Estão de olhos TAP(ados)?

 

Se eu quiser viajar de avião, escolho o destino , e em função de vários factores ( preço, horários, aeroporto de partida e de chegada, possibilidade de bagagem, compromissos, entre outros) escolho a companhia de aviação. Faço uma escolha que embora livre, tem essas condicionantes. O dinheiro é meu e gasto-o conforme considere que é a melhor escolha.

Presumo que com as entidades colectivas privadas ocorra o mesmo, embora possa haver alterações, uma urgência de última hora, adiamentos não atribuídos à companhia/voo, etc.

Está a decorrer o Campeonato do Mundo de Futebol. Está a ser jogado em vários estádios em vários países, o que obriga a viagens de avião, mesmo na fase de grupos.

Em 2016, ano em que a equipa principal de futebol portuguesa foi campeã europeia, o voo de regresso ao nosso país, em glória, foi efectuado por um avião da companhia GainJet, não obstante a TAP ter preparado um avião, simbólicamente baptizado de Eusébio, para o efeito (tiques à Estado Novo).

A actual selecção principal de futebol, actualmente na Hungria, a disputar o Campeonato do Mundo, foi para aquele país num Boing 737-400, da companhia Air Horizont Limited (uma companhia aérea de Malta, subsidiária de uma companhia espanhola).

Eu, que sou desfavorável à existência de uma companhia aérea do Estado em Portugal, mas manda quem pode, pergunto-me, se num ano em que a situação da TAP é muito complicada, ocasiões como esta não deveriam ser aproveitadas?

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Ufa, podiam ter ido num Max bem regulado pelo mercado!
    É pá, mas se a ideia é poupar, fretar um quase vazio parece contrário. E se a ideia é falar bem do mercado, é melhor escolher um em que não haja subsídios por todos os lados.
    Yadda, yadda, independentemente dos riscos de ter e de não ter a dita companhia a montante, acima dos dados que tenho, mas não é simples.

  2. Rui Naldinho says:

    ” Cosmos – Viagens e Turismo, SA é uma Agência de Viagens, Portuguesa, especializada na organização e gestão de eventos desportivos.
    Os conhecimentos adquiridos com a organização de viagens para os Clubes de Futebol (F.C.Porto, S.L.Benfica, Sporting Clube de Portugal, Sporting de Braga e Vitoria Sport Clube), para a Selecção Nacional de Futebol, o Comité Olímpico de Portugal e as Federações de diversas modalidades que depositaram na Cosmos a confiança da organização de todas as suas deslocações ao estrangeiro, deu-nos o kow how necessário para criarmos o Departamento de Incoming da Cosmos.
    Ao trabalhar, quase em regime de exclusividade, com eventos desportivos e equipas de alta competição, a Cosmos Incoming tornou-se especializada neste tipo de negócio.”

    Este é o cartão de apresentação da Agência de Viagens contratada pela FPF para prestar serviços às nossas seleções. Se não me falha a memória pertence, ou pertencia, à família Oliveira, bem conhecida no mundo da aficion.
    Sabemos que as Agências de Viagens procuram o preço de aluguer ou charter mais barato, e estão-se a marimbar para nacionalismos. Por vezes até para a segurança, considerando que há aviões charters que parecem relíquias de museu. Isto é o liberalismo na sua perfeição.
    A questão que se coloca no post é pertinente.
    Ganhando a FPF milhões de euros com o futebol, com jogadores pagos por receitas de bilheteira dos portugueses, publicidade de empresas portuguesas, não seria de esperar que esta exigisse aos fornecedores de alguns serviços, por exemplo, o transporte aéreo das seleções, uma companhia aérea portuguesa, no caso, a TAP?
    Claro que faria todo o sentido. Mas isso é para gente que tem um discernimento acima do “Yes Minister!”
    Portugal é um país de amanuenses. Temos um gajo que manda, o Ministro das Finanças, e um exército de amanuenses que cumpre as suas determinações, muitas vezes sem sequer pensar um pouco.

