com MUITOS mais mortos.
      AH! E sem subsídios por perda de vendas, já que o Governo não mandou fechar, logo não tem de compensar.

      É isso que os liberais querem? Então assumam!

  5. Óh da guarda ! says:

    Este Lavoura é:
    Cada cavadela uma minhoca!

  6. Elvimonte says:

    Elogio da treta.

    Depois de consultados vários especialistas, autores de brilhantes teses de doutoramento e de inúmeros artigos científicos sobre o modelo económico de Marte, sobre o modelo epidemiológico de Marte, sobre o modelo antropológico de Marte, sobre o modelo sociológico de Marte e sobre o modelo climatológico de Marte, podemos chegar a estas, também elas brilhantes, conclusões.

    Em Marte não existe desemprego e nunca houve crises económicas e recessões, esclavagismo, feudalismo, capitalismo, explorados e exploradores. Em Marte não existe doença, nunca houve epidemias e muito menos pandemias, registando-se a mais completa assepsia. Em Marte nunca houve violência, guerras, crime ou corrupção. Em Marte todos são iguais, não existindo uns mais iguais do que outros, nem racismo, nem discriminação de género, nomeadamente o alimentício, ou qualquer outra e muito menos ditaduras, ideologias, oportunismo político, medo, pânico, ignorância e insensatez, vivendo-se numa plena e esclarecida democracia onde a palavra economia, constituída por pessoas, foi abolida do léxico.

    Em termos de modelação matemática, Marte é o equivalente mais próximo do paraíso, apenas ensombrado pelos 95% de CO2 de que a sua atmosfera é constituída, o que causa um enorme efeito de estufa caracterizado por uma temperatura média à superfície de -60 ºC (menos sessenta) e conduz ao descabelar dos especialistas em alterações climáticas, muito embora os climatologistas não fiquem embaraçados por isso.

    Proponho pois que o modelo de Marte seja aplicado à Terra, bastando para isso que se aproveite eficazmente todo o armamento nuclear ao nosso dispôr, erradicando de uma vez por todas todos os males que nos afligem, entre os quais se encontra a actual pandemia, de cujo agente causador garanto a extinção, desde que votem em mim, claro está. Dou garantias de processo igualitário, equitativo, sem qualquer discriminação e asséptico.

    A solução imediata de todos os nossos problemas está bem à vista, não precisando nós de esperar pelo corpo celeste com cerca de 50 km de diâmetro que nos acabará um dia por atingir deslocando-se a uma velocidade próxima dos 100 000 km/h, muito embora esse facto talvez não garanta a tão desejada assepsia marciana.

    Ou, como escrevia Álvaro de Campos: “Puta que pariu a vida e quem lá ande”, mesmo nunca tendo visitado as autênticas antecâmaras da morte que constituem, na generalidade, todos os eufemisticamente chamados lares de idosos os quais, com o seu contributo aproximado de 50% de todos os óbitos registados em consequência da pandemia, mesmo assim ficam muito aquém de outras antecâmaras da morte, como as salas de quimioterapia. A grande diferença existente entre elas é que destas últimas ainda existe a esperança de as abandonar com vida, ao passo que das primeiras apenas se sai rumo ao cemitério, mais tarde ou mais cedo, não se mostrando necessário sacrificar velhinhos.

    “Por isso não perguntes por quem os sinos dobram; os sinos dobram por ti.” (John Donne)

    • Pimba! says:

      Vou aventar!

    • Paulo Marques says:

      muito embora os climatologistas não fiquem embaraçados por isso.

      As 3 ordens de grandeza na densidade atmosférica têm qualquer coisinha a ver com o assunto.

      • Paulo Marques says:

        Ops, está mal escrito e errado. A atmosfera é 100 vezes menos densa.

      • Elvimonte says:

        E quais são as implicações desse facto? Será que andou a ler Maxwell? Será que sabe porque razão a temperatura diminui com a altitude no “modelo terreno”?

        Não acredite em equações, olhe que isso é pecado. Vade retro!

  7. Pedro Vaz (Nacionalista) says:

    Se esse senhor fosse de uma qualquer ideologia completamente oposto á minha diria que faz uma boa pergunta relacionada com a moralidade.

    O fantoche do George Soros só está a usar isto para atacar o Bolsonaro. Ordens da Open Society que lhe paga por andar a dizer m*rda na net.

  8. Pedro Vaz (Nacionalista) says:

    PS – Quem concorda com “revolta” do João Mendes (fantoche do Soros) é quem é um “primeiro mundista” mimado que não percebe que a realidade Brasileira é muito diferente. Os Chineses chamam a estas pessoas de “Baizuo”…mais ou menos “Branco ocidental caviar-esquerdista mimado que não percebe nada do Mundo e muito menos do Mundo em desenvolvimento”

    • abaixoapadralhada says:

      Oh nojento sefardita
      Agora defendes o Bolsonaro ?
      Tens pinta de gaçadeu.! Serás brasuca ?
      Faz todo o sentido

    • POIS! says:

      Pois é!

      Lá na China o Pedro Vaz é considerado uma autoridade em matéria de baizuos! Tão respeitado é que é carinhosamente tratado por “Mínzú zhǔyì zhě de gǒu shǐ” nos meios Bèn locais.

      Aliás é tão respeitado como nacionalista que é mesmo confundido com o país. Em Chinês, como se sabe Portugal diz-se Pútáoyá. Nos muros de Pequim é comum ver-se em carateres garrafais a frase:

      “Pútáoyá shēngle háizi Pê-dro-Va”,

      ou seja, “Pútáoyá que pariu Pê-dro-va”, certamente como louvor ao país que deu berço a tão sublime personalidade.

      • Pedro Vaz (Nacionalista) says:

        És um débil mental e entrar em contacto com as tuas tentativas de humor é uma viagem á tua mente completamente insana.

        • POIS! says:

          Pois deixe lá!

          Bem sei que V. Exa. por ser um Vulto Nacionalista de Elevada Modéstia não gosta que se divulguem os inúmeros atos de reconhecimento que o homenageiam por esse mundo fora. Compreendo a sua indignação mas já não compreendo tanto o modo como a exprime.

          Afinal, sendo V. Exa. um esmerado produto de uma firme educação celtigoda, deveria lembrar-se, nestes momentos, do que a sua mãezinha lhe ensinava em pequenino quando o sentava no colo enquanto aparava o bigode.

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