É a Economia, estúpido…..

Surpresa! Vitória!

Surpresa… fomos enganados!

Vitória… liberal!

“O liberalismo funciona e faz falta a Portugal”.

Nunca se esqueçam.

Big Brother fiscal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perante a evidente especulação de preço sobre os combustíveis, o Governo espanhol entendeu (imagine-se!)  que o que havia a fazer era garantir uma efectiva baixa dos preços de combustíveis para desonerar os consumidores. Fossem eles, aliás, nacionais ou não.

Cá pela terrinha, António Costa sacou da cartola o Autovaucher: a pessoa inscreve-se, indica uma conta bancária, fideliza um cartão multibanco, e lá recebe um estorno mensal até ao limite de € 20,00.

Estou certo que o facto de Medina ter na mão dados acrescidos dos contribuintes fornecidos pelos próprios para poderem receber algum de volta, não passa de uma curiosa coincidência de humor negro.

Numa terra de turismo, também faz sentido que o desconto seja só para nacionais: mais chulice, menos chulice, os estranjas nem notam quando atestam os depósitos dos carros próprios ou de aluguer.

A diferença de opção entre Espanha e Portugal é evidente: por lá mantém-se o dinheiro no bolso das pessoas; por cá dá-se esmola com o dinheiro do próprio empobrecido, à custa de informações bancárias à mistura.

Corrida neo-neo-liberal

São a favor do cheque-ensino, querem introduzir o cheque-saúde, mas dizem que são contra a ideia liberal que o PS teve: o cheque-combustível. “Muita burocracia”, dizem.

Na verdade, não são contra. A Iniciativa Liberal só ficou chateada porque o Partido Socialista teve uma ideia liberal muito mais rápido que eles. Mas há que ver pelo lado racional: antes de existir IL, já o PS se tinha rendido ao neo-liberalismo.

Conversas Vadias 50

Na quinquagésima edição das Conversas Vadias – quais bodas de ouro -, marcaram presença António de Almeida, Fernando Moreira de Sá, João e José Mário Teixeira, que vadiaram sobre: poeira africana, carros, sapatilhas, combustíveis, mercados, capitalismo, cartéis, preços, percepções, concessões, centros comerciais, camionistas, transportes, medidas governativas, Espanha, Ayuso, crescimento económico, investimento, construção civil, apoios, turismo e futuro.

No fim, as habituais sugestões: [Read more…]

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Conversas Vadias 50
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Novo aumento do preço dos combustíveis: a culpa é de António Costa

O barril de Brent, referência para o mercado de combustíveis português, está hoje a ser negociado ao valor mais baixo desde o início do mês, 20 euros abaixo dos 127,98€ que, na semana passada, a 8 de Março, foram usados como justificação para o violento aumento que entrou hoje em vigor.

Quer isto dizer que os preços vão baixar, de forma proporcional aos aumentos das duas últimas semanas, ou será que as gasolineiras vão fazer o que sempre fazem, que é garantir que a redução do preço, ao contrário de qualquer aumento, só se reflecte daqui por dois ou três meses?

Eu disse gasolineiras? As minhas desculpas! Eu queria dizer António Costa. Porque foi o António Costa que ordenou à GALP, BP e Repsol & Cia que aumentassem os preços, imediatamente, caso contrário ia tudo dentro e as empresas seriam nacionalizadas. Agora vou  acabar de comer o meu gelado com a testa, que o gajo está a começar a derreter e eu não quero ter que esfregar o chão com a fronte, que não estamos em tempo de desperdiçar comida.

O preço do petróleo, a ganância das gasolineiras e outras maravilhas do mercado livre

Eu explico-te, Fernando: desde que o mercado dos combustíveis foi liberalizado, as empresas privadas que nele actuam passaram a fixar os preços a seu bel-prazer, sem regulação ou necessidade de responder a quem quer que seja. Maravilhas do mercado dito livre.

Vai daí, somos agora confrontados com uma triste e oportunista realidade, que é esta: quando o preço do barril desce, as gasolineiras esperam meses até reduzir o preço em meio cêntimo, quando reduzem, alegando que a baixa no preço do barril só se reflecte daí a dois ou três meses, porque a compra é feita antecipadamente.

Quando o preço sobe, o discurso muda e a subida, alegam, é urgente e acontece no imediato, para fazer face ao aumento de custos, que, a julgar pelo que nos dizem quando o preço cai, só se reflectirá daí a uns meses. Chama-se ter a faca e o queijo na mão, e meio bloco central sentado no conselho de administração. Ou mercado a funcionar, não tenho bem a certeza. Também há quem lhe chama chulice, ou esmifranço, mas acho que não devemos expor os leitores do Aventar a discursos ordinários. Para ordinarice já nos chega a atitude das gasolineiras e o ISP.

