O novo “normal”

As alterações climáticas e os fenómenos naturais extremos, como as cheias na Alemanha, Itália e na China, as ondas de calor no Canadá e nos Estados Unidos que chegaram a atingir temperaturas de 50°C e a provocar milhares de incêndios, têm-se multiplicado à escala global, deixando clara a necessidade da emergência climática e de um plano mundial para a efectiva redução das emissões dos gases de efeito de estufa, da protecção, conservação e recuperação dos ecossistemas terrestres, aquáticos e espécies animais, bem como da transição para modelos ecológicos e sustentáveis que protejam todos os seres existentes na Terra e nos preparem para lidar com fenómenos naturais adversos.

“A década de 2011 a 2020 foi a mais quente que alguma vez se registou, tendo a temperatura média mundial atingido, em 2019, 1,1 °C acima dos níveis pré-industriais. O aquecimento global induzido pelo homem aumenta atualmente à taxa de 0,2 °C por década.” Citado do texto sobre o aquecimento global, no site oficial da União Europeia.

Grupos de cientistas de diferentes partes do Mundo têm vindo a reforçar durante décadas que se a Humanidade não travar efectivamente as alterações climáticas, a tendência é piorar. Estes fenómenos naturais extremos vão ser mais frequentes e severos, aumentando as temperaturas na Terra, destruindo cidades inteiras pela subida do nível da água do mar, entre outros destinos trágicos e catastróficos que ainda não somos psicologicamente capazes de lidar.

A mudança está a acontecer, no entanto a passo de caracol. Enquanto jovem-adulta nesta Terra imensa, deparo-me: por um lado, com iniciativas comunitárias não-governamentais, de limpeza e conservação dos espaços florestais e praias, o que me parece uma tentativa incrível dos locais em tornar os seus espaços de comunidade, lazer e residência, em ambientes e contextos saudáveis, não-poluentes, ecológicos e sustentáveis; e, por outro lado, existem, diariamente, milhares de pessoas e indústrias que depositam o lixo e todo tipo de resíduos para o chão, rios e mares, de forma inconsciente, irracional e automática, que anula, quase por completo, o esforço colectivo de uma real mudança.

A par destas realidades paralelas, há uma em particular que me preocupa: a ausência de responsabilização das grandes indústrias, empresas poluentes, bem como dos campos de monoculturas agrícolas, que monipolizam hectares de florestas e planícies, descurando por completo o planeamento dos solos, o consumo e gastos de água, bem como a diversidade das espécies, da fauna e flora e o impacto destes sistemas no meio ambiente.

Estas indústrias têm de ser responsabilizadas pela destruição de ecossistemas, poluição de rios e mares, assim como é igualmente necessária a criação de modelos sustentáveis que reduzam, gradualmente, até é à sua eliminação, os plásticos e outros produtos poluentes, e a consequente substituição para materiais ecológicos e sustentáveis (que abrange, não só as indústrias alimentares, como as indústrias têxteis).

Salvar o mundo que conhecemos já não é mais uma missão individual, em que cada um, no seu dia-a-dia, faz o que pode para nutrir os contextos onde vive (os famosos três R’s – reduzir, reciclar e reutilizar). Salvar o mundo é uma missão colectiva e imperativa para a sobrevivência da Humanidade e da Terra.

Juntemo-nos nesta luta diária para que as próximas gerações possam viver em equilíbrio e plenitude.

Comments

  1. R.de morais says:

    Excelente reflexão. Urgente divulgar e aplicar.


  2. Estás certíssima, Mariana. Mas, como deves saber, é o sistema capitalista o reponsável por tudo isso e muito mais. Logo, dentro dele, não existe qualquer solução, a não ser mais do mesmo. Como muito bem dizia Marx: ou socialismo ou barbárie. É nessa segunda parte que estamos.


  3. Tem de haver algo de errado quando estão 10º no Rio de Janeiro e está tudo congelado no Brasil ou os países nórdicos com mais calor do que Portugal. Mas a auto-destruição é inevitável.
    Ou Ambiente ou Economia, os dois simplesmente não dá.


  4. Salvar o mundo?!

    Cito Attenborough: “Falamos muitas vezes de salvar o Planeta, mas a verdade é que temos de fazer tudo isto para nos salvarmos a nós mesmos. Connosco ou sem nós, a natureza regressará.”

    O mundo não precisa ser salvo. É a Humanidade que precisa salvar-se.

    Mas não me interprete mal: estou 95% de acordo com o post. A hora é de agir.

