Fim à ocupação. Justiça para Shireen.

Fotografias: MAYO

Algumas centenas de pessoas juntaram-se ontem no Rossio, em Lisboa, para condenar a ocupação de Israel na Palestina.

Os manifestantes lembraram também a ‘Nakba’, palavra árabe para ‘Catástrofe’, agora que passam 74 anos da criação do Estado de Israel, pondo assim em concretização o projecto sionista. Mais de 700.000 palestinianos foram forçados a deixar as suas casas e o seu país e a refugiarem-se, outros mantêm-se nos colonatos ilegais que Israel ergueu nos territórios palestinianos, onde sofrem atrocidades diárias. Hoje, estima-se que existam cerca de 7 milhões de refugiados palestinianos, uns alojados em campos de concentração, outros espalhados pelo mundo.

Na semana passada as forças armadas israelitas assassinaram a jornalista palestino-americana da Aljazeera, Shireen Abu Akleh, com um tiro na cabeça.

A manifestação contou com a presença de representantes do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, associações e vários activistas da causa palestiniana, assim como a comunidade palestiniana em Lisboa.

#freepalestine

🇵🇸

Lisboa, 2022

Comments


  1. Espero que os responsáveis pela morte da jornalista da Al-Jazeera (canal noticioso que mais vejo, apesar do “from the occupied West Bank / East Jerusalem”) e da vergonhosa perturbação do seu funeral sejam encontrados e condenados. Tenho alguma esperança que isso aconteça, porque Israel, com todos os crimes que pratica (a maior parte “desculpados” por crimes anteriores) é um Estado de Direito (e porque a jornalista era cidadã americana). Já não tenho esperança nenhuma de ver “representantes do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, associações e vários activistas” a protestar pelos 7 (sete) jornalistas mortos pelos invasores russos na Ucrânia. PS: no Rossio – ou na Praça D. Pedro IV, se preferirem (ou forem maçons) – “na Praça do Rossio”, é que não, por favor.

    • João L Maio says:

      Tem razão. Agradecido pela chamada de atenção. Corrigido.

    • Rui Naldinho says:

      Você vestiu a pele de Sumo Sacerdote e já resolveu dar a sua sentença, no que ao assassinato de uma jornalista diz respeito.
      “ Espero que, …. espero que, … porque afinal parece que…! “
      Percebe-se o incomodo. Vá lá, louvo-lhe a tibieza de não escrever que estávamos perante uma perigosa terrorista suicida.

      “Em democracia o que parece é”. E também o é numa ditadura, ainda que se esforcem por ocultar os factos.
      Não sei se Israel no presente é essa democracia de que falamos.

      O caso Shireen é crime. Como são todos os crimes contra os jornalistas que tem a função de informar, mesmo que não gostemos deles, seja na Ucrânia, nas Filipinas, no Chile, Brasil, nos EUA ou no México, o país onde na actualidade se eliminam mais jornalistas.
      Também é verdade que não vi nenhum partido português, mesmo os da direita, manifestarem-se de forma específica pela morte dos jornalistas na Ucrânia.
      Que o PCP não se manifeste, eu até era capaz de compreender. Já todos os outros, custa-me a aceitar. Ou será que no meio de tanta propaganda alguém se esqueceu de os informar?


      • Israel já condenou à prisão soldados e polícias por crimes praticados contra palestinianos. A jornalista (corajosamente, e no exercício da sua profissão) estava no meio de um tiroteio e foi morta. Acontece. Pode ter sido um crime, pode não ter sido – tal como nos casos dos jornalistas mortos na Ucrânia. Afirmar que tenha ela foi intencionalmente assassinada por Israel é tão lógico e fundamentado com afirmar que há vinhas em Marte (tintas, naturalmente). Uma coisa é certa, o actual ciclo de violência começou em Março com 3 atentados, todos em território israelita (ou seja, não nos territórios ocupados) em que foram assassinados 12 israelitas (10 civis) e prosseguiu em Abril e Maio com mais 6 homicídios (todos de civis). O que acontece a seguir, já se sabe. Mas, claro que, se recuarmos ao início dos tempos, a culpa é sempre dos israelitas. (excepto, quando é dos ucranianos, claro).

        • João L Maio says:
        • Paulo Marques says:

          Têm boa solução, saiam do que não é deles, como diria o querido presidente Z.

        • Rui Naldinho says:

          Não assistíssemos nós às imagens do funeral da jornalista, e até éramos capaz de ficar com dúvidas sobre as motivações das forças israelitas no que ao assassinato diz respeito.
          Israel já foi um estado direito no tempo de Yitzhak Rabin. E nessa altura a maioria da população europeia até estava do seu lado. Eu incluído. Nessa altura Israel até julgava e condenava alguns excessos das forças policiais, porque pretendia de facto negociar uma paz duradoura. Não foi por acaso que Rabin foi assassinado.
          Daí para cá, só mesmo encenações.

  2. Paulo Marques says:

    Sem ser tudo preso? Anda tudo putinista, ai se a Alemanha ou a Noruega sabem!

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