Conversas vadias 32

Sejam bem-vindas, e bem-vindos, à trigésima segunda edição das “Conversas vadias”.

Desta feita, os vadios foram António de Almeida, Carlos Araújo Alves, José Mário Teixeira e João Mendes (que entrou em andamento). E, ainda, a assinalar, a ausência especial de António Fernando Nabais, por razões de sono estético.

Temas da vadiagem: o Orçamento do Estado; o cai ou não cai o Governo; o papel e o futuro dos partidos políticos da Esquerda à Direita; líderes partidários e candidatos; o papel(ão)do Presidente da República; os desejos íntimos (políticos) de António Costa; bazucas e bombas avulsas; impostos e serviços públicos; a crise e a transição energéticas e os caminhos da Europa; e Rabo de Peixe e o inquérito aos crismandos adolescentes (incluindo sobre sexo fora do casamento ou até mesmo com animais). Para finalizar, as habituais sugestões que contaram com cinema, música e televisão (lulas incluídas).

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Conversas vadias 32







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Deixem os impostos em paz

Portugal está em ebulição com os mais recentes aumentos do preço dos combustíveis, que se juntam a toda uma factura fiscal para lá de obscena, que já o era, bem antes das últimas subidas. Não pela sua dimensão, que continua a ser, no global, inferior à de algumas das nações mais prósperas do planeta, mas porque o retorno que os contribuintes recebem do Estado português está longe, a anos-luz, de ser proporcional ao esforço fiscal a que são submetidos.

Em bom rigor, e olhando para os números e para os factos, não para alguma propaganda libertária ou ultraconservadora anti-Estado, parece-me inegável que as democracias mais prósperas do planeta, a todos os níveis, nomeadamente aqueles que verdadeiramente interessam ao grosso das populações, como os sistemas de saúde, a educação, a segurança social, o auxílio a trabalhadores desempregados, o apoio às franjas mais desfavorecidas e/ou excluídas e, claro, o bem-estar geral e índices de felicidade, são aquelas que aplicam taxas mais elevadas sobre os rendimentos do trabalho e/ou de capital, com o caso dos países nórdicos à cabeça. Não há como contornar isto. A diferença, claro está, reside na proporcionalidade e no rigor da gestão da coisa pública.

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Não quero pagar a transição energética

Talibãs do politicamente correcto, pretendem impor a sua visão dogmática à sociedade, apresentando como verdade cientificamente inquestionável, matéria que está longe de consensos científico e levanta questões ainda por responder. Os que não embarcam na agenda, são apresentados como negacionistas ou excêntricos, na melhor das hipóteses.
No entanto, existem evidências históricas que o clima do planeta Terra era mais quente que hoje, entre 800 e 1200 DC. Já entre 1350 e 1850 DC era mais frio que hoje. Se é irrefutável que a temperatura aqueceu nos últimos 150 anos, é questionável que seja apenas como nos tentam vender, motivada pela revolução industrial, ou poderemos então apontar os vikings como responsáveis pelo anterior período de aquecimento? Obviamente que o primeiro destes factos é omitido pela corrente dominante e acéfalos avençados, já o segundo é propagado até à náusea. Não interessa que os cidadãos, possam levantar questões que coloquem em causa o pensamento oficial. [Read more…]

Another esquema do Chega, exposed

Ontem foi dia de um daqueles eventos que começa a ser um clássico por cá. Uma manifestação contra os preços obscenos dos combustíveis, alegadamente espontânea e de iniciativa popular, era afinal mais um truque mal disfarçado dos suspeitos do costume. Suspeitos esses que se estão nas tintas para o preço, que não pagam ou não lhes pesa, mas que pretendem, através destas acções de guerrilha, cavalgar o descontentamento popular. Nada de novo, claro está. Copiado do textbook do facho Bannon.

Quanto ao preço dos combustíveis, nada de novo também. Mais uns cêntimos, para tornar ainda mais revoltante uma situação já de si insustentável, que não há meio de ser invertida, pese embora a esmola ontem anunciada. Mas não é só nos combustíveis que esta situação se tornou insustentável. É a factura global, a todos os níveis, que assumiu proporções de assalto à mão armada. O problema, contudo, não são os impostos. O problema é a não proporcionalidade do retorno que daí resulta. Deixarei essa reflexão para uma outra posta, mas deixo desde já uma declaração de interesses, que não será particularmente popular: sou a favor de um modelo de gestão pública no qual os impostos, sempre progressivos, são necessariamente elevados. A contrapartida, porém, não pode ser um Estado falido, mas um Estado que devolve esse esforço aos cidadãos sob a forma de uma rede de serviços públicos abrangente, funcional e gerida com rigor. É assim nas democracias mais avançadas do planeta, e é isso que sonho, um dia, para o meu país. Um país livre de flatulências trumpistas, sublinhe-se.

