Foi preciso apenas uma hora para nada decidir

Foi preciso apenas uma hora para que o primeiro-ministro e o PSD anunciassem uma “convergência” sobre o método adoptado para se avançar para a construção do futuro aeroporto em Lisboa. Estão previstas obras no aeroporto Humberto Delgado e a criação de duas comissões (uma técnica independente e outra de acompanhamento) com um coordenador-geral, que irá elaborar uma avaliação ambiental estratégica sobre possíveis localizações, incluindo a de Santarém. O trabalho deverá estar concluído dentro de um ano. (PÚBLICO, 2022/09/23)

Mais uma remessa de avençados durante um ano, para já, para avaliar, acompanhar, et cetera.

Esteve presente nessa reunião de uma hora o ministro sombra das infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, possivelmente a fazer corpo presente enquanto ouvia Luís Montenegro, que agora diz coisas.

Não sei se é preciso ou não aeroporto. Mas sei que este tema arrasta-se tão devagar que quando a decisão chegar, se chegar, poderá dar-se o caso da escolha surreal do Montijo já estar debaixo de água, tal como vêm avisando os oráculos das alterações climáticas.

Costini, como lhe chama João Miguel Tavares, nos seus passes de mágica, feitos de empurranços com a barriga. Claro que não são truques, sr. Primeiro-Ministro. Poderia algum vez V. Ex.a ser capaz de tal coisa?

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Fosse o problema só Costa, e já tinha sido obrigado a tomar uma decisão. Quer-se turismo barato com mão de obra barata (sem o admitir), mas metade não quer perceber que é frágil e só tem alguma garantia com um hub que só existe com uma companhia aérea, e quase ninguém quer perceber que não garante coisa nenhuma se for deixada ao seu próprio desígnio.
    É tudo uma questão de vibes de que isto vai funcionar com diferentes variantes de incentivos correctos ao mercado, o mesmo que anda a funcionar tão bem depois dos incentivos correctos a não ter margem nas cadeias de produção. Acho que Cristo reaparece mais cedo.

  2. Joana Quelhas says:

    A única coisa boa dum governo Socialista é a sua imensa ineficiência.
    Quanto mais tempo demoram a decidir melhor. Eu diria que óptimo seria o tempo de decisão ser infinito.
    Só dessa forma estaríamos livres dos absurdos do socialismo.
    Ai de nós que fossem eficientes.
    Este caso do aeroporto é paradigmático.
    Ouvimos falar da necessidade de um aeroporto talvez desde 2005.
    Imagine-se que a decisão da sua construção tinha sido decidida digamos em 2008 e iniciada a sua construção em 2010.
    Os parolos do populaça tinham ficado convencidos que realmente a sua construção era uma urgência premente e já tínhamos nas costas 12 anos de juros de uma dívida causada pela necessidade dos socialistas contentarem os seus lobbys preferidos.

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois está claro!

      A Juannnna Qwelllasss não precisa dessas coisas. A única vez que voou foi nas escadas do prédio depois de tropeçar num balde da mulher-a-dias. E bastou, porque aterrou onde queria: o capacho da vizinha de baixo, que é de marca “Christian Fischbacher”.

      Já “os parololos do populaça” não se contentam com isso e pensam que é preciso um sítio para os aviões subirem, descerem e ficarem parados. Vejam lá! Atrasados mentais!

    • Paulo Marques says:

      O que vale é que os partidos dos advogados são tão bons a fazer contas que não cumprem uma mesmo quando vendem tudo.

    • Totalmente de acordo que a única coisa boa dum governo Socialista é a sua imensa ineficiência e a única coisa boa dum governo fascista é só saber roubar: dias feriados, pensões aos reformados, criar sobretaxas de IRS, aumentar a taxa da Segurança Social aos trabalhadores de 11% para 18% e reduzi-la aos Espertos (empresários bimbos com um sorriso à Hollywood), cheios de arrogância porque Deus protege os audazes.

  3. Anonimo says:

    Costa pede maioria para decidir. Costa tem maioria e pede consensos.
    Duas comissões é sempre melhor que uma comissão.

Discover more from Aventar

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading