
Nico Williams, a estrela do Atlético de Bilbau que se sagrou campeão da Europa no Domingo passado, nasceu em Pamplona.
Os seus pais, contudo, atravessaram o Saara a pé, em busca de uma vida melhor. Caminhando desde o Gana, chegaram a Marrocos e entraram em Espanha por Melilla. Aí, tendo chegado com uma mão à frente e outra atrás, beneficiaram de apoios sociais para se estabelecerem e sobreviverem.
Passados 22 anos, Nico Williams foi um dos craques que conduziu Espanha ao quarto título europeu, para grande desgosto da extrema-direita espanhola.
Com um salário anual de 8,8 milhões de euros, o jovem jogador é já dono de uma fortuna que garantirá uma reforma tranquila aos pais, que tanto sofreram para que nada faltasse aos seus filhos.
Questionado sobre o que pediria ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, Nico Williams riu-se e disparou:
- Que baixe os impostos.
Os mesmos impostos que financiaram os apoios sociais que garantiram que os seus pais não morreriam de fome quando chegaram a Espanha.
Que garantiram a Williams o acesso à escola pública, ao SNS espanhol e à habitação social onde a sua família viveu em Pamplona.
Será o individualismo egoísta e sem memória, não o racismo, a xenofobia ou a homofobia que destruirão o que resta do Estado Social europeu. E da democracia liberal que ele sustentou desde o final da Segunda Guerra Mundial. Porque é e será a desigualdade, não as guerras culturais, que deixará o povo à mercê do fanatismo populista.






Seja preta, branca, azul ou amarela a geração de merda esquece rapidamente dos sofrimentos passados da sua família e deles próprios.
Com honrosas exceções que também convém realçar
nada haver… um miudo com 19 anos a ganhar o que ganha, nem lhe passa pela ideia para que serve o dinheiro dos impostos… apenas se queixa do mesmo que os que têm os mesmos ganhos que ele ou qualquer ser humano que tenha de descontar quase 50% dos seus rendimentos. Usar a ingnorancia do rapaz para lhe atribuir rótulos, isso sim devia causar um bocado de vergonha ao autor da peça, que não olha a todos os fatores… Já um Pinto da Costa se calhar é um heroi e um exemplo de humanidade e respeito por direitos e deveres tanto financeiros como humanos.
lol
Concordo.
A sua abordagem não podia ser ser mais inteligente. Não o conheço, mas já ganhou o meu respeito e admiração. É de seres humanos como você que este mundo precisa, seja qual seja o continente.
Parabéns pela inteligência que demonstra.
Será que, lendo este post, devo concordar que a Europa deve deixar entrar toda a população da Africa e medio oriente na esperança de que no meio de tanta gente necessitada venham alguns talentos ? então que venham, a bem do futebol e de outras valências, A Europa é um autocarro com lotação ilimitada.
Que é que isso tem a ver com o post?
A democracia liberal está bem com isso, que o BCE recomenda o corte para o ano de vários pontos percentuais em todos os orçamentos europeus, tal como está com passar muitos outros custos para quem trabalha que aí vai continuar a vir, tal como está com o crime dos crimes. Ou com Trump ser o seu líder, violento era não poder ser.
Há duas maneiras de equilibrar um orçamento. Uma é ganhar mais. Outra é gastar menos. A teoria dos que defendem “mais impostos” é sempre a de “ganhar mais” (neste caso, COBRAR mais). Depois esbanjam, muitas das vezes, esse mais, e toca a ir buscar ainda mais, que a teta vai dando. Isto quanto não se aproveitam desse mais em proveito próprio, como temos, infelizmente, exemplos em Portugal.
A solução de “gastar menos” não é popular, e percebe-se porquê. Gastar menos implicar racionalizar os gastos, não gastar em obras que, muitas vezes, apenas servem para encher o olho e agradar aos “votantes”, apesar de a sua utilidade ser, no mínimo, discutível. Isto para não falar do dinheiro gasto em “subsídios”, “comissões” e “fundações” com que se vai comprando a clientela necessária para usar em fases eleitorais.
