O 5 de Outubro e as saudades que eu já tinha do meu alegre Cavaquinho

Cavaco Silva, esse belo animal político que a República nos deu. Pendurado nos cofres públicos desde 1980. Continua a achar que não teve nada a ver com o estado a que isto chegou. Políticos são os outros.

Confirma-se

A falta de Cavaco ao 5 de Outubro foi injustificada. A sorte dele é que já esta reformado.

Aqui chegados, e neste impasse, é caso para perguntar

Afinal que ficou Cavaco a fazer em casa no 5 de Outubro?

A desculpa esfarrapada de Cavaco

“Os presidentes da República não vão às cerimónias do 5 de Outubro quando calha em tempo eleitoral. Foi assim com os meus antecessores, é assim comigo”, justificou assim Cavaco a sua futura falta ao serviço.

Pequeno detalhe: o “tempo eleitoral” termina hoje às 20 horas. A falta continua a ser injustificada, com direito a despedimento com justa causa.

Só faz falta quem está

cavaco de chapéu

Cavaco diz que não estará presente nas comemorações do 5 de Outubro, um dos quatro dias que eram feriados e que o governo nos roubou. Só faz falta quem está presente e, aposto, ninguém dará pela sua ausência. Como li algures, não consigo precisar onde, esta falta injustificada ao que são as suas funções tem como consequência o despedimento por justa causa.

Falou esta semana para dizer aos portugueses que não importa a forma como irão votar amanhã, pois ele já sabe o que irá fazer. Cala-se quando é suposto falar e fala quando não deve. Boas notícias para o próximo Presidente da República, que nada precisará fazer para superar aquele que é, inquestionavelmente, o mais fraco representante da nação, desde 1974.

Eis a cabeça que serve para segurar um chapéu, e destes há muitos, ó Cavaco.

Viva a República

Viva a República, seu feriado e heróis

 A fama dos dois homens enchera as bocas e as almas; à porta da necrópole, durante alguns domingos, vendiam-se postais com os seus bustos e os garotos gritavam: “Olha o retrato do Costa e do Buiça… Olha o retrato dos mártires!”

Rocha Martins, O Regicídio

.

manuel Buiça 1908

Não foi o último feriado do 5 de Outubro

A menos que para o ano todos trabalhemos ao sábado, ou um golpe de estado entre em monarquias.

Luísa Trindade desceu a calçada

[youtube http://youtu.be/oNo3wqOvZvQ]

Luísa Trindade nem ia com intenção: viu a pompa, passou-se na circunstância. Relato da mulher que ganha pouco mais de 200 euros e interrompeu a cerimónia oficial do 5 de Outubro.

Tal como ela viu a arrogância de um deputado qualquer pela frente, que não se digna ouvir o povo que supostamente representa, também a li por aí, gente pequenina que não percebe o sofrimento dos outros, escumalha miúda que nem merece um link.

Ficamos assim, um dia destes as luísas deste povo, que demora mas quando acorda pouco dorme, fazem-lhes cair em cima o Carmo e a Trindade.

De pernas para o ar

Os dias que desembocaram no 5 de Outubro de 2012 foram um verdadeiro fim de festa, com acontecimentos e pormenores que por muito tempo ficarão na memória do povo.

Começou com António Borges, um homem de mão do Goldman Sachs, a passar rodas de “ignorantes” aos empresários, com a desfaçatez  de quem considera Miguel de Vasconcelos um menino de coro se comparado com a sua pessoa. Logo depois Victor Gaspar  anunciou medidas de austeridade tais que pulverizam a classe média e empurram Portugal para o abismo. E fê-lo raivosamente, como quem atira pedras aos governados, a dar-se ares de pimpão, respaldado pelo Moedas do Goldman Sachs. Logo depois, no debate parlamentar, quando um deputado do PC lia a carta do líder do CDS aos seus militantes condenando a austeridade excessiva, Passos Coelho e Relvas, ao lado de um Paulo Portas calado e cabisbaixo, e de um Álvaro amarrotado como um papel sem préstimo, riam-se sem pudor nem maneiras. Foi uma cena de inacreditável baixeza. [Read more…]

Já se ouviu…

… o que Osvaldo de Castro tem a dizer sobre o assunto?

Bandeira: foi giro apontar o dedo à direita…

…mas é óbvio de quem era a responsabilidade.

Pena de morte

Lembram-se dos tempos da tal  omminosa Monarchia que para sempre aboliu a Pena de Morte? Pois bem, aqui vos deixo um aviso de Serviço da República. É que como todos sabemos, a abolição de 1852-67 foi letra morta durante muitos anos, inaugurando-se em 1 de Fevereiro de 1908, o alegre caminho que conduziria às quotidianas fuzilarias em todo o país, à Leva da Morte, à Camioneta Fantasma da Noite Sangrenta, aos assassinatos a eito, ao presidenticídio de 1918, etc, etc.

A Bem da Nação.

Mapa de Portugal


Às armas, às armas
Sobre a terra, sobre o mar, 
Às armas, às armas! 
Pela Pátria lutar 
Contra os canhões marchar, marchar!

Agora vou verter uma lágrima, antes que chova.