Parlamento não vota redução do custo fiscal dos combustíveis (*)

Em Fevereiro de 2016, numa altura em que o crude estava particularmente em baixa, o governo de António Costa fez um enorme aumento do ISP para compensar a perda de IVA (6 cêntimos por litro).

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Passos Coelho e o preço dos combustíveis

A direita que suspira por D. Sebastião Passos Coelho passa os dias a vociferar contra os impostos, em particular os que incidem sobre o preço dos combustíveis. E eu quero aqui deixar claro que, no caso específico dos combustíveis (e eventualmente noutros que agora não me ocorrem nem são para aqui chamados) tenho que concordar com essa direita que aguarda, impacientemente, pelo regresso do Dr. Frankenstein do Bolsonaro de Loures. É demais, é um abuso e é um assalto ao bolso do contribuinte, não há volta a dar. O que não invalida que os combustíveis devam ser taxados. Devem, principalmente agora, que temos uma emergência climática em mãos. Mas daí até à extorsão vai ainda um longo caminho.

Mas era precisamente Passos, o “Desejado”, quem em 2013 afirmava, categoricamente, aquilo que pode ser lido ali em baixo, e que transcrevo: “Não podemos pensar em ter combustíveis mais baratos porque iria sair caro em termos ambientais”. E Passos não se referia apenas ao período da intervenção externa, mas também ao “futuro melhor”. O que nos coloca perante uma questão: o que teria feito Passos, caso governasse até hoje? E o que teria dito a direita? Com excepção do IL – honra lhes seja feita, esta malta não brinca na luta conta os impostos, concorde-se ou não com ela, pese embora muitos dos seus dirigentes e militantes mais destacados tenham feito parte da entourage de Passos – a restante direita meteria a viola ao saco e ia atestar o depósito para outra freguesia, de preferência do lado de lá da fronteira. Ventura incluído.

Silêncio que se vai aumentar o combustível

Em plena pandemia, os combustíveis subiram em flecha. Sobem há 12 meses. GPL incluído.

As pessoas ficaram em casa, e os combustíveis aumentaram. A produção industrial arrefeceu, e os combustíveis aumentaram. Diminuiu o tráfego rodoviário, e os combustíveis aumentaram. Diminuiu o tráfego aéreo, e os combustíveis aumentaram. Há menos turistas, menos carros alugados, menos caldeiras de hotéis a trabalhar, etc., e os combustíveis aumentaram.

Perante a evidente especulação, o barulho é pouco. Muito pouco. Aliás, até soa a silêncio.

O BE não faz grande barulho, porque defender combustíveis não é ser “esquerda moderna”. O PCP também não, porque não são “direitos dos trabalhadores”. O PAN  também, porque não vai defender o consumo de combustíveis, nem o assunto interessa ao bem-estar animal. O PSD também não faz barulho porque… porque, enfim, este PSD não é muito de fazer barulho. O CDS pouco barulho faz, porque não é matéria suficiente para exigir uma demissão ministerial. O mesmo se diga da IL porque, se calhar, ainda não conseguiu arranjar modo de conseguir um bom “soundbite” à custa disso. E o Chega não se rala com o que não pode culpar ciganos, migrantes ou refugiados. E não me esqueci do PS. O PS é que se esqueceu de o ser, e não é de agora.

Enquanto isso, quem tem de trabalhar, de se mover, sem que tenha transportes alternativos excepto o individual, paga cada vez mais caro por isso.

Valha-nos o facto de se estar a salvar a TAP, pois conto com ela para me levar da Areosa à Rotunda da Boavista. A preços módicos, claro.

Loucura nos combustíveis

Gasóleo acima de 1.5 euros e gasolina acima de 1.6 euros. Por menos, houve grande agitação no tempo dos governos Sócrates. Entretanto, todos amoleceram com a porrada da TINA e, agora, Costa dá-se ao luxo de manter o valor do ISP apesar dos valores em alta do crude.

Para quem se tenha esquecido, a promessa foi de baixar o ISP caso o petróleo aumentasse de preço.

Já se parava com esta brincadeira, não?