  5. Elvimonte says:

    Mas alterações climáticas relativamente a que período pré-industrial?

    Ao período há cerca de 5300 anos atrás, quando Ötzi, o Homem do Gelo, terá escalado os Alpes, numa época em que apenas os picos mais altos da cadeia montanhosa eram gelados? (vd. artigo científico publicado na Scientific Reports).

    Ao período quente romano?
    «The Roman Warm Period, or Roman Climatic Optimum, was a period of unusually warm weather in Europe and the North Atlantic that ran from approximately 250 BC to AD 400. … That and other literary fragments from the time confirm that the Greek climate then was basically the same as it was around AD 2000.»

    Ao período quente da Idade Média?
    «The Medieval Warm Period (MWP) also known as the Medieval Climate Optimum, or Medieval … The warm period became known as the Medieval Warm Period.»

    Ao período conhecido como Pequena Idade do Gelo?
    «The Little Ice Age is a period between about 1300 and 1870 during which Europe and North America were subjected to much colder winters than during the 20th century. The period can be divided in two phases, the first beginning around 1300 and continuing until the late 1400s.»

    Parece-me que o autor do post, à semelhança da generalidade das pessoas menos informadas, para ser simpático, se refere a este último período, dada a conveniência de se colocar a origem do referencial nesta última época climática fria – a mais fria dos últimos 8000 anos – para sobrevalorizar o actual período em que nos encontramos.

    E com isso omite galhardamente a paleo-climatologia e toda a história de constantes alterações climáticas anteriores, ao mesmo tempo que estabelece uma correlação entre aumento da temperatura média global e aumento da concentração de CO2, alegadamente consequência da revolução industrial.

    Acresce que correlação não é causalidade, nunca podendo uma correlação estabelecer por si só uma relação de nexo causal, um princípio científico elementar de que se vai abusando para gerar pânico e alarmismo, como se tem visto no decorrer da actual epidemia com os confinamentos e o uso de mácara, cuja eficácia a evidência empírica se tem encarregado de desmascarar sempre que existem “experiências naturais” com verdadeiros grupos de controlo (vd. artigo científico “Lockdown Effects on Sars-CoV-2 Transmission – The evidence from Northern Jutland”).

    Voltando ao “aquecimento global”, gráfico de temperaturas do período inter-glacial do Holoceno: prntscr.com/wg63ma

    (Meu comentário originalmente publicado no post Pirâmide Invertida, algures num blogue da concorrência; adaptado.)

    • POIS! says:

      Pois deixo aqui á consideração do comparsa cartuxo Elvimonte, um caso para meditar.

      Estes meses de julho e agosto têm apresentado, por cá, temperaturas abaixo da média.

      Segundo o cientista Adérito Polhastro, tal deve-se ao facto de os churrascos que são frequentes nesta época estarem a libertar fumo que obnubila a luz solar, provocando um efeito de arrefecimento.

      O estudo, muito bem documentado, foi recentemente publicado na revista científica “International Journal of Poult Studies”, no âmbito de uma bolsa de investigação financiada pela Associação dos Avicultores de Portugal.

      • POIS! says:

        Corrija-se: na primeira linha é “cartucho”. A Menos que o Elvimonte tenha ingressado na Ordem. Não consta.

  6. luis barreiro says:

    Há serventuários dos ddt e ricardinhos salgados de Portugal, e há amibas ao serviço dos ddt do mundo, como é que colocam o povinho a preferir por exemplo energia verde com custo de 440,00€ vs milhão kw, em detrimento do custo de 40.00€ do kw a gás natural? só precisas de criar o medo…. e os ricardos salgados do mundo agradecem.

    • Paulo Marques says:

      Não ajuda muito se tens que comprar e ligar um AC o dia todo para pagar a diferença (que não é essa).
      Ainda por cima para comparar com um producto cuja produção só pode diminuir.

  7. Júlio Rolo Santos says:

    Plantem eucaliptos, senhores, plantem eucaliptos. É uma árvore que consome muitos recursos hidricos, alimenta os fogos, é um “belíssimo” cartaz turístico, mas isso é de somenos importância, o que interessa é que sustentem muitos parasitas e subjuguem os governantes.