Aqui está, direitinha como deve ser

Num escassamente concorrido comício convocado não muito longe da sua alcaidesca caverna de Ali Babá, o Sr. Costa procedeu ao lançamento da sua campanha eleitoral no interior do PS. Daquela boca saíram as habituais postas de “recuperações urbanas” que jamais fez na capital que comanda, alusões aos investimentos, dinheiros a pescar não se sabe bem como e onde, além da tirada final para todos os gostos do patriotismo, agradando aos republicanos com o agora extinto 5 de Outubro e aos omminosos monarchicos com o redentor 1º de Dezembro que a sua camarilha Espanha! Espanha! Espanha! hipotecou aos nossos vizinhos, donos e senhores de perto (?) de 40%do nosso comércio.

Do residente a Belém, nada há a destacar, tal como sempre ocorre em momentos de aperto. Se alguma coisa se passou de relevante, isso caberá à oportuna  responsabilidade de uma senhora, de seu nome Luísa Trindade. Tal como um povo inteiro condenado pela 3ª República às galés, disse  tudo o que havia para dizer no Pátio da Galé. Uma bandeira hasteada em perfeita correspondência com a situação, 40 “gatos pingados” que vieram assistir às solenes exéquias da coisa, e o fugidio  Pátio da Galé. Enfim, um dia prenhe de símbolos.

Natureza imita bandeira nacional

Ovelha com cabeça ao contrário torna-se atracção 

A Direita não sabe colocar a Bandeira

Congresso do CDS nos anos 90. Fotografia de Egídio Santos.


Parece que esta gente que nos governa sempre teve dificuldades em colocar correctamente a bandeira portuguesa.

A bandeira não foi mal hasteada

O país é que está ao contrário.

Ainda o acto falhado

« Os governantes riram e voltaram-lhe as costas» (RR). Foto

A República ao contrário

 Um gesto significativo: a bandeira nos Paços do Concelho foi hasteada ao contrário. Um funcionário começou a desatar a bandeira para emendar o erro mas foi aconselhado a não o fazer.

Os sinais somam-se. O fim da República, do dia da República pelo menos, está a ser comemorado à porta fechada, com forte segurança, com controlo de acessos. O primeiro-ministro fugiu para Bratislava e do governo só um representante, Aguiar Branco, está presente.

[Read more…]

Viva a Res Pudica

Viva.
A sério.
102 anos depois, claramente se vê que valeu a pena usar balas no alvo errado.

Sai mais barato

diz D. António Costa, conde da Hipocrisia. O PS monárquico também não gosta da volta republicana a Portugal em assobios.

Cortar nas gorduras da segurança do estado

El-Rei Cavaco escondeu o 5 de Outubro num pátio.

Que é como quem diz

Passos foge para Bratislava do que se vai dizer no 5 de Outubro.

O Governo Decidiu Acabar com os Feriados do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro

ELIMINAR ESTES FERIADOS É ACABAR COM A IDENTIDADE DO NOSSO PAÍS
Nunca ninguém, nem mesmo os responsáveis do anterior regime, o Estado Novo, vulgo fascismo, se atreveram a mexer nestes dias muito importantes para a nossa identidade.
A relembrar:
5 de Outubro 1143 – Assinatura do Tratado de Zamora, onde Portugal foi reconhecido como País.
1 de Dezembro 1640 – Restauração da Independência de Portugal, acabando com a dominação espanhola.
Será esta decisão um percursor de uma eventual perda da nossa independência?
Aqui temos mais uma decisão controversa deste nosso governo que como é evidente não deveremos apoiar.

Quem se mete com a República um dia leva

O Governo vai propor aos parceiros sociais a eliminação do 5 de Outubro e do 1.º de Dezembro, da lista de feriados obrigatórios, anunciou hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. in Público

Não me vou repetir, não é por denunciar a mentira 100 vezes que a máquina de propaganda deixa de a transformar em verdade.

Portugal, República em permanente transição. A Troika

povo-unido.jpg

Em textos diferentes, tenho arguido que Portugal, como país, tem sido uma estrutura em permanente mudança. Mudanças que pretendo narrar en breves linhas desde o dia de hoje até à implantação da República. Para fazer do texto um ensaio leve, como as empresas de seguro, muito damos, pouco recebemos, digamos que é andar como o caranguejo, sempre para trás. [Read more…]

O 5 de Outubro à moda de Coimbra

Em Coimbra houve duas comemorações. A da República teve a representar o Município a sua vice-presidente, historiadora de profissão.

Aproveitando a data, um grupo excursionista de talassas veio comemorar o Tratado de Zamora, com que datam a fundação de Portugal (tolice pegada, ou consideramos a batalha de S. Mamede como a primeira tarde portuguesa ou o reconhecimento papal, afinal o suserano dos suseranos à luz do direito do tempo). A recebê-los, abrindo as portas da autarquia, esteve o presidente da Câmara, João Paulo Barbosa de Melo.

Estas coisas têm a sua lógica. Uma coligação PSD/CDS/PPM venceu as últimas eleições, numa lista encabeçada por Carlos Encarnação, que já cumprira dois mandatos. Decidiu entretanto reformar-se, e o segundo candidato herdou o seu lugar. Também podia acrescentar umas coisas sobre carreiras políticas feitas à sombra familiar, incluindo lugares em listas de deputados, mas nem vale a pena, está tudo explicado.

fotografia indecentemente expropriada a um amigo no facebook

O discurso do 5 de Outubro

As minhas desculpas. Afinal o discurso que antevi:

 

 

foi muuuuuuuiiiiito diferente:

 

Nem um único bla-bla-bla. Como é que me pude enganar tanto?

Num discurso perto de si…

 

… daqui a pouco, por uma certa pessoa.

%d bloggers like this: