A miséria

Há dias, durante a manifestação em Lisboa que reuniu cerca de uma centena de fascistas, nazis e apoiantes do partido de André Ventura em geral, gritou-se por Salazar.

Este saudosismo, sempre presente nos comícios e conclaves do CH, é um alerta autoexplicativo sobre o que nos espera caso a extrema-direita chegue ao poder. O próprio slogan do Estado Novo, “Deus, Pátria, Família”, foi orgulhosamente apropriado pelos seus apoiantes.

Torna-se, por isso, importante recordar o que foi o Estado Novo. O que foi o salazarismo.

As vezes que forem necessárias.

E o salazarismo foi, essencialmente, um tempo de miséria.

A miséria da mortalidade infantil, que a democracia fez desaparecer.

A miséria de um povo maioritariamente pobre, a viver em barracas e casas insalubres, sem água canalizada ou acesso a um sistema de esgotos.

A miséria do autoritarismo, da polícia política e das liberdades suprimidas, da prisão arbitrária e da tortura.

A miséria da ignorância, de um país de analfabetos, onde o ensino superior era um privilégio da elite protegida por Salazar.

A miséria da guerra, dos massacres e dos estropiados.

A miséria que levava os portugueses a fugir do país.

A miséria que obrigava uma professora primária a ser autorizada pelo Ministro da Educação para se casar.

A miséria de um regime que nos queria pobres enquanto entregava todos os negócios do Estado aos avôs daqueles que ainda são hoje os donos disto tudo. E que financiam os novos fascistas.

A mesma miséria que inventou a porta giratória e a corrupção política da qual ainda não fomos capazes de nos livrar.

A miséria imposta por Salazar, um canalha que decretou luto nacional por Adolf Hitler.

Foi por esta miséria que dezenas gritaram, no passado Sábado, numa manifestação convocada para intimidar imigrantes pacíficos e amedrontados.

Imigrantes iguais aos nossos antepassados, que fugiram da miséria em busca do sonho de uma vida melhor.

Imigrantes que temos obrigação de receber, defendeu um dia um cronista do Correio da Manhã, num artigo de 2015 intitulado “Os Refugiados e o Mar da Morte”.

Esse cronista é André Ventura.

O expoente máximo do oportunismo e da demagogia nacional.

O homem que grita contra o sistema, enquanto encaixa donativos de membros das famílias Mello e Champalimaud, outrora protegidas pelo regime ditatorial.

O fantasma do salazarismo regressou, causará danos, mas não passará.

Talvez sirva, desta vez, para aprendamos a lição.

Talvez.

Comments

  1. balio says:

    o salazarismo foi, essencialmente, um tempo de miséria

    É verdade. Mas também é verdade que antes do salazarismo a miséria era igual ou maior. E também é verdade que durante as décadas de 1950, 1960 e 1970 até ao 25 de Abril, o salazarismo foi um tempo de enorme progresso económico, ou seja, havia miséria, mas cada vez menos e cada vez menor.

    • zeca says:

      Um enorme progresso económico… que resultou em quê?

      Em Retalhos da vida de um médico no fim dos anos 1940, Fernando Namora fala-nos de um país rural fechado e que vive parado no século XVIII, cheio de curandeiros e comadres e superstições. Um médico era ainda uma figura da lua.

      Nos anos 1960, Portugal bate recordes históricos de emigração. E não, não foi só por causa da guerra. 1 milhão saiu, levando a família inteira. Havia enorme progresso económico e as pessoas saíam? não faz sentido.

      Os salazaristas falam sempre dos “10%” de crescimento ignorando por completo que foi apenas um take-off tardio do processo de industrialização que a maioria dos países europeus iniciara entre as guerras. Sobretudo nas cinturas industriais de Lisboa e do Porto. O problema é que faltando tudo o resto, não houve mudanças estruturais – basta dizer que em 1961 cresceu 10,21 e em 1962 não passou de 1,5, completamente estagnado. Partir de uma base muito pequena não se traduz em riqueza estrutural.
      De certa forma, aconteceu o mesmo com Cavaco, que se vangloria de ter passado a economia portuguesa do sector secundário para o terciário, mas não é à toa que o crescimento real de Portugal no início da década de 1990 foi completamente anémico. Destruir o que havia por dinheiro não deu em nada de relevante.

