
Pouco se falou ou debateu o caso mas, à beira desta aberração, o “esqueçamos isso” de Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu ser menos embaraçoso para a democracia portuguesa.
Não é admissível que um cidadão português seja proibido de entrar no estádio de t-shirt da Amnistia Internacional vestida com uma mensagem sobre violação dos direitos humanos na construção dos estádios do Mundial do Qatar. Alvalade não é nem pode ser o Lusail.
Pessoalmente, penso que a Amnistia Internacional devia processar o estado português, por permitir esta ingerência inaceitável da FIFA na soberania de Portugal. A Constituição da República Portuguesa protege aquelas pessoas que foram impedidas de entrar no estádio e não está submetida a uma organização corrupta como a FIFA.
Mas foi precisamente a FIFA, voz do seu dono qatari, o Vladimir al Thani, quem levou a melhor.
E eu senti, naquele momento, vergonha de ser português. Vergonha de ver Portugal vergado a um regime totalitário que exigiu o silenciamento e castração de uma liberdade individual fundamental, constitucionalmente protegida. E vieram-me a cabeça as palavras do pastor Martin Niemöller:
- Quando os nazis vieram buscar os comunistas eu fiquei em silêncio, porque não era comunista.
Que não chegue o dia em que eles venham buscar os tipos com t-shirts da Amnistia Internacional. Os próximos, em princípio, serão vocês.






Tanta treta com o Catar e vem a Judiciária mostrar o que se passa cá dentro.
Porque os civis armados e apoiantes do Chega, estão a jogar as cartas no quartel.
Bem hoje parece que estiveram numa manifestação a pedir mais dinheiro, para continuar a jogar as cartas
Olha, os funcionários públicos lembraram-se de mostrar serviço. Mais uma razão para levarem com intervenções para melhorarem a eficiência.