Claro, há sempre os que vêm lembrar que eles “beneficiaram de apoios sociais para se estabelecerem e sobreviverem.” Será verdade (não sei, mas vamos admitir que sim. Mas para esses apoios sociais, um valor de impostos substancialmente menor seria, ainda assi, suficiente. O problema não está nos apoios sociais, o problema está num Estado sanguessuga, sobredimensionado e refém de clientelas várias.
O problema são, portanto, as “gorduras”. És tu, Passos Coelho?
A solução de “gastar menos” é, não taulogicamente, mas impreterivelmente no estado e sistema em que estamos, fazer tudo funcionar pior, retirando mais actividade económica do que o financiamento criado, resultando depois em menos impostos. Pior, destroem qualquer incentivo ao investimento e criam condições para que a productividade não suba, um duplo golpe na taxa de lucro.
Mas não é novidade que os amantes do capitalismo não percebam como funciona, vão por vibes.
E que tal respostas fundamentadas, em vez de frases feitas retiradas da cartilha?
Quer dizer, o Fernando e camaradas apresentam uma solução que nunca funcionou, com o declínio acelerado de toda a europa onde cada vez menos alguma coisa funciona, cada vez menos algo se produz, e cada vez mais se queixam de que aquilo que não funciona é concorrência desleal, e pede fundamento. Continuem, merecemos.
E que solução é que o Paulo “e camaradas” apresentam ou apresentaram que tenha funcionado? E por sinal, o declínio acelerado da Europa (nisso estamos de acordo), deve-se essencialmente ao Paulo “e camaradas”.
Veja-se o apoio que essa mesma Europa dá a um regime fascista e corrupto, elegendo-o como o “salvador da democracia”.
Solução não tenho, nem tenho que ter, mas investir no que é preciso e em quem trabalha sem ficar à espera de quem nada faz, ainda por cima em tempo de finaceirização desregulada e altamente especulativa, sempre deu resultado – o número sobe menos, mas há mais comida e menos destruição.
Que é que isso tem a ver com a clientela que recebe rendas e nada investe, nem peço que me expliquem, continuem, que o mundo colonizado agradece a oportunidade.
Pensava que ia ver uma notícia, afinal é só comentário político, se os meus pais forem salvos por um rico ja não posso acreditar em socialismo?
Ainda bem que ele cresceu e aprendeu e não parece ser um estrema esquerda como o que escreveu essa bela porcaria
Poxa, Lucas, que linguagem tão estremada!
E essa estrema esquerda confina com quem?
O princípio esquerdalho é sempre o mesmo: se tens mais, à sociedade o deves; se tens menos, da sociedade és credor.
A cambada sempre quer afastar os méritos individuais e as relações entre indivíduos – da família ao acaso – ao serviço do seu ideal que tudo reduz a massas e regulamentos.
É claro que sempre reservam umas fatias mais saborosas para os camaradas dirigentes e seus serventuários…
Pois citando, Menos, mas citando…
“se tens Menos, da sociedade és credor”.
Sábias palavras! Realmente a sociedade está em dívida para com todos nós, pelos Menos que temos de aturar…
Esperemos que seja rápida na compensação. A malta está em pulgas para ir a banhos. E, se for suficientemente generosa, talvez muitos se ponham a fazer filhos a toda a velocidade.
O camarada sabe quem que o problema não é ter mais, nem menos, é ter dívida eterna ou ter mais dinheiro do que consegue gastar numa, ou duas, ou três vidas, que o sucesso dá muita vantagem.
Mas se é para voltar a falar em fatias saborosas, como é que as chagas deste país vivem, e graças a quê mesmo? Ai, o mérito de defender o lucro de quem lhes paga, certo.