      Nos anos 60 há notícias de crianças a beberem leite directamente das vacas.

      É sabido como as pessoas viviam na zona norte de Lisboa e arredores, ainda não urbanizada. As cheias de 67 provam a devastação total entre barracas e casas clandestinas.

      Em 1970, metade (!) das casas em Portugal não tinha água canalizada, 7 em 10 não tinha banho, 4 em 10 não tinha luz e esgotos. As condições sanitárias eram quase de 3º mundo.
      Em 1970, 20% das mortes da mortalidade infantil em Portugal estavam directamente relacionadas com a diarreia aguda, sinal evidente das fraquíssimas condições sociais e culturais da população.

      Eu cresci em Oeiras nos fins dos anos 70 e anos 80 e sei bem como estavam ainda então as coisas.
      Os bombeiros abasteciam as frequentes faltas de água. O gás tinha de ser comprado em bilhas.
      As falhas energéticas eram constantes. Era engraçado termos de acender as velas.

      • POIS! says:

        Cito:

        “De certa forma, aconteceu o mesmo com Cavaco, que se vangloria de ter passado a economia portuguesa do sector secundário para o terciário, mas não é à toa que o crescimento real de Portugal no início da década de 1990 foi completamente anémico. Destruir o que havia por dinheiro não deu em nada de relevante”.

        Cem por cento de acordo! (e com o resto do comentário!)

        Cavaco vangloria-se de um crescimento que, em termos médios, foi de 3,9%. Tá bem! Mas, li algures e corrijam-me se estou errado, nessa altura as transferências anuais da União para Portugal chegaram a ser da ordem de 3% do PIB!

        E quem cá estava sabe bem onde acabou muito dessa “massa”, a começar pelas fantásticas entidades que viviam à conta da “formação profissional”.

        E se, com Cavaco o crescimento foi de 3,9, com Guterres foi de 3,3…

        Logo a seguir vieram Barroso (0,43) e Santana (0,78), Sócrates (0,23) e Passos (menos 0,6!).

        António Costa 0,4 até 2021 (se tirarmos o ano da pandemia seria 2,6), com 6,8 em 2022 e 2,3 – previsão – em 2023.

        Os dados estão neste artigo de Pedro Tadeu: para o Diário de Notícias:

        https://www.dn.pt/opiniao/a-direita-cria-mais-riqueza-do-que-a-esquerda-14235680.html/

        Da narrativa direitrolha á realidade vai uma certa distância. Mas o discurso patranheiro, de tão repetido, tem tendência a “pegar”…

      • Figueiredo says:

        «…Em Retalhos da vida de um médico no fim dos anos 1940, Fernando Namora fala-nos de um país rural fechado e que vive parado no século XVIII, cheio de curandeiros e comadres e superstições. Um médico era ainda uma figura da lua…»

        Os Portugueses viviam à sua maneira e conforme desejavam e podiam nas cidades, vilas, e aldeias das diferentes Regiões do País, eram mais saudáveis naquele tempo e viviam melhor como tal só iam ao médico quando era preciso, e nessa altura havia verdadeiros médico formados pela excelência do Ensino Universitário do Estado Novo (como é o caso do Sr.º Dr.º Fernando Namora), não era como hoje, onde médicos e enfermeiros promovem pseudo-ciência, pseudo-medicina, são autênticos curandeiros e comadres que impõem às pessoas medidas e acessórios inúteis como máscaras, luvas, e viseiras.

        «…Nos anos 1960, Portugal bate recordes históricos de emigração. E não, não foi só por causa da guerra. 1 milhão saiu, levando a família inteira. Havia enorme progresso económico e as pessoas saíam? não faz sentido…»

        Na Década de 1960 os Portugueses emigravam por cobardia – para não cumprir o Serviço Militar ou defender a Pátria na Guerra do Ultramar – e porque lá fora ganhavam mais a fazer os mesmos trabalhos que faziam aqui, é o chamado chico-espertismo e ganância, não eram coitadinhos nem miseráveis esses que emigravam nos Anos 60 (salvo raras excepções).

