O ayatollah Ben-Gvir

Itamar Ben-Gvir é a mais monstruosa criatura do monstruoso governo Netanyahu.

Um ayatollah Ali Khamenei, versão sionista.

Há dias, protagonizou mais um episódio da sua orgulhosa monstruosidade, que tresanda ao mesmo fedor daqueles que massacraram 6 milhões de judeus nos anos 40. Disse a aberração:

“Acho que devemos levar a cabo assassinatos em Gaza e eliminar entre 30 e 40 pessoas por noite. Não apenas contra aqueles que representam uma ameaça iminente. Existem ali outras pessoas que não merecem viver. Que não devem viver. Não são sequer pessoas.”

Qualquer semelhança entre este discurso e o discurso de um fundamentalista islâmico não é coincidência. As únicas diferenças entre fundamentalistas islâmicos e sionistas são o contexto e o Deus a que rezam. De resto, no que ao extremismo das suas posições diz respeito, pouco os separa.

O sionismo é hoje expressão de intolerância, violência e terrorismo. Uma ideologia de morte e destruição. Comprar influenciadores de mentecaptos e outros fantoches para mascarar a brutalidade com propaganda não vai mudar a realidade.

Flotilhas e Terroristas

Pode ser uma imagem a preto e branco de multidão e texto que diz "NOT CNOTHER MΒ 1"

Duas flotilhas depois, fica claro que a iniciativa deu frutos. Expôs Ben-Gvir, um terrorista sionista execrável promovido a ministro, criou uma crise política que resultará, em breve, na dissolução do parlamento israelita, e isolou ainda mais o regime sionista, que nunca foi tão impopular. Por mérito próprio. E se Netanyahu cair e a democracia israelita ainda funcionar, veremos o genocida ser julgado e preso por corrupção. Seria a cereja no topo do bolo.

A diferença entre a primeira e a segunda flotilha, por cá, foi apenas uma: o ódio da extrema-direita e da direita radical contra Mariana Mortágua. E como na segunda flotilha iam dois médicos de boas famílias, quase não se viram os habituais grunhos a pedir execuções.

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Em Gaza, o massacre segue conforme planeado

É surreal, verdadeiramente surreal, a leveza com que se está a normalizar o massacre em curso em Gaza. Fala-se em mais de 10 mil civis assassinados pelo regime israelita, dos quais mais de 4 mil são crianças, e há quem nos queira fazer crer que existe legitimidade democrática nesta barbárie.

Não existe.

A forma como Israel está a conduzir a sua vingança, a bombardear indiscriminadamente civis e a terraplanar Gaza não é algo que se espera de uma democracia liberal. É algo que esperamos de tiranos como Putin, Assad ou Bin Salman. Netanyahu faz parte deste grupo de assassinos. Faz parte do mesmo grupo que o próprio Hamas. [Read more…]