Terceira intifada palestiniana contra a radicalização da ocupação israelita | Do cessar-fogo à guerra por outros meios | Semana #3

Sobreviventes prestam homenagem às quatro vítimas do ataque aéreo

 

Quando daqui a poucos dias a Federação Portuguesa de Futebol vender o seu prestígio para ajudar a lavar as mãos de Israel, no último jogo de preparação para o campeonato da Europa, fará sete anos do ataque aéreo à praia de Gaza, que tirou a vida a quatro crianças que jogavam à bola. Escolho o dia da criança para lembrar este crime de guerra, num território que é vítima de crimes de guerra em número suficiente para ilustrar todos os dias e onde as crianças não têm nenhum sossego. Como diz Gabor Maté, sobrevivente de Auschwitz, médico e ex-sionista: “na Palestina as crianças não sofrem de stress pós-traumático porque nunca há o ‘pós’ e o trauma se acumula indefinidamente”. Fernando Gomes, presidente da FPF, Fernando Santos, treinador, Cristiano Ronaldo, capitão de equipa, e os jogadores que aceitem em silêncio este ultraje, devem saber que não estão a jogar um simples jogo de futebol. Estão a ser usados pela propaganda de um estado confessional e criminoso, para o ajudar a esconder o terror da sua natureza genocida. Temos provavelmente a melhor geração de jogadores de futebol de sempre, falta demonstrarem se são ser humanos à altura do seu talento. Apelo, do meu singelo lugar da arquibancada, para que se recusem a jogar e para que aproveitem a atenção da opinião pública para se juntarem ao lado certo da história, denunciando um regime que não pode continuar a ser normalizado por todos os campos da sociedade. Para Israel não se trata de um jogo, trata-se de um indulto que todos se devem recusar a subscrever. Todo o colaboracionismo é cúmplice, num tema onde a neutralidade joga a favor de quem agride.

Entrevista de Russell Brand a Gabor Maté, aqui.

Reportagem da Ana Carvalho com entrevistas a Ramy Rmeile e Nabil Alraee, sobre o ponto de situação na Palestina.

Desde o “cessar-fogo” Israel já deteve perto de uma centena de árabes israelitas acusados de participar na revolta dentro das fronteiras da Palestina ocupada, já prendeu uma dezena de palestinianos na Cisjordânia, e já assassinou Ahmad Jamil Fahd, no campo de refugiados de al-Amari, fuzilado com vários disparos a curta distância, num atentado levado a cabo pelo esquadrão da morte Musta’ribeen, uma unidade de agentes da Mossad que actuam na Cisjordânia com israelitas disfarçados. Também matou outro palestiniano nas imediações do bairro de Sheikh Jarrah, sem sequer revelar a sua identidade. O tribunal colonial israelita adiou a anexação de Silwan, outro bairro que, à imagem de Sheikh Jarrah, fica em Jerusalém Oriental, com 70 famílias em risco de serem expulsas das suas casas. Soma-se a tudo isto sucessivas provocações em Al-Aqsa, repressão generalizada na porta de Damasco, a manutenção do bloqueio por terra, ar e mar à Faixa de Gaza, mesmo que este território palestiniano esteja no limiar de uma gravíssima crise humanitária, com escassez de água potável e bens de primeira necessidade. Israel, igual a si próprio e aos fundamentalistas que o governam, limitou o cessar-fogo à suspensão da chuva de bombardeamentos com que procurou destruir a Faixa de Gaza, mantendo activa todas as outras formas de terror com que procura avançar no genocídio dos palestinianos. Se Hitler deixasse de bombardear Varsóvia será que também seria beneficiário da normalização de todas as outras malfeitorias?

Protestos no bairro de Silwan, aqui.

“A vida para lá da morte”, um conceito que qualquer ateu aprende com a força das gentes de Gaza. Na foto, um aniversário no que resta da casa da família da aniversariante, no link, testemunhos dos voluntários que desde o fim dos bombardeamentos se dedicam a reconstruir cada recanto da Faixa de Gaza.