        «…Os salazaristas falam sempre dos “10%” de crescimento ignorando por completo que foi apenas um take-off tardio do processo de industrialização que a maioria dos países europeus iniciara entre as guerras. Sobretudo nas cinturas industriais de Lisboa e do Porto. O problema é que faltando tudo o resto, não houve mudanças estruturais – basta dizer que em 1961 cresceu 10,21 e em 1962 não passou de 1,5, completamente estagnado. Partir de uma base muito pequena não se traduz em riqueza estrutural…»

        O Estado Novo e a liderança do Sr.º Prof.º Dr.º e Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, trouxe níveis de desenvolvimento na economia, trabalho, indústria, agro-pecuária, pescas, Estado, Forças Armadas, infra-estruturas, ensino, sociedade, e cultura, impressionantes, que garantiram o bem-estar dos Portugueses de 1933 a 1974.

        Não se esqueça que António de Oliveira Salazar pegou num País miserável, sub-desenvolvido, que foi completamente destruído pelos liberais/maçonaria durante 90 anos (1820-1910).

        «…Nos anos 60 há notícias de crianças a beberem leite directamente das vacas…»

        Crianças Portuguesas sortudas e felizes a beber leite directamente da fonte, saudáveis e em harmonia com a Natureza.

        As de hoje drogam-se, mutilam os genitais, não sabem o seu sexo (se é masculino ou feminino), e provavelmente devem pensar que o leite vem do Continente.

        «…É sabido como as pessoas viviam na zona norte de Lisboa e arredores, ainda não urbanizada…»

        Os parolos/chuléticos/classe-baixa não gostam de trabalhar por isso saiam das vilas e aldeias para as cidades, em busca de dinheiro fácil, profissões que dessem menos trabalho, ou para parasitarem.

        Infelizmente os citadinos têm que levar com este lixo que nem as nobres e trabalhadoras gentes das aldeias e vilas querem por perto.

        «…Em 1970, metade (!) das casas em Portugal não tinha água canalizada, 7 em 10 não tinha banho, 4 em 10 não tinha luz e esgotos. As condições sanitárias eram quase de 3º mundo…»

        Pois, mas ao menos tinham uma casa para viver, hoje é impossível alugar uma casa ou comprar, a «lei das rendas» o desemprego e a instabilidade laboral não o permitem, o que não acontecia no Estado Novo que fez também uma obra notável em habitação social.

        «…Em 1970, 20% das mortes da mortalidade infantil em Portugal estavam directamente relacionadas com a diarreia aguda, sinal evidente das fraquíssimas condições sociais e culturais da população…»

        Você tem noção da quantidade enorme de crianças e adolescentes que estão a morrer em Portugal de 2020 até à presente data? É assustador, e não, não é provocado por doença…

        «…Eu cresci em Oeiras nos fins dos anos 70 e anos 80 e sei bem como estavam ainda então as coisas.
        Os bombeiros abasteciam as frequentes faltas de água. O gás tinha de ser comprado em bilhas.
        As falhas energéticas eram constantes. Era engraçado termos de acender as velas…»

        Sabe como é, esse cenário que descreve foi provocado pelo regime liberal/maçónico imposto pelo golpe de Estado da OTAN em 25 de Abril de 1974.

        • POIS! says:

          Pois citando Figueiredo…

          “Os Portugueses viviam à sua maneira e conforme desejavam e podiam nas cidades, vilas, e aldeias das diferentes Regiões do País, eram mais saudáveis naquele tempo e viviam melhor como tal só iam ao médico quando era preciso (…)”.

          Era o que acontecia lá por casa do Figueiredo. Era tudo muito mais saudável, mas a canalização aderiu à Maçonaria e hoje está tudo bastante doente, a começar pelo Figueiredo que delira por lhe ter dado a chamada trombose na cornadura que vitimou o Oliveira da Cerejeira e que, tal como o Figueiredo, uma ano depois ainda delirava que era Professoro Doutoro e Presidento do Conselho.

          Se calhar está na hora de ser preciso ir ao médico.

          O José Sobral Cid ainda dará consultas? É quem o pode salvar, ó Figueiredo!

        • Pois, só iam ao médico, daqueles bons que não respondiam perante ninguém consoante o que lhes apetecesse acreditar e fazer, só iam ao médico, dizia eu, antes de cairem para o lado, não fosse não sobrar para comer.

