Auto-mutilação

Actualmente, ser de esquerda implica mutilar a sua própria liberdade. Principalmente, a liberdade de pensar.

Há, palpavelmente, um acantonamento ideológico na esquerda que lhes tolhe a lucidez. A impossibilidade de questionar uma imensidão de dogmas e a necessidade (vital) de acreditar em princípios que, claramente, não funcionam, obrigam socialistas e comunistas a viver num mundo em que a capacidade de introspecção inexiste ou está reduzida a mínimos.

De uma forma singela e superficial, é-lhes inviável alcançar que os problemas não se solucionam se o Estado os esconder debaixo de quantidades (obscenas) de dinheiro até porque além de isso não resolver nada (só adia), o dinheiro não é infinito, não se gera espontaneamente e é coisa que o Estado não tem porque o que gere não é dele, é nosso. Para mais, provém quase exclusivamente de receitas de “Racketeering”.

O mundo da esquerda é uma espécie de “banda desenhada” em tons cor de rosa da realidade assente em “soundbites” sem sentido, em “wishful thinking”, mas, principalmente, na “proibição” de se questionarem.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    “…
    A ideia de que pode nascer um discurso político e económico alternativo ao que domina o centro-esquerda desde o início dos anos 90 deixa quem tem as chaves dos portões do que é razoável fora de si. A ponto de a nacionalização da TAP, que infelizmente nada tem de programático, ser intolerável. A ponto de preferirem ver a TAP falir, coisa que nem os empresários mais liberais deste país desejam, a dar razão a quem a nacionaliza A ponto de os mesmos que defenderam que se despejassem quantias exorbitantes na banca privada rasgarem as vestes contra a injeção de dinheiro público numa TAP pública.

    Na falsa indignação não conta apenas o ato. Também conta o ator. Com a cada vez mais habitual ausência de António Costa sempre que as coisas são mais difíceis, foi o ministro das Infraestruturas que teve de lidar publicamente com um dossier quer herdou. E Pedro Nuno Santos é da ala esquerda do PS. E contará sempre com menos tolerância dos poderes mediáticos do que dirigentes do PCP ou do BE. Uma coisa é ter alguém de esquerda nos partidos da chamada esquerda radical. Outra é ter um socialista claramente situado à esquerda com ambições de liderança no PS. Todo o consenso tem de se fazer fora do socialismo democrático e quem se atreva a tentar ressuscitá-lo será cilindrado no espaço mediático.”
    Daniel Oliveira

    Escrevo eu:
    Já no caso da TECNOFORMA, empresa no qual o ex Primeiro Ministro Passos Coelho foi administrador, o OLAF europeu entende que houve fraude na gestão dos fundos europeus atribuídos, entre 2000 e 2013, aos projetos da TECNFORMA, pela mão de Miguel Relvas, razão pela qual, entende o organismo, a empresa deve devolver o montante de 6.7 milhões de euros.
    Devolveu?
    O tanas!
    Pagamos nós, os otários, como de costume.
    Tal como a banca, toda ela gerida por perigosos comunistas e socialistas, cuja dívida ronda os 17 mil milhões de euros. E ainda vamos ver como ficará o BES.

    “Daí presumir-se que a direita faz uma gestão criteriosa dos dinheiros vindos do Estado e, melhor ainda, dos fundos vindos de Bruxelas”.
    Enquanto houver, toca mamar na teta da vaquinha, que depois logo se vê. O último que apague as luzes.

  2. abaixoapadralhada says:

    “Há, palpavelmente, um acantonamento ideológico na esquerda que lhes tolhe a lucidez.”

    Bem dizia o botas que quem se lhe opunha era politico e tinha ideologia. Para ele era só ” A Bem da Nação”

    Como é natural, não foges muito desse interessante conceito de Salazar. O palavreado é para tentar enganar alguns distraídos que ainda não vos tenham percebido as intenções.

  3. Vila do Conde says:

    Ppois…os “liberais” não têm ideologia. O melhor é rir para não chorar…

    • POIS! says:

      Pois sim!

      Mas não se esqueça de assinalar a sua presença com chapéu de penas, uma t-shirt da IL com uma foto do Hayeck e uma cabeleira tipo Adam Smith que é para a gente dizer:

      “Olha, ali vai um liberal a rir!”.

      Assim já não o confundem com um qualquer outro parvo.

  4. Fernando says:

    O dinheiro é teoricamente infinito, e os bancos centrais têm provado como é infinito.

    O dinheiro é gerado arbitrariamente no computador do Banco Central.

    O Banco Central (Estado) é a origem do dinheiro.
    Se não gosta do dinheiro do Estado pode sempre criar o seu, tipo Bitcoin, e depois tente que outros usem a sua moeda…

    O défice do Estado é a poupança privada.

    O seu amigo salazarento António Saraiva da Confederação Patronal sabe perfeitamente quem tem a carteira de onde vem todo o dinheiro, é por isso que ele exige ao Estado que lhe passe milhões sem fim a fundo perdido.

    O salazarento Osório não sabe como funciona a economia.

