Chatice

É sempre um aborrecimento quando aqueles que tratamos como imbecis se recusam a ser tratados como tal. Estraga-nos os planos e as teorias. Chatice.

Comments

  1. abaixoapadralhada says:

    Eu sou libre, não me digam que não sou livre !

    Os liberocas sempre a defenderem as posições individualistas seja de quem for, brancos, pretos amarelos ou marcianos

    O Obana chegou a Presidente. Mudou alguma coisa ?

    Bandidos liberocas

  2. Paulo Marques says:

    Tenho a certeza que já comparou as oportunidades de emprego e o salário para medir a liberdade. E se ela não é assediada todos os dias, é porque está tudo bem.
    Mas nem assim, admitiu que os polícias se borrifam quando um negro é assassinado. Ops.

  3. Filipe Bastos says:

    Creio que a negra do vídeo que deleita o Sr. Garcez Osório é uma excepção. Creio, pelo que vi, ouvi e li nos últimos 20 anos, que a maioria dos negros já se sentiram discriminados: alguns em detalhes aqui e ali, a que agora se chama ‘micro-agressões’, outros racismo puro e duro.

    Não percebo como alguém pode contestar isto; tal como não percebo o espanto sobre isto. Algum dos virtue signallers brancos já tentou andar à noite por um bairro negro? Viver num país africano ou oriental? Namorar uma cigana, ou uma indiana de uma família tradicional?

    Newsflash: mal saímos das cavernas. Somos preconceituosos, tribais e, sim, racistas. Há 150 anos tínhamos escravos, até 1960 havia segregação nos EUA, pouco antes linchavam negros e vendiam postais do linchamento; achavam que umas poucas décadas de anúncios da Benetton iam mudar tudo?

    Claro que temos de olhar para a frente, não para trás; mas esta permanente histeria PC reduz o tema da desigualdade a racismo (real ou imaginado), corrói a esquerda, divide as pessoas. A obsessão com identity politics só faz o jogo dos mamões. Eles adoram-na. Cega a carneirada e até gera vendas.

    A maior, a verdadeira divisão deste mundo é a classe. A riqueza. Dinheirinho. Um negro gay muçulmano rico tem e terá sempre muito melhor vida e muito mais poder que um branco pobre.

    • Paulo Marques says:

      Tem, mas continua a ser sujeito a ser assediado e insultado todos os dias.

      • Filipe Bastos says:

        Ah, v. também pertence à igreja da identity politics?

        Um negro rico assediado e insultado: sim, coitado, imagino as massas de brancos pobres a chamar-lhe nomes quando passa no Maybach. Os criados brancos a cuspir-lhe no faisão. A dificuldade em comprar iates de 50m decentes. Terrível.

        Não sei em que mundo vocês vivem; certo é que esta treta woke está a rebentar com o que resta da esquerda.

        A esmagadora maioria da população não tem e nunca teve qualquer ‘privilégio branco’. Os seus antepassados foram explorados, tal como eles o são, pelos mesmíssimos mamões.

        • Pedro says:

          Fico espantado com este tipo de raciocínio, que se pode traduzir assim:
          Há negros multimilionários e há brancos miseráveis. E vice versa. Ou: Sempre houve negros explorados e brancos explorados. Logo, está tudo equilibrado 😉

          Esquece que durante o período da segregação, um negro rico não entrava nos mesmos locais de um branco pobre. Podia conduzir um rolls royce que tinha de levar sempre consigo um livrinho chamado The Negro Motorist Green Book para saber onde o aceitavam para dormir ou comer nas suas viagens…Esquece que a cor, a simples cor, era logo à partida, à nascença, um factor de diferenciação que tornava e torna ainda, mais difícil o sucesso para os negros.

          • Filipe Bastos says:

            Não. Não está nada equilibrado. Uma dúzia de mamões tem mais riqueza que metade da Humanidade. De todas as cores.

            A mera existência de multimilionários, de qualquer cor, atesta o desequilíbrio. O salário médio não chega a mil euros. Na maior parte do mundo não chega a duzentos.

            A grande maioria, de todas as cores, sempre foi explorada por uma minoria. Como era a vida dos europeus (pobres) até há poucos séculos? Dos chineses ou dos russos (pobres) até há poucos anos? Dos africanos (pobres) ainda hoje, às mãos de outros africanos (ricos)?

            Acha que um inglês branco pobre, ainda hoje, entrar em Eton? Ou em locais frequentados por negros ricos? Acha que não o discriminam, que não o sovam?

            Cor, sexo, religião, estatura, roupa, sotaque, muitos factores influenciam como somos vistos e tratados. O dinheiro supera e anula todos. Todos. A divisão do mundo é entre ricos e pobres, haves e have nots.