Mito

O elevado preço da energia e combustíveis não serve apenas às empresas, longe disso, mas é um facto convenientemente esquecido

Afinal, o Diabo está nos relatórios da UTAO

Pelo menos neste.

Para o arquivo do rigor jornalístico

sicn

A SIC Notícias transformou os aumentos de 0,49 cêntimos no gasóleo e de 0,34 cêntimos na gasolina, previstos para o início desta semana, em aumentos de 49 e 34 cêntimos, respectivamente. Seria de esperar que ninguém no seu perfeito juízo acreditasse numa treta destas. Porém, quando o título da notícia foi alterado, poucos minutos após a publicação original, já as redes sociais tinham tratado de explodir em indignação e disseminado mais este lapso da nossa imprensa atenta. Onde estaria o Hugo quando se publicou este aborto jornalístico? Será que deu OK?

via Os truques da imprensa portuguesa

Outro mentiroso

Mentir é isto:

Ministro diz que preços dos combustíveis desceram em média três cêntimos
Moreira da Silva fala em poupança de quase 200 milhões de euros nos encargos dos portugueses com combustíveis num ano por força da nova legislação.

É preciso ter muita lata para pretender que é uma legislação aprovada há dias, e não a queda do Brent no mercado internacional, a razão de os combustíveis estarem mais baratos. Isso depois de ter aumentado o Imposto Sobre Produtos Petrolíferos, o que teve como consequência comer parte da baixa de preço que poderíamos ter agora.

Mas se a Moreira da Silva não falta descaramento, aos jornalistas copy-paste e à oposição sobra incompetência para desmontar mentira tão óbvia.

Dispam-se de preconceitos e ide ouvir a entrevista do secretário-geral da APETRO, onde, novamente, é explicado que o problema dos preços em Portugal são os impostos. E que leis como esta de nada servirão, tal como de nada serviram as tabuletas de preços nas auto-estradas e a obrigação de adicionar biodiesel ao gasóleo.

Atentem também ao que aconteceu à rede de abastecimento em França, que desapareceu para dar lugar às grandes cadeias de retalho. Curiosamente, ou não, quem é que sai beneficiado com esta lei? Pois. O tio Belmiro e c.ia, que não vão gastar um tostão para ficarem dentro da lei.

O consumidor? Ora, ora, mas havia direito de admissão nas bombas de low cost?

Como iludir o consumidor

O ministro Moreira da Silva anunciou ontem que a venda de combustíveis simples permitiu uma poupança média de 0,03€ para o consumidor. Pena o aumento de 0,03€ em todos combustíveis previsto para a próxima semana.

Piada do Dia

“A intenção é assegurar maior controlo e transparência ao sector, que passa, assim, a ser escrutinado pela nova organização.”

Yeah right…

A desgraça (II)

Já nem a “Autoridade da Concorrência” consegue mascarar o que já mostrámos aqui. Portugal tem, de forma consistente, o preço dos combustíveis sem taxas acima da média europeia.

Combustíveis – as macro-análises e o pragmatismo

Os preços de venda ao consumidor (PVP) dos combustíveis em Portugal – imagino que também em outros países – é matéria frequente de polémica; em especial, em momentos de conjuntura de alta de preços do petróleo.

Neste domínio, devido a condicionalismos da localização geográfica, a imperativos de competitividade face aos espanhóis e a outros factores de carácter sócio-económico,  em vez de macro-análises à escala europeia, o pragmatismo recomenda, a meu ver, o recurso à comparação de impostos e PVP entre Portugal e Espanha.

Como é explicitamente referido na informação da Comissão Europeia, as percentagens de impostos (ISP + IVA, no caso de Portugal) correspondem a valores percentuais dos  PVP finais.

Parece-me, pois, importante extrair as seguintes conclusões:

  1. A carga fiscal em Portugal é maior do que em Espanha (+17,39% na Gasolina e +7,39% no Gasóleo);
  2. Os PVP líquidos de impostos equivalem-se, i.e., na gasolina em Portugal cobra-se menos 1 cêntimo por litro (- 1,89%) e, no gasóleo, os valores são idênticos. [Read more…]

Cuidado: não recomendado a pessoas sensíveis

Notícia pornográfica, daí a bola vermelha, não recomendada a pessoas sensíveis. Se se impressionar com facilidade não leia. Não digam que não avisei.

E se nacionalizássemos a Galp de novo?

BE: galp e edp

Um empresa pública que venda com lucro leva à existência de um imposto camuflado.

De vez em quando, em comentários dos jornais, nos blogs e em conversas dou com observações nestes termos: os lucros da Galp são escandalosos e a privatização da empresa ainda os fez aumentar mais.