Tornou-se vezeiro ouvir que “desta vez Israel foi longe demais”. Não é verdade. Não foi só desta vez. Este vídeo, que mostra Netanyahu em off a deixar claro até onde quer ir, é de 2001. Também aí se dizia que Israel dessa vez tinha ido longe demais e também dessa vez se esquecia a enormidade dos crimes desde a sua fundação, forjada à bomba e a sucessivos actos de terrorismo. Israel sempre foi o que é, é o que sempre foi, independentemente das sucessivas vagas de radicalização com vista ao genocídio do povo palestiniano.

Artigo do Roberto Mansilla, com observações do Waldo Mermelstein e um poema meu, sobre a fragilidade do cessar-fogo em Gaza e os desafios que o território enfrenta se o bloqueio por ar, terra e mar, que dura desde 2008, não for levantado sem condições.

Assim ficou Gaza, que no entanto já começou a ser reconstruída pelos seus habitantes, enquanto a ajuda internacional resolve as suas burocracias e Israel continua sem ser responsabilizado pelo custo da reconstrução.

O criminoso de guerra Raphael Gamzou, inexplicavelmente embaixador de Israel em Portugal, tremeu como tremem os facínoras quando, por alguma razão, são colocados sob escrutínio. Na entrevista que deu a si próprio na TVI24, onde não respondeu a nenhuma pergunta de Miguel Sousa Tavares, conseguiu ainda assim assumir o seu passado na carnificina que Israel impõe aos palestinianos. MST, sempre mais brando com os poderosos do que com todos os demais, fez algumas boas perguntas mas foi aceitando que ficassem sem resposta, e foi caindo nas perguntas retóricas de Gamzou, o orgulhoso defensor da turba que celebrou o incêndio que instigou nas árvores de Al-Aqsa, o embevecido veterano da Liga da Defesa Judaica (Jewish Defense League) que assina o mural à esquerda a defender câmaras de “gás para os árabes”, ou dos poucos que no cartaz à direita ainda defendem Israel à moda de Israel, advogando que se “matem todos” os palestinianos na “solução final” do sionismo.

Tenhamos alguma noção e perspectiva. Gamzou é um assassino e um defensor do genocídio do povo cuja terra Israel ocupou, à lei da bomba, há 73 anos. Gamzou tem honras de Estado em Portugal como Embaixador, fazendo uso do cargo para financiar quem defende o indefensável e abrir caminho aos grupos sionistas especializados em especulação imobiliária. Gamzou assina crónicas quotidianas na imprensa onde mente sem pudor para mascarar os crimes que executou e outros executam por si agora. Gamzou é um terrorista com as mãos sujas de sangue, pelo que Gamzou devia ser expulso ou detido, tal como o faríamos, ou deviamos fazer, com qualquer outro fundamentalista que acha que os Estados confessionais, que praticam o apartheid e dependem de uma limpeza étnica para existir, são democracias modernas.

Já sabemos que Raphael Gamzou foi soldado da IDF. Que pertenceu à Mossad. Que tentou cancelar Vasco Gargalo e o Tiago Rodrigues acusando-os de antisemitismo e que garante que Gaza podia ser Hong Kong ou Singapura desde que não tivesse palestinianos. Sabemos também que é um criminoso de guerra, ao serviço do Estado confessional de Israel em Portugal. Mas não sabemos mais nada sobre esta sinistra figura, que se passeia pelos corredores da diplomacia a pingar sangue das mãos. Onde e quando nasceu? Que trajecto teve? O que estudou? Que crimes cometeu? Que lobbies tem promovido em Portugal? Que relação tem com as milícias da Liga de Defesa Judaica? Quantos palestinianos já matou? Quantos jornalistas já marcou para os impedir de entrar na Palestina? Porque não aceita, em entrevistas, determinadas perguntas? Porque aceitamos como embaixador um facínora que acha que tem o direito de nos esconder o seu tenebroso passado como se fosse um fantasma e as suas intenções no presente?