  3. Filipe Bastos says:

    A TAP é mais um caso da partidocracia em roda livre: um governo que representa menos de 20% do país decide, sem nos perguntar nada, enterrar milhares de milhões nossos, que nem temos mas que teremos de pagar, numa companhia ruinosa.

    E fá-lo em plena crise covideira, com meio país dependente de subsídios e moratórias, sem nada justificar a quem pagará tudo. Se isto não é intolerável, não sei o que o será.

    Poderia ser útil manter a TAP? Talvez sim, talvez não; primeiro é responsabilizar quem a deixou assim, mais Frasquilhos e outros parasitas que lá mamam. Só depois fazer contas e explicar tudo muito bem explicadinho num referendo.

    Em vez disso que temos? Mais gestão danosa; mais prepotência criminosa da escumalha pulhítica. E logo do gangue de sucateiros chamado ‘Partido Socialista’, o mesmo que arruinou o país há meia dúzia de anos. E há otários que acham isto normal!

    • Paulo Marques says:

      Responsabilizar? Isso é tipo quê, roubar-lhes as contas e levar com processos e multas em cima por atropelar leis nacionais e internacionais?

  4. Luís Lavoura says:

    ocasiões como esta não deveriam ser aproveitadas?

    Aproveitadas de que forma e para que fim? A frase está incompleta e não se entende o seu sentido.

    • Rui Naldinho says:

      Não me diga que é necessário fazer um desenho?
      Temos uma companhia de bandeira, a TAP.
      Temos várias seleções nacionais desportivas envolvidas numa multiplicidade de eventos, por esse mundo fora. Temos ainda uma representação olímpica que participa nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
      Não acha razoável que o Estado, é em última instância quem tutela todos estes organismos, quanto mais não seja financeiramente, possa exigir que se cumpram alguns requisitos, sendo um deles, por exemplo, viajarem na TAP?
      Ou acha que só faz sentido os contribuintes pagarem a TAP por masoquismo?

      • Luís Lavoura says:

        O Estado exigir que as seleções nacionais viajassem na TAP seria apenas uma forma indireta de subsidiar a TAP. Indireta e ineficiente. Diminuiria a eficiência da TAP e diminuiria a eficiência das seleções nacionais (que seriam forçadas a apanhar vôos menos convenientes e/ou mais caros).

        Se é (e é mesmo!) para subsidiar a TAP, prefiro que os subsídios sejam atribuídos de forma transparente e eficiente, e não de forma indireta e ineficiente.

      • Luís Lavoura says:

        As seleções nacionais não viajam, normalmente, em vôos comerciais. Viajam em vôos fretados.
        Da mesma forma que, se por exemplo uma empresa resolver levar todos os seus colaboradores para uma reunião algures no país, não vai mandar esses colaboradores tomarem todos o mesmo comboio ou camioneta, vai mas é fretar (alugar) uma camioneta somente dedicada a esse fim.
        Para além de companhias aéreas regulares, há muitas outras companhias aéreas (por exemplo, em Portugal, a empresa dos irmãos Mirpuri) que se dedicam ao aluguer de aviões.
        Cada macaco no seu galho.

        • Rui Naldinho says:

          “As seleções nacionais não viajam, normalmente, em vôos comerciais. Viajam em vôos fretados.”

          Mas quem é que escreveu nalgum dos textos, que não o Luis, que as seleções tinham de ir num voo comercial?
          A FPF conforme aluga um avião para a seleção nacional a um privado qualquer, aluga-o à TAP.
          Ou será que a TAP não tem aviões para cada uma das situações. Voos curtos, médios e longos.
          Admitindo que isso seria uma forma de subsídio indirecto, o que é que fazem os outros países, em especial aqueles com os quais tanto gostamos de nos comparar?
          Se não viajem na Lufthansa, viajam na Germanwings, que é uma subsidiária. Se não viajam na Air France, viajam na Transavia uma subsidiária, da companhia francesa e holandesa KLM.

  5. Quebrabilhas says:

    (Só salientar que a selecção não está a disputar o Campeonato do Mundo mas sim o Campeonato Europeu)

  6. Loan Express says:

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