Fernando Gomes, a eterna mocidade que disse à gente o que é ser nobre e leal

O futebol português perdeu hoje uma das suas grandes figuras, dono de uma característica cada vez mais rara e caída em desuso na modalidade: Fernando Gomes era, entre muitas outras coisas, um homem decente.

Para quem, como eu, nasceu nos anos 80, o Bibota era uma espécie de divindade omnipresente, que entrava em todas as histórias do passado recente do nosso Porto, que ouvíamos aos nossos pais, avós e aos amigos deles. Por ser um avançado fora de série, fundamental na afirmação nacional e internacional do FC Porto, integrando o restrito lote de bibotas europeus, mas também pelo cavalheiro, pelo homem de princípios e exemplo de integridade que foi fora das quatro linhas.

Houve um tempo em que achei que o veria um dia como sucessor de Pinto da Costa, mas há muito que a doença tinha chegado para contrariar e enterrar as minhas expectativas. O nosso Bibota perdeu essa partida, contra um adversário implacável, mas morre de pé, como morrem os vencedores, porque é ele a expressão maior dessa eterna mocidade, que diz à gente o que é ser nobre e leal.

Descansa em paz, capitão Bibota 💙💙

Comments

  1. motta says:

    E eu que nasci uns bons anos antes e nem sou adepto do FC Porto, recorro muitas vezes à figura do Gomes como um exemplo das coisas boas do Futebol!

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