Giorgia Meloni, esquerdalha antisemita

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "> CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE Meloni, primeira ministra italiana, acusa EUA e Israel de terem violado direito internacional ao atacar o Irão: "Itália não participa e não tenciona participar" E"

Quando Pedro Sanchéz constatou o óbvio e recusou envolver Espanha na guerra ilegal que Israel decidiu lançar contra o Irão, coadjuvado pelo cão laranja de Netanyahu, os marretas do costume vieram para a praça rasgar as vestes e acusar toda a esquerda de ser anti-semita/iPhone/vuvuzela, de gelado devidamente espetado na testa.

Agora, que a sua heroína Meloni constata o mesmo, e recusa envolver Itália numa guerra que tem vários objectivos, nenhum do quais libertar o povo iraniano, dos marretas nem um pio.

Nada que surpreenda. De idiotas úteis não se pode esperar pensamento crítico. É aí que reside a sua utilidade.

Nico Williams, o egoísmo e a falta de memória

Nico Williams, a estrela do Atlético de Bilbau que se sagrou campeão da Europa no Domingo passado, nasceu em Pamplona.

Os seus pais, contudo, atravessaram o Saara a pé, em busca de uma vida melhor. Caminhando desde o Gana, chegaram a Marrocos e entraram em Espanha por Melilla. Aí, tendo chegado com uma mão à frente e outra atrás, beneficiaram de apoios sociais para se estabelecerem e sobreviverem.

Passados 22 anos, Nico Williams foi um dos craques que conduziu Espanha ao quarto título europeu, para grande desgosto da extrema-direita espanhola.

Com um salário anual de 8,8 milhões de euros, o jovem jogador é já dono de uma fortuna que garantirá uma reforma tranquila aos pais, que tanto sofreram para que nada faltasse aos seus filhos. [Read more…]

Mitigar os efeitos da crise energética: o exemplo espanhol

Para ajudar famílias a enfrentar o choque energético, o governo espanhol – um governo de esquerda, por oposição ao terceiro executivo Costa, cada vez mais próximo do macronismo, sobretudo na forma como se alimenta da extrema-direita – decidiu reduzir o IVA do gás de 21% para 5%. Como de resto já tinha feito com o IVA da electricidade. Por cá, nada de novo. A inflacção galopa e pouco ou nada é feito para mitigar os seus efeitos. Costa devia pôr os olhinhos no seu camarada Sánchez. Acontece que os portugueses decidiram passar-lhe um cheque em branco, no início deste ano, e agora, como diz o outro, é lidar.

António Costa – Um Político com (muita) Sorte

Ainda o PSOE não sonhava e já António Costa tinha feito história ao criar a geringonça juntando PS, Bloco e PCP. Contrariado mas obrigado pelos votos, Pedro Sánchez foi “obrigado” a criar a sua geringonça com o Podemos e um conjunto de partidos de esquerda e independentistas. Com uma diferença: ao contrário do Bloco e do PCP, o espanhol Podemos exigiu participar no governo.

Entretanto, em plena pandemia, António Costa vai a votos e consegue uma maioria absoluta. Pouco depois a Rússia decide invadir a Ucrânia e a Europa fica de pantanas. E em Espanha? Está instalada a paz podre. O PSOE está na linha da frente da condenação à Rússia. O Podemos votou como o nosso PCP na Europa, culpa a Nato, os Estados Unidos e toda aquele rol do costume que por aqui já conhecemos. No passado fim de semana, duas ministras do Podemos, num comício partidário, criticaram fortemente a decisão do governo (de que fazem parte, relembro) em fornecer armas à Ucrânia. Nem é preciso dizer mais nada sobre o ambiente político que se vive por estas bandas.

É por isso que António Costa é um político com sorte, muita sorte. No momento certo livrou-se destes belos activos tóxicos. Já Sánchez deve estar a olhar para o seu vizinho com inveja…

Ciudadanos e Podemos ” à porta ” do governo espanhol

espanha

A sondagem do ” El Pais “, publicada hoje, relativa às eleições gerais espanholas marcadas para 20 de Dezembro é muito interessante comparada com os resultados das últimas eleições legislativas em Espanha.

Esta sondagem dá uma perda de mais de 80 deputados para o PP do actual presidente do governo, Mariano Rajoy. O PSOE, de Pedro Sánchez, também aparece em perda, mas mais moderada, com menos 10 a 15 deputados.

Mas a grande surpresa são os dois novos partidos, os Ciudadanos, de Albert Rivera, que poderá chegar quase aos 90 deputados e o Podemos, de Pablo Iglesias, que poderá ter mais de 45 deputados. A mesma sondagem diz-nos que o conjunto dos outros partidos de esquerda poderão alcançar 40 deputados.

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