Sabendo de antemão que nos tempos da Galp pública, os preços eram definidos por decreto e que estes variavam em função das necessidades orçamentais, dei-me ao trabalho de fazer umas contitas.

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Os combustíveis low-cost e a estratégia de desviar a atenção

Da saída da refinaria até à bomba, os impostos fazem os preços da gasolina e do gasóleo aumentarem, respectivamente, 87% e 135%

Alguns deputados do PS estão muito preocupados com a concorrência no que toca a questão dos combustíveis. Em 2008 a preocupação foi de tal forma forte que até acabou por haver um extenso estudo por parte da Autoridade da Concorrência para se saber se as dúvidas repetidamente expressas pelo governo eram ou não fundamentadas. Suspeitava-se então que os preços dos combustíveis estavam inflacionados pela situação de monopólio que existe na refinação de combustíveis. Meses de investigações levaram a uma conclusão que se antecipava: os preços dos combustíveis, antes dos impostos, seguem o que se passa nos outros países.

Agora que estamos numa nova crise de preços, eis que, outra vez, as hostes socialistas se incomodam com os preços que andamos a pagar. Desta vez a ira não vai para os preços à saída da refinaria mas sim para o facto de não haver combustíveis low-cost em todas as esquinas. Bem, pode-se sempre fazer uma lei para isso. Para quem já não não tem mercado a funcionar sem o aval do governo, mais uma já pouco importa.

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Preços gasolina, gasóleo, brent: 2005 a Janeiro 2011

Sendo novamente tema quente, continuo o registo da variação de preços do brent, do gasóleo rodoviário e da gasolina sem chumbo com 95 octanas (IO95).

2005 - 2011: Câmbio Dólar / Euro 2005 - 2011: Preço do Brent em euros 2005 - 2011: Preço de Venda ao Público do Gasóleo Rodoviário 2005 - 2011: Preço de Venda ao Público da Gasolina 95 octanas Gasolina, gasóleo e brent 2005-2011

Estes gráficos (clicar neles para ampliar) apresentam dados para o período de 2005 a 10 de Janeiro de 2011:

  1. 2005 – 2011: Câmbio Dólar / Euro
  2. 2005 – 2011: Preço do Brent em euros
  3. 2005 – 2011: Preço de Venda ao Público do Gasóleo Rodoviário
  4. 2005 – 2011: Preço de Venda ao Público da Gasolina 95 octanas
  5. Gasolina, gasóleo e brent 2005-2011

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ACOP propõe o regresso a um regime de preços máximos para os combustíveis

Com o petróleo a atingir o limiar psicológico dos $US 100, impõe-se, em situação emergencial, que o regime de preços livres, estabelecido há anos, cesse transitoriamente, já que o País vive uma crise sem precedentes por razões que se não ignoram…

Para tanto, a ACOP propõe se retorne ao regime de preços máximos, calculado segundo critérios rigorosos e que escapem a uma “pseudo-concorrência”, como a que ora se observa, sendo que no intervalo de preços poderá haver sempre uma salutar concorrência se as empresas do sector petrolífero honrarem o seu respeito pelo mercado e pelos consumidores, o que parece não se haver verificado desde a abertura do mercado à liberalização estatuída. Basta atentar no que sucede com os elevadíssimos preços praticados nas auto-estradas, cuja “concertação” os painéis não escondem… e no mais, onde a similitude preços poderá não ser mera coincidência! [Read more…]

Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 – Jul. 2010 (III)

Este é o terceiro e último texto de uma série de três com uma análise da evolução dos preços dos combustíveis entre 2005 e Julho de 2010:

  • Parte I – apresentação dos dados
  • Parte II – Análise dos dados
  • Parte III – o presente texto: Divagações sobre as "infames gasolineiras"

As duas primeiras partes desta sequência foram de cunho exclusivamente factual, enquanto que esta terceira parte será a minha interpretação dos factos.

Mas antes disso tenho um pequeno segredo a revelar.

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Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 – Jul. 2010 (II)

Este é o segundo texto de uma série de três com uma análise da evolução dos preços dos combustíveis entre 2005 e Julho de 2010:

  • Parte I – apresentação dos dados
  • Parte II – o presente texto: Análise dos dados
  • Parte III – Divagações sobre as "infames gasolineiras"

Parte II – Análise dos dados

Na primeira parte desta série, vários gráficos foram apresentados, mostrando a evolução dos preços do brent, do gasóleo, da gasolina e do câmbio dólar/euro:

Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010 

Os primeiros quatro gráficos têm "apenas" interesse documental, sendo a presente análise baseada no último dos gráficos, aqui reproduzido:

Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010

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