O meu nome é Richard

Por ser de Esquerda, nunca poderia gostar deste Governo. Não obstante, aceitei todas as medidas desde Março de 2020. Afinal, era uma pandemia e ninguém estava preparado. Erros compreendem-se num contexto global de ignorância total.
Deixei de aceitar e de compreender.
Permitir festejos como os do Sporting Campeão e, muito pior, organizar de forma metódica a vergonha da Final da Liga dos Campeões ultrapassa todos os meus limites.
Nunca me preocupei minimamente com o vírus (viver não é assim tão interessante), mas respeitei sempre. Compreendi. Cumpri. Aceitei. Nunca por mim, sempre pelos outros.
(mesmo quando o meu melhor amigo me rejeitava só porque vinha nas notícias)
Não mais.
A partir de agora, sem máscara nem distanciamento social, o meu nome é Richard.

Comments


  1. O Ricardo diz que aceita tudo. Mas se ele soubesse a quantidade de pessoas que já morreram ou cairam seriamente doentes com as vacinas, então roía-se todo; até trepava às paredes. Aceitar a versão única da verdade? Só podem andar a gozar com o pagode.
    Porque será??

    • Paulo Marques says:

      Tamos à espera… mais ou menos dos que caiem na Índia?

    • POIS! says:

      Pois tem toda a razão!

      O meu vizinho foi vacinado e no dia seguinte caiu doente. E o caso foi grave! Foi para o hospital e tudo!

      Tá bem que se soltaram os cabos do andaime. Mas a mim ninguém me tira da cabeça que foi por causa da vacina.

  2. JgMenos says:

    «Nunca me preocupei minimamente com o vírus (viver não é assim tão interessante)…»
    Ele há cromos para todos os géneros!

  3. Paulo Marques says:

    Adepto do Chelsea desde pequenino!
    O que interessou foi o turismo, o que nos resta no reino neoliberal. Entre isso e Albufeira, ao menos estes (quase só) levam o bicho de volta para a terra deles, devido ao tempo da coisa. Coisa que o Rio, se não sabe, ainda é mais burro do que aparenta.
    Tem jeito? Não, mas a escolha não é de hoje, nem acaba com o PRR, nem acaba com a oposição.

    • Filipe Bastos says:

      Pois digamos assim: se v. criticasse o governo e o Bosta é que seria de admirar. Seja na hipocrisia covideira ou no que for.

      A culpa dos outros é dos outros; a culpa deles não é bem deles: é do mundo, do sistema, do capitalismo, das estruturas de poder, da UE, dos EUA, da China, da órbita do sol ou dos mistérios do universo.

      Deles é que nunca é. Quando muito é levemente partilhada por eles, mas mudemos rapidamente de assunto, não é importante.

      V. até acha que o Trafulha 44 era fantástico porque ‘fazia coisas’.

      • Paulo Marques says:

        Pronto, não sabia que era semana de ser contra deixar as pessoas trabalhar e obter dinheiro. Tem que me mandar a agenda para saber destas coisas.
        A única coisa que disse é aberto e fechado não dá, temos pena.

      • Filipe Bastos says:

        Percebo que esteja confuso: para si todas as semanas são semanas de histeria covideira. Quem ouse pôr um pé fora de casa sem ordem do nosso sábio governo, devidamente mascarado e a pelo menos trinta metros do cidadão mais próximo, merece ser preso e açoitado…

        …menos quando o nosso magnífico governo decide o contrário, e aí quem o critica é que está mal! Ou, no mínimo, não está a ver a big picture.

        Que diabo, a plebe não aprende que o governo – desde que seja do Partido da Sucata – tem sempre boas razões, e sobretudo nunca tem culpa de nada?

        • Paulo Marques says:

          Claro que foram as duas situações, principalmente a da capita, uma trapalhada, e mais uma prova que há um zombie no governo.
          Mas se há coisa que se fez bem foi evitar foram cargas policiais e, quase sempre, excessos. Agora, a polícia sendo o que é, e tendo gostinho pelo autoritarismo, comete sempre alguns, mas fazer isso a imagem da pandemia, enfim.

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