O regresso dos vómitos do Lemos

Valter Lemos escreveu na Gazeta do Interior sobre a greve dos professores. Queixa-se do que aconteceu em 2005:

A razão dessa greve foi o protesto contra a decisão do governo sobre a “ocupação plena dos tempos escolares”, que ficou conhecida como as “aulas de substituição”.

Considerando essa reivindicação irrelevante (e só por si até seria, com a curiosidade de apenas afectar os professores com mais de 50 anos de idade, para além de ser uma barbaridade pedagógica que até Nuno Crato quase deixou cair). [Read more…]

Lord of War

Lord of war: Filme de Andrew Niccol, com Nicolas Cage, devia ser dada mais relevância a este filme… Página IMDB.

Yuri Orlov: The reason I’ll be released is the same reason you think I’ll be convicted. I *do* rub shoulders with some of the most vile, sadistic men calling themselves leaders today. But some of these men are the enemies of *your* enemies. And while the biggest arms dealer in the world is your boss – the President of the United States, who ships more merchandise in a day than I do in a year – sometimes it’s embarrassing to have his fingerprints on the guns. Sometimes he needs a freelancer like me to supply forces he can’t be seen supplying. So. You call me evil, but unfortunately for you, I’m a necessary evil. [Da cena do Interrogatório]

Em inglês, sem legendas.

A oportunidade perdida do mapa rosa

mapa rosaEm 2005 o PS teve uma estrondosa maioria absoluta. Foi a primeira do PS e a terceira no pós 25 de Abril. Os portugueses sabiam que haveria dificuldades mas tinham dado um voto de confiança para que se mudasse o que havia a mudar. Mudou? Sim, para pior. É culpa da crise internacional? É culpa dos outros, sempre dos outros?

A justiça, pilar de qualquer estado democrático, continua uma negação diferida temporalmente. A educação foi substituída pela certificação das Novas Oportunidades. Na saúde temos hoje menos postos de atendimento. O desemprego disparou. A bancarrota está aí.

Seja de quem for a culpa, o certo é que a janela da oportunidade para a mudança foi-se. Ficou o descrédito naqueles que, de quatro em quatro anos no máximo, fazem de conta que prestam contas quanto à forma como gerem o que é nosso.