O jardim dos caminhos que se bifurcam

O fim da República é um lugar ante o qual se colocam duas possibilidades.
A primeira é a da opção por regimes tradicionalistas, geralmente autoritários, de rígida hierarquização social e grande rigor punitivo sobre os desvios do dogma.

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A República mete nojo

São todos falsos. Todos verdadeiros. Todos rigorosamente respeitáveis.

Viva a república

Ética monárquica

Um membro da família real espanhola está a cumprir pena de prisão, depois de ter sido julgado e condenado pelos tribunais. Parece que esgotou os instrumentos legais que tinha para usar em sua defesa, não lhe tendo sido dada razão, facto que resultou no trânsito em julgado da sentença condenatória e na obrigatoriedade do respectivo cumprimento. Chama-se Estado de Direito.

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A novela do Infarmed

Uma cidade faz-se e cresce a partir da força das suas instituições e da massa crítica que consegue gerar. Essa massa crítica resulta não apenas do grau de consciência cívica dos seus cidadãos e do modo como estão prontos a colocá-la ao serviço da cidade, mas também do seu lastro histórico, ou seja, de como e em que medida essa massa crítica foi construindo Cultura (Civilização) aos longo dos anos e dos séculos, sedimentando-a num corpo colectivo e identitário chamado Cidade. Uma Cidade não é um lugar onde vão muitos turistas que pagam para se divertir. Isso é um bordel.

Vem isto a propósito da inaceitável instrumentalização de importantes instituições do país, a que se assistiu na novela da putativa transferência do Infarmed para o Porto, já antes agravada por uma brincadeira eleitoral que teve como epicentro a Agência Europeia do Medicamento e uma “candidatura” vergonhosa, feita numa capela, que colocou em causa não apenas a credibilidade do Porto, mas a de Portugal como um todo.

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“Não percebo o que quer dizer com sociedade civil”

A deputada Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do Partido Socialista, não há-de ter em grande conta a inteligência dos portugueses, visto de perto e ouvido com atenção o esclarecimento supersónico que ofereceu em conferência de imprensa sobre a lei do financiamento dos partidos, aprovada às escondidas numa arrecadação da Assembleia da República, enquanto o país fazia rabanadas. Mas uma coisa podemos ter como certa: sabe ler.

Embora se reconheça que é mais fácil encomendar artigos de imprensa a desancar camaradas de partido – longe de mim sugerir que algum dia a secretária-geral adjunta tenha feito tal coisa -, o talento de Ana Catarina Mendes para explicar o inexplicável ficou muito aquém do que se exige a alguém com as suas responsabilidades, que se limitou a procurar confundir alhos com bugalhos, baralhar, dar de novo e criar premeditadamente a confusão. Tudo isto feito com o ar sério, enfadado e até um pouco arrogante, de quem acha que não tem que dar grandes explicações a jornalistas e menos ainda aos cidadãos da República.

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O 5 de Outubro e as saudades que eu já tinha do meu alegre Cavaquinho

Cavaco Silva, esse belo animal político que a República nos deu. Pendurado nos cofres públicos desde 1980. Continua a achar que não teve nada a ver com o estado a que isto chegou. Políticos são os outros.

Quanto custa um rei?

A Voz Pública, 11 de Julho de 1891

“Tudo é símbolo”


Não tem estrelas. Tem quinas e castelos.

Por um país asseado

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António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, esteve ontem a presidir à inauguração da nova sede do PS Gaia. Segundo relata o jornal Expresso, o primeiro-ministro centrou a sua intervenção na análise de alguns acontecimentos que têm vindo a dominar a agenda mediática nacional e no modo como certos agentes políticos actuam no exercício das suas funções e intervêm no espaço público e mediático, através do uso da palavra, do debate de ideias e da confrontação democrática de propostas políticas alternativas.

António Costa acusou a oposição ao governo de andar muito irritada com aquilo que ele classifica como sucesso do país, e de recorrer a “um exercício artificial de guincharia e insultos” para atacar o executivo e a maioria parlamentar que o apoia.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro de Portugal tem, obviamente, toda a razão. O espaço público democrático não existe sem o debate aberto e a confrontação plural de ideias, mas a própria democracia, a República e a dignidade das instituições que a constituem, não podem tolerar a virulência, tantas vezes delinquente, de verdadeiros caceteiros de rua que, frequentemente atolados na vigarice mas mascarados de gente séria, utilizam o insulto repugnante, o ataque pessoal infame e a mentira cobarde, para confrontar adversários políticos, internos ou externos, ou para simplesmente enganar o eleitorado mais desatento.