Na entrevista a Miguel Sousa Tavares não respondeu a nenhuma questão mas acabou a defender Menachem Begin, que antes de ser primeiro-ministro de Israel foi um destacado terrorista dos esquadrões de morte sionistas, que não só organizou e executou o atentado ao Hotel King David, matando 91 britânicos, árabes e judeus, acção que Gamzou defendeu na entrevista sem pestanejar, como ao serviço dos grupos terroristas Irgun ou Haganá, semeou a morte em toda a Palestina. O que nos tem a dizer do atentado contra a refinaria de petróleo de Yafa? Ou do atentado do navio francês Patria, que resultou na morte de 300 pessoas? E da Black Sunday de Jerusalém? E das centenas de bombas em cafés, mercados, autocarros e hospitais? E dos atentados aos cinemas Rex ou Alhambra? E dos ataques em Biyar ‘Adas, Deir Yassin, Rehovot, Lifta, Ramla, ou do massacre de Balad al-Shaykh? Quantas pessoas morreram nos incontáveis atentados que fizeram em Yafa, Telavive ou nas várias das entradas da cidade velha de Jerusalém? O que é que Raphael Gamzou tem a dizer sobre a indigna história da ocupação israelita e, mais importante ainda, sobre a parte que contou com a sua dedicada colaboração?

A UAV Tactical Systems, em Leicester, que produz drones militares para que Israel radicalize o genocídio dos palestiniano, foi hoje tomada pelo movimento de solidariedade com a Palestina, que conseguiu parar a produção.

Netanyahu e o seu governo de fanáticos, violando o cessar-fogo, lançou uma campanha de vingança contra a comunidade de árabes israelitas, dentro das fronteiras da Palestina Ocupada. Só em Jerusalém foram 15 pessoas detidas em suas casas, na calada da noite. Não se sabem ainda números desta operação nas demais cidades mistas de Israel, mas há relatos em todas elas e também dentro das próprias fronteiras da Cisjordânia. Ontem circulou um aviso que dava conta que Israel pretende prender 500 árabes israelitas, ignorando os seus já limitados direitos como cidadãos, numa operação que foi acompanhada de violência generalizada de milícias de colonos contra os bens, casas e carros, e a comunidade árabe de Israel, na operação que chamou de ‘Lei e Ordem’, mas que viola todas as leis e coloca em causa a ordem, mesmo aquelas pelas quais se rege. Ferido no seu orgulho por ter perdido politicamente a toda a linha, Israel procura à moda das milícias nazis identificar, prender ou matar todos os que, também dentro das “suas” fronteiras e com a sua cidadania, coloquem em causa a imoralidade das suas leis e das suas ordens. Israel deixou de incluir quem não esteja disposto à sua natureza genocida, ao seu compromisso colonial, mas esquece que está a atacar 20% da sua população e da mão de obra que precisa para funcionar. Não podemos deixar que o cessar-fogo seja uma oportunidade para que Israel continue a limpeza étnica por outros meios, agora sem a luz e a atenção da opinião pública mundial.

Semana #2

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Comments

  1. JgMenos says:

    Uma vez que o joelho no chão já está possuído pelo anti-racismo, sugere-se que de cú pró ar e virados a Meca seja o modo de protesto a representar.
    A dirigir o apelo à exaltação do inefável Hamas, sugere-se que o façam em fila e de língua de fora.

    • Renato Teixeira says:

      Para quem é um dos mais disciplinados, ainda que pouco esperto, caniche do sionismo, os seus insultos são autênticas medalhas. É continuar. Só pode estar certo o caminho, caro aspirante de Begin de trazer por casa.

    • Carlos Almeida says:

      JgMenos

      Sempre coerente com o nazismo, não é ?

      Com o do século XX já sabíamos, mas como do século XXI, estamos agora a constatar

    • Paulo Marques says:

      E já são do Hamas desde criancinhas ou ainda, vá, têm oportunidade de ser benzidos?

  2. Caco says:

    Tem que se dar alguma desculpa ao JGM, acho que ao nascer bateu com a cabeça no chão.

  3. JgMenos says:

    A única questão que sempre fica por esclarecer é se estes sensíveis paladinos dos direitos dos povos dão ou não o direito a que os judeus vivam em paz no seu Estado na Palestina ou se regressamos ao antes de 1948.
    O corretês é defender os direitos dos palestinos ignorando os judeus e o extremismo islâmico; e sentem-se tão humanitários, os cretinos…

    • POIS! says:

      Pois tá bem!