  8. Elvimonte says:

    Se a camarada catequista em vez de debitar a “cassete” que lhe meteram na cabeça nas madrassas tivesse estudado, facilmente compreenderia que:

    a) Na dedução da expressão do gradiente atmosférico vertical de temperatura adiabático seco apenas intervêm a equação fundamental da Hidrostática, a equação de estado dos gases perfeitos e a expressão para as suas evoluções adiabáticas, sendo universal a diminuição da temperatura com a altitude como resultado da diminuição da pressão e inversamente;

    b) Em consequência da Lei de Henry e das suas limitações impostas pela curva de solubilidade do CO2 na água em função da temperatura, de elevado declive negativo para as temperaturas ambientes, tendo em consideração o ciclo do carbono na Terra é a elevação da temperatura que precede (é a causa) da elevação da concentração de CO2 atmosférico, algo que todos os paleo-registos mostram, p.e.:
    “Our analyses of ice cores from the ice sheet in Antarctica shows that the concentration of CO2 in the atmosphere follows the rise in Antarctic temperatures very closely and is staggered by a few hundred years at most,”
    (Niels Bohr Institute,
    nbi.ku.dk/english/news/news12/rise_in_temperatures_and_co2/);

    c) Numa escala temporal de menor amplitude, o referido em b) pode ser constatado na curva de valores médios mensais de concentração atmosférica de CO2 (vd. NOAA, Mauna Loa) que, desde o início dos registos no final dos anos 50 do século passado, apresenta máximos em Março/Abril e mínimos em Setembro/Outubro, independentemente da quantidade de CO2 de origem humana;

    d) Pegando na série de valores médios mensais de concentração de CO2 referida em c) e numa qualquer correspondente série de temperaturas (UK Met, GISS, UAH, RSS), usando apenas técnicas simples de tratamento de dados, prova-se que os extremos (máximos e mínimos) dos valores médios mensais de temperatura global (dos oceanos, da troposfera, dos continentes e por hemisfério) precedem sempre (são a causa) os correspondentes extremos da concentração de CO2 e lanço aqui o repto a que alguém prove o contrário, ficando na expectativa até à eternidade;

    e) Não é apenas via Termodinâmica (a tal equação de Poisson) que se prova que a temperatura superficial de corpos celestes é primordial e universalmente função da sua pressão à superfície, evidenciando a Análise Dimensional resultados semelhantes, como se mostra na imagem seguinte:
    prntscr.com/12dc99p (colhida em Volokin & Rellez, 2015).

    f) A Ciência é mesmo assim. Baseia-se em números e não em paleio. A fé, a convicção, a presunção, a ideologia, a religião, a política, os interesses económicos, os concensos, a ignorância, as “fake news” e a propaganda, todos eles devem ser mantidos o mais afastados possível da Ciência, para não a contaminarem. “It doesn’t matter how beautiful your theory is, it doesn’t matter how smart you are. If it doesn’t agree with experiment, it’s wrong.” (Feynman)

    (Meu comentário originalmente publicado no post Pirâmide Invertida; adaptado)

  9. Tal & Qual says:

    Evimote!

    Vossemecê escreve muito bem. Mas é um chato do karaças.
    Só consigo ler as 3 primeiras linhas.

    • Fernando Rodrigues says:

      Pois é. É muito mais fácil ler os textos da “cartilha” (até porque metade já sabemos de cor, de tão repetidos que têm sido).

      E lá vamos todos comprar carros “verdes”, movidos a baterias e lítio (que acho que não é nada verde, mas isso para o caso não importa, porque ninguém fala do lítio, nem do que irão fazer às baterias quando se lhes acabar o tempo de vida, nem de onde vão buscar a electricidade a mais que iremos consumir, já que “nuclear não, obrigado”).

      E assim, como disse e muito bem alguém antes, vamos pagando a electricidade mais cara da Europa, e subsidiando os Teslas de 200.000 euros, enquanto não ganhamos para sustentar o passe social nos miseráveis transportes públicos que temos.

      O planeta ficará muito melhor sem esta humanidade estúpida. Eu só espero por uma boleia para Marte, rapidamente.

    • Carlos Almeida says:

      Tal e qual

      “Só consigo ler as 3 primeiras linhas.”

      As primeiras linhas. ?????Que grande heroi

      Mas isso é uma desconsideração para o Sr Dr Copy &Past , também conhecido por sua Exª Sr Elvimente

      A bem da Nação

      Carlos Almeida

      • POIS! says:

        Pois tem muita razão em avisar!

        Um vizinho meu leu quatro linhas e foi parar de urgência ao hospital!

        Está há dez dias em coma induzido. Pelo Elvimonte.

  10. Elvimonte says:

    Comparando este post e a generalidade dos comentários com o facto dos alemães terem votado em Hitler e depois se terem maioritariamente transformado em nazis convictos, o paralelismo sociológico é evidente.