  2. balio says:

    Salazar decretou luto nacional por Adolf Hitler

    Salazar tinha por política decretar luto nacional pela morte de qualquer país com o qual Portugal tivesse relações diplomáticas. Era o caso da Alemanha.
    O luto nacional pela morte de Hitler não foi devido a Salazar gostar muito de Hitler, mas simplesmente devido ao facto de Hitler ser o dirigente de um país com o qual Portgal tinha relações diplomáticas.

    • POIS! says:

      Pois tá bem!

      Citando balio:

      “Salazar tinha por política decretar luto nacional pela morte de qualquer país com o qual Portugal tivesse relações diplomáticas”.

      Isto quer dizer que, se tivessem morrido os Estados Unidos também haveria bandeiras a meia-haste. Até aqui, tudo bem!

      Lá o luto oficial mas… e as missas mandadas rezar por Hitler e Mussolini? (este já não teve direito a luto…estava vivo na escrivaninha do Oliveira da Cerejeira…)

    • Coincidência que não decretou luto por quem lhe deu uma sova, devia estar muito ocupado.

  3. balio says:

    obrigava uma professora primária a ser autorizada pelo Ministro da Educação para se casar

    Isso era verdade, não somente em Portugal, mas em muitos outros países europeus nessa época. Por exemplo, na Inglaterra.
    Nesse tempo, entendia-se que uma mulher casada não podia ter uma profissão fora de casa. Toda e qualquer mulher casada, toda e qualquer profissão. Isso era lei na generalidade dos países. Uma mulher casava-se, era forçada a abandonar a atividade profissional.
    Ainda hoje isto se aplica, na maior parte dos casos, em países como ,por exemplo, o Japão.

    • Nortenho says:

      Claro como água.
      Os posts acima não foram escritos pelo nosso Salazarento de estimação. Podemos não concordar com ele, mas que tem sido coerente neste tempo todo.
      Estes 3 post acima a justificar as medidas do Botas, foram escritas por alguém que simultaneamente defende ideias liberais diz ele.
      Essa gente t ama a pior que os neofascistas que dizem ao que vêm.

      .

    • POIS! says:

      Pois tá bem, ó balio.

      O poblema é que cá já tinha evoluído e, na primeira República, tais normas não existiam.

      Muitas mulheres, quando casavam, abandonavam a atividade profissional, é certo. mas não por imposição legal!

      E abandonavam, sabe porquê? Porque não havia creches, nem infantários e porque o que ganhavam era uma miséria em comparação com os homens. Nessas alturas, ou ficavam a tomar conta dos filhos, ou levavam-nos para a fábrica ou para o campo. Logoi após o parto, porque não havia licença paga.

      E porque o homem, como chefe de família, o podia impor.

      E tudo isto porque o Oliveira da Cerejeira era uma merda que não queria saber patavina dessa condição porque nem tinha mulher nem filhos. Casou com a Nação que, por modéstia, coitadinha, não lhe pedia dinheiro para vestir e calçar e era estéril.

    • Figueiredo says:

      Hoje em dia as professoras e professores para além de não terem perfil para a profissão e de não saberem para eles quanto mais para os outros, têm de promover o homossexualismo/pedofilia, a mutilação genital, a ideologia de género, e travestis, às crianças e adolescentes.

      • POIS! says:

        Pois…

        Por favor, repita lá, que é importante! Com a ventania que está aí em Marte, não se ouve nada do que escreveu e a mensagem chegou cá deturpada.

        A não ser que Vosselência tenha sofrido uma Trombose na Cornadura, como aquela que vitimou o saudoso Oliveira da Cerejeira e esteja a delirar fortemente!

        Calma que o Musk já vai a caminho e leva o José Sobral Cid com ele. Duas injeções atrás da orelha e fica curado!

      • Onde? Como? Quando? Deve ser fácil apresentar um documento para esse efeito.

      • Pimba! says:

        Va lá, podia ser pior. Podiam ter que moldar os petizes à mesquinha imagem mental deste “Figueiredo”…

  4. francis says:

    Caramba, e eu que sempre pensei que os “donos disto tudo” sempre untaram bem as mãos da malta do PS e dos PSD, para terem leis e regimes fiscais……….digamos que…..”favoraveis”.

  5. De um modo geral o pais melhorou nas décadas do “fascismo” é inegável e comprova-se com dados objetivos.
    As particularidades menos positivas terão de ser analisadas em função do ponto de partida, que era com certeza muito mau.
    Os políticos são especialistas em omitir ou exacerbar os factos que mais lhe interessam e este comentário é um exemplo disso.