      Se V. Exa e os seus comparsas se sentem assim tão humanitários, pois temos de aceitar. Mesmo o coração mais peludo e granítico tem os seus momentos de comiseração.

    • Renato Teixeira says:

      O projecto da Palestina sempre foi, ao contrário de Israel que é apenas dos judeus sionistas, pluriconfessional.

    • Paulo Marques says:

      E que é que viver em paz na terra deles tem a ver com limpar os outros?

    • carlos almeida says:

      É muito interessante e esclarecedor ver o Sr JgMenos, defender os sionistas

  4. Filipe Bastos says:

    O Jg tem um ponto válido: que fazer a Israel? Que solução?

    Dois estados? Os árabes não querem lá Israel. Nem judeus. E depois de tudo isto qualquer convivência será difícil.

    De certo ponto de vista, claramente não o do Renato Teixeira, na verdade o Islão e os árabes é que estão a mais. Mais ainda do que Israel. São um atraso de vida.

    Estes posts, embora justos sobre a barbárie e o cinismo de Israel, continuam a não reflectir isso. Quem os leia pensará que o outro lado é inocente, civilizado, impecável.

    • Renato Teixeira says:

      A região sempre teve judeus e são tão bem-vindos como todos os que ali queiram rezar. O que não têm é direito a um Estado exclusivo, que para existir implica que todos os demais sejam corridos. Veja a entrevista sugerida no arranque, verá que mesmo do lado israelita há quem tenha ganho noção disso.

    • Carlos Almeida says:

      “O Jg tem um ponto válido: que fazer a Israel? Que solução?”

      Basta voltar a 48 e ver como e por quem foi criado o estado de Israel, o seu tamanho na altura e como foral anexando territórios que em 48 não lhe pertenciam, para perceber toda a historia.

      Mas os judeus querem fazer-se os coitadinhos, quando são os que impõem um aphartaid aos palestinianos.

    • Filipe Bastos says:

      Sim Carlos, Israel foi ali enxertado contra a vontade de todos à volta; mas isso já lá vai. Que fazer agora?

      A solução dos dois estados com fronteiras de 1967 tem perdido apoio dos dois lados. Vão-se acumulando queixas e ódios. Após décadas disto, qualquer coexistência será frágil.

      Não é como portugueses e espanhóis, ou coreanos do norte e do sul: nada divide tanto como a religião. E não é uma guerra limpa (se houvesse tal coisa), sempre foi massacre de civis, um estado permanente de medo e ressentimento. Não é ‘isto é nosso e isto é vosso’; é ‘isto é nosso; vão morrer longe’.

      Mas Renato, note que sempre houve judeus proeminentes a falar contra Israel, como Finkelstein e Chomsky, além de muitos israelitas comuns; bem mais raros são muçulmanos a falar contra o seu lado, ou a tentar ver o do Israel.

      A sociedade israelita é apesar de tudo mais aberta, plural e democrática; o Islão só lava cérebros e persegue dissidentes. Não percebo onde vê tanto ecumenismo e tolerância.

      • Renato Teixeira says:

        Dizer de uma sociedade colonialista que depende do genocídio isso que para aí diz é muita vontade de não querer ver o que é Israel.

    • Paulo Marques says:

      Sim, o Islão é um atraso de vida, por isso é que permitia aos judeus (e cristãos) condições de vida que os europeus nunca permitirem, até os Otomanos quererem ser modernaços e seguirem o exemplo. Isto 500 anos depois de nos reintroduzirem os nossos textos gregos e romanos – nunca saiu mesmo nada de jeito dali.
      Que fazer? Um estado com a força de segurança da ONU que existe para garantir democracia.

      “Não percebo onde vê tanto ecumenismo e tolerância.”
      Na história até ao século XX. Por alguma razão, e depois levam com Sykes-Picot. Mas pronto, já que não há retorno, exterminem-se todos, de Marrocos à Indonésia deve ser coisa fácil.