    Ignorantes e filhos da propaganda – uma nova conotação para f. da p. – que os leva a acreditar em mentiras, não tenho a menor dúvida que a generalidade dos comentadores e a autora do post, nesses tempos de escuridão, fossem nazis convictos, membros da juventude hitleriana – que usava a imagem duma adolescente loura e de tranças a fazer lembrar a Greta – carniceiros das SS e torturadores da Gestapo.

    A autora do post e camarada catequista até podia ter sido a Ministra da Propaganda do regime nazi, não desfazendo da arte do grande mestre J. Goebbels. Faz uso das mesmas técnicas e proclama fervorosamente a mesma veracidade de todas as mentiras que publicita.

    O documentário “Planet of the Humans” do seu ex-camarada Michael Moore, agora caído em desgraça porque deixou de recitar a cartilha, revela alguns pormenores.

    A razão disto tudo continua a ser a superioridade moral de que alguns se acham possuidores e a culpa que atribuem a terceiros.

    Durante o nazismo era a superiodade moral relativamente aos judeus, esses grandes culpados de todos os males da Alemanha de então. Nos dias de hoje é a superiodade moral relativamente aos apodados genericamente de negacionistas, os grandes culpados dos tempos modernos.

    As redes sociais, esse cancro da liberdade de pensamento cuja única virtude é terem vindo dar voz aos imbecis, secundam-nos e censuram tudo o que estiver em desacordo com o Ministério da Verdade orweliano.

    E o Trusted News Initiative (TNI) é hoje o Ministério da Verdade, tendo como associados as ditas redes sociais, as maiores cadeias informativas e, qual cereja no topo do bolo, organizações de verificação de factos que trabalham para as anteriores e são financiadas confirmadamente, por exemplo, por um dos fabricantes de vacinas não se sabendo que outros interesses têm por trás.

    Ciência (de que nada sabem), realidade (que só vêem com as palas daquilo que lhes mostram), evidência empírica (que
    desconhecem), nada os demove. Nunca na vida leram um artigo científico, mas viram na televisão, leram nas notícias e no Aventar, ouviram o Manel dizer o que lhe tinha dito a Maria, que tinha ouvido o primo do cunhado da irmã da tia dizer e é tudo quanto lhes basta.

    Repetem à exaustão e mesmo quando colocados perante factos não acreditam e negam-nos, dando primazia à convicção. E quando não os negam acham normal que a origem do período quente que atravessamos tenha sido colocada no final da Pequena Idade do Gelo, cerca de 1850, quando se atingiram as temperaturas mais baixas dos últimos 8000 anos, em vez de ter sido colocada no Período Quente Romano ou no Período Quente Medieval.

    O poder da propaganda é enorme e é essa a causa da existência da publicidade, que de outra forma não existiria.

    PS – Camarada catequista, veja lá se o CO2 aquece:
    prntscr.com/12dlhbr – anomalia de temperatura medida por satélite (RSS e UAH) 1993-2016 em função da concentração de CO2

    PPS – Sobre a vaga de calor que assolou recentemente Canadá e EUA não vou discorrer sobre ventos adiabáticos – seria uma perda de tempo. Mas sobre cheias no vale do Ahr, em Junho/Julho ocorreram cheias semelhantes às deste ano em 1804 e 1910 pelo menos e deixo-lhe link de resenha histórica:
    kreis-ahrweiler.de/kvar/VT/hjb1983/hjb1983.25.htm

    PPPS – Bónus:
    prntscr.com/12dlq37 – Pacific Decadal Oscilation (PDO)
    prntscr.com/12dlue4 – PDO correlacionada com temperatura global
    prntscr.com/12djmjv – irradiação solar 1500-2000, mínimos de Sporer, Maunder e Dalton
    prntscr.com/12dl3pj – Correlation of 14 C with Oort, Wolf, Spörer, Maunder, Dalton, and 1880-1915 Solar Minimums. Each minimum was a period of high 14 C production and each corresponded to a cold climate.
    prntscr.com/12djssz – actividade solar 1600-2000, 400 anos de observação de manchas solares
    prntscr.com/12djz3b – idem, + futuro, de acordo com modelo (Zharkova) verificado 97% correcto contra dados históricos

    • POIS! says:

      Pois estou de tal modo…

      Comovido, que nem posso!

      O amor do Elvimonte ao próximo e a toda a Humanidade é de tal modo sublime que aparvalha qualquer alma!