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Uma Escola Universal

Que o Estado português e a Igreja Católica portuguesa, representada pela Companhia de Jesus, criem uma rede pública de Escolas, com uma unidade de ensino em cada distrito do território nacional e unidades exteriores em todos os continentes, para tal usando a rede diplomática da CPLP, assim como as parcerias estratégicas já estabelecidas pela diplomacia portuguesa e pela Companhia de Jesus desde há 500 anos.

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A degenerescência da República

É perigosíssimo o circuito fechado da partidocracia, que tende a criar uma espécie de Estado paralelo não sujeito à vigilância ou julgamento democráticos. Os construtores deste Estado totalitário e paralelo, em tudo idêntico a uma grande associação secreta, perdem totalmente a noção do que é o país, sequer que ele existe, e vivem uma narrativa fechada sobre si própria, cuja lógica funcional é a da conquista, partilha ou manutenção do poder.

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Das confusões

A notícia apareceu ontem, o falso padre foi condenado em Tribunal por 22 crimes de usurpação de funções.

Estranhei  fiz a pergunta e passei por ignorante já que toda a gente me respondeu com o artigo do código penal. O artigo que diz que há um crime de usurpação de funções quando  se “exerce  profissão ou pratica  acto próprio de uma profissão para a qual a lei exige título ou preenchimento de certas condições arrogando-se, expressa ou tacitamente, possuí-lo ou preenchê- las, quando o não possui ou as não preenche”.

A minha questão , simples, era só se alguém que se faz passar por padre pode ser acusado do crime de usurpação de funções, crime esse previsto e punido no Código Penal Português na forma como atrás indiquei. Ou seja, trocando agora por miúdos, a profissão de padre, se é que isso existe, é uma das tais em que a  lei exige título ou preenchimento de condições? E lei, entenda-se, é uma lei da república.
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25 de Abril sem chaimites, sempre

José Xavier Ezequiel

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Marinho e Pinto, nada à vontade com a utilização pouco católica da célebre barriga de aluguer, que agora o obriga a assumir a paternidade da criança e a ganhar um vergonhoso ordenado no Parlamento Europeu, fundou hoje o seu próprio partido.

Foi em Coimbra. Chamou-lhe Partido Democrático Republicano, uma ideia praticamente genial. Não só é democrático, como é mesmo republicano, o clássico dois-pelo-preço-de-um do Minipreço. Melhor ainda, fez a sua activação (como agora se diz no mundo da publicidade) no dia da República. É muito bem visto. Assim, à primeira vista.

Contudo, em Portugal, onde (excepto o hilariante PPM) todos os partidos são republicanos e, até por razões constitucionais, são também democráticos, chamar a um novo partido — Democrático Republicano — é o mesmo que chamar vinho tinto ao vinho tinto e vinho branco ao vinho branco. Ficamos a saber o mesmo. É um PRD sem general, aquele perfume revolucionário na frase, “Tal como as nacionalizações não foram irreversíveis, as privatizações também não o serão”, a incessante busca de um novo e verdejante “25 de Abril sem chaimites”.

No mundo empresarial, este expediente seria liminarmente proibido: não se pode registar um cabeleireiro chamado Cabeleireiro, uma tasca chamada Tasca ou um bordel chamado Bordel. Porém, no subportugal partidário, tudo é possível. Para usar a sonora adjectivação do arrependido do MPT, um autêntico “regabofe”.

A verdade é que ainda existe um Partido Popular Monárquico (tudo junto, no mesmo partido) e até um Partido dos Animais e da Natureza. Por isso, já nem consigo ficar espantado por ver o fundador de um novo partido afirmar, no exacto dia da sua fundação — “Queremos pôr termo ao monopólio dos partidos.”

Viva a República

Bustos

Já cá faltavam as boas almas a desancarem o PCP, os Verdes e o BE pela oposição que aqueles partidos manifestaram à presença dos bustos dos “presidentes” nomeados por Salazar na exposição da Assembleia da República. Pois eu subscrevo o protesto daqueles deputados. E isso não tem nada a ver com o “apagar da história” com que tanto se preocupam alguns.