      • Paulo Marques says:

        “Na história até ao século XX.”
        Relativamente às ideias do resto, entenda-se. Como tudo o resto, inaceitável hoje.

      • Filipe Bastos says:

        Bonitas histórias do tempo em que os animais falavam. Esqueceu-se de mencionar a álgebra.

        Entretanto, nos últimos 500 anos – coisa pouca – o Islão tornou-se o atoleiro que se vê. Claro que nem tudo é mau; consta ser o maior especialista mundial em três áreas: dessalinização; falcões; reprodução de camelos.

        No resto, tópicos avulsos:
        — menos de 10 cientistas e técnicos por 1000 habitantes (a média mundial ronda os 40, e no 1º mundo 140);
        — com mais de 1500 milhões de pessoas, contribuem 1% dos trabalhos científicos;
        — Espanha traduz mais livros num ano do que todo o mundo árabe nos últimos mil anos;
        — na Turquia de hoje as crianças não aprendem a Teoria da Evolução; aprendem preces do Corão.

        Talvez banir a impressão de livros e punir com a morte quem fosse apanhado a fazê-lo não tenha sido uma grande ideia.

        Ou talvez persistir em impor taras medievais à população desde o berço, e passar a vida como carneiro ou fanático religioso, também o não seja. O que acha?

        • Renato Teixeira says:

          Não há exemplo de colonialismo, precoce ou tardio, que não fizesse uso da dita superioridade civilizacional. Por essa lógica, ainda hoje viveríamos num passado não tão longínquo assim, que não pode senão envergonhar os povos que o levaram a cabo.

        • Filipe Bastos says:

          OK Renato, mas e quando uma civilização é realmente superior? Quando é mais… civilizada?

          Não falo de comer porco ou vaca, de usar chapéu ou lenço, de conduzir pela esquerda ou pela direita: falo do Iluminismo que o Islão nunca teve; de não colocar uma religião no centro da vida e do mundo; de não fechar as mulheres em armários ou obrigá-las a andar vestidas de mancha negra; de não engolir qualquer tara ou costume parvo só porque um livreco o ordena ou porque ‘é tradição’. Bardamerda mais a tradição.

          Porque é uma civilização superior? Porque os povos assim a fazem. Porque há muitas gerações são assim educados. A educação faz a civilização. Ou sugere que o atraso muçulmano é genético?

          • Renato Teixeira says:

            Franceses, ingleses, espanhóis, holandeses, belgas e portugueses fizeram uso desse argumento à exaustão para semear a barbárie disfarçada de civilização. Não há nenhuma superioridade no colonialismo. É, como bem dizem os brasileiros, conversa para boi dormir.

          • Filipe Bastos says:

            Sim, e Hitler dizia que fumar faz mal à saúde.

            Sua vez: próximo non sequitur?

        • Paulo Marques says:

          Pior, nem consomem vinho! Bárbaros!
          É, se ignorar a história, foram sempre assim. E se ignorar o presente, também pode fazer de conta que não há países muçulmanos essenciais na alta tecnologia.
          Mas, pronto, resta saber se devem ser exterminados à nascença, ou se a exploração à eixo Franco-Alemão é mais humanista.

          • Paulo Marques says:

            E que dizer de não aceitarem usura? Cambada de atrasados, porra.

          • Filipe Bastos says:

            Não bebem vinho às claras; às escondidas depende. É como o Ramadão, onde costumam ganhar peso apesar do suposto jejum. À noite vale tudo.

            Ou como o abuso de rapazinhos, apesar de toda a homofobia e machismo – basta pesquisar “Preying On Young Boys | Pakistan’s Hidden Predators”, ou “Islam sexual abuse”. Outros casam com meninas de 12 anos; sempre é mais coerente com o profeta.

            A proibição da usura é talvez a única coisa que se aproveita. Nisso, verdade seja dita, quem nos dera.

          • Paulo Marques says:

            É, e os portugueses só querem saber de putas e vinho verde, os britânicos são todos hooligans monárquicos, os negros roubam todos, os ciganos trabalham todos nas feiras, os funcionários públicos nunca trabalham, etc. O que vale é que encaixa toda a gente em categorias tão fáceis de distinguir. E são todas más.