
Decidi não alinhar na mais recente imposição do politicamente correcto, que tentou, nos últimos dias, exigir a canonização em vida de Adriano Moreira.
Não percebo, excepto à luz de um inexplicável delírio colectivo, como é que órgãos de comunicação social, dirigentes políticos e outras figuras proeminentes da sociedade conseguiram pintar Adriano Moreira como um indefectível humanista e democrata.
O Adriano Moreira do lusotropicalismo.
O Adriano Moreira do Estado Novo.
O Adriano Moreira ministro de Salazar.
O Adriano Moreira que reabriu o campo de concentração do Tarrafal, onde a crueldade, a tortura e a morte serviram o fascismo.
Humanismo?
Democracia?
Não brinquem comigo, se fazem o favor.
Acredito que Adriano Moreira se possa ter arrependido do caminho feito ao serviço da ditadura salazarista. Que os 48 anos que se passaram desde então lhe tenham mostrado a verdade sobre o regime tenebroso que integrou, por sua livre e espontânea vontade. Mas não me venham impor versões alternativas da história. Não venham os mesmos que não há muito tempo demonizaram Otelo Saraiva de Carvalho, obrigar a plebe a venerar Adriano Moreira. Otelo fez mais pela democracia que um milhão de Adrianos Moreiras. E não por isso escapou à cruz pelo seu envolvimento com as FP-25.






Repito, nunca nenhum tribunal provou que o coronel Otelo fez parte, ou liderou, ou inspirou, as FP25 ou qualquer organização terrorista. O Otelo liderava a FUP que estava integrada no denominado Projecto Global. Associação detas organizações legais às FP25 foi uma mentira, um artifício, criado sem provas ou indícios, pelo regime, para silenciar um elemento e uma organização política incómoda. Para assassinar a memória da revolução, depois de já terem matado a revolução propriamente dita. O crime do Otelo, e por isso nunca lhe perdoaram, foi ter trazido o povo para a política.
Sem vergonha e sem verdade!
Atributos fundadores de uma abrilesco convicto.
Ninguém deve ter vergonha de dizer a verdade. Logo, onde há verdade, não há vergonha. Mas devíamos ter vergonha enquanto país, por permitir que se declare luto nacional pela morte de um chefe de estado estrangeiro e que se recuse o mesmo luto aos militares que nos deram o 25 de Abril. De entre todos o seu maior, Otelo.
Totalmente de acordo, o pseudo liberalismo, foi aliás apropriado do verdadeiro, Liberal, para mascarar fascistas, que tanto horror e miséria moral e fisica, causaram ao povo. Em contrapartida os sociopatas, querem manipular as pessoas de tal modo, quem nem prestaram a devida homenagem, ao herói do 25 de Abril. Não deixemos que triunfem os porcos, os medíocres e cretinos! Esses autenticos ambiciosos tubarões, doentios, estão a medrar por todo o lado, roubando, pilhando, sem saciarem a suas ambições infinitas de acumular triliões dos outros!
…o seu maior, cretino!
Julgas que o 25A se fez contra gente como Spínola, Almeida Bruno, Alpoim Calvão ou Jaime Neves?
Se isso te passa pela cabeça, és burro.
Otelo era o treteiro de serviço a Spínola na Guiné, posto a acompanhar jornalistas e cenas desse tipo. De treta em treta chegou a treteiro-mor, em final ao serviço da cambada e terminou como bandeira de cobertura de comunas bombistas.
Foi útil no 25A e útil em mostra a verdadeira face da cambada: anti-democrática e dada à ladroagem.
Então o Jaime Neves já é um canalha? As voltas que essa cabeça dá.
O menos está todo contorcido, e já não é de agora. A coluna é um dó: parece um daqueles parafusos dos Boenigs depois de uma queda, mas ainda mais torcido.
Terá sempre escrito na testa: “O trabalho liberta”!
Talvez ser pai de quem é justifique estes encómios todos. Quem quer a Isabel Moreira e o PS radical à perna?