  5. Paulo Marques says:

    Um acantonamento ideológico que tolhe a lucidez, hmmm, como dizer que a curva de Laffer existe, o QE produz inflação, estávamos no pleno emprego (sem pressão nos salários), o défice zero dava-nos poder na Europa, o Euro vai nos meter no pelotão da frente, o Japão está falido e não sabe, a regulação bancária seria horrível (o CumEm e a manipulação do Libor são virtuosas, presume-se), o mercado de habitação resolve tudo (com o estado mais uma vez a ter que pagar as obras, desta vez para que não fique tudo vazio, a teoria da convergência europeia, a austeridade salvífica (a quantidade de recém formados a sair é boa para o país), o proteccionismo é sempre mau (o meu KIA de 13 anos que só existe graças a uma indústria protegida discorda)…
    Estes esquerdalhos são mesmo ideológicos. Quase que desejo que a TAP fosse mesmo a falência para ver se aprendiam qualquer coisa, mas acho que nem assim.

  6. Rui Naldinho says:

    E a propósito de Pedro Nuno Santos, poderíamos falar na Suzana Peralta, entre muitos outros, … num pequeno país onde mais do que a inteligência, a inovação, o pragmatismo e a audácia, uma boa parte do mundo empresarial, com especial incidência os PSI 20, vive do rentismo e do lobismo, que em abono da verdade não é mais do que um fenómeno de corrupção travestido de legalidade. Até está legislado, o lobismo.
    Este texto ainda está estaladiço, pois saiu do forno recentemente.

    PAÍS PEQUENO (Daniel Oliveira – Expresso)

    “As privatizações não mudaram uma história que vai do ouro do Brasil ao condicionalismo industrial, substituindo empresas públicas por monopólios privados. O poder político acreditava tanto na concorrência que depois de privatizar a EDP fez o mesmo com a REN, um monopólio natural. (…) Para uma empresa que gere rendas, interessam gestores com boas agendas de contactos políticos que segurem essa vantagem. Isto acontece em todo o mundo, mas num país pequeno é mais eficaz. (…) O tribunal por onde passa tudo o que é mais relevante tem dois juízes. (…) Como Ivo Rosa está em exclusivo no processo Marquês, sobra um juiz com 11 processos e mais de 300 arguidos. (…) É inevitável que alguém que concentra tanto poder acabe por se embriagar. As medidas de coação impostas no caso da EDP (…) são a exibição dessa bebedeira. É que Carlos Alexandre está em guerra com Ivo Rosa, seu indesejado vizinho. A justiça nunca é imaculada de mesquinhez. Mas num país pequeno é pior. (…) Numa reunião formal, vários catedráticos da Nova SBE mostraram incómodo por uma professora, Susana Peralta, usar o nome da faculdade na assinatura da sua coluna no “Público”. Peralta faz criticas à EDP, GALP e Novo Banco. O campus à beira-mar plantado foi pago por estas e outras empresas (…). A relação com os mecenas de uma universidade que devia ser pública passa por encomendar um estudo que atesta a ausência de rendas excessivas na EDP – usado no processo judicial que Carlos Alexandre acompanha no TIC (…). É uma faculdade manietada na sua capacidade de incomodar os que devia livremente estudar. (…) Só que num país pequeno é pior. Ao ponto de um mecenas ter o desplante de pegar no telefone para comunicar o seu incómodo por haver uma professora que o critica no espaço público. Não sabemos quem foi. Era interessante que fosse António Mexia, ligando tudo com um nó. O improvável triângulo EDP-TIC-SBE exibe a pequenez de um país que tem de começar a substituir a indignação ética pela precaução política.

  7. Caco says:

    Tenho vindo a ler certas coisas do Osório e cheguei à conclusão que o objetivo é sempre o mesmo, o que é importante é falar mal da esquerda seja ela correta ou não.

    • Democrata_Cristão says:

      “o que é importante é falar mal da esquerda seja ela correta ou não.”

      Claro. É para isso que lhe pagam.


  8. O verdadeiro esquerdalho não teme o ridículo!

    É cada cromo!


    • Devo ser um verdadeiro esquerdalho. Os ridículos impressionam-me mas não me metem medo.

    • A educação é muito linda says:

      Es de esquerda, JGMenos ?

    • POIS! says:

      Pois não!

      Realmente não se viu, até agora, nenhum esquerdalho temer o JgMenos.

      Também não será caso para isso. Devidamente açaimado, até poderá sair à rua sem que haja lugar a temores.


  9. A esqerdalhada faz todo o necessário para que a economia dê na merda, e quando tal acontece declaram-se salvadores da economia pela forma mais progressista possivel; mais dinheiro impresso ou mais dívida!
    Uns ases da economia!
    Palhaços!

    • Democrata_Cristão says:

      JgMenos

      Deve ser o que está a fazer o Trump
      O Trump é de esquerda ?

    • POIS! says:

      Pois sim, Xô Jg!

      Essa melancia que tem aí por cima dos ombros fez “tilt” e V. Exa. perdeu o norte, o sul, o este e mesmo o oeste.

      Quem é que tem insistido sistematicamente na “impressão” de moeda e na expansão da dívida? Não são os sistemas rentistas e financeiros que, em última análise, têm sido os grandes beneficiários?

      Não me diga agora que a voraz tubaroagem financeira é de esquerda!

  10. Jose Oliveira says:

    O Menos ainda pensa e defende que é a esquerda que manda na economia. Eu tb acredito no Pai Natal, no coelhinho da Páscoa e nos glutões. Eles andem aí…hehehehe

  11. POIS! says:

    Popis é, sem dúvida!

    Em matéria de Economia a esquerda é uma trampa, da qual estão proibidos de se questionarem.

    . Já a direita, na mesma área, é uma brilhante maravilha e, como tal, inquestionável.

    Quem me disse isso? Bem, acho que foi uma ex-secretária de um grupo parlamentar de cor alaranjada.

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