Deixando de lado o facto de a exposição de bustos ter sempre associada a ideia de homenagem – dou de barato que não será esse o caso – a questão é de saber se o tempo que vivemos é a 2ª ou a 3ª República, ou seja, se o período fascista foi uma fase da República Portuguesa. Se esse regime se plasma numa “res-publica”, coisa do povo, coisa pública. Na minha modesta opinião, não. Logo, é totalmente desadequado classificar os três títeres fascistas como “presidentes da república”, já que tal república não existia. Não podemos ficar reféns da dicotomia república-monarquia. Diria mesmo, talvez para escândalo de alguns, que a monarquia constitucional em Portugal teve momentos mais próximos dos valores republicanos que o Salazarismo.

Rescrever a História?

-O Estado Novo existiu. É um tempo Histórico que ninguém deseja ver repetido, mas também não deve ser esquecido. Muito menos apagado como se entre 1926 e 1974 ninguém tivesse exercido o cargo de Presidente da República em Portugal. Ou não se realizaria uma exposição e parece-me duvidoso que a presença de 3 personagens o justifique, ou se vamos pelo carácter provavelmente alguns dos políticos da 1ª república talvez merecessem um escrutínio mais apertado. Isto para não ir mais longe, porque se abrirmos a caixa de Pandora acabamos a retirar as estátuas do Marquês de Pombal. Tenham juízo. Apagar imagens e rescrever História é prática de regimes totalitários, não de Democracias.

Idiossincrasias de um regime

A República grita por um rei, nem que seja da bola.

Viva o Rei! Abaixo a Intolerância!

Sou simpatizante da causa monárquica. Não gosto do tom provocador do meu amigo João José Cardoso. Mas gosto mais do João José Cardoso do que estou disponível para me escandalizar com o que pense. Não sou comunista nem posso ser anti-comunista.

Ao JJC é preciso respeitá-lo, amá-lo, compreendê-lo e opor-se-lhe com génio e inteligência, especialmente num âmbito muito dado às lógicas branco/preto, maus/bons, quente/frio por que certa cultura de pensar fez o seu trajecto secular.

É preciso também que tenhamos aquela tolerância editorial e aquela paciência benevolente por que se pautou a Monarquia Constitucional na maior parte do tempo e a República inicial destruiu, forjada em sangue, em jacobinice, caos, balbúrdia, acotovelamento ávido do mando, pensamento único, a baixeza indigna dos assassínios, das purgas, sangue e mais sangue, até ao cansaço-acalmia de uma Ditadura da qual alguns depois se queixaram, quando precisamente abriram caminho a ela pela morte estéril e equivocada de um Chefe de Estado. Digam-me um só exemplo de utilidade e benefício humanitário ou democrático de um tal tipo de assassínio.

Notoriamente o País pagou caro o regicídio, a desgraça desse assassínio covarde e inútil. Não será, porém, a revolução, mas a aclamação que mudará as lógicas pervertidas do actual Regime em Portugal com as suas elites viciosas. Não será talvez uma tarefa para esta geração, mas para cem ou mais anos de persuasão, comportamento exemplar, argumentos racionais e de bom senso.

Viva a República, seu feriado e heróis

 A fama dos dois homens enchera as bocas e as almas; à porta da necrópole, durante alguns domingos, vendiam-se postais com os seus bustos e os garotos gritavam: “Olha o retrato do Costa e do Buiça… Olha o retrato dos mártires!”

Rocha Martins, O Regicídio

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manuel Buiça 1908

Profissão: presidente

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Não vou discutir a decisão do Tribunal Constitucional, nem sequer comentar a ironia de o seu relator ser filho de um político profissional que agora anda pelos negócios estrangeiros.  Fico-me pelo que já havia defendido: o princípio republicano da não profissionalização da actividade política levou uma chapada. Não por inconstitucionalidade, note-se, mas por interpretação de uma lei, como lhe competia.

Tenta-se argumentar com a soberania do voto; fraquinho, tanto mais que a valer contaria também para as eleições presidenciais. Com as notáveis qualidades de muito autarca que assim pode investir competências adquiridas noutro concelho, e incompetências também, já para não falar no vício do poder, a que esta gente está agarrada.

Não concebo a política como uma profissão. Mesmo os deputados deveriam ter limite de mandatos (e numa eleição menos personalizada por maioria de razão). Porque o poder corrompe, altera a mente, arrasa a humildade,faz saltitar os neurónios e e nisso não há santos nem virgens eternas, apenas os que resistem à corrupção por terceiros mas é limpinho que adquirem maus hábitos, começando no seu relacionamento com os respectivos correlegionários. [Read more…]

Faz hoje anos

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Segunda República Espanhola

Repúblicas

A diferença entre a portuguesa e a francesa: Hollande e cento e tal anos de História.

