A Galp às bombas

A Galp abastece todos os postos de abastecimento porque é a única petrolífera que tem refinação. Já aumentou, este ano, em dez ocasiões o preço dos combustíveis e vai continuar a aumentar a não ser que os camionistas façam novo bloqueio. Para já ,temos aí uma greve de três dias dos trabalhadores  que querem aumentos salariais de 2.8% e a empresa só quer dar 1.5%.

Para além disso, exigem participação nos lucros, mas segundo o porta voz da empresa os últimos anos foram particularmente maus, o lucro foi de apenas 200 milhões e ficando abaixo dos 300 milhões não há participação. Estas exigências põem em causa a solidariedade devida para com o futuro da empresa, diz o engº da “pronúncia” esquisita, devida aos muitos anos de trabalho nos petróleos da Venezuela.

As razões da greve são “injustas e ímpossiveis de satisfazer” refere o Presidente, e afirma “que os trabalhadores nos dois últimos anos tiveram ganhos reais de poder de compra”. Acresce que a greve vai ter consequências nefastas no andamento dos investimentos em curso nas refinarias e às paragens técnicas, a que os representantes dos trabalhadores respondem com um “insulto ao conhecimento e inteligência” dos trabalhadores.

É melhor testar o depósito, o presidente da empresa já ameaçou “ir às bombas” isto é, encerrá-las! Quanto ao pagarmos a um preço elevadíssimo os combustíveis, é preciso ter em conta “que antes do imposto somos muito competitivos…”

É um alívio para quem compra!