Como resolver os problemas do país em três tempos

As notícias têm sido recorrentes. Vários sectores profissionais têm piorado de ano para ano. Porém, a solução é extremamente simples, como veremos.

“Ser professor é uma profissão em declínio (candidatos estão entre os que têm pior média)“. Notícia já com 4 anos, que só surpreenderá quem esteve desatento à constante campanha negativa orquestrada pelo Ministério da Educação desde os tempos da Milu.

Conselho Superior da Magistratura abre processo de averiguações nos casos relacionados com Rendeiro“. A Justiça continua a ser uma das poucas áreas (a única) que não mudou no essencial. Mudanças cosméticas, como o Citius e afins, lavaram a face, mas na verdade ainda criaram mais entropia devido à baixa qualidade das soluções informáticas. O caso Rendeiro é apenas mais um episódio, com a particularidade de o próprio Conselho Superior da Magistratura, a corporização da corporação, daí lavar as mãos.

Demitiram-se em bloco 87 médicos do Hospital de Setúbal. Apenas três não assinaram carta de demissão“. A falta de dinheiro para a Saúde é uma constante ano após ano. Os serviços estão deficitários de pessoal e de meios. O caos só não foi generalizado durante a pandemia porque se fechou o país. A falta de investimento acabou por ser paga na mesma por todos.

Para resolver estes 3 problemas bastam pequenas alterações orgânicas.

A Saúde passa a estar sob a alçada do Novo Banco. Como se sabe, nunca faltou dinheiro para o BES, Novo Banco e demais buracos bancários, pelo que os fundos para o SNS aparecerão naturalmente.

A Justiça fica sob a dependência do Continente ou do Jumbo. Ou até sob a alçada da CIP. A facilidade com que estes sectores têm conseguido mudar a legislação laboral para atender às suas necessidades será um factor determinante para mover o elefante jurídico.

A Educação integra um qualquer departamento da TAP. O governo está constantemente disposto a resolver os problemas desta empresa, incluindo a injecção de milhões de euros na empresa, pelo que, estando sob a tutela da TAP, logo fica resolvido o sub-financiamento da escola pública. Não havendo necessidade de continuar a cortar no orçamento educativo, de imediato se torna desnecessário baixar a reputação dos professores para que estes percam capacidade de travar os cortes.

Simples.

Comments

  1. João Mendes says:

    Grande malha!

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