    • Piorar era difícil… mas sim, começou a melhorar a partir do momento em que o império começou a mandar dinheiro e os indesejáveis foram morrer por coisa nenhuma.

  6. Não sei porquê, sinto-me estremamente protegido pelas regras e instituições que impedem que isso aconteça por todo o mundo. Se lhes cedemos a soberania, eles saberão mandar em nós para nos corrigir, como fez a Troika.

  7. Figueiredo says:

    O Partido Chega é uma fraude, uma força política liberal/maçónica, você mente ao associar esses parolos com o Estado Novo e o pensamento de Salazar que os próprios odeiam.

    Igual fraude são aqueles da manifestação que você refere como «…fascistas…» e «…nazis…».

    • Tuga says:

      “você mente ao associar esses parolos com o Estado Novo e o pensamento de Salazar que os próprios odeiam.”

      O estimado Salzarento JgMenos não diria melhor

  8. JgMenos says:

    Quando um idiota diz que é a democracia que acaba com a miséria, como se não fosse o progresso económico, os miles de milhões da Europa, a dívida que alguém há-de pagar que o faz, estamos no mundo da idiotia esquerdalha.
    Quando um vigarista define o regime do Estado Novo sem medir o que era quando chegou e o que era quando terminou, temos um historiador esquerdalho.
    Quando se compara sem equacionar as dimensões, um regime que governava um grande império do mundo, com o regime actual que governa um quintal na Europa, temos um merdas a quem toda grandeza ofende.

    • Tendo em conta que o suprassumo de governo foi quem aumentou a dívida retirando dinheiro da economia, não me parece que lhe falte idiotice. Ou aí já não “sem med[e] o que era quando chegou e o que era quando terminou”? E com “um grande império do mundo” e nem sobrava para sapatos depois de distribuir pelas famílias que lhe ditavam a política.

    • POIS! says:

      Pois tá bem…

      E…não coexistitram democracias e progresso económico?

      Os suíços não progrediram? E os noruegueses? E os ingleses? E os franceses? E os alemães, pós II Guerra Mundial, assim como os italianos?

      “Governava um império”? A favor de quem? (E ainda teve o descaramento de usar o cabedal dos que a ele nunca teriam acesso para tentar manter a todo o custo a boa vidinha de alguns nababos…)

  9. JgMenos says:

    Apareça um esquerdalho a identificar um político, um banqueiro, um capitalista notório, que por actos praticados durante o anterior regime, tenha sido denunciado e condenado por corrupção depois do 25 de Abril!

    • Como é que podiam ser condenados se reavemos os meios de o fazer?

    • POIS! says:

      Pois foi!

      Realmente houve grande condescendência em relação aos salazarescos.

      Foi pena. Uns pides fuzilados e uns sabotadores financeiros na prisão – até se podia reabrir o Tarrafal, para matarem saudades de uma das grandes realizações do regime – teriam sido mais eficazes.

      E ainda falta saber a lista de informadores da PIDE, que a Maçonaria, segundo alguns, possui (ou, segundo outros, já está na Torre do Tombo).

    • Nortenho says:

      “Apareça um esquerdalho a identificar um político, um banqueiro, um capitalista notório……………..”
      Claro. Se mesmo 50 anos depois de o regime que os apoiava e que eles apoiavam, os maiorais das 10 familias que mandavam em Portugal nesse tempo continuam a fazer o que querem e a gozar com isto:
      Um anda para ser julgado ha anos e paga atestados médicos que o dão invalido
      Outro subsidia a extrema direita e compra os CTT

      • JgMenos says:

        De nortenho a grunho vai uma distância que importa assinalar.

        • POIS! says:

          Pois realmente!

          E o Nortenho está a uma grande distância de Vosselência, o que importa assinalar.

          Confere!

        • Nortenho says:

          Já percebemos que não és nortenho, escusas de o confessar tão abertamente

        • É melhor avisar os eleitores onde estão na escala, entre ciganos, socialistas, e muçulmanos; mas se calhar não convém, vendo onde têm votos (infelizmente).

  10. O livro “As Causas do Atraso Português”, do autor Nuno Palma, tem muita teoria sobre o assunto………..

  11. Salgueiros says:

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