        • Paulo Marques says:

          A ver se nos entendemos. Criar emprego e direitos laborais, melhorar o acesso à saúde e etc é essencial até para que as pessoas se possam mobilizar politicamente e se pare de falar num jogo de soma zero de um suposto roubo de migalhas. Como o Pacheco escreveu, boa parte da violência e assédio policial neste país é para ser assertivo com uma certa ordem social.
          Mas isso não resolve que haja quem vá para a polícia para bater em pretos ou imigrantes sem qualquer tipo de consequência apoiados pelo tribunal. Ou que ciganos só consigam emprego quando passam por brancos. Ou, no país em apreço, que um negro não possa ser confundido com outro (são todos iguais, no fundo) e ser morto sem perceber o que passa, ter alguém a chamar a polícia por andar alguém suspeito na rua a entregar encomendas (porque é empregado negro da UPS), e etc, etc, etc.

          • Filipe Bastos says:

            A ver se nos entendemos: é preciso uma mudança, um reset à riqueza – sim, ir buscá-la onde ela está – e a um sistema dominado pela alta finança, por corporações sem rosto que saqueiam a sociedade, e uma democracia a sério, onde os cidadãos possam finalmente participar nas decisões que os afectam e que serão eles a pagar.

            É preciso um sistema mais justo, igualitário e equitativo, redistributivo e realmente democrático.

            Até se resolver isso, ou pelo menos avançar alguma coisa nisso, o resto é cosmético, secundário ou até impossível, pois tudo ramifica das questões acima.

            Por isto a actual obsessão PC é contraproducente: como já dito, reduz o tema da desigualdade a racismo (real ou imaginado), corrói a esquerda, divide as pessoas. Isto só faz o jogo dos mamões. Eles adoram identity politics.

          • Paulo Marques says:

            A política identitária é o mais relevante? Não, credo, mas é preciso ir a jogo. Foi o outro lado desta que criou forças policiais mais armadas que muitos exércitos para uma “guerra à droga” e uma “guerra” ao terrorismo, com a inevitável consequência dos abusos que têm sido filmados na última semana (só notável em quantidade, infelizmente), incluindo a jornalistas por não fecharem os olhos. Criou uma indústria prisional de trabalho escravo que corrompe a política. É uma força para manter os salários mais baixos. Além do lado humanitário (não há nada de política identitária em não querer putos em jaulas ou pessoas aleatoriamente assassinadas), há que considerar que a violência, física e não só, não fica confinada (first they came for… yadda yadda).
            E há um pormenor, dinheiro não é riqueza, é um meio de troca para movimentar a economia;, não é preciso ir buscá-lo para financiar os fins pretendidos, embora seja desejável para evitar comportamentos contrários. Alguém viu o défice estrutural, a curva de Phillips, o ISLM, etc a modelar alguma coisa de relevante? Mas aceitamos que nos diga que não há dinheiro, porque sim. Felizmente, o Alessina, um dos carrascos de Portugal e Grécia graças a erros matemáricos, bateu as botas. Falta o resto, porque Planck tinha razão e o progresso científico faz-se uma morte de cada vez.

  4. POIS! says:

    Pois é chatice, pois é!

    O Sr. Osório deve estar a referir-se aos que, cá dentro, não ficaram eternamente agradecidos à dupla Passos-Portas e, principalmente, aos génios Maria Luís e Sérgio Monteiro pela sua genial política económica e resolveram mandar às malvas a PaF.. Realmente chato.

  5. Rudolfo Dias says:

    Chatice é alguém querer convencer-me que um tipo ser morto por um criminoso ou por um polícia é a mesma coisa. Nessas altura sinto que me estão a querer tratar por imbecil.

    • POIS! says:

      Pois, mas há mais hipóteses!

      É quando o polícia é criminoso ou quando o criminoso é polícia. Nesses casos já pode ser a mesma coisa. O Sr. Osório, nestas coisas de polícias e ladrões americanos, é um homem muito perspicaz, por isso lhe chamam Osório MaF (Osório Muito à Frente).

    • Paulo Marques says:

      E um policía indiciado de homicídio em segundo grau?

  6. Paulek says:

    O Osório é um finório meio pró estupidório.

  7. Pedro says:

    Portanto, o video é relevante, exatamente porquê? É a opinião dela e experiência pessoal dela, perfeito. Mas é representativo de quê, afinal? Tenho a certeza absoluta que encontraria opiniões iguais as dela de pessoas negras nos últimos 500 anos, pelo menos, satisfeitas com a sua vida, sem ver problemas de racismo à sua volta, etc. Também há pessoas negras a votar no Trump. E então?… Não interessava mais saber a opinião da maioria?

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