Troquei intencionalmente a palavra “ciganos” por “lisboetas” de um comentário feito no mural de um português cigano a propósito de uma publicação sobre o Dia Nacional do Cigano. Apreciem a elegância do comentário: “Eu sou racista com ciganos e tenho orgulho em ser assim… Ciganos por mim eram todos abatidos”. Podem constatar no recorte abaixo, a conclusão da queixa que foi feita ao Ministério Público assinada pelo procurador-adjunto estagiário Pedro Sousa Ferreira.
Não perceber que isto diz respeito a toda a gente, aos ciganos, aos lisboetas, aos portuenses, aos deficientes, às mulheres, aos jovens, aos idosos, não perceber que isto é uma porta aberta para tornar a nossa sociedade mais desumana e mais carregada de ódio, pensar que isto diz apenas respeito aos ciganos é um erro colossal. Substituam a palavra ciganos pelo que quiserem e têm todas as formas de ódio possível da sociedade normalizadas pela mera “opinião”. E que tal “velhos por mim eram todos abatidos”? É uma mera opinião? O Ministério Público está atualmente a analisar a possibilidade de reabertura do processo para reanálise da decisão. Mas nós nestes espaços, no espaço público temos a responsabilidade de repudiar completamente estas agressões. Tal como foi conseguido no caso dos julgamentos abusivos de Neto de Moura sobre mulheres vítimas de maus tratos, temos que contribuir para afastar quem na justiça não cumpre os valores básicos da constituição portuguesa.
Já agora, em vez de andarmos a partilhar notícias engraçadinhas sobre a morte coelha do principal responsável pelo aumento de declarações de ódio no nosso espaço público deveríamos barrar as vias à normalização desse ódio.







‘Odeio os ricos, por mim roubava-lhes o dinheiro todo’ – eis uma opinião, promovendo acções puníveis por lei e que sugere invocar uma ideologia anticonstitucional.
Contudo, não indicia manifesta intenção do emissor de praticar um tal acto nem identifica qualquer indivíduo como vítima de uma tal acção a intentar.
Todo o crime tem autor e vítima.
Mas, a indoutrinação ‘progressista’ pariu o crime de ódio, que de entre a imensidão das potenciais vítimas (ladrões, pedófilos, portistas, fassistas, comunas, idiotas, cambadas diversas) que são isentas de serem reconhecidas como tal, seleciona umas ‘espécies protegidas’ de que são exemplos ciganos e orgulhosos gay.
De comum têm o assumirem-se como diferenciados em comportamento (seja por cultura ou anormalidade de algum tipo), ser-lhes isso reconhecido como um seu direito, mas, e aqui está originalidade e transcendência espiritual da cambada progressista, para todos os demais corresponde o dever de os tomarem por iguais!
E bico calado, senão é crime!!!
E os lambe-botas? Não se esqueça; não só são capazes de muito pior a ver se lhes mijam em cima, como guincham muito mais alto quando são obrigados a pagar pelo colaboracionismo.
Sou completamente a favor do policiamento da linguagem por gente boazinha, excepto se forem lisboetas, caso em que devem ser abatidos.
Que é, aliás, o que já acontece aos lisboetas se forem ao estádio do Vitória exibindo o respectivo cachecol (sendo que, se escaparem aos “bandidos”, são abatidos pelos polícias).
Ui, afinal são todos benfiquistas, e ao mesmo tempo não são 6 milhões, mas uma minoria perseguida? Já parece a propaganda da NATO.
Concordamos na parte séria, que o miúdo não tem culpa nenhuma, nem tão pouco teria se fosse adulto.
Meu caro, cigano ainda vá, agora lampião não! Curta a memória dos homens, já ninguém se lembra do subcomissário Filipe Silva, e dos lindos eventos do VSC v. SLB de 2018/2019.
Sinceramente, não, até porque as notícias referem 2015
Essa dos lisboetas inocentes vítimas dos bárbaros do Norte é só para amedrontar os turistas. Mas como os ingleses se instalaram a Norte, nem eles acreditam nessa treta.
Não faltam “bas-fond” à farturinha por terras alfacinhas e redondezas. Aliás, conheço duas claques de dois clubes da capital do império onde alguns exemplares já mostraram as suas artes mágicas.
Quanto aos ciganos, parafraseando o velho Bandeira, tenho mais medo dos ciganos de colarinho branco, do que dos ciganos verdadeiros.
Eu aos ciganos da feira ainda os consigo por na linha, mesmo que contrariados. Até meto alguns na cadeia. Já os ciganos da banca e afins, apesar da trafulhice pegada em que nos metem, não há quem os ponha na cadeia.
Racismo mesmo é haver ciganos de primeira e de segunda.
Tão corretinho, tão querido…
Tão tiozinho de Cascais…
Ou será que é mais de Carcavelos?
Como lisboeta retribuo-lhe o desejo. Afinal os lisboetas são muito maus para os que não são lisboetas dão tudo, e tudo lambem para irem com os filhos para Lisboa, para algum “tachinho”. Não é verdade?
Não. São só chatos.
Hum, para o zeloso cidadão a liberdade de expressão ou opinião não deve prevalecer sobre o politicamente correto não é?