Breves discursos sobre a Primavera (Poesia & etc.)


Primavera, de Picasso.

Assinalemos a chegada da Primavera através de algumas vozes privilegiadas. Picasso viu-a assim. Vejamos agora como Pablo Neruda saúda a mais poética das estações (Excerto do poema Oda a la Primavera, de «Odas Elementales»):

Primavera
temible,
rosa
loca,
llegarás
llegas
imperceptible,
apenas
un temblor de ala, un beso
de niebla con jazmines,
el sombrero
lo sabe,
los caballos,
el viento
trae una carta verde
que los árboles leen
y comienzan
las hojas
a mirar con un ojo,
a ver de nuevo el mundo,
se convencen,
todo está preparado,
el viejo sol supremo,
el agua que habla,
todo
y entonces
salen todas las faldas
del follaje,
la esmeraldina,
loca
primavera (…)
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A máquina do tempo: Ponto final nas buscas dos restos mortais de Federico García Lorca – o poeta não foi sepultado no lugar de Alfacar (Granada)

Aspecto que apresentava ontem a zona onde se julgava estar sepultado Federico García Lorca, no lugar de Alfacar.

Ontem, chegou ao fim a busca dos restos mortais de Federico García Lorca. Utilizando meios sofisticados de detecção, durante cinquenta e um dias, foram procurados no local onde, desde há 73 anos, se julgava estarem enterrados. Fontes ligadas à busca, concluíram «Não se encontraram restos humanos. A partir de agora ter-se-á que escrever a história com dados científicos. Acabaram-se as especulações» (…) «escavou-se a terra até ao limite do possível». Na última vala onde se procuravam os restos do poeta, foi encontrada uma rocha com o que parecia ser impactos de bala. E isso deu alguma esperança.

Porém, o veredicto final foi ontem emitido: «Não se encontraram restos humanos. Há evidências científicas de que nunca houve enterramentos nesta zona» (…)«Não apareceu nem um só osso, nem roupa, nem cápsulas de balas. O terreno foi visto palmo a palmo». Francisco Carrión, arqueólogo-chefe das escavações, sentenciou a questão: «A possibilidade de ali haver alguma coisa não é nenhuma. Nem um grama de informação», [Read more…]