É isso

Pedro Passos Coelho chamou hoje à indignação de um país inteiro “ansiedade e impaciência de alguma gente que vai em modas passageiras”. Diz-se nada preocupado com “o que vai na alma dos portugueses” (ao contrário de muitos outros, “que estão em casa” (a fazer nenhum) “preocupados em sintonizar com as espumas dos dias” – Boris Vian odiaria esta imagem e este plural desqualificador. Mais disse, sempre muito aprumado e aparentemente convicto: que quem está em casa vai ser informado sobre o futuro que o Governo está a preparar para os portugueses. Ouvido assim lembra um conciliábulo de malfeitores, reunidos numa cimeira de mágicos-maus empenhados em lixar a vida às pessoas – e a malta a vê-los naquilo pela televisão, os truques à vista de todos. Reformar o Estado sem levá-lo a escrutínio popular é isso.   [Read more…]

Viva a República

Ontem, frente à Assembleia da República.

Os novos patriotas portugueses

os novos patriotas portuguesesNão foi fácil, num dia como hoje, faz já cento e dois anos, implantar a República de Portugal. O povo estava habituado a quase mil anos de uma monarquia que sabia abusar deles, especialmente com os morgados, a igreja católica romana e o raro salário pago aos trabalhadores. A venda da produção rural, única riqueza de Portugal, era para consumo interno, apenas se exportava o vinho do Porto. Cansados já de tanta explotação más sem alternativas para agir e se defender, foi preciso assassinar um rei e o seu herdeiro, ser aprovado pela Assembleia a coroação do filho mais novo do rei sacrificado, Manuel II de Bragança (D. Manuel II de Portugal (nome completo: Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha)

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Cortar nas gorduras da segurança do estado

El-Rei Cavaco escondeu o 5 de Outubro num pátio.

Com Santiago Carrillo e La Pasionária, outro galo cantava em Portugal – uma homenagem para nuestros hermanos

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Dolores Ibárruri em 1978

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Santiago Carrillo

Apenas cinco dias antes

Longe de mim menosprezar a Álvaro Cunhal, a Miguel Portas, a meu pessoal amigo Francisco Louçã. Longe de mim! Mas, quando ficamos habituados desde muito novos a ouvir sobre Isidora Dolores Ibárrubi Gómez, como se for o diabo em pessoa e Santiago Carrillo a sua contraparte, ficamos surpreendidos, já adultos, em saber que eram dois seres humanos que lutaram junto com tantos para obter uma República em Espanha, após renuncia ao trono de Alfonso XIII de Borbón e Orleáns, avô do Rei atual, surpreende-nos a luta empreendida por eles para ganhar a liberdade que o Rei não concedia com o pagamento de Impostos e taxas de juro elevadas, foros pelas terras que possuíam os trabalhadores do campo de outros, como os da minha família a aristocrata Carretero-Molano.

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Monárquicos: Estúpidos, ignorantes ou tenebrosos?

Por mais que me esforce, não conseguirei compreender nunca os argumentos em que se sustentam os defensores dos regimes monárquicos. É verdade que não tenho a bagagem intelectual de alguns vultos da nossa blogosfera e se calhar por isso é que não compreendo.
Curiosamente, tenho amigos monárquicos e já debati com eles inúmeras vezes. A conclusão é sempre a mesma. Por que razão alguém, só porque sim, há-de ser o representante máximo de um país? Que razões justificam que uma mesma família se perpetue no poder séculos a fio através da hereditariedade e que nunca seja sujeita ao crivo popular? Qual é afinal a diferença entre um ditador e um rei? Entre Kim-Jong-Il e Isabel II? E o que leva pessoas que são inteligentes a defender regimes em uso em países como a Arábia Saudita, o Qatar ou o Brunei?
Serão todos os monárquicos estúpidos, ignorantes ou tenebrosos? Obviamente que não. Porque são monárquicos, logo, de uma casta superior. Mesmo aqueles que militam em Partidos políticos que até pertencem ao arco da governação republicana. O CDS, por exemplo, está cheio de monárquicos.
Lá está. Sendo de uma casta superior, são incomparavelmente superiores. Tudo o resto – Esquerdistas em geral e a ralé comunista em particular – não presta. Quem me dera ser como eles…

Relvas demitiu-se.

Caramba! Outra vez. Esqueci-me de colocar o ponto de interrogação no título!

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