Tanta conversa moralizadora…

… e depois não é que são mesmo todos iguais?

Partidos da Madeira recusam devolver ajudas utilizadas fora da lei

Em causa estão 6,3 milhões de euros desviados para campanhas eleitorais e outras actividades partidárias, em violação da lei orgânica da assembleia que consigna tais apoios exclusivamente para o apoio à actividade parlamentar. O PSD é o partido que maior montante tem a devolver, mais de 4,4 milhões referentes aos dois anos. Segue-se o PS, com 1,3 milhões, o CDS-PP com 229 mil euros, os deputados independentes João Isidoro e Ismael Fernandes (dissidentes do PS e reeleitos pelo MTP) com 170 mil, o PCP com 159 mil, o BE 62 mil e o PND 25 mil euros.

Tanto discurso cheios de moralismo, especialmente por partidos como o PCP e o BE, e depois nem o exemplo conseguem dar. E veja-se ali, o PS, agora que é oposição e até começa começa com o discurso “é preciso fazer diferente” mas tão igual aos outros. E PSD e CDS-PP que têm o poder, se nem as suas estrelas locais consegue conter, imagine-se como alguma vez será capaz de meter mão nos tubarões da república. Finalmente, os pequenotes MTP e PND a quererem ser grandes mas começando o caminho logo pelos tostões do financiamento partidário.

Parabéns leitor, deixou de tomar uma bica para patrocinar mais um acto de elevação política.

Cromo do Dia: Assembleia Regional da Madeira

Que o partido do Alberto João tem um entendimento peculiar da democracia, já sabíamos. Que a população se está a borrifar para esse entendimento ou qualquer outro, desde que dê túneis e subsídios, também sabíamos. Agora, que democracia é um deputado votar por todos, ainda não sabíamos. Lá se vai, de uma assentada, o conceito de representatividade por listas eleitas, o conceito de fiscalização por heterogeneidade, o voto de consciência, a liberdade de voto, a diversidade de ideias e argumentos, a necessidade de debate. Mas, por absurdo (e o absurdo cabe nestas cabecinhas), talvez fosse esta a forma de tornar o funcionamento da “democracia” mais barato: grupos parlamentares de um só elemento, quatro, vá lá cinco, deputados por parlamento e estava a coisa resolvida.

Mais um cromo raro.

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