      A fina ironia, a subtileza, a sua esmerada educação aristocrática, fruto da convivência intelectual nos melhores salões da nossa mais alta e fina sociedade, revela-se aqui de um modo que só será surpreendente para quem lamentavelmente desconhece, ou anda lamentavelmente distraído, ou lamentavelmente se alheia, ou está lamentavelmente desatento, ou as três lamentáveis coisas.

      Ou não estivéssemos na presença de um descendente genealógico, pelo ramo português, segundo galho a contar da esquerda, da vetusta família francesa dos Elvimonts D’Ordure, possuidor dos títulos de “Seigneur du Fumier” e “Baron des Poubelles”.

    • Paulo Marques says:

      Pois, com a criação da privatização já concorda com os nazis.
      Quanto ao resto, argumentar com média popularuchos não é difícil; difícil era não ignorar os incêndios, aos quais pode acrescentar agora a Grécia, Itália e vizinhos. E, claro, quem paga os danos materiais, que, ao contrário do €, não é criado ex nihilo.

  11. luis barreiro says:

    O aquecimento global serve para dar dinheiro sempre aos mesmos, e o pobre ainda grita pelos interesses do capitalista.

    • POIS! says:

      Pois estou intrigado!

      Quem terá proferido semelhante frase?

      Estou indeciso entre arriscar que é uma estrofe dos “Lusíadas”, o estribilho de um fado da Amália ou um pedaço de um discurso do Al Capone citado num evento realizado nas Caves de Coimbra.


    • Portanto o conceito de aquecimento global induzido pela acumulação de carbono produzido pela atividade humana é de todo o interesse para a industria petrolífera, industria do carvão, industria automóvel e mais umas outras industrias sem poder nenhum no mundo. Tá bem abelha.

    • Paulo Marques says:

      Tudo e o seu contrário no sistema capitalista serve para dar dinheiro aos capitalistas, sim.

  12. Lecas says:

    tudo normal … o nosso agosto ate esta frio 🙂

    de qq forma so para explicar, … só se consegue verificar a “cena” das alterações climatéricas observando no mínimo períodos de 30 anos … não é por num ano existir cheias ou fogos que isto está tudo alterado…. tenham lá calma

    ps- odeio ecologicos da treta … a ecologia faz-se com sustentação, não se pode eliminar tudo o que temos e sermos “ecologicos” , se assim for vai existir muita pobreza e fome

    • Elvimonte says:

      Por muito que se esforce os eco-nazis só compreendem simplificações grosseiras: se está calor é do “aquecimento global” e se está frio e há cheias é das “alterações climáticas”. E assim têm sempre razão com justificações que são carroça para todo o burro.

      E como têm um sistema de crenças que não podem ver perturbado porque ficam doidos, nem sequer concebem que a sua ideologia assenta em duas mentiras e um truque.

      Mentira 1 – os registos no gelo comprovam que é a temperatura que precede a variação do CO2; a correlação entre ambos existe, mas é a temperatura que precede a variação do CO2 (a causa precede sempre o efeito e é fácil de explicar porquê e comprovar com os dados actuais que temos);

      Mentira 2 – os períodos quentes romano e da idade média e o período designado por pequena idade do gelo, só para citar os mais próximos, comprovam que as alterações climáticas são uma constante e não uma excepção;

      O truque – consiste em colocar a origem do referencial no final da pequena idade do gelo (~1850) que coincide com o período mais frio dos últimos 8000 anos, com o início da revolução industrial e com o início do actual período quente em que ainda nos encontramos.

      Dois gráficos que levam os eco-nazis a descabelarem-se, à demência e ao insulto:

      prntscr.com/12dlhbr – anomalia de temperatura medida por satélite (RSS e UAH) 1993-2016 em função da concentração de CO2

      prntscr.com/wg63ma – gráfico de temperaturas do período inter-glacial do Holoceno.

      Impossível explicar aos eco-nazis que foi durante o período quente da Idade Média que os vikings colonizaram a Gronelândia e que Gronelândia, tal como em inglês Greenland, significa “terra verde”. Nem mesmo quando se lhes mostram pesquisas recentes que afirmam:

      “A conclusão a que chegaram Christ e seus colegas, entre eles o geocientista Paul Bierman, é que o gelo da Gronelândia derreteu inteiramente durante os recentes períodos quentes da história da Terra …”

      • POIS! says:

        Pois, realmente…

        Justificações que são carroça até para V. Exa devem evitar-se.

      • Paulo Marques says:

        Ao que isto chega, até é preciso trescontar a história para negar a evidência. Pela mesma teoria, o gelo da Islândia está onde?
        A designação, hoje e sempre, é alterações climáticas, e o problema a velocidade das mesmas.

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