República, Sempre!

Há quem defenda que isto da República não é lá grande coisa, porque até existem monarquias onde se vive melhor do que aqui.

E é verdade.

Como é verdade que existem outras tantas onde se vive muito pior.

Mas o ponto, para mim, não é esse.

O ponto é que, numa república, escolhemos os nossos representantes. Não nos é imposto o descendente de alguém que, em determinado momento da história, foi mais eficaz a aniquilar a concorrência e a escravizar os restantes, o que, por alguma razão imbecil, legitima todos os seus descendentes a manter o poder e a viver faustosamente à custa dos contribuintes.

Para mim, isto é muito simples: o privilégio hereditário e uma forma de negação das fundações filosóficas da democracia. Mesmo se aceite pela maioria. Porque à democracia assenta num princípio que é a sua essência: somos todos iguais, com os mesmo direitos e deveres.

E se é verdade que, nas repúblicas, também existem políticos a viver à nossa custa, não é menos verdade que, pelo menos, nos é dada a possibilidade de os escolher.

Se eventualmente escolhemos mal, o problema é nosso, não do republicanismo.

Por tudo isso, e por outros motivos mais, viva a República, viva a igualdade e viva o direito de escolher. Mesmo quando escolhemos mal

Comments

  1. Isso é muito bonito, o problema é que é mais em postais do que na prática, onde até o Pegasus é válido para pôr a informação na ordem. Isso e todas as camadas que distanciam a torre de marfim de Bruxelas do povo a manter desunido.
    A democracia é essencial, mas para isso é preciso que o poder esteja no povo.

  2. Anonimo says:

    A monarquia enquanto atraso civilizacional é que não é propriamente um argumento válido, porém é usado pelos anti-monárquicos.
    O resto é o resto.
    Podemos sempre ver a classe dirigente nacional, política e não só, como uma excepção que por artes maléficas chegou ao poder e de lá não sai, ou então como uma mera amostra de toda uma população, que por artes maléficas chegou ao poder e de lá não sai.

    • E, no entanto, custa menos para menos racismo, misoginia, e pedofilia que a decadente família real britânica que de lá não sai.

      • Anonimo says:

        E, no entanto, custa menos para menos racismo, misoginia, e pedofilia que a decadente família real norueguesa que de lá não sai.

  3. Figueiredo says:

    O regime liberal/maçónico imposto pelo golpe de Estado da OTAN em 25 de Abril de 1974, é contra a República, não tem legitimidade assim como a Constituição de 1976 que não foi votada, ao contrário do Estado Novo e da Constituição de 1933 devidamente legitimado e sufragada pelos Portugueses.

    É preciso realizar um Referendo para que os Portugueses de Raça/Sangue sejam chamados a votar para escolher o tipo de Regime e de Governação que pretendem para o seu País: Presidencialismo e Federalismo ou manter o actual Parlamentarismo e Liberalismo.

  4. Tuga says:

    1 – “O regime liberal/maçónico imposto pelo golpe de Estado da OTAN em 25 de Abril de 1974, ”

    2 “assim como a Constituição de 1976 que não foi votada, ”

    3 ” ao contrário do Estado Novo e da Constituição de 1933 devidamente legitimado e sufragada pelos Portugueses.”

    Estas alarvidades de um ignorante confesso, nem o estimado JgMenos diria, porque sendo ele Salazarento, não é ignorante

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